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sexta-feira, 29 de março de 2013

PÁSCOA COM PASTA À FIORENTINA



Quem resiste à essa delícia? 
Para degustar nesses feriados pascoalinos com a família reunida em 
volta da mesa, segue essa receita de pasta à fiorentina que é fácil de 
preparar, rica em nutrientes e muito saborosa.
Feliz Páscoa a todos, com muita paz, amor, gratidão pela vida e 
alegria nos corações!



Ingredientes

½ maço de espinafre limpo e lavado
250g de massa curta (penne ou fusilli ou farfalle)
1 c. sopa de creme vegetal (margarina light)
100g de parmesão ralado
100g de queijo prato ralado
Sal e pimenta do reino à gosto
200g de creme de leite light


Modo de Preparo

Cozinhe o espinafre em seu próprio suco, numa panela tampada, 
de fundo largo.
 Retire do fogo quando as folhas estiverem macias, esprema-as, 
pique-as e reserve. 
Em uma panela com 2 litros e meio de água fervente e sal, cozinhe 
o macarrão até ficar al dente. Enquanto isso, derreta o creme vegetal 
em outra panela e acrescente o espinafre reservado e os queijos. 
Tempere com pimenta do reino, misture e, por fim, acrescente o creme 
de leite. Mexa bem e desligue o fogo antes de deixar ferver. 
Escorra o macarrão, despeje o molho de espinafre e, por fim, polvilhe 
parmesão ralado. 
Rendimento: 3 porções 

Informações Nutricionais


Informação Nutricional por porção
Calorias646 kcal
Carboidratos63g (39%)
Proteínas31g (20%)
Gorduras30g (41%)
Cálcio601mg

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A PÁSCOA E SEUS SIGNIFICADOS




  


Ao longo da história a comemoração da Páscoa e seus significados foi incorporando muitos símbolos originários de várias civilizações. No Brasil, conhecemos três diferentes versões: a cristã que comemora a ressurreição de Jesus Cristo, a judaica que rememora a libertação dos escravos do Egito e o encontro da terra prometida e a celebração da Deusa da Primavera em agradecimento pela colheita e pela fertilidade.  Os principais símbolos da Páscoa, atualmente, são os coelhos, ovos de chocolate e o bacalhau.


O bacalhau foi inserido na comemoração cristã porque o catolicismo exigia dos fiéis um jejum de  carne "quente" durante a quaresma, período que antecede o domingo de Páscoa. Considerada uma carne "fria" pelos portugueses, o bacalhau era consumido como uma alternativa para essa época.  Com a colonização foi trazido para o Brasil e aqui também tornou-se uma alternativa de consumo para o jejum da Sexta Feira Santa, passando a ser uma tradição pascal.


Ostera é a Deusa da Primavera originada do paganismo. Sua imagem é representada por uma mulher que observa um coelho e segura um ovo na mão.  Como a Páscoa era comemorada no hemisfério norte com a chegada da Primavera, para celebrarem a fertilidade - ligada à Primavera e à colheita - os pagãos pintavam ovos com símbolos mágicos ou faziam ovos de ouro e os enterravam ou os lançavam à fogueira.  Esses símbolos acabaram sendo introduzidos na comemoração pascal no Ocidente.


Conta a lenda que Ostera gostava de crianças e transformou um pássaro em uma lebre para brincar com as crianças ao redor dela. Porém, a lebre queria voltar à sua forma original, mas Ostera só teria poder novamente na Primavera. Quando chegou o tempo ela transformou a lebre em pássaro novamente que, agradecido, botou alguns ovos. Mas a transformação foi momentânea e o pássaro transformou-se novamente em lebre. Então Ostera pintou os ovos do pássaro e os distribuiu pelo mundo.


Os ovos de chocolate foram introduzidos pelos confeiteiros franceses que decidiram substituir os tradicionais ovos de galinha pintados. E hoje, todos se deliciam com os maravilhosos ovos de chocolate.


Para terminar, desejo que a ressurreição de Jesus Cristo se faça presente em todos os corações e que comemorem uma maravilhosa e doce Páscoa recheada de amor, alegria, paz e prosperidade junto aos seus queridos. 

