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sábado, 30 de janeiro de 2010

BEBER MODERADAMENTE PODE SER BOM PARA IDOSOS...

Beber moderadamente pode ser bom para o cérebro de idosos, diz estudo



Uma dose ou duas de bebidas alcoólicas por dia pode ajudar os idosos a ficarem com a mente mais afiada, segundo estudo brasileiro que será publicado na edição de abril da revista científica Alcoholism: Clinical & Experimental Research. De acordo com os pesquisadores da Universidade de São Paulo, a moderação é o segredo para aproveitar os efeitos benéficos do álcool.

Avaliando cerca de mil pessoas com mais de 60 anos, os pesquisadores observaram que aqueles que bebiam em excesso apresentavam maiores taxas de declínio mental e demência do que aqueles que não consumiam álcool. Porém a ingestão moderada de bebidas alcoólicas – segundo a OMS, o equivalente a duas latinhas de cerveja diárias para o homem e uma para a mulher – pareceu ter efeito protetor contra esses problemas.

Apesar dos resultados indicarem benefícios do consumo moderado de bebidas para o cérebro, os especialistas acreditam que o álcool ainda não pode ser recomendado como medida preventiva do declínio mental. “Há evidência de que álcool, especialmente vinho tinto, em moderação pode reduzir o risco de  doença cardiovascular, demência e até de morte, mas esses potenciais benefícios devem ser considerados com os riscos. A incidência de apenas uma bebedeira pode alterar a vida de um idoso se levar a uma queda”, concluiu o especialista Dan Blazer, da Universidade de Duke, nos EUA.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

ONU PEDE PERDÃO DA DÍVIDA EXTERNA DO HAITI


da Reuters, em Genebra
da Folha Online









 
"A agência de desenvolvimento da ONU se juntou nesta sexta-feira aos pedidos para o perdão da dívida externa do Haiti, que é de US$ 1 bilhão [cerca de R$ 1,8 bilhão] em resposta ao terremoto que devastou o país no último dia 12. 

A Conferência da Organização das Nações Unidas em Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês) apoiou os pedidos do Fundo Monetário Internacional por um esforço de financiamento semelhante ao plano Marshall dos Estados Unidos que reconstruiu a Europa após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). 

"A UNCTAD acredita que essa tarefa deve começar com o cancelamento imediato e total das obrigações de dívida existentes do Haiti", afirmou em uma declaração. A UNCTAD disse que um estudo sobre o efeito de 21 desastres naturais em países pobres entre 1980 e 2008 apontaram um acréscimo de 24 pontos percentuais na proporção da dívida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) das nações nos três anos seguintes.  Impactos em tal escala podem iniciar um ciclo vicioso de miséria econômica, maior financiamento externo, serviços de dívida onerosos e investimentos insuficientes para acalmar choques futuros", afirmou. 

O Haiti perdeu 60% de seu PIB no desastre, disse na segunda-feira (25) o primeiro-ministro Jean-Max Bellerive, referindo-se à concentração da economia na capital Porto Príncipe, próxima ao epicentro do forte terremoto de magnitude 7. A UNCTAD disse que os credores deveriam declarar a moratória da dívida do Haiti, seguida do cancelamento o mais rápido possível."



É o mínimo que se pode fazer por esse pobre e espoliado país que foi  colonizado por espanhóis e franceses e que conquistou sua independência em 1804, o que lhe custou um duro castigo: os escravagistas europeus e estadunidenses o mantiveram sob bloqueio comercial durante 60 anos.

 Na segunda metade do século XIX e início do XX, o Haiti teve 20 governantes, dos quais 16 foram depostos ou assassinados. De 1915 a 1934 os EUA ocuparam o Haiti. Em 1957, o médico François Duvalier, conhecido como Papa Doc, elegeu-se presidente, instalou uma cruel ditadura apoiada pelos tonton macoutes (bichos-papões) e pelos EUA. A partir de 1964,  tornou-se presidente vitalício... Ao morrer em 1971, foi sucedido por seu filho Jean-Claude Duvalier, o Baby Doc, que governou até 1986, quando se refugiou na França.

O Haiti foi invadido pela França em 1869; pela Espanha em 1871; pela Inglaterra em 1877; pelos EUA em 1914 e em 1915, permanecendo até 1934; pelos EUA, de novo, em 1969. 

As primeiras eleições democráticas ocorreram em 1990; elegeu-se o padre Jean-Bertrand Aristide, cujo governo foi decepcionante. Deposto em 1991 pelos militares, refugiou-se nos EUA. Retornou ao poder em 1994 e, em 2004, acusado de corrupção e conivência com Washington, exilou-se na África do Sul. Embora presidido hoje por René Préval, o Haiti é mantido sob intervenção da ONU e agora ocupado, de fato, por tropas usamericanas. 

TARIFA CELULAR BRASILEIRA É A SEGUNDA MAIS CARA DO MUNDO!


"O Brasil foi apontado pela consultoria europeia Bernstein Research como o país com a segunda mais cara tarifa de telefonia celular do mundo, atrás da campeã África do Sul e à frente da Nigéria. O estudo levou em conta o Produto Interno Bruto (PIB) e os preços médios das tarifas em 17 países.

As operações de telefonia móvel realizadas pelos usuários brasileiros custam em média 24 centavos de dólar o minuto, enquanto países como Indonésia (1 centavo de dólar o minuto) e China (3 centavos de dólar por minuto), com valores de PIB comparáveis ao do Brasil, possuem as tarifas mais baixas.
Nações africanas como Nigéria (23 centavos de dólar o minuto) e África do Sul (26 centavos de dólar o minuto) praticam tarifas similares às do Brasil. Rússia, Egito e México têm tarifas médias de 5 centavos de dólar por minuto, mesmo valor cobrado nos Estados Unidos.

No bloco europeu, a Espanha tem o minuto mais elevado, com 21 centavos de dólar. Já o Reino Unido pratica a tarifa mais baixa: 14 centavos de dólar.

Em entrevista ao Valor Econômico, o analista sênior da Bernstein Research, Robin Bienenstock, explica que o grande vilão das altas tarifas é  a chamada taxa de interconexão ou VUM (Valor de Uso Móvel), tarifa que as operadoras pagam umas às outras pelo uso de suas redes."

Triste privilégio!!!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

CACHORRO À DERIVA EM BLOCO DE GELO EM ALTO MAR

Um cachorro foi resgatado em um bloco de gelo à deriva em alto mar, a pelo menos cem quilômetros de distância de casa. O cão estava assustado, molhado e tremendo quando foi retirado do gelo. Ele foi visto pela tripulação de um navio polonês nas águas geladas do mar Báltico. Inicialmente, eles pensaram se tratar de uma foca. Mas, quando se aproximaram, perceberam que era um cachorro e começaram a tentar salvá-lo, primeiro com uma rede, depois colocando o cão em um bote inflável.

O cão foi avistado pela primeira vez em um bloco de gelo à deriva ao longo do rio Vistula, na Polônia, mas bombeiros não conseguiram chegar até ele. Quando foi resgatado pela tripulação do navio Baltica, ele já havia flutuado cerca de 24 quilômetros em alto mar. Ele deverá receber o nome de "sortudo" em polonês.
O cachorro está agora se recuperando e, se a tripulação do navio polonês não conseguir localizar seus donos, irá tentar achar um novo lar para ele.

PÓ DE GIZ


Rubem Alves

OITO e trinta da manhã. Toca o telefone. Jornal "CBN Total". O Heródoto Barbeiro queria me entrevistar. Queria saber o que eu pensava de algo que estava ocorrendo com as crianças numa cidade do Rio Grande do Sul, cujo nome eu esqueci e que estava provocando reações espantadas, nervosas e indignadas entre educadores, pais e autoridades.

Não havia teoria que explicasse o que as crianças estavam fazendo e, muito menos, que indicasse rumos de ação para pôr um fim naquela coisa perigosa e jamais imaginada.

