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segunda-feira, 22 de junho de 2015

É PRECISO PLANTAR FLORESTAS PARA COLHER ÁGUA





A crise hídrica que afeta o país revela a importância de investir na recuperação das florestas. E pagar pelos serviços ambientais que elas prestam

RACHEL BIDERMAN, MIGUEL CALMON, FERNANDO VEIGA E RAUL SILVA TELLES DO VALLE
05/05/2015 - 19h13 - Atualizado 05/05/2015 19h13


A represa Jaguari-Jacareí em Piracaia, interior de São Paulo. São as florestas da região que fornecem água para as nascentes (Foto: Luis Moura / Parceiro / Agência O Globo)
Estados Unidos, 1934. Em meio à maior crise econômica de sua história o país é desafiado a resolver um problema inesperado, o Dust Bowl. Uma seca prolongada, a rápida substituição da vegetação nativa por culturas agrícolas e más práticas de manejo do solo produzem gigantescas tempestades de areia que cobrem casas e arruínam a produção agrícola de uma das regiões agrícolas mais prósperas do país, as Grandes Planícies, forçando o deslocamento de cerca de 2 milhões de pessoas para outras regiões.

Brasil, 2015. Em meio à turbulência econômica, uma seca prolongada, o aumento no consumo de água e energia e a extensa substituição da cobertura florestal nativa por outros usos do solo faz com que os reservatórios que abastecem a região mais próspera do país estejam à beira do colapso. Indústrias começam a rever planos de expansão e reduzem suas atividades por escassez de água, aprofundando a crise econômica.

Sete mil quilômetros e oitenta anos de história separam as duas situações, mas há muito que se aprender com a crise norte-americana. Buscando entender a raiz do desequilíbrio, o Governo Federal consultou especialistas e descobriu que o desmatamento excessivo, associado a más práticas agrícolas, estavam degradando os solos e a água em todo o país. Criou um Serviço de Proteção ao Solo e contratou mais de 3 milhões de jovens para recuperar parte da vegetação nativa e reformar campos agrícolas. Em nove anos, plantaram 3 bilhões de árvores e recuperaram mais de 240 mil hectares de vegetação nativa em áreas agrícolas com alta sensibilidade ecológica, como beiras de rios.

Hoje o governo americano investe cerca de US$ 6 bilhões por ano em programas de restauração ecológica e melhoria de práticas agrícolas. Em 2014 havia 11,2 milhões de hectares em restauração – área maior do que Santa Catarina – e cerca de 8 mil técnicos em conservação de recursos naturais apoiando gratuitamente produtores rurais a implementá-las.

Bons exemplos são sempre inspiradores. A atual crise hídrica brasileira pode ser a oportunidade de resgatarmos a importância da conservação e restauração da vegetação nativa no país para o benefício dos brasileiros que vivem nas grandes cidades. É longa a lista de benefícios que os ecossistemas nativos prestam às sociedades humanas. Florestas, como a Mata Atlântica, contribuem para termos água mais limpa e constante ao longo do ano, com evidentes benefícios econômicos e sociais. Mesmo assim, o território do Sistema Cantareira, por exemplo, tem menos de 30% de suas matas ciliares conservadas. Em toda a bacia hidrográfica do Paraná, onde se concentra grande parte da produção econômica brasileira, são apenas 17% de florestas preservadas.

Para virarmos este jogo, é fundamental pensar grande. Embora traga diversos benefícios à sociedade, o custo da restauração florestal pode ser pesado para muitos produtores rurais. Mesmo que haja determinação legal para tanto, não é razoável imaginar que venhamos a reabilitar nossas regiões mais necessitadas sem que exista o reconhecimento econômico e social da importância desta recuperação traduzido em apoio concreto aos produtores que vivem nestas regiões. Precisamos de toda a sociedade neste esforço, passando pelo engajamento proativo do setor privado e das empresas de abastecimento de água. Precisamos de políticas de incentivos econômicos que criem uma situação ganha-ganha, na qual a sociedade receba os serviços ambientais dos quais necessita ao mesmo tempo em que, no campo, se aumenta a criação de empregos verdes e uma nova cadeia de produção rural associada à oferta de serviços ambientais é estruturada.

A boa notícia é que já existem experiências em curso, como a implementada pelo município de Extrema (MG), importante fonte de abastecimento do Sistema Cantareira, onde  produtores rurais vêm recebendo um pacote de incentivos econômicos desde 2007 para reflorestar suas áreas de nascentes e matas ciliares. Lá se criou uma dinâmica positiva onde todos saem ganhando, do produtor rural aos habitantes da cidade de São Paulo. Essa prática  pioneira vem sendo replicada com o apoio da Agência Nacional de Águas, - ANA em outras cidades, como Rio de Janeiro e Brasília, e mesmo em âmbito estadual, como no Espírito Santo. Em São Paulo, o Projeto Nascentes promete restaurar 20.000 hectares de matas ciliares nos principais mananciais da Grande São Paulo. Mas precisamos agora ampliar a escala dessas iniciativas, com investimentos públicos e privados.