Extraído do informativo Porto e você

sexta-feira, 22 de abril de 2011

PÁSCOA


Páscoa
...


É ser capaz de mudar,
É partilhar a vida na
esperança
,

É lutar para vencer toda sorte de sofrimento.
É ajudar mais gente a ser gente,
É viver em constante libertação,
É crer na vida que vence a morte.
É dizer sim ao
amor
e à vida,
É investir na fraternidade,
É lutar por um mundo melhor,
É vivenciar a solidariedade.
É renascimento, é recomeço,
É uma nova chance para melhorarmos
as coisas de que não gostamos em nós,
Para sermos mais felizes por conhecermos
a nós mesmos mais um pouquinho.
É vermos que hoje...
somos melhores do que fomos ontem.

Feliz Páscoa

Enviado pela Sonia Jaboti

quarta-feira, 20 de abril de 2011

PÁSCOA: BAIXAR A TERRA DA CRUZ E RESSUSCITÁ-LA!


 Leonardo Boff
A festa da páscoa se presta a muitas significações. Muitas delas perderam totalmente sua referência ao seu sentido primordial como festa de libertação da escravidão de todo um povo. O que predomina hoje é seu sentido comercial: bela ocasião para o comércio e para o consumo.

Para judeus e cristãos constitui uma celebração fundadora: para os primeiros a passagem de uma situação de escravidão para uma situação de liberdade numa terra cheia de promessas. Para os segundos, os cristãos, representa a passagem da morte para a ressurreição, entendida como a completa realização da essência humana. Jesus, executado na cruz e sepultado, rompe o túmulo e volta à vida, agora transfigurada.

Para nós hoje a páscoa pode significar uma metáfora da atual situação da Terra, nossa devastada morada comum. Nisso reside a metáfora: o Planeta como um todo está passando por uma severa páscoa, uma perigosa passagem (páscoa). Estamos dentro de um processo acelerado de perda: de ar, de solos, de água, de florestas, de gelos, de oceanos, de biodiversidade e de sustentabilidade do própro sistema-Terra

Sofremos estarrecidos com os terremotos no Haiti e no Chile e com os tsunamis no sudeste da Asia e neste ano de 2011 no Japão. Estes eventos extremos revelam a situação de caos em que penetrou a Terra. Quando as perdas vão parar? Ou para onde nos poderão conduzir? Podemos esperar como na páscoa que após a sexta-feira santa de paixão e morte, irrompa a ressurreição?

Precisamos de uma olhar retrospectivo sobre a história da Terra para lançarmos alguma luz sobre a crise atual. Antes de mais nada, cumpre reconhecer que terremotos e devastações são recorrentes na história geológica do Planeta. Existe uma “taxa de extinção de fundo” que ocorre no processo normal da evolução. Espécies perduram por milhões e milhões de anos e depois desaparecem. É como um indivíduo que nasce, vive por algum tempo e depois morre. A extinção é o destino dos indivíduos e das espécies, também da nossa.
Mas além deste processo natural, existem as extinções em massa.

A Terra, segundo geólogos, teria passado por 15 grandes extinções desta natureza. Duas foram especialmente graves. A primeira ocorrida há 245 milhões de anos por ocasião da ruptura de Pangéia, aquele continente único que se fragmentou dando origem aos atuais continentes. O evento foi tão devastador que teria dizimado entre 75-95% das espécies de vida então existentes. Por debaixo dos continentes continuam ativas as placas tectônicas, se chocando umas com as outras, se sobrepondo ou se afastando, movimento chamado de deriva continental, responsável pelos terremotos.

A segunda ocorreu há 65 milhões de anos, causada por alterações climáticas, subida do nivel do mar e aquecimento, eventos provocados por um asteróide de 9,6 km caido na América Central. Provocou incêndios infernais, maremotos, gases venenosos e longo obscurecimento do sol. Os dinossauros que por 133 milhões de anos dominavam, soberanos, sobre a Terra, desapareceram totalmente bem como 50% das espécies vivas. 