Tudo tinha a ver com uma brincadeira nova que as crianças haviam inventado: pegavam pó de giz e faziam de conta que o pó branco era cocaína. Faziam, então, pacotinhos e se punham a campo brincando, cheirando, vendendo e comprando. Brincavam de traficantes.

Pais, professores e autoridades ficaram apavorados, certos de que essa brincadeira anunciava vocações criminosas embutidas: as crianças que brincavam com o pó branco corriam o risco de se transformarem em consumidores, traficantes e criminosos quando adultos.

Acho que o barulho que os adultos estão fazendo é mais nocivo que o pó de giz. Digo isso a partir da minha própria experiência de menino. Naqueles tempos, a gente gostava de brincar com aqueles revólveres que imitavam os revólveres dos mocinhos e dos bandidos e que davam um estalo de espoleta quando se apertava o gatilho.

Mais sofisticadas eram as pistolas automáticas, que usavam não espoletas isoladas uma a uma, mas fitas em que as espoletas iam estourando automaticamente. Domingo de tarde, revólver na cintura, cara de valente, andando com as pernas abertas era uma felicidade.

Mas nunca vi sombra de preocupação no rosto do meu pai e de minha mãe. O meu revólver de brinquedo não era a profecia de um futuro criminoso.

Como nem sempre eu tinha dinheiro para comprar os meus revólveres, tratei de produzi-los artesanalmente usando bambus, elásticos de borracha, madeira e canos de guarda-chuva. Esses, sim, eram perigosos. Porque a gente enchia os canos metálicos com pólvora e era preciso calcular muito bem a quantidade de pólvora. Se a pólvora fosse demais, o cano podia explodir. Aconteceu com um amigo e, por causa disso, ele perdeu um olho.

E o ponto alto da brincadeira era no fim da tarde, a meninada toda armada, mocinhos e bandidos. "Carmoni ai!", a gente gritava, para informar o outro que ele acabava de ser atingido por uma bala certeira. Ah! Vocês não sabem o que é "carmoni". "Carmoni" era a transformação linguística do que mocinho e bandidos falavam: "Come on...".

Um brinquedo adulto semelhante à brincadeira com o pó de giz são os filmes de crime e violência. Ah! Como eles atiçam nossos impulsos sádicos.

Vocês não podem imaginar quantas cabeças eu fiz rolar com minha afiadíssima espada de samurai depois de ver o filme "Shogun". Mas até hoje não decapitei ninguém, embora frequentemente o faça nas minhas fantasias.

Eu gostava de caminhar por um parque pelas manhãs. Passavam por mim umas meninas com cara de devassidão para brincar de terem passado a noite em orgias sexuais e bebedeiras e com um cigarrinho pendurado nos beiços...

Isso acontecia e acontece todo dia em todos os lugares. Mas não me consta que pais, educadores e autoridades fiquem nervosos como ficaram diante da brincadeira com o pó de giz... Tranquilizem-se. Elas não estão anunciando uma vocação de vida devassa. É brincadeira. Igual a das crianças que brincam com o pó de giz...

rubem_alves@uol.com.br

São Paulo, terça-feira, 27 de outubro de 2009
 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

AJUDA HUMANITÁRIA TAMBÉM CHEGA PARA OS ANIMAIS VÍTIMAS DO TERREMOTO QUE ASSOLOU O HAITI

Entidades se unem para salvar animais vítimas do terremoto no Haiti

FABIO RODRIGUES
da Folha Online
 
Grupos de proteção estão unindo forças para prestar socorro aos animais no Haiti, vítimas do terremoto que devastou o país na última terça-feira (12). ONGs se dedicam a fazer pelos bichos o que a Cruz Vermelha e a Organização das Nações Unidas tem feito pelas pessoas.
Uma dessas entidades é a WSPA (Sociedade Mundial de Proteção Animal). 

Sediada em Londres, atua em 156 países e conta com mais de mil ONGs afiliadas, segundo Bernardo Torrico, gerente de comunicação da WSPA Brasil.

WSPA
Cão é resgatado durante enchente ocorrida na Costa Rica em 2008
Cão é resgatado durante enchente ocorrida na Costa Rica em 2008

Para o caso do Haiti, a WSPA se uniu ao IFAW (Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal, na sigla em inglês). Essa coalizão, explica, vai trabalhar por meio de uma clínica móvel.

Para ler a reportagem completa clique no título acima.



UNICAMP É SELECIONADA PARA INDICAR CONCORRENTES AO PRÊMIO NOBEL DE MEDICINA




[25/1/2010]

A Unicamp acaba de ser convidada para indicar os concorrentes ao Prêmio Nobel de Medicina ou Fisiologia de 2010. O convite, inédito, foi recebido por meio da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) e coloca a Unicamp em pé de igualdade com instituições de ensino de renome internacional como Cambridge, Oxford, Massachusetts Institute of Technology (MIT) e Harvard que participaram, regularmente, da indicação de nomes nas diferentes áreas do conhecimento para o prêmio. “A Unicamp ser vista como uma instituição credenciada para a indicação de candidatos ao prêmio Nobel é sinal de reconhecimento da qualidade do trabalho de nossos pesquisadores, particularmente da FCM. Isso é motivo de orgulho”, comentou o pró-reitor de Pesquisa da Unicamp, Ronaldo Pilli.

Para o diretor da FCM, José Antônio Rocha Gontijo, um dos motivos da indicação da faculdade é a repercussão internacional de suas pesquisas. De 2004 a 2008, a FCM publicou 4.318 artigos e resumos em periódicos internacionais e mais de 5 mil em periódicos nacionais, além da publicação de livros e patentes. Em 2009, a área médica da Unicamp ganhou dois Núcleos de Ciência e Tecnologia, um voltado para o diabetes e outro para estudos do sangue.

A FCM pode indicar até dez pesquisadores brasileiros ou estrangeiros. Uma comissão coordenada pela Pró-Reitoria de Pesquisa da Unicamp e formada por professores e pesquisadores da FCM, do Instituto de Biologia (IB), da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) e outros cientistas convidados tem até o dia 1º de fevereiro para enviar a relação de candidatos. O nome dos integrantes da comissão e dos indicados ao prêmio é mantido em sigilo, conforme normas estabelecidas pelo prêmio Nobel.

“Não podemos ter um espírito corporativo de indicar pessoas sem representatividade. Acho que devemos indicar um ou poucos nomes que mostrem a maturidade e a capacidade da Universidade de escolher pessoas que contribuíram, efetivamente, para o avanço da ciência”, disse o diretor da FCM. “As indicações dever ser bem justificadas e sucintas. O crivo é rigorosíssimo. Devemos ser como um farol a enxergar todas as áreas e não restringir as indicações”, comentou o pró-reitor de Pesquisa.

O prêmio Nobel foi criado em 1901 pelo inventor sueco Alfred Nobel, criador da dinamite. O prêmio tem o objetivo de reconhecer pessoas que tiveram atuações marcantes nas áreas da física, da química, da medicina, da literatura e da paz. Tradicionalmente, medicina é a primeira área a receber o prêmio Nobel. Os prêmios são entregues no dia 10 de dezembro em Estocolmo, Suécia, exceto o da paz, que é entregue em Oslo, Noruega.

Em 2009, Elizabeth Blackburn, Jack Szostak e Carol Greider venceram o Nobel de Medicina ou Fisiologia pela descoberta de como os cromossomos são copiados e protegidos contra a degradação. Eles receberam um prêmio de mais um milhão de dólares. Os vencedores são escolhidos a partir de uma lista de indicados elaborada pela Fundação Nobel após consulta a algumas universidades e faculdades do mundo. Diferente da entrega do Oscar, a lista não é divulgada previamente. Apesar de haver sempre muitos palpites e favoritos, é difícil saber quem vai vencer.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

DESEJO SEXUAL NA MENOPAUSA...



Sexualidade durante a menopausa já virou um assunto bem conhecido e debatido em diversos congressos. Mas, diferente do que a maioria das mulheres imagina, a menopausa pode aumentar a libido, oferecendo sensações ótimas para mulheres que passam por essa fase.


