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quarta-feira, 26 de julho de 2017



Quarta feira pela manhã, dia de treinamento no campo de golfe, esporte que está me encantando pela elegância, benefícios para a saúde como um todo (física e mental) e, principalmente pelo prazer de desfrutar da natureza exuberante e do clima ameno deste inverno brasileiro!

Debaixo de um céu azul de brigadeiro e convivendo em perfeita harmonia com pássaros de variadas espécies como bem-te-vis, quero-quero, pica-paus de colarinhos vermelhos ou amarelos, patos, marrecos, gansos e gaivotas, cada movimento ondulante do corpo nas tacadas é um encontro de espécies diferentes, mas que comungam do mesmo amor pela vida!
E como a maçã dificilmente cai longe do pé, Tom me acompanha nas tacadas, demonstrando gosto pelo esporte também. Delícias de ser avó...


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

CAIM E O HOMEM CORDIAL


Por Alexandre Coslei em 26/12/2016 na edição 929

Atravessei a infância e a adolescência à sombra do Ato Institucional nº 5, o hiato da ditadura que alienou uma geração de jovens de todos os ideais políticos, das liberdades e do direito à expressão. Por uma dessas ironias da vida, cresci em frente a uma grande fábrica na Tijuca (a Brahma), que ficava ao lado do 1º Batalhão da Polícia do Exército, o temível DOI-Codi. Às sete horas da manhã, o apito da chaminé da fábrica me acordava, hora de ir para o colégio. No caminho, eu esbarrava com filas de operários iniciando a jornada de trabalho. Ao mesmo tempo, caminhava debaixo dos olhos soturnos de soldados em vigília. Formei minha consciência entre o proletariado e a repressão.

Da janela da sala de aula, me perdia em devaneios observando caixas de cerveja subirem e descerem pelas esteiras, acompanhadas pelo movimento frenético dos trabalhadores. Em breves intervalos, eu alternava os olhos para observar a calmaria bucólica do quartel, onde nada parecia acontecer e onde todo o mal acontecia nos subterrâneos que minha visão ainda inocente não alcançava.

Ao retornar da escola, percorria o mesmo caminho repleto de macacões brancos dos descontraídos operários que descansavam do almoço cochilando sob as amendoeiras; acima da minha cabeça, as sisudas fardas verdes do exército continuavam a vigiar a paisagem. A mesma rotina vivida por anos, num universo que me parecia simples, seguro e previsível. Em casa ou no colégio, neste período, não ocorriam conversas sobre política. Política e eleições são palavras que só ouvi como adulto. Na rua em que eu morava residiam também muitos militares de alta patente. Pouco os via e eles pouco interagiam com o dia-a-dia da comunidade.

Catecismo, Moral e Cívica e OSPB soavam como elementos obrigatórios na educação de uma criança da classe média tijucana. Cumpri todo o processo que visava a domar e programar as mentes que sustentariam o país do futuro. A existência refletia uma bolha de amenidades. Porém, alguns sinais já revelavam a alma da terra em que eu habitava.

Em 1977, durante uma aula de ciências, o professor flagrou um aluno negro conversando e rindo, perguntou qual assunto o distraía e o menino respondeu que comentava sobre o seriado do Batman. Então, o mesmo professor exigiu que o menino negro subisse ao tablado, cortou uma pequena máscara num papel cor de rosa e fez com que o garoto a colocasse e sorrisse. Terminou a tortura gritando que ali estava o Batman depois de queimado. As gargalhadas soaram alto na turma e eu só consegui sentir repúdio e horror daquela execração. A incubadora de serpentes já estava ligada muito antes que chegasse a abertura democrática e as discussões sobre a nossa real natureza.

Abertura

Os anos 80 trouxeram a lendária campanha das Diretas Já. O clima de euforia e debates sobre a realidade nacional explodiram como uma criatura que rompe, num salto abrupto, a casca do ovo. Finalmente, as cortinas começaram a se abrir para que enxergássemos o verdadeiro Brasil e o mundo. Veio o Brizola. Ouvir o Brizola foi receber uma machadada que me abriu a cabeça. Impossível qualquer indiferença diante daquele gaúcho destemido, voltando do exílio para nos ensinar sobre inclusão, sobre o valor da educação, sobre o respeito pelos pobres, enfrentando a Rede Globo de peito aberto, sabendo que desmascarava um grupo que apoiou duas décadas de uma ditatura covarde. Leonel Brizola foi o profeta que despertou muitos de nós. Talvez tenha sido ele que me fez consolidar definitivamente a crença na igualdade, fraternidade e liberdade.