A Terra precisou de dez milhões de anos para se refazer totalmente. Mas permitiu uma radiação de biodiversidade como jamais antes na evolução. O nosso ancestral que vivia na copa das árvores, se alimentando de flores, tremendo de medo dos dinossauros, pôde descer à terra e fazer seu percurso que culminou no que somos hoje.

Cientistas notáveis (Ward, Ehrlich, Lovelock, Myers e outros) sustentam que está em curso um outra grande dizimação que se iniciou há uns 2,5 millhões de anos quando extensas geleiras começaram a cobrir parte do Planeta, alterando os climas e os níveis do mar. Ela se acelerou enormemente com o surgimento de um verdadeiro meteoro rasante que é o ser humano através de sua sistemática intervenção no sistema-Terra, particularmente nos últimos séculos. 

Alguns falam da inauguração de uma nova era, o antropoceno, quer dizer, o ser humano se fez uma força geofísica de destruição. Peter Ward (O fim da evolução, 1977, p.268) refere que esta extinção em massa se nota claramente no Brasil que nos últimos 35 anos se estão extinguindo definitivamente quatro espécies por dia. E termina advertindo:”um gigantesco desastre ecológico nos aguarda”.

O que coloca o sentido da vida em crise é a existência dos terremotos e tsunamis que destroem tudo e dizimam milhares de pessoas. E aqui humildemente temos que aceitar a Terra assim como é: ora mãe generosa, ora madrasta cruel. Ela segue mecanismos cegos de suas forças geológicas. Ela nos ignora, por isso os tsunamis e cataclismos são aterradores. Mas nos passa informações. 

Nossa missão como seres inteligentes é descodificá-las para evitar danos ou usá-las em nosso benefício. Os animais captam tais informações e antes de um tsunami fogem para lugares altos. Talvez nós outrora, sabíamos captá-las e nos defendíamos. Hoje perdemos esta capacidade. Mas para suprir nossa insuficiência, temos a ciência. Ela pode descodificar as informações que previamente a Terra nos passa e nos sugerir estratégias de autodefesa e salvamento.

Como somos a parte consciente e inteligente da própria Terra, estamos ainda na fase juvenil, com pouca acumulação de experiência e de saber. Estamos ingressando na fase adulta, aprendendo melhor como observar e manejar as energias da Terra. Assim, por exemplo, não podemos construir casas ao pé de montanhas que por sua configuração geofísica podem deslizar como nas cidades serranas do Rio de Janeiro. É irracional levantar gigantescas usinas nucleares junto ao mar em regiões sujeitas a terremotos e a tsunamis como ocorreu no Japão. 

Se não escutarmos a natureza e não obedecermos a seus ritmos, ela nos punirá implacavelmente. Não porque queira, porque ela segue seu curso traçado em sua natureza geofísica. Mas através de nossa observação, cuidado e ciência, podemos evitar que seus mecanismos internos não sejam tão destrutivos. Temos muito ainda a crescer, a aprender, a amadurecer e a respeitar.

No atual momento a Terra pende da cruz. Temos que tirá-la de lá e ressuscitá-la enquanto é tempo. Só então tem sentido desejarmos uns aos outros: Feliz e ensolarada Páscoa.

Leonardo Boff é autor de Nossa ressurreição na morte, Vozes 2007.

Enviado pela Inês Bento 
Foto Daniel Beukers / Borboleta: símbolo de renascimento

sábado, 3 de abril de 2010

PÁSCOA


É ser capaz de mudar,
É partilhar a vida na esperança,
É lutar para vencer toda sorte de sofrimento.
É ajudar mais gente a ser gente,
É viver em constante libertação,
É crer na vida que vence a morte.
É dizer sim ao amor e à vida,
É investir na fraternidade,
É lutar por um mundo melhor,
É vivenciar a solidariedade.
É renascimento, é recomeço,
É uma nova chance para melhorarmos
as coisas que não gostamos em nós,
Para sermos mais felizes por conhecermos
a nós mesmos mais um pouquinho.
É vermos que hoje...
somos melhores do que fomos ontem.

Mensagem enviada pela Ana Paula, Anita e Deco.
Foto Vera / Uma semente de Amora, talvez levada no bico de um passarinho, caiu e brotou sobre o tronco seco da árvore... é a vida vencendo a morte!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

FELIZ PÁSCOA...


