O QUE TODO GOVERNANTE, PREFEITO E OUTROS GESTORES URBANOS DEVERIAM SABER E COLOCAR EM PRÁTICA EM SUA GESTÃO! CUIDAR DAS ÁREAS VERDES É FUNDAMENTAL PARA A QUALIDADE DE VIDA NAS ÁREAS URBANAS E GERAM, INCLUSIVE, BENEFÍCIOS ECONÔMICOS.
Kathleen L. Wolf
As políticas, regulamentos e mesmo as atividades dos setores responsáveis
dos governos locais com relação às árvores e espaços verdes urbanos
resumem-se a incluí-las no planejamento urbano como um ornamento meramente
decorativo. Existem exceções notáveis, mas no geral poucos governos locais desenvolveram métodos e marcos abrangendo toda a cidade e todos os aspectos, para nortear o planejamento e o gerenciamento dos espaços verdes a fim de alcançar funções e finalidades específicas....
.. O planejamento da infraestrutura verde inclui a identificação dos elementos e suas funções; as necessidades e os serviços desejados; o mapeamento e o monitoramento adequados; o levantamento dos custos e benefícios; e o planejamento estratégico dos aprimoramentos do capital natural, em fases se necessário...
.. Uma cidade jamais construiria uma estrada ou um sistema hidráulico ou elétrico peça por peça, sem um planejamento prévio, um projeto técnico e uma coordenação. O conceito de “infraestrutura verde” indica que a natureza nas cidades deve ser administrada de maneira integrada, do mesmo modo como os sistema de saneamento, de transporte, de energia, por exemplo, o são - ou deveriam ser....
.. Muito freqüentemente, os espaços verdes das cidades, como os parques, os bosques e as áreas de agricultura urbana, são gerenciados de modo fragmentado e aleatório, um a um, sem maior integração. As florestas urbanas (e todo o capital natural de uma cidade) podem ser consideradas como parte da infraestrutura urbana....
Serviços de desenvolvimento econômico
.. Numerosos estudos (na América do Norte) concluíram que uma floresta ou um parque de qualidade nas proximidades tem um efeito positivo nas propriedades da região (Crompton, 2001). O valor das casas próximas a parques e áreas abertas costuma ser entre 8 e 20% acima do que os das propriedades comparáveis localizadas mais distantes. Esses ganhos são capitalizados pela prefeitura quando são calculados os impostos territoriais urbanos, ou quando são pagas as taxas referentes à venda e transmissão dessas propriedades. Um estudo verificou que o valor dos aluguéis de salas comerciais era 7% maior, em média, nas vizinhanças que apresentavam uma paisagem mais agradável, onde a presença de árvores é decisiva....
Serviços ambientais
Baseado em modelos simulando a redução da poluição do ar e da incidência de enchentes, na modelagem da redução da poluição do ar e dos impactos energéticos, os valores, por ano, dos serviços das florestas urbanas foram estimados. Por exemplo, a Análise do Ecossistema Urbano de Washington DC concluiu que a cobertura com árvores reduziu os custos com estruturas para represamento da água das enxurradas em US$ 4,7 bilhões, e gera economias com a qualidade do ar de US$ 49,8 milhões por ano. Estudos de micro-escala focando nos custos/benefícios das árvores plantadas nas ruas incluem, na coluna de custos, as despesas com plantio, irrigação, poda e outros serviços, e na coluna de benefícios somam-se a economia com energia, a redução do dióxido de carbono, a melhoria da qualidade do ar e a redução das enchentes. Esses dados econômicos foram matematicamente combinados para gerar o cálculo do benefício líquido trazido por cada árvore. Por exemplo, uma análise realizada em 2002 para a cidade de Seattle (E.U.A.) avaliou o benefício médio anual por árvore entre $1 e $8 para uma árvore pequena, entre $19 e $25 para uma árvore de porte médio, e entre $48 e $53 para as árvores maiores (CUFR 2002).
Análise de ecossistemas urbanos
A modelagem dos benefícios ambientais é freqüentemente baseada nos custos evitados; isto é, se as árvores não estivessem presentes, os proprietários privados e o governo teriam que investir em mais infra-estruturas de engenharia e equipamentos para remediar os problemas ambientais que adviriam. Por exemplo, a copa de uma árvore intercepta a água da chuva, reduzindo assim a quantidade de água que chega ao solo e flui para os
sistemas de águas pluviais da cidade, reduzindo assim, portanto, os custos com construção de galerias, instalação de canos e estruturas de acumulação controlada (“piscinões”) maiores....