Amigos entusiasmados vinham me contar sobre as maravilhas do socialismo. Hoje, muitos desses amigos são capitalistas e liberais desde criancinha. O dinheiro é um túmulo ideológico.

Collor, Itamar, FHC, Lula, Dilma e agora o governo usurpador e cínico do Temer. Os nossos passos foram evoluindo até este ponto em que gangues de políticos, armados pela ilegitimidade consentida, reiniciaram o desmonte e o retrocesso que devolve o controle dos cofres públicos aos tutores do poder. Não nos tolhem mais a liberdade, não precisam. Basta anunciarem que as instituições estão funcionando, é a senha para toda e qualquer barbárie que queiram impor. Ouvem as vozes das ruas, aquelas que atendem aos seus interesses. Para que OSPB e Moral e Cívica? A Globo, com o apoio dos movimentos de extrema-direita, molda as mentes que batem panelas e fazem o barulho incômodo. Para que um golpe militar quando temos Bispos e Bolsonaros à espreita? As sementes dos tempos de exceção não param de germinar.

O homem cordial

Um francês me disse que o Brasil é um país de xenófobos enrustidos. Como? Que absurdo! Não acreditei até testemunhar o episódio dos médicos cubanos, quase linchados ao desembarcarem aqui para nos ajudar a promover a saúde nas nossas cidades mais remotas. Não, não foi só uma reação corporativa de médicos egoístas. Foi xenofobia.

Não somos racistas? Somos piores, não aceitamos sequer oferecer a oportunidade das cotas, que não nos redimem do crime escravagista que perpetuamos enquanto foi possível. Somos homofóbicos. Somos misóginos. Somos violentos. Somos delatores. Cultivamos um forte preconceito de classe. Não aceitamos nenhum tipo de Bolsa Família que suavize a miséria. Preferimos doar migalhas por caridade a compartilhar riquezas. É o imenso abismo social que alimenta o contraditório delírio das nossas elites, que pensam pertencer ao primeiro mundo e creem ocupar o pódio pelo resultado justo da meritocracia. Somos Caim.

E onde está o homem cordial de Raízes do Brasil? Onde está a virtude que seria a nossa melhor herança para a humanidade? Para onde foi o nosso instinto de viver nos outros? Há quem afirme que ele foi torturado e morto em algum porão obscuro da história.

O homem cordial não poderia sobreviver numa nação que escolheu ser prostituta de cafetões rentistas. A prostituta que se apaixona, que ama os homens, não é útil aos ganhos do bordel. Da mesma forma, o Estado moderno não deve mais servir ao cidadão, mas ao mercado. As necessidades do Estado mínimo exigem, novamente, o descarte de qualquer relação sentimental e humana que o desvie do seu propósito maior: o lucro privado e restrito a poucos.

***

Alexandre Coslei é jornalista
Publicado originalmente no Observatório Imprensa

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

RECADO DE ANO NOVO AOS MINIONS PROVIDOS DE DOIS NEURÔNIOS E RACIOCÍNIO BINÁRIO-PROGRAMÁVEL


por Eugênio José Guilherme de Aragão

“Man kann den Hintern schminken wie man will, es wird kein ordentliches Gesicht daraus.“

"A melhor maquiagem não faz da bunda um rosto apresentável."

(Kurt Tucholsky)

Inauguramos um novo ano, sem novidade nenhuma. De nada adiantarão os tais votos de São Silvestre, com augúrios de felicidade e de um tempo melhor para nossos entes queridos, se não tivermos capacidade de mudar. Está em nossas mãos o destino deste país e do futuro de nossos filhos e netos, mas precisamos começar a pensar com nossa própria cabeça e abandonar a crença ingênua em noticiários, sejam de que cor forem.