Mesmo em tempos de crise econômica é possível encontrar recursos para a restauração ecológica e garantia da provisão de serviços ambientais. Utilizar recursos da compensação ambiental de empreendimentos de infraestrutura ou da exploração do petróleo, por exemplo, são alternativas que alguns estados já vem explorando e precisam ser ampliadas. Aplicar pequena parte do arrecadado com o consumo de água e energia em “infraestrutura verde” é algo que alguns países já vêm fazendo e que começamos a ter os primeiros exemplos no país. Projetos de lei sobre pagamentos por serviços ambientais vem sendo discutidos desde 2007 no Congresso Nacional e o tema já tem maturidade suficiente para ser transformado em política pública nacional. Utilizar as políticas agrícolas, como crédito rural e compras públicas, para premiar produtores que restauram seus passivos é uma possibilidade que deve ser explorada.

Restaurar os ecossistemas nacionais não é uma excentricidade. Nos últimos cinquenta anos, a Coréia do Sul reflorestou 30% de seu território e a Costa Rica aumentou sua cobertura florestal em 17%. Dinamarca, Suécia, China e muitos outros países reagiram a situações de crise e restauraram florestas em larga escala, gerando benefícios econômicos, sociais e ambientais. Em todos os casos houve investimentos públicos e mobilização da sociedade, aí incluído o setor privado. O Brasil se transformou num dos maiores produtores agrícolas do mundo justamente dessa forma. Agora é a vez de investir na produção de serviços ambientais


* Rachel Biderman, advogada, é Diretora no Brasil do World Resources Institute (WRI); Miguel Calmon, engenheiro agrônomo, é Gerente Sênior da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN); Fernando Veiga, engenheiro agrônomo, é Gerente de Segurança Hídrica para América Latina da The Nature Conservancy (TNC) ; Raul Silva Telles do Valle, advogado, é ex-Coordenador de Política e Direito do Instituto Socioambiental (ISA) e atualmente Humphrey Fellow na American University

Recebido por e-mail de Croquis Moldura

segunda-feira, 8 de junho de 2015

AMIGOS DA NATUREZA...



Homem cego e amigo biamputado plantam mais 10 mil árvores
Redação on 18 de março de 2015 às 16:40

Os amigos Jia Haixia e Jia Wenqi, ambos de 53 anos, transformaram a paisagem de um pequeno vilarejo no nordeste da China. Os dois juntos plantaram mais de 10 mil árvores ao logo dos últimos dez anos.
A história por si só já é inspiradora, mas junte a isso o fato de Haixia ser cego e Wenqi biamputado.










Depois de algum tempo de convivência, os amigos aprenderam a trabalhar juntos para superar as deficiências individuais.
Em algumas ocasiões, Wenqi leva Haixia nas costas até o outro lado do rio, enquanto Haixia é quem sobe até o topo das árvores para colher novas mudas.



Recebido por e-mail de Croquis Moldura

quarta-feira, 8 de abril de 2015

PROTEÇÃO ANIMAL NAS ESCOLAS


EDUCAÇÃO

Proteção Animal é estimulada desde a infância nas escolas

07 de abril de 2015 às 6:00

Por Fátima Chuecco (da Redação)

A ANDA abre espaço para uma série de reportagens que abordará a proteção animal na infância, pois, é nessa fase que boa parte de nossa personalidade se forma. Muitas das experiências que temos quando crianças nos marcam para o resto da vida. Aliás, é lá na infância que muitos ativistas começaram a abraçar a causa animal mesmo sem se dar conta disso. Por isso, alimentar as crianças com atividades, livros, filmes e tudo o que possa motivar o amor e respeito aos animais é essencial para um futuro em que a natureza seja protegida e os bichos fiquem livres da escravidão.
Educadores com visão futurística percebem o quanto é importante falar de meio ambiente englobando tudo que está em torno da criança e não só de rios, praias e florestas, como se a natureza só existisse distante dela ou só onde ela passa as férias. 

A Educação Ambiental moderna entende que a criança precisa ser motivada a respeitar a borboleta que pousa em seu quintal, as árvores das calçadas, os passarinhos que moram na cidade e os cães e gatos que vê na rua. Tudo faz parte da natureza: nós, as águas, as florestas, os demais animais… tudo. Ensinar a preservar apenas rios e florestas é ensinar pela metade porque grande parte das criaturas nasce e cresce nas grandes cidades.