Serviços humanos
A presença de árvores e de espaços naturais nas comunidades humanas gera numerosos benefícios psicológicos. Kuo e outros (2003) verificaram que a presença de árvores em bairros muito densamente povoados reduz os níveis de ansiedade, contribui para um comportamento menos violento e agressivo, encoraja melhor relacionamento entre vizinhos e estimula sua cooperação....
Estratégias para a infraestrutura verde
Priorizar a situação de árvores e de espaços verdes na agenda dos líderes municipais e nos orçamentos públicos depende de esclarecer que o capital natural, se devidamente gerenciado, fornece retornos econômicos palpáveis para toda a comunidade. Esta visão contrasta com a atitude predominante em muitas prefeituras de que a manutenção das árvores e das áreas verdes só dá despesa e é pouco prioritária quando comparada com outras necessidades municipais que, presume-se, estão mais relacionadas com a saúde humana, a segurança e o bem estar. O reposicionamento do status político das florestas urbanas precisa ser seguido por ações apoiativas e por recursos suficientes para a sua implementação. A otimização dos benefícios e valores requer uma abordagem abrangente e sistemática das estruturas verdes urbanas, capaz de criar, conservar e desenvolver florestas em todas as regiões da cidade e de sua periferia.
Na melhor das situações, a silvicultura urbana envolve uma abordagem do gerenciamento das estruturas verdes urbanas que inclui o planejamento a longo prazo, a coordenação profissional interdisciplinar e a participação da comunidade local. Em última análise, o objetivo é assegurar a saúde e a vitalidade dos recursos florestais urbanos e, portanto, a sustentabilidade dos benefícios para as gerações atuais e futuras de moradores urbanos.
Recebido por e-mail do Movimento Resgate Cambuí
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domingo, 2 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
CARTA DA TERRA
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quinta-feira, 31 de outubro de 2013
VOZES DO SILÊNCIO - CULTURA CIENTÍFICA: IDEOLOGIA E ALIENAÇÃO NO DISCURSO SOBRE VIVISSECAÇÃO
| 14:07 (36 minutos atrás)![]() | ![]() ![]() | ||
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Olá, internautas
Em 2008, quando eu ainda atuava no Instituto Nina Rosa (INR), pude
participar da produção desta importante obra sobreexperimentação
animal, que trata do comportamento de estudantes e professores que
praticam vivissecção.
instituto-nina-rosa/livro- vozes-do-silencio, colaborando assim
Neste momento, em que o tema se torna pauta nacional, é fundamental
fazer circular toda informação disponível contra a prática moralmente
indefensável da vivissecção, cristalizada pela falta de reflexão ética e
pela acomodação de interesses. Atento a isto, o Instituto Nina Rosa
tornou pública a ÍNTEGRA da obra, formato em PDF, que segue em
ANEXO.
Nossas saudações ao autor, João Epifânio Regis Lima, pela obra e
pela liberação para a livre divulgação. E à Nina Rosa, por produzir e
desprendidamente divulgar este material, ela que sequer indicou em
sua mensagem que, quem preferir ter um exemplar do LIVRO
(e não apenas o PDF), pode adquiri-lo no site do Guia Vegano
para a continuidade do trabalho do INR. Faço eu o registro.
Maurício Varallo
Olhar Animal
neste momento em que felizmente a sociedade manifesta interesse
Nina Rosa
Este livro traz o texto integral, revisto e atualizado, da
Amigo dos animais,
neste momento em que felizmente a sociedade manifesta interesse
em abrir suas mentes e corações para a cruel realidade dos animais
explorados pela ciência, liberamos o conteúdo deste livro, com a
total concordância do autor.
Desejamos a todos que as informações nele contidas possam ser
assimiladas e multiplicadas para todos os consumidores brasileiros.
Nina Rosa
Versão em PDF - Anexo
Este livro traz o texto integral, revisto e atualizado, da
dissertação de Mestrado intitulada Vozes do Silêncio -
Cultura científica: ideologia e alienação no discurso
sobre vivissecção, defendida por João Epifânio Regis
Lima no Instituto de Psicologia da Universidade de São
Paulo em 1995. O texto verifica as suposições e questões
levantadas durante o percurso acadêmico do autor em
seu curso de graduação em Ciências Biológicas na USP,
referindo-se ao comportamento acrítico, natural e
espontâneo dos estudantes e professores desse curso,
envolvidos em suas pesquisas, diante da prática da
vivissecção (experimentação com animais), que atingia,
em várias ocasiões, dimensão de crueldade e violência.