Recebi um belo cartão com votos de Feliz Páscoa dos amigos queridos Sonia Rezende e Antonio Muniz e compartilho-o com vocês. Clique no título acima e veja-o.

A Pascoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu até a sua ressurreição. É o dia santo mais importante da religião cristã.  


Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros o associam à celebração da páscoa judaica Pessach que é uma das mais importantes festas do calendário judaico. Celebrada durante 8 dias, a Pessach comemora o êxodo dos israelitas do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II, da escravidão para a librdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo da morte para a vida.

Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.

Beijos pascoalinos, Vera

POEMA PASCAL


Guardador de Carros
(Poema Pascal)
Benedito é o seu nome, bem-dito!
Bendito é o Nome: Senhor!
Bendito sejas, bem dito serás!
Bem dizer é a razão do meu fazer
(sacro ofício, sacerdócio, sacro dote...)
Mas nesta noite de páscoa
(de tantos aleluias e louvores)
Benedito revelou-me o ser
Braços abertos, aguardando
(carros caros, caras raras)
Corpo franzino, indicando
(se guarda sem guardar!)
Rosto sofrido, arrumando
(encontros, casos e ocasos)
E se cuida por cuidar, gentil...
É sobrevivente ao hostil
Passageiro, pasmaceiro existente
(exigente? Eloqüente? Transigente!)
 Não era um menino nem um moleque
mas era um poeta a me chamar a atenção
Lembrando-me, do Milton, a canção:
Que “me fala de coisas bonitas
que eu acredito não deixarão de existir:
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade alegria e amor
pois não posso, não devo, não quero
Viver como toda essa gente insiste em viver...
(...) o solidário não quer solidão!”

Dito sorri benevolente 
Fala bem: abençoa, louva 
A chuva, a noite, o dia que virá
Só ri e bem no ar diz um querer zen
Sem sombra nem sobra num brilho...
É paz com a boa-bendita travessia!
É saltar bem na santa rebeldia!
É gratidão em meio à revelia...
Um trocado e em troco, sabedoria!
Bento por sereno riso em noite pascal
Benito talvez num tom magistral
Benedetto que se sabe sem panfleto
Bennet solene a vibrar sem closed
Baruque moreno de encanto e batuque!
Beneficio dos prediletos de Deus
Benigno derramar de bênçãos sobre nós
(sobrenomes, sob o nome divinal do amor)
Deus há, caberá Deus em nosso elogio?
Por certo, que abundante é no sorriso de Benedito!
(Isto se fez para mim revelação, na páscoa de dois mil e dez!)
 
Paulinho (quatro de abril de dois mil e dez)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

SOBRE A PÁSCOA - RUBEM ALVES


O Luiz Fernando Veríssimo escreveu uma crônica hilariante sobre a Páscoa.
Foi um diálogo absurdo entre um menino, seu pai e sua mãe, sobre o sentido dessa festa.
A crônica termina com uma observação justíssima do menino. Disse ele:
"Eu acho que ao invés de "coelho da Páscoa" deveria ser "galinha da
Páscoa..."

Pois é claro. Todo mundo sabe que coelhos não botam ovos.
E todos sabem que galinhas botam ovos...
Confesso minha ignorância: não sei como é que o coelho entrou nessa estória.
Para início de conversa é preciso lembrar que os textos sagrados não fazem referência
alguma a esse animalzinho fofo. Quem foi que teve a idéia de torná-lo o personagem
mais importante dessa celebração cristã? Certamente um gozador.
E para tornar a estória mais absurda, fizeram com que os coelhos, que não botam ovos,
botassem ovos de chocolate... Nos tempos de Jesus Cristo havia chocolate?
Acho que não. Galinhas não são seres poéticos.

Na poesia elas sempre aparecem como bichos engraçados, cacarejantes,
de inteligência curta, cuja única função é botar ovos e serem transformadas em canja.
Assim é compreensível que vocês não gostem da idéia de galinhas de Páscoa.
Eu também não gosto. Mas poderia ser "pombas de Páscoa".