Essa série vai mostrar iniciativas que trabalham proteção animal com crianças em escolas, comunidades ou eventos. Haverá dicas de livros e filmes que podem sensibilizar as crianças nesse sentido. Aliás, quantos de nós não tiveram esse “despertar para a causa animal” a partir de algum filme ou livro onde um bichinho era o protagonista?

Como vemos pelas notícias, há um crescente número de pessoas se envolvendo com a causa animal ou, pelo menos, prestando ajuda a animais eventualmente. Chovem denúncias e resgates. São pessoas de várias idades e profissões, além de policiais e bombeiros que têm socorrido animais em situações extremas como nunca víamos acontecer anos atrás. São manifestações pelos direitos animais em toda parte do planeta. No entanto, vai depender das gerações futuras a criação de leis, de posturas e de uma nova visão. Que essa nova série da ANDA inspire a todos (educadores, pais, avós, tios, protetores e simpatizantes da causa) a envolver as crianças numa atmosfera de comunhão com a natureza e respeito aos animais, afinal, uma coisa não é possível sem a outra!

Capítulo Dois

Proteção Animal na escola
Diante de uma plateia mirim, a professora de Educação Física e integrante do grupo Adoção de Gatinhos da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo), Daniella Muruce, fala sobre comércio de animais, adoção, guarda responsável, castração, maus-tratos, abandono e resgate. Ela usa uma linguagem própria para a criançada e mostra imagens também de acordo com a faixa etária nas escolas de Vitória (ES) por onde passa. Não cobra nada. É um trabalho voluntário de Educação Infantil voltado para a proteção animal.

A palestra dura em torno de 50 minutos e às vezes as crianças produzem desenhos a partir do que ouvem. O resultado costuma ser bem produtivo. Num rápido entendimento das questões, muitas das crianças expressam no papel a importância de não maltratar e nem abandonar os bichos. “Com o Projeto Proteção Animal na Escola procuro plantar uma sementinha no coração das crianças para despertar nelas o amor ou, pelo menos, o respeito pelos animais”, diz Daniella que também ministra a palestra para adolescentes e até em faculdades.

Daniella começou na proteção animal na infância. Toda vez que achava um bichinho na rua levava para casa. “Não segui nenhum exemplo. Fazia isso espontaneamente. Está no meu sangue. Hoje percebo a importância de conversar com as crianças e jovens sobre esse assunto, mas dependo de convite das escolas. É uma iniciativa sem fins lucrativos, mas que depende do interesse de outros educadores ou donos de escolas”, explica.

Entre em contato com Daniella através de sua página do Facebook ou do e-mail: dmuruce@hotmail.com

O mau exemplo:
Em março de 2014 a professora de Biologia Sônia Wenceslau Flores Rodrigues, do Ifes – Instituto Federal do Espírito Santo em Piúma, estrangulou quatro gatinhos recém-nascidos alegando que não teriam chance de sobreviver sem a mãe, morta no parto. Ela declarou que foi um “ato de piedade”. Alunos, pais e protetores ficaram chocados com tamanha frieza e se manifestaram. Na rede social os estudantes espalharam a foto de uma gatinha com um cartaz que dizia “Eu não mereço ser estrangulada”. O Ifes declarou que não havia provas de que a professora teria cometido o ato dentro da escola e nem na frente dos alunos. Em setembro de 2014, Sônia foi promovida a diretora de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão da estrutura administrativa do campus do Ifes em Piúma. Difícil de acreditar, mas a nomeação foi publicada no Diário Oficial e pode ser vista na Internet.

Livros em prol da causa animal
Muitos livros podem encantar as crianças e ao mesmo tempo educar no sentido de respeitarem todo tipo de vida. E alguns dos autores escrevem com base em experiências que tiveram na infância. É o caso de Colin Thompson, autor e ilustrador de mais de 40 obras, ganhador de vários prêmios na Literatura Infantil. Embora gostasse muito de bichos, foi impedido de adotá-los quando menino por imposição dos avós que o criaram. Essa paixão continuou latejando dentro dele e na fase adulta o escritor mergulhou de cabeça em histórias que projetassem amor aos animais.