Em depoimentos colhidos de universitários, professores,
Em depoimentos colhidos de universitários, professores,
pesquisadores e outros profissionais envolvidos com a
vivissecção, o autor identifica elementos ideológicos de
caráter cientificista, tecnicista, mecanicista e especista,
que são analisados à luz de Habermas, Adorno e
Horkheimer. A esse macrocontexto geral fornecido pelos
teóricos de Frankfurt é acrescida, como microcontexto, a
álgebra social de Heider e Festinger para entender a
dinâmica psicológica em jogo na situação concreta
particular em que o aluno está efetivamente realizando
um experimento com animais. O caráter monolítico,
unidimensional, acrítico e alienado dos discursos aponta
a vivissecção como prática inercial e tradicional, além de
parte integrante, tida como indispensável, do paradigma
moderno das ciências biológicas. Vista como mal necessário,
a prática da vivissecção cega cientistas e educadores para
a busca de métodos alternativos ou substitutivos. Com ela
ficam ciência e homem empobrecidos.

Recebido por e-mail
domingo, 26 de maio de 2013
CONFLITO: REDE ELÉTRICA X ÁRVORES
Participe dessa discussão, posicione, exerça sua cidadania!
Apesar de muitas pessoas não repararem no céu enquanto estão na correria dos grandes centros urbanos, basta uma espiada pela janela para que uma paisagem conflitante seja facilmente percebida: fios e galhos disputando o mesmo espaço aéreo. Um planejamento inadequado, aliado quase sempre à falta de manutenção, faz com que postes, árvores e solo sejam prejudicados.
Ambientes quentes, calçadas e asfalto danificados pelas raízes, postes com emaranhados de fios junto a folhas, galhos e até ninhos de pássaros, árvores podadas de forma tão drástica que, certamente, morrerão futuramente. Tendo em vista estes problemas, o Movimento Resgate o Cambuí, em Campinas (SP), luta por uma causa pouco conhecida no Brasil: enterrar os fios elétricos aéreos das ruas.
Desde sua criação, há cerca de dez anos, o movimento não-governamental, que busca promover a arborização e aumentar a qualidade de vida no bairro em que atua (o Cambuí), já apresentava entre seus principais objetivos o da criação de uma rede elétrica subterrânea. “Lugar de fio não é à mostra nas ruas. Não é só uma questão de estética. Quando falamos de fios e árvores falamos de segurança”, diz Tereza Penteado, responsável pelo movimento.
Segundo José Pissolato, professor da Unicamp e especialista em alta tensão, as redes elétricas subterrâneas consistem em redes compactas de energia instaladas abaixo do solo, com os fios protegidos por dutos. “Essas redes substituem as atuais feitas com postes e cabos elétricos. Ela é feita dentro de dutos protegidos contra água e outros, como pequenos animais”.
Pissolato ainda explica que os benefícios deste tipo de rede não são poucos. “Dentre os benefícios está o fornecimento de energia sem paradas por descargas atmosféricas ou por queima de transformadores. Para ambiente, sem dúvidas, a rede subterrânea é muito favorável: mantém a área urbana mais bonita e arborizada já que as arvores poderão existir sem problemas, sem cortes por parte do pessoal das concessionárias e sem o perigo para a população”.
Tereza Penteado concorda com o especialista. “Com os fios enterrados, ninguém tomaria choques, o ambiente mais arborizado promoveria maior bem-estar e lazer, diminuindo a violência”, afirma a profissional.
Um estudo recente da Universidade de Temple, nos EUA, coincide com a afirmação de Penteado. Segundo a pesquisa, além de melhorar a qualidade do ar e deixar a paisagem urbana mais agradável, as árvores também podem combater a criminalidade nas grandes cidades, reduzindo, principalmente, o número de casos de agressão, furto e roubo. Segundo os pesquisadores da universidade, localizada na Pensilvânia, as árvores, os arbustos, praças e parques com a vegetação bem cuidada incentivam a interação social e a ocupação da comunidade nos espaços públicos, coibindo práticas violentas.