O ginecologista da clínica SYMCO, Neucenir Gallani, explica que, na menopausa, os folículos deixam de produzir estrogênio, o que aumenta a produção do hormônio responsável pela fertilidade feminina, FSH (Hormônio Folículo Estimulante) e do LH (Hormônio Luteinizante). A elevação do LH estimula a produção de androgênios testosterona e androstenediona. Estes hormônios atuam no sistema límbico aumentando a libido, disposição e o bem-estar geral.


Por isso, a falta de libido muitas vezes está relacionada ao consumo de medicamentos como antidepressivos, ansiolíticos, anti-hipertensivos e até fatores culturais. A atividade sexual é instintiva, biológica, natural e universal. Já o comportamento sexual, segundo o médico, está relacionado à experiência e valores de cada pessoa. É comum homens e mulheres que não tiveram vida sexual boa na juventude culparem a idade pela falta de libido.


É claro que ocorrem alterações físicas no corpo feminino, com destaque para a redução da lubrificação genital. Apesar disso, o ginecologista diz que a mulher precisa entender que a menopausa é um processo normal, fisiológico e que alimentação adequada, atividades físicas, cuidados médicos e principalmente ter planos para o futuro, ou seja, sonhos a realizar mantêm a auto-estima e melhoram a vida sexual.


Para o especialista a TRH (Terapia de Reposição Hormonal) é um benefício inquestionável à mulher. Deve ser feita de forma individualizada, conforme o estado geral de saúde e sempre sob orientação médica. "Um dos benefícios, é a melhor absorção do cálcio, essencial para evitar a osteoporose, comum nesta fase da vida". E não é só. Gallani lembra um estudo recente, feito na Finlândia, que observou a ação dos estrogênios sobre o centro regulador do sono.


"Esses hormônios atuam sobre o relógio biológico da mulher e podem alterá-lo quando entram em desequilíbrio. Por conta disso, muitas mulheres podem sentir a irritabilidade que atinge 30% das mulheres em período pré-menstrual. Mas não quer dizer que todas as mulheres devam fazer TRH, a prescrição é muito individualizada", diz ele.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

EM DEFESA DO CONSUMIDOR / SERVIÇOS FINANCEIROS



 Bancos escondem conta corrente gratuíta!

(Fonte: Jornal da Tarde, por Eleni Trindade)


Pesquisa do IDEC mostra que funcionários das instituições financeiras nem sempre informam ao cliente sobre as opções que têm dos serviços essenciais.

O cliente que faz apenas operações simples nos bancos pode economizar se optar por uma conta corrente somente com serviços essenciais, sobre a qual não há tarifa. O problema é que nem todos os bancos fornecem informações claras sobre esse tipo de produto. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) avaliou dez bancos que atuam no País (Banco do Brasil, Bradesco, Banrisul, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Santander e Unibanco) e concluiu que eles demoram para fazer a alteração de uma conta de outro tipo para a sem taxação, quando solicitada, e ainda fazem cobranças indevidas.

"Os bancos não divulgam a conta com serviços essenciais porque isso contraria o interesse deles de obter receita com tarifas bancárias", afirma Ione Amorim, economista do Idec e coordenadora da pesquisa. Segundo ela, a única maneira de o consumidor ter acesso a esse tipo de serviço é tomar a iniciativa de pedi-lo na agência. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que sempre divulga as normas do setor para os bancos.

Os serviços essenciais foram regulamentados pelo Banco Central em 2007 em resolução que determina que as instituições financeiras ofereçam serviços gratuitamente, exceto a taxa de renovação cadastral, que pode ser exigida a cada seis meses. "Queremos mudança nesse quesito porque são custos que as instituições estão transferindo ao consumidor", destaca Ione.

O estudo mostrou que na maioria dos bancos as informações sobre a conta com serviços essenciais é conhecida pelos funcionários, mas ainda assim houve problemas. De acordo com o Idec, na Caixa Econômica Federal, a gerente alegou que o produto não existia e só depois de muita insistência a alteração foi feita, tendo como comprovante da operação uma apenas um telefonema do banco. No HSBC e no Real, o cliente foi orientado a enviar uma carta pedindo a alteração e foram aplicadas taxas sem fornecimento de comprovantes. O Real exigiu ainda o pagamento de três tarifas que não mais cabiam com a alteração: sobre envio de talão de cheque, sobre extrato e sobre renovação cadastral. O Bradesco também cobrou tarifa indevidamente.

Segundo Ione, apesar de importante por servir como prova para o cliente contestar taxas irregulares, a maioria dos bancos não fornece comprovante sobre a conversão da conta porque não há norma que os obrigue a fazer isso.

Entre os que forneceram o documento, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa, HSBC, Nossa Caixa, Real e Unibanco tiveram seus comprovantes considerados insatisfatórios pelo Idec. A Nossa Caixa informou que está desenvolvendo "um novo modelo de comprovante em que as informações que demonstram as alterações fiquem ainda mais claras". O HSBC, Santander e Real não quiseram fazer comentários. O Bradesco alegou que "adota os procedimentos regulamentados pela lei." O Banco do Brasil informou que "tem uma política de divulgar os serviços essenciais para o cliente e atende o previsto no Código de Defesa do Consumidor". Os demais não responderam ao JT.

DICAS:

Ao solicitar a mudança da sua conta para uma de serviços essenciais, exija o comprovante

Caso alguma taxa venha a ser cobrada, exija seu cancelamento ou estorno caso já tenha feito o pagamento

Confira sempre as tarifas no extrato (prefira as formas gratuitas: internet e telefone)

Caso o banco não providencie a mudança da conta ou não cancele cobranças indevidas, reclame com a ouvidoria da instituição bancária ou procure o setor de atendimento do Banco Central 0800-979-2345

SERVIÇOS ESSENCIAIS:

Cartão de débito (exceto em caso de reposição para ocorrência de perda ou roubo)
Dois extratos mensais nos terminais de autoatendimento
Quatro saques por mês (em caixa eletrônico ou no guichê da agência bancária, inclusive por meio de cheque)
Duas transferências de dinheiro na mesma instituição por mês

Compensação de cheques
Consulta pela internet
Extrato consolidado discriminando as tarifas cobradas no ano anterior (até o dia 28 de fevereiro de cada ano)
Estão proibidas cobranças para depósitos ou emissão de cheques de qualquer valor. 


Publicado pelo IDEC (é só clicar no título acima)





DELICIOSAS BATATAS FRITAS SEQUINHAS


Descubra o segredo para deixar suas batatinhas iguais às do McDonalds




Ingredientes
Batata em tiras, o suficiente
1/2 colher(es) (chá) de amido de milho
Sal à gosto
Óleo de soja.


Modo de preparo
Corte as batatas como de costume, seque-as em papel absorvente e reserve. Coloque óleo para ferver; quando estiver bem quente, retire meia xícara (de chá) do óleo quente e misture o amido de milho. Despeje o óleo de volta na frigideira e, em seguida, coloque as batatas para fritar. Retire, deposite sobre papel absorvente e salgue à gosto. Elas ficarão super sequinhas.


Rendimento
1 porção.


Receita cedida pelo site RudgeSBC

domingo, 24 de janeiro de 2010

45 DICAS PARA VIVER MAIS E MELHOR



"Faça isso, não faça aquilo", "Coma isso, não coma aquilo." Não há quem suporte uma rotina com tantas preocupações e proibições. Mas, diariamente, somos alarmados por esse tipo de afirmação, não somente por médicos, mas também de familiares e amigos. 

Será que vale mesmo a pena seguir a risca todas as recomendações que nos são dadas ou cada um de nós tem uma medida certa para cada tipo de ação? Quais atitudes são realmente importantes para uma pessoa viver mais e melhor? Nós consultamos 45 especialistas de diversas áreas para esclarecer alguns mitos e saber o que pode trazer longevidade.  Clique no título acima e leia reportagem completa de Carol Nogueira.