Em “O pequeno grande livro da tristeza feliz” (Editora Brinque-Book), por exemplo, um garotinho adota um cão deficiente físico (com apenas três patinhas) que está no abrigo municipal e prestes a ser sacrificado. Na obra “O amor está onde menos se espera” um cachorrinho é adotado, mas não recebe nenhuma atenção da família, então se esforça ao máximo para mostrar todo o amor que tem para dar. Thompson diz que escreve sobre bichos porque não suporta a crueldade contra eles.
“Muitos animais fazem coisas mais bonitas e inteligentes que os humanos. Pessoas que fazem mal aos bichos são inferiores a eles. O homem é a única criatura que está arruinando o planeta. Os livros podem ensinar muito as crianças. Esse é meu trabalho”, desabafa. Os livros de Thompson são vendidos em livrarias do Brasil. Ele vive na Austrália com os cachorros Max e Daisy (resgatada de um lixão).

Bezerro escritor
Falar do sofrimento dos animais para abate para crianças pode ser difícil, mas o livro de Igor Colares pode ajudar. Em sua obra “Bezerro Escritor” ele narra a história de um bezerrinho que sofre ao ver a situação de sua mãe, uma vaca leiteira. Por meio de poemas, o bezerrinho tenta convencer os humanos que a extração de leite é cruel, que sua mãe fica doente, sente dor e que não há necessidade nenhuma de humanos adultos tomarem leite, muito menos leite de vaca. O livro está à venda somente pelo site.

O mau exemplo:
Há muitos livros que mostram “animais da fazenda”, especialmente para crianças bem novinhas. É como dizer “esses aqui são para comer”. Do ponto de vista “educacional”, mesmo sem tocar na questão da proteção animal, esses livros estão dando uma informação completamente errada, pois, não existem “animais de fazendas” e sim obrigados a nascerem e viverem nelas para servirem de consumo. Esses livros levam as crianças a tratarem a escravidão animal com naturalidade. Elas aprendem, desde cedo, que cachorro e gato podem fazer parte da família, mas outros bichos devem ir para a panela.

O gato do artista de rua
No livro “Malhado Miau”, de Julia Donaldson e Axel Scheffler (Editora Fundamento), Malhado é o gato de um artista de rua que com seu violão arrecada todo dia uns trocados. Mas ele sofre um acidente, fica hospitalizado e Malhado se perde na cidade. A partir disso o livro mostra como um gato pode ser um amigo leal, incapaz de esquecer e de se separar de seu tutor. As ilustrações são bem meigas e de cor vibrante, o que deixa a leitura ainda mais atraente aos olhos das crianças. À venda nas livrarias do Brasil.

Veja também o primeiro episódio dessa série neste link.

Publicado no site da ANDA - Agência de Notícias de Direitos Animais
O maior portal de notícias sobre animais do mundo

Foto: Vera

terça-feira, 24 de março de 2015

PORQUE PLANTAR ÁRVORES É IMPORTANTE

















5 motivos para plantar mais árvores
06 de Março de 2015 • Atualizado às 08h23

O plantio de árvores é uma das alternativas mais simples e benéficas para reverter os impactos ambientais já causados pelo homem na natureza. O retorno desta atividade é sentido rapidamente e o investimento é muito pequeno, se comparado às inovações tecnologias que prometem o mesmo efeito.
Confira cinco motivos para aderir ao plantio de árvores.

1. Aquecimento global
Uma árvore pode durar aproximadamente 4800 anos e em apenas em um ano, inala em média 12 kg de CO2 e exala oxigênio suficiente para uma família de quatro pessoas, durante 12 meses. O plantio de árvores é uma das principais recomendações de especialistas para combater o aquecimento global. Elas “sequestram” o CO2 (dióxido de carbono) e refrescam a atmosfera.

2. Desertificação
As árvores estabilizam o solo nas zonas áridas e podem evitar que o vento leve embora a camada superior com nutrientes, prevenindo a desertificação.

3. Água
Regiões desmatadas não conseguem absorver nem 10% da água da chuva, enquanto uma árvore adulta pode absorver até 250 litros de água, evitando que enchentes ocorram. Além disso, as raízes reforçam os solos e as folhas dispersam o fluxo da água. Um ambiente florestado faz com que a chuva não caia torrencialmente, assim a água penetra no solo e abastece rios e córregos.

4. Comunidades
As árvores e outras formas de vegetação protegem e dão força à vida comunitária. Elas fornecem produtos comerciais, alimento, fibras, resinas e frutos e garantem a vida de milhares de agricultores em suas comunidades.

5. Qualidade de vida
Elas também garantem a descontaminação da atmosfera, nutrição para plantações e oferecem sombra. Considere que muitas cidades recebem indicações de “melhor lugar para se viver” devido à grande quantidade de ruas e locais arborizados.

As dicas são da GreenClick, empresa especializada na compensação das emissões de carbono de websites. 






segunda-feira, 23 de março de 2015

PROMOTORIAS DE DEFESA ANIMAL

Assine a petição para a criação das PROMOTORIAS DE DEFESA ANIMAL em todo o país

Ela está disponível em http://goo.gl/zse8cH


Se já assinou, compartilhe com seus contatos! Os animais contam com você!