Menor não é melhor
A solução proposta por prefeituras, como a de plantar árvores de pequeno porte nas calçadas para que não prejudiquem os fios ou as calçadas, não é, segundo Tereza Penteado, necessariamente correta. “Cansamos de nos deparar com mudas de quaresmeiras plantadas ao lado de um bambu e em um canteiro pequeno o suficiente para comportar apenas o tronco da árvore”.
Na opinião dela, essa tentativa de arborizar a cidade não está correta. Nem sempre “aquela região é ideal para comportar uma quaresmeira”. Penteado afirma que “quase sempre, as mudas são plantadas por pessoas sem qualquer especialização, que apenas fazem um trabalho terceirizado para a Prefeitura”.
O professor José Pissolato explica que a infraestrutura subterrânea ainda não é muito presente no País devido ao custo de sua instalação. “As instalações iniciais são mais caras que as instalações aéreas, mas o investimento vale a pena. Em longo prazo, em termos de manutenção, ela não tem os problemas que as aéreas têm. Por exemplo, uma queda de árvore, uma colisão de um carro e descargas atmosféricas não afetam os fios dentro do duto subterrâneo. Como as redes ficam abrigadas embaixo da terra, a proteção contra descargas atmosféricas é de quase 100%”.
Não existe uma lei brasileira que obrigue as concessionárias a investirem nas redes subterrâneas e Pissolato lamenta o fato. “Aqui essas redes são raras, há no centro de São Paulo e na Avenida Paulista, onde não se vê mais postes com fios na rua. Mas no exterior isto já é bem utilizado nas grandes cidades como em Paris, Londres e outras cidades da Europa”.
O outro lado
Segundo o gerente de planejamento do sistema elétrico da CPFL Energia (responsável pela distribuição e fornecimento de energia nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais), Evaldo Baldin Dias, na maioria dos casos, a redução dos índices de interrupção em relação às redes aéreas não justifica o investimento em redes subterrâneas. Por isso mesmo, a implantação das redes subterrâneas ocorre de maneira pontual, por decisão de empreendedores de condomínios ou então em parceria com prefeituras municipais.
Tereza Penteado diz se sentir injustiçada ao estar em um País democrático que cobra altos impostos mas que não oferece à população aquilo que lhe traria benefícios. “Pagamos uma das mais caras tarifas de energia elétrica no mundo. Pagamos muito por uma infraestrutura que não é eficiente nem para o homem e nem para o ambiente. Temos o direito de receber um serviço de qualidade, custe o que custar”, afirma.
Apesar da triste realidade aérea das redes elétricas, ambos os profissionais mostraram uma visão firme e positiva quanto à luta da população pela implantação de um sistema subterrâneo. “Uma pressão governamental e por parte da população nas concessionárias a respeito desse assunto pode trazer benefícios a todos no meu ver”, diz Pissolato.
“Acredito que estamos, sim, caminhando para uma conscientização social. Percebo no próprio Movimento em que trabalho como a população tem arregaçado as mangas e lutado cada vez mais pelos seus ideais. Afinal, acho que estamos nos dando conta da triste realidade de nosso País. Se não lutarmos por nossos interesses, não vai ser o poder público que fará isto por nós”, complementa Tereza Penteado.
YouTube - Vídeos desse e-mail
O conflito entre a rede elétrica e as árvores são um problema no Brasil.
Estamos lançando a idéia do começo de uma grande discussão para mudarmos esse paradigma.
As cias elétricas não investem, o poder público não toma conhecimento e a população que arca com as contas é a grande prejudicada.
As cias elétricas são simples prestadoras de serviço, e esse serviço tem que atender tudo que o consumidor quer.Mas isso não acontece, visto que nossas redes ainda são aéreas , perigosas e danificam e tomam o lugar de nossas arvores.Pagamos por um serviço que não está de acordo com seu preço.
Seguem informações para que todos possam participar , opinar e fornecer material sobre o assunto.
Movimento Resgate o Cambuí
Anexos
1a-Problemas concessionária e acidentes com a fiação causando interrupção de energia
2a-Discussão arvores/fiação
Teses
Mais informação
Band Cidade Campinas - arvores fiação elétrica - 17 04 2013
Plano para enterrar fiação elétrica em SP levaria 3.000 anos no ritmo atual
ATENÇÃO PARA A FALA: Eletropaulo aluga seus postes e admite enterrar os fios mas não quer perder essa receita.....