MORIN E AS METAMORFOSES


ULTIMO SEGUNDO

22/01 - 14:24 - Alberto Dines


Curiosas as avaliações sobre o primeiro ano do mandato de Barack Obama. Os primeiros 365 dias de uma Administração que se estenderá, no mínimo, ao longo de 1460 e, no máximo por 2920, são obrigatoriamente enganosos. Para começar: as análises abarcam apenas o lapso que começou em 20 de janeiro de 2009 quando o novo presidente chegou à Casa Branca e ignoram o resto, a jornada até a vitória nas urnas. Acontece que  este “resto” contém um extraordinário acervo de mudanças que não foi cogitado nem incluído nos balanços do primeiro aniversário da atual Administração.

Num inspirado texto publicado no “El País” (domingo, 17/1, p.27), o filósofo francês Edgard Morin fez o elogio da metamorfose.  Evidentemente não cita Obama mas oferece uma chave para entender a atuação do presidente americano.

Para Morin a tarefa prioritária é salvar a humanidade e isto impõe mudanças drásticas em nosso modo de pensar, viver, conviver, agir, falar e olhar. A idéia da metamorfose como solução mais rica e promissora do que as revoluções, contém uma radicalidade transformadora que as grandes rupturas são incapazes de produzir.

Metamorfoses começam com inovações marginais, perspectivas diferenciadas, despretenciosas, mínimas, porém capazes de despertar a curiosidade. Geralmente escapam do crivo daqueles que vivem de olhos arregalados a procura de feitos retumbantes e transitórios.

Durante sua campanha eleitoral, o primeiro presidente negro da história dos EUA não apelou para postulações de caráter racial. Seriam desnecessárias e contraproducentes: a sua candidatura, em si, já significava o triunfo da cruzada pela igualdade dos direitos. Obama é pós-racial como também é pós-ideológico: seu liberalismo político é inerente, intrínseco, natural, dispensa etiquetagens ideológicas.

Manteve Ben Bernanke na presidência do FED (Federal Reserve, Banco Central) apesar de indicado pelo reacionário Bush e transformou-o num operoso agente do intervencionismo econômico tanto no desarvorado mercado financeiro como na falida indústria automobilística.

A metamorfose produzida por Obama ao lidar com a debacle financeira  americana permitiu que um ano depois o “Economist” - venerando e irascível bastião do liberalismo econômico - fosse compelido a reconhecer num editorial que os tempos são outros: “mesmo os mais intransigentes defensores do capitalismo concordarão que a sua vocação para a formação de cartéis, seu desprezo pelos custos da poluição e sua tendência para desabar sob o peso da inventividade financeira precisam ser dominados por leis capazes de redirecionar sua energia para o bem comum.” (edição de fim de ano, 19/12, p.38)
O que aconteceu com o “Economist”? Teve um estalo, apenas isso.

Olhou para coisas iguais com um olhar diferenciado. Singularizou-se. Metamorfoses associam-se a grandes mutações porém começam em surdina com a simples constatação de que um novo olhar  será capaz de acionar uma cadeia de inovações e produzir milagres.

A Conferência do Clima em Copenhagen estava fadada ao fracasso porque pretendia metas ambiciosas com ferramentas antigas. A salvação do Haiti exige ações emergenciais no campo humanitário mas impõe novo arsenal de ações para dar vazão à solidariedade internacional. Só uma ONU in loco, devidamente amparada pelos países-membros, teria condições de converter aquele não-país numa entidade nacional. Seria a primeira experiência da ONU como UTI de países ameaçados de extinção. Convém pensar neste tipo de opção, a Natureza  está furiosa e o fanatismo também.

“Metamorfose” ganhou conotações penosas a partir da sua utilização por Franz Kafka como título da novela sobre a absurda história de um sujeito que acordou convertido em inseto. O elogio da metamorfose por Edgar Moris vai em outra direção, oferece esperanças e alívio. A salvação da humanidade não depende de sofisticados equipamentos e alucinantes tecnologias.

Bastam insignificâncias.



sábado, 23 de janeiro de 2010

ORAÇÃO PARA ENVELHECER BEM...



Ó Senhor, tu sabes melhor do que eu que estou envelhecendo a cada dia.
Sendo assim, Senhor, livra-me da tolice de achar que devo dizer algo, em toda e qualquer ocasião. Livra-me, também, Senhor, deste desejo enorme que tenho de querer pôr em ordem a vida dos outros.

Ensina-me a pensar nos outros e a ajudá-los, sem jamais me impor sobre eles, mesmo considerando com modéstia a sabedoria que acumulei e que penso ser uma lástima não passar adiante.

Tu sabes, Senhor, que desejo preservar alguns amigos e uma boa relação com os filhos, e que só se preserva os amigos e os filhos quando não há intromissão na vida deles.

Livra-me, também, Senhor, da tolice de querer contar tudo com detalhes e minúcias e dar asas à minha imaginação para voar diretamente ao ponto que interessa.

Não me permita falar mal de alguém. Ensina-me a fazer silêncio sobre minhas dores e doenças.
Elas estão aumentando e, com isso, a vontade de descrevê-las vai crescendo a cada ano que passa.

Não ouso pedir o dom de ouvir com alegria a descrição das doenças alheias; seria pedir muito.
Mas, ensina-me, Senhor, a suportar ouvi-las com paciência.

Ensina-me a maravilhosa sabedoria de saber que posso estar errado(a) em algumas ocasiões.
Já descobri que pessoas que acertam sempre são maçantes e desagradáveis.

Mas, sobretudo, Senhor, nesta prece de envelhecimento, peço: Mantenha-me o mais amável possível.

Livrai-me de ser santo(a).  É difícil conviver com santos!

Mas um(a) velho(a) rabugento(a), Senhor,  é obra prima do diabo! Poupe-me, por misericórdia.
E proteja-me contra os mal intencionados...  Assim seja!







Enviado pela amiga Maro

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

VAMOS DIVULGAR A POSSE RESPONSÁVEL DE ANIMAIS?


Filhotes de animais exercem um fascínio sobre as pessoas. Movidas por impulso ou modismo muitas adotam ou compram cães ou gatos.

Passada a fase de encantamento, os animais acabam sendo descartados.

Os donos alegam vários motivos: mudança, casamento, separação, nascimento de filhos, despesas, desemprego, trabalho...

Cães e gatos duram em média de 10 a 18 anos, precisam de alimentação balanceada, vacinas, produtos contra parasitas, espaço adequado, passeios, atenção e carinho.

Adote consciente e não dê animal de presente!

"A cada ano centenas de animais são abandonados porque seus donos se cansaram de brincar com eles."

 