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

CONTRA O TRÁFICO DE ANIMAIS SELVAGENS

Usuários do Facebook podem ajudar a Polícia Ambiental no combate aos crimes de tráfico de animais no Brasil


quinta-feira, 30 de outubro de 2014

TRATAMENTO ECOLÓGICO RECUPERA RIOS POLUÍDOS


Sistema de tratamento ecológico recupera rios poluídos e cria jardins flutuantes

 11 de junho de 2014
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E se fosse possível recuperar rios poluídos gastando pouco dinheiro? Essa é a ambição do sistema de tratamento de água ecológico que pode ser instalado em rios, canais e lagos contaminados. Criado pela empresa escocesa Biomatrix Water, a tecnologia já despoluiu o canal Paco, da cidade de Manila, nas Filipinas.
Além de melhorar a qualidade da água e aumentar a biodiversidade aquática, o sistema revitalizou a paisagem do canal filipino, que antes era destino final de lixo e esgoto. Isso porque usa “jardins flutuantes”, que são ilhas artificiais, de aproximadamente 110 m², cobertas por plantas aquáticas capazes de filtrar poluentes.
O sistema ainda tem outra vantagem: o custo da despoluição é menor do que a metade do que gastam estações de tratamento de águas residuais convencionais, segundo a empresa. Isso é possível graças à integração e ativação do ambiente fluvial circundante.
No vídeo abaixo, saiba como funciona a engenhoca:
O processo de descontaminação também dependeu de outros dois fatores: de obras de infraestrutura para evitar o despejo de resíduos no local e da instalação de um reator capaz de adicionar ar à água e introduzir no ecossistema uma bactéria que se alimenta de poluentes.
Abaixo, veja imagens de como era o canal antes da revitalização e de como ele ficou depois que a comunidade local se engajou na sua recuperação por meio do sistema de tratamento:
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Este ano, o Planeta no Parque Rios e Ruas, do Planeta Sustentável, também estava empenhado em reconectar a população da cidade de São Paulo à natureza e ajudá-las a redescobrir os rios que correm debaixo do asfalto. Realizado nos dias 31/5 e 1/6, o evento teve expedição, oficina, exposição e até um mapa gigante dos “rios invisíveis” da capital paulista. Fique por dentro de tudo o que rolou, neste post!
Fotos: Reprodução/Facebook