Pombas são seres teológicos. Começando com a Arca de Noé.
A se acreditar no relato do Antigo Testamento Noé, para se certificar de que o
dilúvio acabara, soltou um corvo.
Confesso que se eu fosse Noé teria adotado um método mais simples.
Teria aberto a janela da arca e esticado o pescoço para fora.
Eu veria, então, que a chuva havia terminado e que as plantas já estavam
soltando os seus brotos.

Será que Noé acreditava que o corvo, depois de voar, voltaria para dar um relatório?
Como é que o corvo comunicaria os seus achados? O corvo ingrato não voltou.
Desde então eles ficaram aves de má fama, injustamente.
Vendo que o corvo não voltava e sem se dar conta do método mais fácil que sugeri,
ele soltou uma pomba. Ah! Ave maravilhosa!

Voou, viu, apanhou um ramo verde de oliveira, e o trouxe para Noé!
É preciso notar que as oliveiras daqueles tempos extraordinários deveriam ser
diferentes das oliveiras de agora. As oliveiras de agora certamente estariam mortas,
depois de passar tanto tempo debaixo d'água. Oliveiras não são plantas sub-aquáticas.
Foi então que, pelo galho de oliveira que a pomba lhe trouxera,
Noé ficou sabendo que o dilúvio havia chegado ao fim.
Desde então as pombas passaram a ser símbolos teológicos:
símbolos de pureza, símbolos de paz.

Uma das telas mais comoventes de Picasso é uma menina com uma
pombinha nas mãos. De fato as pombas têm um jeitinho de mansidão.
O que não acontece com os corvos negros de bico torto.
Bom para os corvos, mau para as pombas.
As pombas passaram a serem usadas como aves a serem sacrificadas no
templo pelas razões mais incríveis.
Se não me falha a memória as mulheres, terminado seu período menstrual
de impureza, deveriam sacrificar pombas no templo para se purificarem.

Pobres pombas! O templo era uma sangüeira.
Quem quiser saber mais sobre a sangüeira do templo que leia o livro de Saramago,
"O evangelho segundo Jesus Cristo".
Os corvos, pela esperteza do primeiro corvo que não voltou,
ficaram livres desse triste destino.

Vem então o Novo Testamento que sacraliza definitivamente as pombas,
ao relatar que o Espírito Santo é uma pomba.
Sobre isso leia-se o poema de Alberto Caeiro em que ele conta como
Jesus voltou à terra, tornado outra vez menino. É lindo.
Brincadeira de lado, o embaraço dos pais e a pergunta do menino revelam
a confusão que marca essa festa.

Ninguém sabe direito o que é que está sendo celebrado.
E, para dizer a verdade, acho que são bem poucos aqueles que fazem alguma celebração.
Antigamente semana santa era coisa séria.Lembro-me da procissão do enterro,
os panos roxos, a banda de música tocando a marcha fúnebre de Chopin,
as matracas, as mulheres mais piedosas carregando pedras na cabeça, como penitência...
Isso mesmo: as mulheres carregavam pedras na cabeça.
Como é bem sabido, Deus gosta de ver os seus filhos e filhas sofrer.

Isso para não dizer da quaresma que a antecede, tempo em que as hostes do mal,
demônios de todos os tipos, assombrações, mulas sem cabeça, almas penadas,
ficavam soltas e todo mundo tinha medo de sair à noite.
Sempre havia alguém que relatava, pela salvação da mãe morta,
que havia visto uma mula sem cabeça numa encruzilhada à meia-noite.
Meia noite era a hora do medo. E no escuro ouvia-se o zunido sinistro dos berra-bois.
Semana Santa era um tempo metafísico, entre o céu e o inferno.
Agora é diferente.

Páscoa é domingo, pé de cachimbo, cachimbo é de barro, bate no jarro,
jarro é de ouro, bate no touro, touro é valente, chifra a gente, a gente é fraco,
cai no buraco, buraco é fundo, acabou-se o mundo...