Notícias em mídia são como jabutis no alto de uma árvore. Como lá não chegam sozinhos, alguém os colocou lá. Para entender o significado do noticiado, precisamos conhecer a história por trás dele. Por que foi tornado público? Com que intenção? Por que escolheram fulano para escrever a matéria? Por que hoje? Por que na primeira, segunda ou terceira página do jornal? Por que essa manchete? Por que esse lead? Se não tentar responder a essas perguntas, se tomar o conteúdo da notícia pelo seu valor de face, o leitor estará sendo engambelado!

A maioria de vocês, minions, age assim. Vocês lêem um engodo e logo se revoltam. São irritadiços e extremamente impulsivos, o tipo de massa de manobra, "useful idiots", inocentes úteis manobrados por atores inescrupulosos, que usam o que é manifesto para alavancar o que é latente. É claro que a corrupção – o alcance do que é nosso por políticos e empresários de ética deformada – é um fato repulsivo, assim como o tráfico negreiro o era no século XIX. Só que quem monta o circo da comoção pública não está nem aí para o desvalor dessas condutas. Na verdade, sob outras circunstâncias, os manipuladores até as apoiariam com argumentos que vocês, almas binárias, engoliriam com o mesmo histrionismo demonstrado na reação a elas.

Os ingleses enriqueceram com mão-de-obra escrava em suas colônias. Conseguiram com o ciclo do algodão compensar razoavelmente a crise da lã que quase pôs abaixo a sua indústria têxtil no séc. XVIII. Mas quando em 1774 a King's Bench declarou o trabalho escravo incompatível com o Common Law, a diplomacia britânica esmerou-se na imposição da proibição internacional do comércio escravo. Afinal de contas, sem mão-de-obra escrava nas plantações de algodão, os ingleses perdiam feio em competitividade para os franceses, os espanhóis e os portugueses.

Tudo não passou de "business as usual". Assim, quando interceptavam navios negreiros em alto-mar, na maioria das vezes os ingleses não se davam ao trabalho de rebocá-los de volta à costa d'África. Afundavam os barcos com sua carga humana. Prevalecia a lei do menor custo. Em 1826, impuseram ao Brasil um tratado em que se acordou a proscrição do trabalho escravo. Este fazia parte de um pacote de medidas humilhantes vinculadas ao reconhecimento da independência do País pela coroa britânica. Em 1827, depois de indignados protestos do legislativo imperial, D. Pedro I foi obrigado a ratificar o tratado a bordo de um vaso de guerra inglês. E como o Brasil insistiu em descumprir o tratado, os ingleses anunciaram em 1845, por ato do parlamento (Bill Aberdeen), que perseguiriam embarcações irregulares até em águas territoriais brasileiras e submeteriam sua tripulação a cortes marciais britânicas. Na implementação dessa medida, chegaram a interceptar inúmeras embarcações absolutamente regulares e confiscaram sua preciosa carga. Houve troca de tiros entre navios da armada britânica e navios de guerra brasileiros, com óbitos só de nosso lado. Houve uma tentativa de invasão da Baía da Guanabara, rechaçada pela guarda costeira pátria. E sem a sanção da Lei Eusébio de Queiroz, em 1850, proscrevendo o comércio de escravos, a guerra contra a Inglaterra teria sido inevitável.

Importante é lembrar que, por mais desprezível e desumano que seja a redução de semelhantes à condição de escravos, o discurso manifesto era só uma cortina de fumaça que escondia a intenção latente dos ingleses de submeter o Brasil a seus interesses econômicos e políticos. Ninguém vai por isso ser tolerante ou até bater palmas para o regime escravocrata que permeia nossa cultura de desigualdade até hoje, mas é preciso ser esperto e não deixar que outros nos ditem suas agendas para inviabilizar nosso país. Somos nós que temos que dar o rumo ao nosso desenvolvimento, em vez de moldá-lo aos desígnios estratégicos alheios, até porque quem nos quer impor a pecha de imorais não tem moral nenhuma para fazê-lo.