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

ENFRENTAMENTO DO AQUECIMENTO GLOBAL




Plantio de florestas é estratégia de enfrentamento do aquecimento global

08 de outubro de 2014

Por Karina Toledo
Agência FAPESP – Em um artigo publicado na seção de opinião do jornal norte-americano The New York Times, em 19 de setembro, Nadine Unger, professora da Yale University, afirmou serem fracas as evidências científicas sobre os benefícios proporcionados pelo reflorestamento e pela redução do desmatamento na mitigação das mudanças climáticas.
O texto causou forte reação na comunidade científica. No dia 22 de setembro, um grupo formado por 31 pesquisadores – vários deles membros do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da Organização das Nações Unidas (ONU) – divulgou uma carta aberta na qual discordam veementemente das declarações feitas por Unger.
Uma versão resumida do texto foi publicada na seção de opinião do The New York Times no dia 23 de setembro, mesma data em que começou em Nova York a Cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o Clima.
Na carta resposta, o grupo de cientistas contesta a afirmação de Unger, de que estaria incorreta a “sabedoria convencional” segundo a qual o plantio de árvores auxilia no combate ao aquecimento global. Na avaliação dela, a medida poderia até mesmo agravar o problema climático.
De acordo com os cientistas, as florestas promovem um efeito de resfriamento do clima porque armazenam vastas quantidades de carbono em troncos, galhos, folhas e são capazes de manter esse elemento químico fora da atmosfera enquanto permanecerem intactas e saudáveis.
Segundo o grupo, as florestas também resfriam a atmosfera porque convertem a energia solar em vapor d’água, o que aumenta a refletividade da radiação solar por meio da formação de nuvens, fato negligenciado no trabalho de Unger. Concordam, em parte, com a afirmação da professora de Química Atmosférica em Yale, de que “as cores escuras das árvores absorvem maior quantidade de energia solar e aumentam a temperatura da superfície terrestre".
Unger afirmou que plantar árvores nos trópicos poderia promover o resfriamento, mas em regiões mais frias causaria aquecimento.
“Ela (Unger) aponta corretamente que florestas refletem menos energia solar do que a neve, as pedras, as pastagens ou o solo, mas ignora o efeito das florestas de aumentar a refletividade do céu acima da terra, por meio das nuvens. Esse efeito é maior nos trópicos”, afirmaram os cientistas.
Unger disse não haver consenso científico em relação aos impactos da mudança de uso da terra promovida pela expansão da agricultura e se o desmatamento resultante teria contribuído para esfriar ou aquecer o planeta.
“Não podemos prever com certeza que o reflorestamento em larga escala ajudaria a controlar as temperaturas em elevação”, disse ela. Argumentos semelhantes já haviam sido apresentados pela cientista em artigo publicado em agosto na Nature Climate Change.
Ainda segundo Unger, os compostos orgânicos voláteis (VOCs, na sigla em inglês) emitidos pelas árvores em resposta a estressores ambientais interagem com poluentes oriundos da queima de combustíveis fósseis aumentando a produção de gases-estufa como metano e ozônio.
Por último, a cientista de Yale afirmou que o carbono sequestrado pelas árvores durante seu crescimento retorna à atmosfera quando elas morrem e que o oxigênio produzido durante a fotossíntese é consumido pela vegetação durante a respiração noturna. “A Amazônia é um sistema fechado que consome seu próprio carbono e oxigênio”, argumentou.
Benefícios indiscutíveis
A carta resposta divulgada pelos cientistas ressalta que os próprios estudos de Unger mostraram que qualquer potencial efeito de resfriamento promovido pela redução das emissões de compostos orgânicos voláteis resultante do corte de árvores seria superado pelo efeito de aquecimento promovido pelas emissões de carbono causadas pelo desmatamento.
“Esta semana, as negociações das Nações Unidas sobre o clima abordam a importância de dar continuidade aos esforços para frear a degradação das florestas tropicais, que são uma contribuição essencial e barata para a mitigação das mudanças climáticas. A base científica para essa importante peça da solução do problema climático é sólida. Nós discordamos fortemente da mensagem central da professora Unger. Concordamos, no entanto, com a afirmação feita por ela de que as florestas oferecem benefícios indiscutíveis para a biodiversidade”, concluem os cientistas.
O grupo de autores é liderado por Daniel Nepstad, diretor executivo do Earth Innovation Institute, dos Estados Unidos, um dos fundadores do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e um dos autores do quinto relatório divulgado pelo IPCC.
Também fazem parte do grupo Reynaldo Victoria, professor da Universidade de São Paulo (USP) e membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais, e Paulo Artaxo, professor da USP e um dos autores do quinto relatório do IPCC.
“O artigo divulgado por Unger na revista Nature Climate Change tem erros elementares e não leva em conta aspectos fundamentais, como a importância das florestas tropicais na formação de nuvens, que altera a refletividade da superfície e também atua no controle do ciclo hidrológico”, disse Artaxo à Agência FAPESP.
“Esse episódio mostra como a ciência, quando negligencia aspectos importantes, pode ser muito prejudicial do ponto de vista de políticas públicas. Reflorestamento e redução do desmatamento são umas das melhores estratégias de redução dos efeitos do aquecimento global”, afirmou.

Artigo no New York Times contesta evidências científicas sobre benefícios do reflorestamento e da redução do desmatamento e causa reação na comunidade científica (foto: Wikimedia)
Recebido por e-mal do Movimento Resgate Cambuí

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

RESULTADOS DO DESMATAMENTO DA MATA ATLÂNTICA EM SP


Por que desmatar 79% da área de mananciais secou São Paulo

MARCIA HIROTA*
09/10/2014 13h21
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O mapa feito pela SOS Mata Atlântica mostra em verde o que sobrou de cobertura florestal na área da bacia do Sistema Cantareira (Foto: Divulgação)

Reservatório Jaguari em 2014 (Foto: Divulgação )

Reservatório Jaguari em 2010 (Foto: Divulgação )


Estudo da Fundação SOS Mata Atlântica divulgado com exclusividade por ÉPOCAconstatou que a cobertura florestal nativa na bacia hidrográfica e nos mananciais que compõem o Sistema Cantareira, centro da crise no abastecimento de água que assola São Paulo, está pior do que se imaginava. Hoje, restam apenas 488 km2 (21,5%) de vegetação nativa na bacia hidrográfica e nos 2.270 km2 do conjunto de seis represas que formam o Sistema Cantareira. As fotos acima mostram uma comparação do volume de água no reservatório Jaguari em 2010 e 2014.
O levantamento avaliou também os 5.082 km de rios que formam o sistema. Desse total, apenas 23,5% (1.196 km) contam com vegetação nativa em área superior a um hectare em seu entorno. Outros 76,5% (3.886 km) estão sem matas ciliares, em áreas alteradas, ocupadas por pastagens, agricultura e  silvicultura, entre outros usos.
O estudo teve como base o último Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, que avaliou a situação da vegetação nos 17 Estados com ocorrência do bioma, no período 2012-2013. O Atlas, que monitora o bioma há 28 anos, é uma iniciativa da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com patrocínio de Bradesco Cartões e execução técnica da Arcplan. 