Páscoa é fim de semana santa, feriado de três dias, a praia está esperando,
hora de se preparar para a viagem...
Contou-me um sacerdote da Igreja Ortodoxa Russa que lá a Páscoa é uma grande festa.
O comunismo não foi capaz de destruir a alma do povo.
Pela manhã as pessoas saem pelas ruas e se cumprimentam dizendo: "Cristo ressuscitou!"
E o outro responde, com uma risada: "Sim, ele ressuscitou!"
( A obra sinfônica de Rimski-Korsakov "A grande Páscoa russa" é linda".
E agora percebo que faz muito tempo que não a ouço. ).

Entre nós, país onde 99% das pessoas acreditam em Deus
( acreditam porque acham que, se não acreditarem, é capaz de ele,
Deus, enviar algum castigo... ), a Páscoa é como uma casca de cigarra presa
no tronco de uma árvore. Vazia. Morta. Não tem nada lá dentro.
Mas já foi o corpo de um ser vivo que, cansado de ficar preso na casca,
criou asas e voou.

A Páscoa, com seus ovos de chocolate, é celebração inconsciente de um tempo
que não existe mais, tempo em que se acreditava.
Os ovos de chocolate, vocês sabem, são tão ocos quanto as cascas de cigarra...

Na tradição cristã mais antiga a semana santa era um teatro,
o drama da vida dentro de uma casca de noz.
Teologia mínima. Duas cenas apenas.
Primeira cena: a morte e o seu horror parecem triunfar.
Segunda cena: a vida sai do túmulo de pedra, deixando-o vazio como uma casca de cigarra.

A Adélia diz:
"De vez em quando Deus me castiga, me tira a poesia. Olho uma pedra e vejo uma pedra...
"Tem gente que ouve o canto das cigarras e ouve apenas o canto das cigarras."
 Tem gente que fala Páscoa e só vê ovo de chocolate.
Pensam na ressurreição como algo aconteceu, faz muito tempo, num lugar distante.
( Impossível...mortos não ressuscitam. )
E pensam em algo que acontecerá de novo num tempo distante, muito longe,
no futuro ( Impossível. Mortos não ressuscitarão.).

Mas a poesia não conhece nem o passado e nem o futuro.
O passado sobre que a poesia fala é presente na memória e nos sentimentos.
O futuro sobre que a poesia fala é presente na esperança.
Assim os poemas da ressurreição falam sempre do presente.
A Morte é agora. Nós somos o túmulo.
"Quem anda duzentos metros sem vontade anda seguindo o próprio funeral
vestindo a própria mortalha...”
Muita gente morreu e não percebeu.

Mas a Ressurreição pode acontecer também agora.
Tenho, no meu escritório, uma tela de Pierro della Francesca ( 1410 - 1492 )
chamada "Ressurreição". A pedra do túmulo corta a tela em duas partes.
Na parte de cima, com seu pé sobre a pedra, o Cristo ressuscitado.
Na parte inferior, encostados à pedra, os guardas adormecidos.
Perguntam-me sobre o sentido da tela.
Respondo que não sei o sentido da tela. As telas têm muitos sentidos.
Eu só posso dizer os pensamentos que aquele quadro me faz pensar.
E digo: enquanto os guardas da morte estão dormindo, o divino que mora
em nós sai do sepulcro.

Sabem disso as cigarras.
Caminhando hoje pela manhã na fazenda Santa Elisa eu ouvi o seu canto.
Já haviam deixado suas cascas nos troncos das árvores.
Agora são seres alados. Cantam e voam, a procura do amor...
Acho que estão celebrando a Páscoa..."

domingo, 12 de abril de 2009

DOMINGO DA RESSUREIÇÃO!

Neste domingo da ressurreição de Cristo desejo que a paz, o amor e a vida plena e abundante que Jesus veio nos trazer se façam presentes em seu coração e na sua caminhada junto aos seus familiares, amigos e agregados...
Beijos pascoalinos!
Vera

sábado, 11 de abril de 2009

O AMOR NÃO TEM FRONTEIRAS... FELIZ PÁSCOA!