A cruzada atual contra a corrupção assume essa mesma feição de ditado externo. A pauta de proibição de peita a funcionários estrangeiros, objeto de convenção da OCDE de que o Brasil é parte signatária, para dar maior pujança a seu comércio exterior, atende sobretudo às economias centrais, já que a prática da peita afeta majoritariamente governos periféricos. Não que não haja corrupção nas economias centrais. Ela existe fartamente, tanto no setor público, quanto no privado. O governo americano não teve problemas em depositar recursos classificados como de "cooperação técnica policial" em contas pessoais de autoridades do ramo no Brasil. As empresas norte-americanas corriqueiramente fazem lobby nada kosher com atores políticos do mundo inteiro. Mas ficam à margem da ação de sua Justiça. Afinal de contas, isso é um problema, nesse caso, de restrições legais à territorialidade. Mas quando se trata de nossas empresas estratégicas, os EUA estendem, com subserviente ajuda das nossas autoridades persecutórias, sua jurisdição ao infinito, punindo-as por atos estranhos ao território americano. Como disse o vice-diretor do FBI, as práticas dessas empresas afetam a segurança nacional americana e repercutem no mercado internacional, no qual as empresas americanas também atuam.

E nossas instituições bobinhas, com complexo de vira-latas, fazem de tudo para agradar ao governo americano, orgulhando-se de prêmios recebidos de instituições e revistas da metrópole. Fazem, com isso, o papel que se espera delas: sufocar a ousadia brasileira de ter um projeto nacional.

Isso, claro está, não serve de perdão a nossos malfeitores corruptos, agora muito mais presentes no governo que se estabeleceu depois do golpe parlamentar turbinado pela meganhagem antinacional do complexo judiciário-policial e pela grande mídia comercial. Mas a resposta a nossas corrupções de cada dia deve ser dada no estrito atendimento aos interesses nacionais. Não pode destruir setores de nossa economia e tornar-nos um pária da globalização. Não pode inviabilizar a governação e anular todo o recente esforço de inclusão social. E nem pode transformar nosso sistema de Justiça num teatro de desmoralização de investigados. Temos de reagir de forma dura, mas preservando nossos ativos estratégicos – exatamente como eles, nossos autoproclamados parceiros, também fazem.

Quem tiver culpa, que responda, mas com a dignidade que nossa constituição garante a todas e todos. Nenhum método de investigação torto justifica-se em função de pretenso "bem maior", pois não há bem maior que a dignidade da cidadania e o legítimo interesse estratégico nacional. É preferível um culpado ser inocentado porque não se logrou provar sua culpa dentro da lei, a culpar um inocente com métodos a seu arrepio.

E, queridos minions, não entrem nessa onda populista de quem quer usá-los para reforçar seus privilégios no serviço público, sugerindo-lhes que são um povo cheio de dignidade lutando contra um bando de canalhas, porque, quando tudo acabar, só sobrará tapera e vocês não serão mais "um povo" orgulhoso do seu verde-amarelo, mas serviçais mal-pagos e desmoralizados do Grande Irmão do Norte.

Oxalá que para nós todos, brasileiros e terráqueos de todas as colorações, a esperança vença em 2017 a injustiça, a traição e a prepotência!

Publicado originalmente no jornalggn.com.br/blog/eugenio-aragão

terça-feira, 13 de dezembro de 2016



Luiz Fernando Praga

Tenho uma filha pequena que, justo agora, infortúnio, perguntou-me o que é a “justiça”.

Fiquei constrangido, mas arrisquei.

“A “justiça”, filha é um produto que se compra aos pouquinhos e jamais se consegue inteira. Você precisa ter muito dinheiro, ser uma bilionária mesmo para atingir os meandros mais ocultos da “justiça”, porque até os milionários têm menos acesso à “justiça” que os bilionários. Nós, os pobres, só podemos ter uns pedacinhos dela, ficamos com as migalhas dos direitos que não servem para os ricos.

Vou dar exemplos:

A “justiça” é aquela instituição que nos obriga a votar, depois anula nosso voto, diz que era mentirinha e coloca cargo quem ela gosta mais.

A “justiça”, filha, é o poder que promove a superlotação de presídios com seres humanos, em regra pretos e pobres, pessoas como nós, filha, nem um pouco diferentes, só que em situação desumana.

A “justiça” é aquela instituição que premia, com os maiores privilégios, aqueles que já nascem com muitos privilégios.