Com base em imagens de satélite, o Atlas da Mata Atlântica utiliza a tecnologia de sensoriamento remoto e geoprocessamento para monitorar os remanescentes florestais acima de 3 hectares. Neste estudo sobre o Sistema Cantareira, realizado pela SOS Mata Atlântica e Arcplan, foram identificadas as áreas de até 1 hectare.
As análises foram avaliadas em nível municipal, indicando os municípios com total de áreas naturais mais preservados. As cidades observadas foram: Camanducaia (19,6% de vegetação nativa), Extrema (15,2%), Itapeva (7,9%) e Sapucaí Mirim (42%), em Minas Gerais; Bragança Paulista (3,2%), Caieiras (50,2%), Franco da Rocha (40,8%), Joanópolis (18,8%), Mairiporã (36,6%), Nazaré Paulista (24,7%), Piracaia (17,7%) e Vargem (17,9%), em São Paulo.
As florestas naturais protegem as nascentes e todo fluxo hídrico. Com esses índices de vegetação, não é de se estranhar que o Sistema Cantareira opere, atualmente, com o menor nível histórico de seus reservatórios, já que para ter água é preciso ter também florestas
E o que fazer diante deste quadro?
O primeiro desafio é proteger o que resta de Mata Atlântica e manter, com rigor, o monitoramento e a fiscalização dessas áreas para evitar a ocorrência de novos desmatamentos. Importante lembrar que Minas Gerais, Estado que reúne não apenas as nascentes de rios que formam o Sistema Cantareira, mas também das bacias dos rios Doce, São Francisco e Paraíba do Sul, entre outros, é o recordista do desmatamento da Mata Atlântica pelo quinto ano consecutivo, de acordo com os últimos dados do Atlas da Mata Atlântica.
O segundo ponto é promover a recuperação florestal nessas regiões, incluindo-se aqui investimentos públicos e privados para restauração florestal e programas de Pagamentos Por Serviços Ambientais (PSA) voltados aos proprietários de terras, municípios e Unidades de Conservação que as preservarem.
Com o objetivo de estimular esse esforço, a Fundação SOS Mata Atlântica lançará ainda neste mês um novo edital do programa Clickarvore, com apoio do Bradesco Cartões e Bradesco Capitalização, para a doação de 1 milhão de mudas de espécies nativas para restauração na Bacia do Cantareira. Essas mudas possibilitarão a recuperação de até 400 hectares de áreas, que por sua vez podem promover a conservação de 4 milhões de litros de água por ano. A ideia é que os projetos selecionados colaborem para conservar e proteger os recursos hídricos conectando, nessas regiões, os poucos fragmentos de mata que hoje encontram-se isolados.
Pode parecer pouco, tendo em vista o tamanho do desafio, mas é um primeiro passo para trazer de volta as florestas e a água ao Sistema Cantareira. Esperamos que essa iniciativa contribua para o fortalecimento de políticas públicas efetivas e que possa marcar o início de esforços conjuntos da sociedade, iniciativa privada e do poder público para a recuperação desse importante manancial. Afinal, a grave escassez que enfrentamos neste ano reforça a necessidade do Estado promover a proteção dos mananciais e a gestão integrada e compartilhada da água.
A restauração da cobertura florestal nas áreas de mananciais é o pontapé para a recuperação das reservas de água. No entanto, para que traga resultados efetivos, essa iniciativa  precisa ser somada a uma ação urgente e firme do Governo do Estado no sentido de implementar efetivamente instrumentos econômicos como o PSA e a cobrança pelo uso da água a todos os usuários, o que garantirá a sustentabilidade do sistema e o acesso à agua em quantidade e qualidade para a sociedade.  

*Marcia Hirota é diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica.
Recebido por e-mail do Resgato Cambuí

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

A IMPORTÂNCIA DAS ÁREAS VERDES PARA AS CIDADES


 

 

http://www.ufrpe.br/artigo_ver.php?idConteudo=1259

 

POR QUE AS ÁREAS VERDES SÃO TÃO IMPORTANTES PARA UMA CIDADE?