Em 1969 John Rendall e Ace Berg viram um filhote de leão a venda em Harrods.
Confinado e sozinho numa jaula pequena, eles decidiram leva-lo pra casa.
Um vigário da paroquia local os deixou exercitar com o filhote agora chamado de Christian, mas ele logo se tornou muito grande para o apartamento deles.
A unica coisa que eles podiam fazer era tentar reintegrá-lo na Africa e foi o que fizeram. Um ano mais tarde eles quiseram ir visitá-lo mas foram avisados que ele agora era chefe de sua prole e por causa disso estava selvagem.
Resolutos eles partiram. Depois de horas procurando pela prole, isso foi o que aconteceu quando eles finalmente encontraram o leão selvagem... E ainda os apresentou à sua esposa!

O amor não tem fronteiras a a amizade dura uma vida inteira.

Clique no título acima e veja o vídeo desse emocionante reencontro!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

PÁSCOA!




Valdemar Augusto Angerami-Camon

Terceira Lua do Ano...
È tempo de floradas... As flores das Paineiras,
Quaresmeiras, Cássias Aleluias
anunciam o tempo de
renovação espiritual trazido pela
Páscoa... mais do que bombons, doce e
chocolates é necessário que possamos
abrir o coração para que o Espírito
Santo da Páscoa possa nos inundar
de luz, vida e amor...

Estenda sua luz para aqueles que
Sofrem, para os que estão desamparados
e combalidos no caminho...
Faça dessa Páscoa um signo de luz...
Uma alvorada de esperança diante
de tantos desatinos do caminho...

Tenha uma Páscoa de renascimento...
E com o verdadeiro sentido
dessa comemoração... uma Páscoa
em que a dor fique distante de nossas
vidas, e na qual apenas a ilusão de
doces e suaves momentos encontrem
guarida em nossos corações...

Uma Páscoa de ressurreição, de conquistas
espirituais... de amor, de luz e de paz...
E com tudo que possamos desejar para que
possamos ter fagulhas de amor e vida...
Uma realidade em que possamos efetivar
em nós mesmos as mudanças que
desejamos para o mundo...

FELIZ PÁSCOA A TOD@S

sexta-feira, 21 de março de 2008

Que a nossa Páscoa seja assim...

Queridos amigos,

Páscoa é tempo de Amor, de transformações e de Paz...
É tempo de agradecermos por tudo de bom que a Vida nos proporcionou.
Páscoa é uma travessia na presença da esperança, de fé e confiança.
É tempo de renascimentos; é dia dos nossos sonhos parecerem estar mais perto, tempo de retrospecção por tudo que tem sido e uma antecipação de tudo que será.
E é hora de lembrar com amor e apreciação as pessoas em nossas vidas que fazem diferença...

Para mim, voce faz!

Feliz Páscoa!!!

Esta bela mensagem me foi enviada pela amiga Sonia Rezende. Faço dela os meus votos de uma feliz páscoa a todos/as que visitam o meu blog. Bjs. pascoalinos, Vera


quinta-feira, 20 de março de 2008

Feliz Páscoa

Valdemar Augusto Angerami-Camon


Terceira Lua do Ano...
È tempo de floradas... As flores das Paineiras,
Quaresmeiras, Cássias Aleluias
anunciam o tempo de
renovação espiritual trazido pela
Páscoa... mais do que bombons, doce e
chocolates é necessário que possamos
abrir o coração para que o Espírito
Santo da Páscoa possa nos inundar
de luz, vida e amor...

Estenda sua luz para aqueles que
Sofrem, para os que estão desamparados
e combalidos no caminho...
Faça dessa Páscoa um signo de luz...
Uma alvorada de esperança diante
de tantos desatinos do caminho...

Tenha uma Páscoa de renascimento...
E com o verdadeiro sentido
dessa comemoração... uma Páscoa
em que a dor fique distante de nossas
vidas, e na qual apenas a ilusão de.
doces e suaves momentos encontrem
guarida em nossos corações...

Uma Páscoa de ressurreição, de conquistas
espirituais... de amor, de luz e de paz...
E com tudo que possamos desejar para
que possamos ter fagulhas de amor e vida...
Uma realidade em que possamos efetivar
em nós mesmos as mudanças que
desejamos para o mundo...


Desejo a todos meus amigos e leitores uma páscoa de renascimento, paz e alegria. Bjs, Vera