A “justiça” é aquela instituição que permite a um juiz dar voz de prisão aos atendentes da companhia aérea porque ele chegou atrasado para o embarque, permite ao juiz passear com carro esportivo confiscado do réu e prender agente de trânsito que ousa dizer que juiz não é deus.

A “justiça” é a instituição cujos representantes são os abnegados mantenedores das leis, que ganham os maiores salários da república e servem pra prender quem não tem dinheiro pra pagar advogados e, por outro lado, garantir a Inocência dos mais ricos.

A “justiça” é aquela instituição idônea do Gilmar Mendes, do Levandowski, do Moro, que persegue e difama por “convicção”, faz vistas grossas quando tem provas e toma decisões sempre imparciais e apartidárias segundo a globo.

Ela, porém, não é privilégio do Brasil, filha. Nossa “justiça” copia modelos clássicos, como aquele que crucificou Jesus Cristo, os que encarceraram Pepe Mujica e Nelson Mandela, como o sistema que mata 1 inocente a cada 25 condenados à morte, porque, claro, a vida é um detalhe desprezível para a “justiça”: ela não gosta de vida, gosta de poder e dinheiro.

A “justiça” é essa produção hollywoodiana que custa bilhões aos bolsos do contribuinte, amparada pela mídia e cheia de holofotes que nos vicia a acreditar em qualquer ficção como sendo a verdade.

Ela é esse poder que nos tem a todos em suas mãos, apenas para garantir que nenhum de nós, criminosos até que se prove o contrário, possa dar um rumo diferente aos planos da “justiça”.”

Então, como não quero que minha filha amada (como devem ser amados todos os filhos que não são meus) cresça com este triste conceito assombrando seu futuro, achei importante ampliar a explicação.

“Já a JUSTIÇA, minha filha, ela só se manifesta quando se ouve a voz do oprimido, pois ela tem sempre a dizer as verdades que a voz do opressor não quer que ninguém saiba.

A JUSTIÇA está nas mãos que acolhem os pobres, as minorias, os mais velhos, os doentes e as crianças, jamais nas mãos hipócritas que condenam por interesse e vaidade. Juízes não são deuses, filha, mas não espalha… ou melhor, pode espalhar!

A JUSTIÇA não está nas instituições nem nos templos, a JUSTIÇA está incubada na consciência de cada ser humano, mas a justiça hipócrita da sociedade proíbe que ativemos a JUSTIÇA natural que há em nós.

ELA não depende dos homens da “justiça”. Depende de crianças pensantes que aprendam a responsabilidade sobre seus atos. Depende de pais que eduquem para o amor e de escolas que formem cidadãos. Mesmo se algum pai transmitir a seu filho um conceito muito distorcido de JUSTIÇA, no mundo JUSTO, ninguém terá o poder de institucionalizar essa “justiça” tosca e errada como está institucionalizada hoje.

A JUSTIÇA, filha, não está em mudar de mãos este poder que nos oprime, a JUSTIÇA está em abrir mão desse poder canceroso.

A JUSTIÇA depende da insubordinação de cada ser humano a esta outra “justiça” de laboratório, fria, corrupta, podre, tendenciosa, gananciosa, criada e desenvolvida com os piores interesses, para manter livre e poderosa toda a injustiça vigente.

A “justiça” enxerga muito bem, cegos estamos nós, mas só por mais algum tempo, filha.

A “justiça” cega, a LIBERDADE muda!”

Do blog Coluna Flexível
Por Luiz Fernando Praga



terça-feira, 15 de novembro de 2016

PARA TODAS AS MULHERES


Luan Jessan...

"Por fora tenho tantos anos que vc nem acredita.
Por dentro, doze ou menos, e me acho mais bonita.
Por fora, óculos; algumas rugas, gordurinhas, prata nos tintos cabelos.
Por dentro sou dourada, alma imaculada, corpo de modelo.
Por fora, em aluviões, batem paixões contra o peito.
Paixões por versos, pinturas, filosofia e amigos sem despeito.
Por dentro, sei me cuidar, vivo a brincar, meio sem jeito.
Não me derrota a tristeza; não me oprime a saudade;
Não me demoro padecente.
E é por viver contente q concluo sem demora: é a menina que vive por dentro, que alegra a mulher de fora! "