Isabelle Meunier*


O caput do Artigo 225 da Constituição Federal inicia-se com uma declaração fundamental: Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. Essa frase define de forma sintética o caráter coletivo dos bens e serviços ambientais e coloca-os como um direito das pessoas, a ser defendido pelo poder público e pela coletividade.
Nos socioecossistemas urbanos, onde as condições naturais se encontram quase completamente alteradas e, na maioria das vezes, degradadas, as áreas verdes de diversas categorias representam um recurso precioso para a melhoria da qualidade ambiental. Áreas verdes não significam simplesmente espaços não construídos. Esses são denominados os espaços livres, e não necessariamente verdes. Áreas verdes também não são apenas áreas de solo não impermeabilizado. São sim espaços urbanos não construídos e devidamente protegidos, onde domina o elemento vegetal, notadamente as árvores, de forma a fornecer benefícios ambientais, sócio-culturais e até econômicos a uma cidade. 
Áreas verdes urbanas melhoram as condições microclimáticas, reduzindo os extremos de temperatura, e protegem o solo da impermeabilização, facilitando a infiltração das águas de chuva. Áreas arborizadas controlam a poluição atmosférica, tanto pela retenção de partículas sólidas quanto pela absorção de poluentes gasosos, com o gás carbônico. Não só a saúde física dos freqüentadores das áreas verdes pode ser melhorada com a prática de atividades físicas ao ar livre, como a saúde mental recebe benefícios já comprovados por pesquisas científicas. 
Estudos na França já identificaram a redução no tempo de internamento hospitalar em unidades de saúde com amplas áreas verdes e pesquisas nos EUA comprovaram a redução da violência doméstica graças ao "fortalecimento dos laços comunitários" proporcionados pelas áreas livres arborizadas em conjuntos habitacionais populares.Com uma boa diversidade de plantas que, por sua vez, se encarregam de atrair, proteger e alimentar diferentes animais, as áreas verdes urbanos são espaços privilegiados para a educação ambiental. Mesmo reduzidas e geralmente isoladas, guardam uma riqueza considerável de espécies e processos ecológicos, em plena aridez das grandes cidades.E não só isso: a cidadania ganha com a formação de pessoas que valorizam, respeitam e cuidam dos bens comuns, ao mesmo tempo em que usufruem os seus benefícios. 
A freqüência responsável às áreas verdes urbanas como praças, parques, refúgios e jardins, é uma oportunidade para o exercício de convivência solidária entre pessoas e natureza, para o estreitamento dos vínculos familiares e estabelecimento de novas relações de amizades. A simples contemplação nas áreas verdes possibilita uma experiência estética única, permitindo que se vivencie a harmonia dos elementos naturais, muitas vezes mais bela do que os artificialismos do ambiente construído. E ainda servem como experiência de vida para uma sociedade consumista que pode se surpreender ao gozar de saúde e bem-estar, generosamente ofertados pela natureza. 
A quantidade e o estado de conservação das áreas verdes de uma cidade poderiam muito bem integrar algum índice de desenvolvimento humano e social. A falta delas demonstra o descaso do poder público para com a saúde física e mental dos cidadãos, a falta de visão do futuro, a estreiteza do planejamento. O abandono das áreas verdes, transformando-as em locais de deposição de lixo e concentração de violência, também denota a fraqueza das instituições e a falta de educação, o despreparo e até o desamparo de uma sociedade. Nossas áreas verdes (ou a falta delas) refletem nossas qualidades e mazelas. Por isso a evidente necessidade e oportunidade de se estabelecer um Parque em Boa Viagem ainda gera alguma polêmica, apesar de encontrar amplo respaldo entre a população. 
A população sabe ser necessário contar com uma área verde para humanizar o convívio e melhorar as condições ambientais do bairro e ensaia uma mobilização. Por outro lado, alguns argumentos contrários parecem se delinear, sem dúvida inspirados pelo alto valor do metro quadrado na área, refletindo nossa dificuldade em priorizar o coletivo em detrimento do privado. A questão é, no fundo, moral: Criar e implementar efetivamente uma nova área verde, nessa cidade onde elas são tão raras quanto necessárias, é se comprometer com interesse coletivo, dessas e de futuras gerações, que têm direito a uma cidade habitável. 
Desconsiderar esse direito, privilegiando o interesses de alguns, é ética e ambientalmente reprovável, pois ignora a importância desses locais como bem de uso comum do povo, necessários à manutenção da qualidade de vida.Recife precisa dessa e de mais áreas verdes. Tanto quanto precisa de mais segurança, mais escolas, mais empregos e mais habitação. Todos esses são elementos para uma melhor qualidade de vida urbana e defender o meio ambiente como um direito comum não deve ser apenas uma iniciativa de militantes, mas uma obrigação do governo e da sociedade.

* Professora do Curso de Engenharia Florestal da UFRPE

Recebido do Movimento Resgate Cambuí
Foto: Vera