BOM DIA SÃO PAULO!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

DE TÃO MAGRAS, MODELOS CHEGAM A ANDAR COM DIFICULDADE


ALCINO LEITE NETO 

VIVIAN WHITEMAN

da Folha de S.Paulo        
Chegou a um nível irresponsável e escandaloso a magreza das modelos nas semanas brasileiras de moda. As garotas, muitas delas recém-chegadas à adolescência, exibem verdadeiros gravetos como pernas e, no lugar dos braços, carregam espécies de varetas desconjuntadas. De tão descarnadas e enfraquecidas, algumas chegam a se locomover com dificuldade quando têm que erguer na passarela os sapatos pesados de certas coleções. 
Usualmente consideradas arquétipos de beleza, essas modelos já estão se acercando de um estado físico limítrofe, em que a feiura mal se distingue da doença. Essa situação tem o conluio de todo o meio da moda, que faz vista grossa da situação, mesmo sabendo das crueldades que são impostas às meninas e das torturas que elas infligem a si mesmas para permanecerem
desta maneira: um amontoado de ossos, com cabelos lisos e olhos azuis. Uma rede de hipocrisia se espalhou há anos na moda, girando viciosamente, sem parar: os agentes de modelos dizem que os estilistas preferem as moças mais magras, ao passo que os estilistas justificam que as agências só dispõem de meninas esqueléticas.    Em uníssono, afirmam que eles estão apenas seguindo os parâmetros de beleza determinados pelo "mercado" internacional indo todos se deitar, aliviados e sem culpa, com os dividendos debaixo do travesseiro. Alguns, mais sinceros, dizem que não querem "gordas", com isso se referindo àquelas que vestem nº 36. Outros explicitam ainda mais claramente o que pensam dessas modelos: afirmam que elas não passam de "cabides de roupas".    Enquanto isso, as garotas emagrecem mais um pouco, mais ainda, submetidas também a uma pressão psicológica descomunal para manterem, em pleno desenvolvimento juvenil, as características de um cabide. Um emaranhado de ignorâncias, covardias e mentiras vai sendo, assim, tecido pelo meio da moda, inclusive pelos estilistas mais esclarecidos, que não pesam as consequências do drama (alheio) no momento em que exibem, narcisicamente, suas criações nas passarelas.  
Para uma semana de moda, que postula um lugar forte na sociedade brasileira, é um disparate e uma afronta que ela exiba a decrepitude física como modelo a milhões de adolescentes do país.  
Para a moda como um todo, que vive do sonho de embelezar a existência, a forma como os agentes e os estilistas lidam com essas moças é não apenas cruel, mas uma blasfêmia. Eles, de fato, não estão afirmando a grandeza da vida, mas propagando a fraqueza e a moléstia.    
O filósofo italiano Giorgio Agamben escreveu que as modelos são "as vítimas sacrificiais de um deus sem rosto". É hora de interromper esse ritual sinistro. É hora de parar com essas mistificações da moda, que prega futuros ecológicos, convivências fraternais e fantasias de glamour, enquanto exibe nas passarelas verdadeiros flagelos humanos.

FORMOSA PRECISA E UM LAR...



Quem estiver interessado ou souber de quem queira uma cadela dócil, por favor entre em contato com a Nilce nos telefones: 32764914 ou 97598891.
Formosa está sendo alimentada às escondidas, pois os vizinhos não a querem por perto. Assim, ela corre o risco de ser machucada ou "desaparecida".
Por favor ajudem! E que Deus os abençoe!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

10 SINAIS DE NEGLIGÊNCIA E CRUELDADE CONTRA CÃES E GATOS





1  -Animais deixados, com frequência, sozinhos, sem água e comida, muitas vezes acorrentado o tempo todo.

2 -Animais infestados de carrapatos: tal condição, se não tratada por um veterinário, pode levar à morte de um animal.

 3 -Animais muito magros ou famintos.

4 -Animais que apanham ou são abusados sexualmente pelo dono.

5 -Animais que tenham sido atropelados, apresentarem tumores ou outros sinais de doenças, que não forem levados a um veterinário.

9 -Animais que não recebem atenção alguma dos donos, não são socializados, jamais interagem com nenhum membro da família.  

10 - Animais que nunca saem para passear.


"Diante de tais sinais, qualquer pessoa pode dar orientações aos donos e se não adiantar, denunciar em qualquer delegacia do país, amparada pela Lei Federal Nº 9.605, de 12/02/1998 - Artigo 32. Caso você presencie uma cena de maus tratos ou abandono, acione imediatamente 190 e solicite uma viatura policial. Mesmo que no momento da solicitação lhe orientem a chamar 156, exija a presença de uma viatura e comunique o que está ocorrendo um crime previsto em "Lei Federal". Cite o número da lei (9605)e, se for o caso, peça para falar com alguém de patente superior."

 Fonte:USA TODAY

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

DIA DE FAXINA...


Não leve a faxina ou o trabalho tão a sério!


Pense que a camada de pó vai proteger a madeira que está por baixo dela!
Uma casa só vai virar um lar quando você for capaz de escrever "Eu te amo" sobre os móveis !
Antigamente eu gastava no mínimo 8 horas por semana para manter tudo bem limpo, caso "alguém aparecesse para visitar" - mas depois descobri que ninguém passa "por acaso" para visitar- todos estão muito ocupados passeando, se divertindo e aproveitando a vida!
E agora, se alguém aparecer de repente?
Não tenho que explicar a situação da minha casa a ninguém...



... as pessoas não estão interessadas em saber o que eu fiquei fazendo o dia todo enquanto elas passeavam, se divertiam e aproveitavam a vida...
Caso você ainda não tenha percebido: A VIDA É CURTA ... APROVEITE-A!!!


Tire o pó ... se precisar...

mas não seria melhor pintar um quadro ou escrever uma carta, 
dar um passeio ou visitar um amigo,
assar um bolo e lamber a colher suja de massa, 
plantar e regar umas sementinhas?
Pese muito bem a diferença entre QUERER e PRECISAR!


Tire o pó... se precisar...
mas você não terá muito tempo livre...


                                  
para beber champanhe, nadar na praia (ou na piscina),
escalar montanhas, brincar com os cachorros,
ouvir música e ler livros, cultivar os amigos e aproveitar a vida!!


 
Tire o pó... se precisar...
Mas lembre-se que  a vida continua lá fora, 
o sol iluminando os olhos, 
o vento agitando os cabelos, um floco de neve, 
as gotas da chuva caindo mansamente....
- Pense bem, este dia não voltará jamais !!
Tire o pó... se precisar... 
Mas não se esqueça que você vai envelhecer
e muita coisa não será mais tão fácil de fazer como agora...
E quando você partir, como todos nós partiremos um dia, 
também vai virar pó!!!
E ninguém vai se lembrar de quantas contas vc pagou, 
nem de sua casa tão limpinha, mas vão se lembrar de sua amizade, 
de sua alegria e do que vc ensinou.


AFINAL
"Não é o que você juntou, 
e sim o que você espalhou que reflete como você viveu a sua vida."

"ARROMBOU A MÍDIA"



Rita Lee, Marisa Orth, Mônica Waldvogel e Fernanda Young cantam "Arrombou a Mídia".
Veja a letra abaixo:



Ai ai meu Deus
O que foi que aconteceu
Com a Mídia Popular Brasileira
Rádio e TV tem jabá
Novelas ditam quem é Star
Eu também quero ser marketeira

Tem sempre na tela um apresentador
Vendendo a tragédia de algum cantor
A fé corre o risco de fugir da igreja
No canal do bispo, comercial de cerveja
De meia em meia hora, uma nova pesquisa
Mas como, se ninguém nunca me analisa?
Por sorte meu controle anda tão descontrolado
Eu mudo de canal e ele aperta o desligado...
isto é uma vergonha!

Jornais falham mais que previsão de economista
Tem crítico da hora que sonha ser artista
Veja a Época de trair com mais prudência
Velho viagrado Isto É a nova tendência
Ricos e Famosos dão as Caras por Capricho
Peladonas de hoje amanhã estão no lixo
Manchete eterna palestinos e judeus
Nossa Faixa de Gaza é na Cidade de Deus...
eu aumento mas não invento!

Em outdoor desfila o mundo fashion très chic
Morrendo de fome as top models têm chilique
Dietas, malhações, botox saem pela goela
Os Big McCoisa fazem mal e dão seqüela
Fama Brother fraude no Limite do milhão
Programas de barraco, pegadinhas, que armação!
"Loiras apresentadoiras" tentam o estrelato
Mas pra chegar à Hebe haja sola de sapato..
mexeu com você, mexeu comigo!

Editatoriais são pura megalomania
Manipulando minha vida todo santo dia
As FMs tocam a mesmice que eu não peço
Nada mais parado que parada de sucesso
Um ponto no Ibope custa a alma pro diabo
E eu pago pra enfiar Tv à cabo pelo rabo
Quatro enxeridas falam mais que Zarathustra
É isso que dá juntar mulher de Saia Justa...
Um beijo do gordo!

 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

NEM TUDO É FÁCIL


 Cecília Meirelles

É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada.
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...  É difícil se abrir? 

Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...Mas, com certeza, nada é impossível
Precisamos acreditar, ter fé e lutar para que não apenas sonhemos, 

Mas também tornemos todos esses desejos, realidade!!!

domingo, 17 de janeiro de 2010

ARCO-IRÍS


Na abóbada celeste
Um arco-íris de belas cores 
Anunciando a bonança 
Que procede à tempestade...



O que você sabe sobre o arco-íris? Clique no título acima, teste seus conhecimentos sobre esse belo fenômeno da natureza e leia mais sobre o assunto...

sábado, 16 de janeiro de 2010

LUTA PELA SOBREVIVÊNCIA ANULA CIVILIDADE


MARY PERSIA
da Folha Online


As imagens de saques em meio às ruínas de Porto Príncipe rodaram o mundo e se destacaram em meio ao choro e à desolação dos haitianos em ruas, praças e tendas improvisadas. No cenário de destruição, a insegurança em relação à própria sobrevivência passa a ditar as ações das vítimas do terremoto que devastou o Haiti na terça-feira (12).
Para os haitianos, a incerteza quanto ao futuro diz respeito não ao próximo ano ou década, mas à próxima hora. Onde não há quase nada, a civilidade desaparece. "Vemos o desespero ali. Existe uma perda de controle das pessoas", diz Leila Tardivo, livre-docente do Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo). "Muito da própria civilidade se perde. Há um desespero mais que animalesco na briga por comida."

Para a psicóloga, o mundo está diante de um vórtice de estresse incomensurável. "É quase uma horda primitiva, e digo sem qualquer preconceito. É a perda da civilidade, da evolução como homem, provocada por uma situação extremada que não podemos julgar --não nos é dado esse direito. Qualquer um de nós poderia fazer aquilo."
Diferentemente do que as imagens divulgadas na TV e na internet podem sugerir, o ato de saquear comida pode ser a face de um contexto emocional que não tem relação com o egoísmo, ressalta Eliana Torga, coordenadora da comissão de emergências e desastres do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais. "As pessoas que saquearam podem ter tido um ato altruísta, no sentido de dar aquele alimento para o filho ou para a mãe. É uma situação muito além dos limites dele", considera. "Aquela realidade mexe tão profundamente com questões básicas do ser humano que eles perdem os controles sociais que todos temos, de moralidade." 


Angela Coelho, colaboradora do Conselho Federal de Psicologia, esteve no Peru em 2007 para prestar auxílio às vítimas do terremoto em Pisco. Para ela, sentimentos e ações de toda espécie são esperadas após um desastre. "Não ter nenhuma reação seria estranho", diz a psicóloga, que estuda o tema há quase 20 anos.
Hoje, o Haiti é um terreno mais que favorável ao estresse pós-traumático, numa equação cujos fatores são muito mais antigos que os tremores de magnitude 7,0. "O desenvolvimento do quadro de estresse está ligado a comprometimentos anteriores ao evento. As pessoas já eram vítimas de problemas antes do desastre", diz Ângela. Se antes do terremoto os sentimentos de insegurança e desordem estavam sempre presentes, agora eles são gritantes.

Apoio e vitimização
A extensão dos problemas psicológicos dos haitianos terá relação direta com a demora no atendimento das necessidades básicas de sobrevivência, lembra Eliana. "Quanto mais rápido for restabelecida a normalidade da vida, menor o comprometimento", diz a psicóloga, referindo-se tanto a questões emocionais como físicas. "O fato de ter fé ajuda muito a manter a esperança. Mas o que vai confortá-los é o atendimento das necessidades básicas. É preciso um abrigo, de lona que seja. Um psicólogo pouco ou nada poderá fazer se não houver o que comer."
No trabalho da ajuda humanitária para prover comida, abrigo e um mínimo de sanidade, é importante não subestimar as capacidades das vítimas e buscar contemplar a cultura e a experiência locais, afirma Márcio Gagliato, psicólogo que atuou em regiões de conflito como Timor Leste, Ruanda e Sudão. 



"É preciso ver essas pessoas como sobreviventes ativos. Eles são os proprietários da sua localidade, têm uma cultura. É necessário colocá-los nesse processo", diz o especialista. "É algo fundamental para pensar no processo de reconstrução."
Assim, a comunidade mostra-se mais importante do que um psicólogo, e as equipes de auxílio devem estar atentas a isso. "Coisas simples como facilitar a comunicação entre eles para que se encontrem são muito importantes", diz Gagliato.
Em 2004, quando um tsunami parte da Indonésia e outros países asiáticos, a organização local foi um ponto de apoio fundamental para a reconstrução. "A ajuda humanitária internacional ficou surpresa com as comunidades. Eles se reorganizaram e formaram guetos", relata. "É importante não vitimizarmos mais ainda as vítimas."

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

SOLDADOS BRASILEIROS AJUDAM VÍTIMAS DO TERREMOTO NO HAITI


Na noite desta quarta-feira, um avião com 14 toneladas de alimentos e remédios do governo brasileiro também desembarcou no Haiti. O governo brasileiro prevê o envio de mais um avião, com suprimentos e uma equipe da Defesa Civil do Rio de Janeiro, com cães farejadores para uso nos resgates. As Forças Armadas enviarão hoje ao Haiti 18 cães para auxiliar no resgate das vítimas do terremoto. Os animais são de diversos Estados, como Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Bahia e Rio Grande do Norte e estão aguardando liberação para embarcar em um dos aviões da FAB (Força Aérea Brasileira). 

Enquanto as autoridades brasileiras e de todo o mundo providenciam os meios necessários para ajudar as vítimas do terremoto, deixamos aqui nossas orações pedindo a Deus que acolha em seu coração todos aqueles que estão passando por esse momento de dor e sofrimento, dando-lhes conforto e esperança.



ONDE MORA O DESEJO



Nenhuma técnica consegue arrebatar a verdade: o ponto G é nos ouvidos

por Beth Valentim

Mulher tem um encanto tão delicado. É capaz de se perfumar a noite para um fantasma. O que gostaria que dividisse sua cama. Que lhe penetrasse a vida e descobrisse os seus desejos. Que lhe tomasse nos braços e levasse sua alma até as estrelas.Mulher tem o gosto de todos os sabores. Desnuda suas vontades quando o homem certo lhe toca, lhe põe de pernas para o ar tendo seu corpo sob domínio. Uma mulher capaz de ser feliz sabe deliciar em instantes o que de mais sublime a vida oferece. O que importa o tempo quando o prazer vem e ocupa seu corpo? É fogo na lenha das entranhas e muito ardor que incendeia a cama cheirosa e macia feita especialmente para ‘ele’, o que consegue fazer levitar seu espírito.

Aonde mora o desejo de uma mulher? Tantos são os estudos para descobrir que pedacinho do corpo se estonteia quando faz sexo ou amor. Mas entre todas as hipóteses uma é a certa: o desejo de uma fêmea mora nos ouvidos. E o homem escolhido a dedo sabe dizer as palavras. Sussurra delírios e a faz escorregar em seu peito adentrando por entre os músculos viris.
Nenhuma técnica consegue arrebatar a verdade: o ponto G feminino é nos ouvidos. É escutando o que um ‘ele’ lhe diz que se entrega e se esgota de paixão. Podem existir acrobacias no sexo, mas nada retira as amarras de uma mulher como as palavras certas, ditas com carinho e com a malícia sutil que vem da boca de um homem apaixonado por ela.

Há lenda de que é nos seios que fica louca, no beijo nas costas, nas mordidas pequenas em suas entrelinhas sedutoras, isso é bom mesmo, quem pode negar? Mas ninguém duvida que uma mulher adora escutar “Você é linda”, “Você é gostosa”, “Você me deixa louco”. Expressões temperos. Pimenta que alucina. Letras que torturam a libido. É nos ouvidos que começa o estímulo ao desejo feminino. Quando ele a convida para sair, diz que está com saudade. Depois é só pegar com as mãos lindas a carne que já está macia. Ela se desnuda. Oferece as entranhas. O sangue fervilha e o cheiro é arrebatador. Serviço de primeira. Barreiras destruídas. Lacunas preenchidas. Medos e angústias? Para que? É no som das frases masculinas que a mulher descansa a autoestima.