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Árvores por um fio
Como fios e galhos lutam pelo espaço aéreo nas ruas, redes elétricas subterrâneas podem ser a saída para a arborização urbana
09/04/2013 - 08:32
Gabriela Rossi, do Terra da Gente
Gabriela Rossi, do Terra da Gente
Ambientes quentes, calçadas e asfalto danificados pelas raízes, postes com emaranhados de fios junto a folhas, galhos e até ninhos de pássaros, árvores podadas de forma tão drástica que, certamente, morrerão futuramente. Tendo em vista estes problemas, o Movimento Resgate o Cambuí, em Campinas (SP), luta por uma causa pouco conhecida no Brasil: enterrar os fios elétricos aéreos das ruas.
Segundo José Pissolato, professor da Unicamp e especialista em alta tensão, as redes elétricas subterrâneas consistem em redes compactas de energia instaladas abaixo do solo, com os fios protegidos por dutos. “Essas redes substituem as atuais feitas com postes e cabos elétricos. Ela é feita dentro de dutos protegidos contra água e outros, como pequenos animais”.
Tereza Penteado concorda com o especialista. “Com os fios enterrados, ninguém tomaria choques, o ambiente mais arborizado promoveria maior bem-estar e lazer, diminuindo a violência”, afirma a profissional.
Um estudo recente da Universidade de Temple, nos EUA, coincide com a afirmação de Penteado. Segundo a pesquisa, além de melhorar a qualidade do ar e deixar a paisagem urbana mais agradável, as árvores também podem combater a criminalidade nas grandes cidades, reduzindo, principalmente, o número de casos de agressão, furto e roubo. Segundo os pesquisadores da universidade, localizada na Pensilvânia, as árvores, os arbustos, praças e parques com a vegetação bem cuidada incentivam a interação social e a ocupação da comunidade nos espaços públicos, coibindo práticas violentas.
Menor não é melhor
A solução proposta por prefeituras, como a de plantar árvores de pequeno porte nas calçadas para que não prejudiquem os fios ou as calçadas, não é, segundo Tereza Penteado, necessariamente correta. “Cansamos de nos deparar com mudas de quaresmeiras plantadas ao lado de um bambu e em um canteiro pequeno o suficiente para comportar apenas o tronco da árvore”.
O professor José Pissolato explica que a infraestrutura subterrânea ainda não é muito presente no País devido ao custo de sua instalação. “As instalações iniciais são mais caras que as instalações aéreas, mas o investimento vale a pena. Em longo prazo, em termos de manutenção, ela não tem os problemas que as aéreas têm. Por exemplo, uma queda de árvore, uma colisão de um carro e descargas atmosféricas não afetam os fios dentro do duto subterrâneo. Como as redes ficam abrigadas embaixo da terra, a proteção contra descargas atmosféricas é de quase 100%”.
Não existe uma lei brasileira que obrigue as concessionárias a investirem nas redes subterrâneas e Pissolato lamenta o fato. “Aqui essas redes são raras, há no centro de São Paulo e na Avenida Paulista, onde não se vê mais postes com fios na rua. Mas no exterior isto já é bem utilizado nas grandes cidades como em Paris, Londres e outras cidades da Europa”.
O outro lado
Tereza Penteado diz se sentir injustiçada ao estar em um País democrático que cobra altos impostos mas que não oferece à população aquilo que lhe traria benefícios. “Pagamos uma das mais caras tarifas de energia elétrica no mundo. Pagamos muito por uma infraestrutura que não é eficiente nem para o homem e nem para o ambiente. Temos o direito de receber um serviço de qualidade, custe o que custar”, afirma.
Apesar da triste realidade aérea das redes elétricas, ambos os profissionais mostraram uma visão firme e positiva quanto à luta da população pela implantação de um sistema subterrâneo. “Uma pressão governamental e por parte da população nas concessionárias a respeito desse assunto pode trazer benefícios a todos no meu ver”, diz Pissolato.
“Acredito que estamos, sim, caminhando para uma conscientização social. Percebo no próprio Movimento em que trabalho como a população tem arregaçado as mangas e lutado cada vez mais pelos seus ideais. Afinal, acho que estamos nos dando conta da triste realidade de nosso País. Se não lutarmos por nossos interesses, não vai ser o poder público que fará isto por nós”, complementa Tereza Penteado.
Enviado por Tereza e grupo do Mov. resgate Cambuí
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