O ponto G da mulher se localiza nos ouvidos. Lugar nobre e sexual feminino. E aquele que tiver uma questão de pele com uma fêmea, somado à conjunção de letras doces, sensuais, conversa macia, líricas, pode estar certo que a fará sobrevoar as nuvens. Mulher capta o amor através da palavra. Mulher deseja escutar, homem tem que saber dizer. Se ele for um letrado sensual e elegante, vai arrancar da parceira suspiros em poucos minutos. Olhos que brilham. Pele que acetina. Poros que dilatam. Fluidos que escorrem. Detalhes de uma mulher embalados ao som que ecoa pela mente soltando flechas que atacam o coração. 

Mulher guarda as frases que escutou em filmes românticos. Dos seriados que não lhe saem da memória. Expressões que marcaram para sempre a vida. Que dirá o que o seu homem sussurrou em momentos tão importantes? Sexo mudo é morno e beira o frio. Sai mecânico, não tem enredo. Falta tema. Pode ter certeza, beijar é bom, mas o escutar, para uma mulher, é puro delírio. 

Recadinho: Sabe, mulher, eles também adoram ouvir o que sente quando lhe tocam. Então, aproveite, porque é mais um estímulo para ele falar, falar e falar. E o seu ponto G agradece.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

ALLANIS MORISSETTE - O VÍDEO QUE ABALOU O MUNDO!

video

SEM PALAVRAS...

ZILDA ARNS, UMA GRANDE BRASILEIRA!


Faleceu a Dra. Zilda Arns, vítima do terremoto que devastou o Haiti neste janeiro de 2010 . 

 

Médica pediatra e sanitarista, Zilda Arns era fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, órgão de Ação Social da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Era irmã do cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo.


De acordo com o chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, a médica caminhava pelas ruas de Porto Príncipe com dois soldados do Exército brasileiro, quando ocorreu o terremoto.


A médica viajou no último final de semana para o Haiti para encontro missionário da entidade CIFOR.US e estava hospedada na sede episcopal. De acordo a assessoria de Zilda Arns, a coordenadora estava no Haiti para levar a metodologia de atendimento da Pastoral da Criança no combate à desnutrição.

Até sua morte no terremoto do Haiti na terça-feira (12), Zilda coordenava cerca de 155 mil voluntários, presentes em mais de 32 mil comunidades em bolsões de pobreza em mais de 3.500 cidades brasileiras.

"Trabalhamos com alfabetização, que é um fator importante na campanha para a paz. Ela começa com a educação das crianças, trabalhando a autoestima das líderes, com reuniões de reflexão na comunidade. Ensinamos as líderes a ouvir as famílias e identificar sinais de violência dentro de casa", afirmou Zilda na entrevista.

"O fato de elas visitarem mais de 1 milhão de famílias todos os meses no Brasil inteiro cria um vínculo para que as famílias tenham com quem falar, discutir suas ideias e apresentar seus problemas", afirmou ela na entrevista.

O trabalho de Zilda Arns serviu de modelo para vários países, como Angola, Moçambique, Guiné-Bissau; Timor Leste, Filipinas, Paraguai, Peru, Bolívia, Venezuela, Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai, Equador e México. Em algumas dessas nações a própria médica ministrou cursos sobre como estruturar as ações.


Além do trabalho reconhecido mundialmente com as crianças, Zilda também era fundadora e coordenadora da Pastoral da Pessoa Idosa, fundada em 2004. A entidade visa capacitar líderes locais para ajudar idosos a controlar as vacinas, evitar acidentes domésticos e identificar doenças físicas e emocionais.

 

Foi indicada por três vezes ao Prêmio Nobel da Paz e apesar de não ter ganho, deixa ao mundo um enorme legado de amor e cuidados com o próximo... em oposição ao Mr. Barack Obama, que ganhou (prematuramente?) o Nobel de 2009.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

LEVANTE A VOZ - PARTE 2

Enviado pelo amigo Fábio Fonseca

LEVANTE A VOZ - PARTE 1

Enviado pelo amigo Fábio Fonseca

A IMIGRANTE BRASILEIRA NO EXTERIOR...


“Ser uma imigrante brasileira tem uma conotação sexual forte”
por Admin última modificação 10/12/2009 15:18
Em sua dissertação de mestrado, a artista plástica Letícia Barreto discute os esteriótipos associados às mulheres brasileiras que vivem no exterior

10/12/2009 - Manuella de Almeida Lopes - de Lisboa (Portugal)

O Brasil colabora para a construção do imaginário coletivo da mulher brasileira fácil. Muitas pessoas pensam que a liberdade permitida no sambódromo se estende à vida cotidiana As brasileiras imigrantes se proíbem de usar roupas que elas usariam normalmente no Brasil para não serem vistas com nariz torto. Conclusões de uma brasileira imigrante em Lisboa há dois anos que fez da experiência sua dissertação de mestrado em Artes Visuais e Intermédia na Universidade de Évora. Quando procurou um antigo artesão da zona de Baixa para fabricar carimbos com palavras como “brazuca”, “prostituta” e “ilegal”, a artista plástica Letícia Barreto sabia o quanto seu trabalho causaria surpresa nas pessoas. Assim, preferiu levar um primeiro esboço do projeto com uma palavra mais “neutra”, para mostrar ao senhor qual seria a aplicação prática daquele pedido tão estranho.

A artista reproduziu a foto 5X7 do seu passaporte brasileiro em desenhos feitos com os provocativos carimbos. À primeira vista, os desenhos são iguais uns aos outros, mas, quando aproximamos o olhar, percebemos que cada um é feito de uma palavra carimbada diferente. Há um carimbo para cada estereótipo vivenciado pelas brasileiras no estrangeiro. Apesar de não chamar tanta atenção quanto uma minissaia na Uniban, seu trabalho tem feito muitos portugueses e brasileiros pensarem no assunto.

Brasil de Fato – Início exatamente com a mesma pergunta que você fez às suas entrevistadas para a sua tese de mestrado: o que significa ser brasileira em Portugal?

Letícia Barreto – Primeiramente, acredito que só estando longe do nosso país é que percebemos o que significa o peso da nossa nacionalidade e como os estereótipos ligados à essa nacionalidade determinam a forma como somos tratados. Imigrar implica lidar com conflitos inevitáveis entre culturas diferentes, o que inclui também enfrentar os estereótipos e preconceitos nas percepções mútuas. Ser uma mulher imigrante brasileira tem uma conotação sexual forte. Uma jornalista que eu entrevistei quase foi estuprada por um taxista português. Por ele ter percebido que ela era brasileira, pensou que podia tudo. O modo como somos vistas pelos estrangeiros fizeram-me refletir sobre como o Brasil colabora para essa imagem da mulher brasileira. E colabora muito.

Quando o príncipe Charles visitou o Rio de Janeiro, por exemplo, levaram-no para uma visita “oficial” à uma escola de samba com mulatas semi-nuas sambando à sua volta.

Claro, claro, esse é o nosso cartão postal. Li recentemente um artigo do historiador da Unesp Jean Marcel Carvalho França explicando que a imagem da brasileira sensual foi construída desde a colonização, graças aos relatos dos viajantes que visitaram a Colônia. Navegadores europeus propagavam pela Europa, em suas narrativas de viagem, a imagem da mulher sensual e fácil. Um aspecto interessante sobre esses relatos é constatar que os alvos de censura desses mesmos viajantes, embora fossem consideradas “mulheres brasileiras”, eram na verdade europeias que lá viviam, pois as “brasileiras nativas” não eram as protagonistas dessas “histórias calientes dos trópicos”. Muitos dos relatos dos viajantes apenas reproduziam o que tinham lido anteriormente em outras narrativas. Muitos mal conheciam os lugares que visitavam, nos quais tinham pouquíssimo contato com os habitantes locais. Verdadeiras ou não, o fato é que essas opiniões, divulgadas à exaustão durante séculos, ajudaram a consolidar o senso comum entre os europeus, criando um estereótipo forte que até hoje influencia a forma como as brasileiras são vistas e tratadas no exterior e influenciando até a forma como os próprios homens brasileiros passaram a tratar suas conterrâneas. Nos tempos atuais, alguns exemplos na música, literatura, telenovelas e outras manifestações da cultura brasileira ajudam a reforçar esse estereótipo.

Como é possível as telenovelas contribuírem para reforçar este estereótipo se elas apresentam ao público mulheres com variados comportamentos, pertencentes à diferentes classes econômicas, sociais e culturais?

A novela “Gabriela”, por exemplo, apresentou uma mulher com costumes extremamente livres para uma sociedade que era muito fechada. Fortaleceu este imaginário porque mostrava um modo de ser muito diferente do que era comum aqui [em Portugal]. “Gabriela” fez com que as próprias portuguesas começassem a rever os conceitos em relação ao seu próprio comportamento. E isso me foi dito por portuguesas que conheci aqui em Lisboa.

Até mesmo para a sociedade brasileira, a personagem Gabriela, de Jorge Amado, era avançada para a época em que foi exibida na TV.

Aí é que fica claro como funciona o próprio estereótipo: ele se baseia na generalização. Ninguém se dá ao trabalho de verificar se todos as pessoas também são assim. E o mais maluco de um estereótipo é que nem precisamos ter contato com uma pessoa daquela nacionalidade ou grupo social para criar um conceito a respeito dela, é suficiente ter escutado a respeito para validar o estereótipo.

Então há a imagem que se têm das brasileiras e há as brasileiras enquanto mulheres de carne, osso e sentimento. Quem são de fato as brasileiras que estão em Portugal?

Tem de tudo! Não se pode generalizar! Não existe um perfil. Esse é o ponto e isso é o que pretendo mostrar no meu trabalho: existem pessoas com histórias de vida diversas, com backgrounds diversos, vindas de classes sociais diferentes, com experiências de vida diferentes. Bem distante desse imaginário coletivo, dessa imagem que a mídia criou. Os meios portugueses associam o imigrante brasileiro ao bandido, ao desordeiro.

À prostituição...

Sim, também à prostituição. A comunidade brasileira passou a ser vista de forma mais preconceituosa depois de um assalto a um banco em Lisboa, feito por um brasileiro [que foi morto pela polícia com um tiro na cabeça]. Uma das minhas entrevistadas contou-me que, logo após esse episódio, seu filho foi hostilizado na escola por ser brasileiro.

Mas o seu trabalho de mestrado foi acolhido pelos meios. Você foi entrevistada pelas emissoras de TV portuguesa SIC, RTP e TVI. Não acha que há uma tentativa dos meios de contrabalançar as matérias de pendor negativo com outras mais positivas, sobre integração, multiculturalismo e igualdade de oportunidades?

Sim, há atualmente muitas iniciativas para se debater a aceitação do outro porque é fato que as diferenças existem na nossa sociedade e temos que aprender a conviver com ela. Se não observarmos o outro sem julgamentos, não conseguiremos viver. Todo tipo de guerra e conflito é gerado pela intolerância a tudo o que não conseguimos ou não queremos compreender. O colocar-se no lugar do outro é o grande desafio e requisito necessário a uma comunicação verdadeira. Acredito que a universalidade da arte colabora na dissolução de barreiras e nos ajuda a perceber que, no fundo, somos o reflexo do “Outro”.

Apesar do crescente interesse pelo debate, a maioria das entrevistadas não autoriza que se disponibilize a entrevista no seu site, em podcast.

Medo da exposição, do que as pessoas possam pensar delas. Mas, no geral, as entrevistadas veem de uma forma positiva o projeto, porque muitas pessoas nunca pararam para pensar nas situações que enfrentam, nem refletiram sobre o seu estado de imigrante. E o meu trabalho tem feito os próprios imigrantes a pensarem um pouco a respeito do assunto.

Acha que, para ser respeitada, a brasileira tem que ser mais comportada no estrangeiro do que seria normalmente no Brasil e emprestar mais a cara para este debate?

Acho que a brasileira não precisa deixar de ser quem é para ser respeitada, tem que se fazer respeitar por aquilo que é. Uma coisa engraçada que várias entrevistadas disseram é que se proíbem de usar roupas que elas usariam normalmente no Brasil para não serem vistas aqui com nariz torto. Deixam de usar um decote ou uma saia mais curta, por exemplo.

Enquanto as europeias fazem topless tranquilamente, no Brasil, fazer topless nas praias pode ser considerado um ato obsceno, passível de detenção de três meses a um ano. Inclusive, a estudante Geisy Arruda foi xingada na Uniban por estar usando minissaia na aula. Não acha um contra-senso as brasileiras sofrerem com o preconceito no estrangeiro e com o machismo no Brasil?

Os europeus não acreditam quando eles ficam sabendo que no Brasil não podemos fazer topless. Eles me perguntam: “E o carnaval?”. Eu respondo que o carnaval tem apenas quatro dias de folia e que aquela exposição toda do corpo acontece apenas nos desfiles e são protagonizadas por poucas mulheres.

E só mostra os seios quem desfila no sambódromo.

Conheci europeus que acham que as brasileiras andam de topless nas ruas do Brasil.

Não seria na verdade um preconceito social terceiro-mundista?

Não acho que esteja associado ao terceiro mundo porque não se tem essa mesma imagem das mexicanas, das venezuelanas... Acho que está associada à imagem que exibimos do carnaval, que é muito forte. Há muitas pessoas que pensam que a liberdade permitida no sambódromo se estende à vida cotidiana e, por isso, há esse imaginário coletivo de que no Brasil tudo é liberado o ano inteiro.

Antes de morar em Portugal você morou dois anos na Itália. Por que este trabalho surgiu apenas em Portugal?

Eu cheguei a fazer alguns trabalhos sobre isso na Itália, mas nada consistente. Mas isso de perceber a imagem que se tem das brasileiras surgiu lá, porque na Itália ninguém acreditava que eu era brasileira, por ser branca. Achavam que eu era grega ou do sul da Itália, então, eu tinha que mostrar o meu passaporte a todo momento. A sementinha deste trabalho nasceu dessa necessidade de refletir sobre o que significa ser brasileira e desse imaginário coletivo acerca da nossa nacionalidade.

De que forma os carimbos de seu trabalho artístico traduzem esse estado de ser mulher brasileira no estrangeiro?

A burocracia foi o ponto de partida deste trabalho. Para conseguir o visto, tive que reunir montes de documentos e até enfrentar fila no SUS para fazer teste de hepatite e HIV. Além disso, o fato de eu vir toda legalizada pelo Consulado não facilitou a minha vida aqui: já passei cinco horas na fila da Segurança Social sem conseguir ter minha situação resolvida. Para abrir uma conta no banco, me pediram os documentos mais estapafúrdios. Então, comecei a cansar dessa situação e eu precisava fazer alguma coisa para descarregar toda essa ansiedade, toda essa raiva. Daí, peguei a fotografia do meu passaporte e recriei esse retrato com os carimbos remetendo ao questionamento da burocracia para a legalização e também para a percepção do “outro”, do “estrangeiro” em geral. Mais tarde, percebi que poderia levar essa ideia inicial muito mais longe e passei a focar mais especificamente nas percepções estereotipadas sobre as imigrantes brasileiras. A palavra “estereótipo” originalmente pertence ao vocabulário da editoração gráfica. Trata-se de uma chapa de chumbo fundido que traz em relevo a reprodução de uma página de composição e permite a tiragem de vários exemplares. A prancha estereotipada representa a fôrma que imprime fielmente o padrão da matriz. Por extensão, o estereótipo é uma opinião pronta, uma ideia ou expressão muito utilizada, banalizada, um lugar-comum ou clichê, uma espécie de carimbo que usamos para identificar uma pessoa ou um grupo social. Por isso, o carimbo acabou sendo uma metáfora perfeita para falar do estereótipo.