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terça-feira, 31 de março de 2009

A Vida Como Farsa


Valdemar Augusto Angerami - Camon




Se você o tempo todo mostra ao mundo que tudo,
absolutamente tudo, sempre está bem...
que as coisas nunca te abalam ou te preocupam...
Saiba que o corpo irá te desmentir...
As enxaquecas, gastrites, inflamações na garganta,
entre outras manifestações,
são severos sinas da farsa
que você está fazendo da própria vida.
Não adianta tentar colocar um sorriso no rosto
se o coração está sangrando...
a alma não tolera essa farsa...
o corpo irá gritar com os mais variados sintomas...
o mioma, o cálculo renal, a taquicardia, infecção urinária
sempre são sinais de alerta...
Escute o teu coração e veja sua palpitação...
De nada adianta tentar sorrir
se não houver alegria na alma...
tente resgatar o que te magoa,
tente superar os percalços,
mas não faça da vida uma farsa...
as conseqüências sempre são severas...
não veja nas complicações cardio vasculares
e nas diversas formas de bronquite
apenas meros sintomas físicos...
elas também mostram nossa fragilidade
diante dos mais diferentes enfrentamentos...
Não adianta calar se o coração quer gritar...
O grito contido irá doer nas entranhas da alma
e irá machucar as partes do corpo mais sensíveis a tais agressões...
e também não grite quando o coração quer silêncio...
o espírito se desestrutura diante de barulhos indesejáveis...
não engula dissabores em nome
de que apenas grandes questões devem te preocupar...
Não são apenas os grandes dissabores que envenenam a alma
e dilaceram o corpo e o coração...
também são as pequenas coisinhas que se somam
e tornam insuportável o fardo da própria vida...
não faça da tua vida uma farsa...
É fatal negar os desígnios do corpo...
a enxaqueca é sinal de que a tua tensão excedeu os limites...
A gastrite, esofagite, e a sinusite mostram
que a tua estrutura emocional sucumbiu diante da razão...
Deixe a emoção se mostrar...
diante da depressão assuma estar deprimido...
diante da angústia, viva intensamente o estar angustiado...
tente reverter esse quadro agindo em sentido contrário...
mas não com falso sorriso e titubeios...
Diante das lágrimas assuma a intensidade do teu choro...
nunca tente negar o que te faz sucumbir...
a paz e a serenidade são dádivas do espírito tranqüilo...
nunca faça da própria vida uma farsa.
Somos humanos e podemos aceitar o fato
de que sucumbimos diante dos problemas
que afetam nossa humanidade.
As tuas disfunções hormonais e de tiróide
são indícios de que você está indo além dos padecimentos
que o corpo e a alma suportam...
A vida não tolera farsas...
podemos enganar todos, mas nunca a nós mesmos...
a vida quando se torna uma farsa
se torna um fardo insuportável...
não deixe sua vida se transformar em uma grande farsa..
recolha tua dor e sorria apenas quando o coração estiver em festa....
Não faça da tua vida uma farsa...

segunda-feira, 30 de março de 2009

PORQUE ESCREVO SOBRE RELIGIÃO




RUBEM ALVES

UMA LEITORA ME perguntou: "Por que é que você, professor universitário, escritor, gasta tanto tempo com essas coisas da religião?" Ela pensava que eu, havendo lido Marx, Freud e Feuerbach, deveria dar um uso mais científico ao meu tempo e ao meu pensamento.
Minha resposta é simples: gasto o meu tempo com os sonhos das religiões porque, como disse Shakespeare, nós somos feitos de sonhos. A história é feita com sonhos. Todas as coisas materiais que fazem a vida da civilização são feitas com sonhos. Escrevo sobre a religião num esforço para acordar os que dormem.

Lembro-me da propaganda de um carro que vi, faz muitos anos, numa revista americana: era um conversível vermelho, sem capota, parado num bosque. Não há ninguém no carro, e as duas portas estão abertas. A sedução - o motivo comercial para seduzir o leitor a comprar - se encontra precisamente naquilo que não se encontra na cena, mas apenas na imaginação. Se as duas portas estivessem fechadas, a mensagem seria simplesmente o carro vermelho sem capota. Se só a porta do motorista estivesse aberta, a imaginação completaria a cena: ele deve estar atrás de uma árvore fazendo xixi.

Mas as duas portas foram deixadas abertas. As pessoas que ocupavam o carro estavam com pressa. A imaginação não tem alternativas, as imagens se impõem: um homem e uma mulher. Onde estarão eles? Fazendo o que? Bem dizia Bachelard que aquilo que se vê não pode se comparar com aquilo que não se vê. Quem bolou essa propaganda genial sabia que a alma é feita de sonhos. Veblen, economista, também conhecia a alma humana e por isso declarou que não compramos "utilidades", coisas práticas, materiais. Compramos símbolos.

Isso que vou contar aconteceu no tempo em que a televisão fazia propaganda de cigarros. Cena silenciosa, sem uma única palavra: um bosque de pinheiros... Eu amo a natureza, amo os pinheiros, o perfume da sua resina. Os pinheiros cedem lugar a um regato de águas frias e cristalinas que corre sobre pedras. Eu também amo os regatos de águas frias e cristalinas. Uma campina verde florida. Minha imaginação sugeriu logo que deveria ser capim gordura com o seu perfume único o que me levou para a minha infância em Minas. Cavalos selvagens em galope, pelo negro brilhante.

Estava certo o presidente João Batista Figueiredo quando disse que o cheiro dos cavalos suados era melhor que o cheiro de gente suada. Leonardo da Vinci declarou que os cavalos são os animais mais belos depois dos homens. Cheguei a imaginar que seria possível produzir um perfume másculo extraído do suor dos cavalos. Nenhuma mulher o resistiria!

Aí entra o rosto de um vaqueiro, maxilar de noventa graus, barba de um dia por fazer - homem que é homem não se barbeia todo dia, isso é coisa de executivo -, com um cigarro entre os dedos, estilo Humphrey Bogart e as palavras, as únicas palavras: "Venha para o mundo de Marlboro!" Não, ninguém está falando em fumar! Está se falando de um mundo de pinheiros, regatos, campinas, cavalos - tudo isso faz parte do sonho que mora nas espirais de fumaça da imaginação...

O conversível vermelho com as duas portas abertas e o mundo de Marlboro pertencem ao mundo das fantasias religiosas. São sacramentos. Porque sacramentos são todas as coisas feitas com uma mistura de matéria e símbolos. Você entende agora porque eu penso e escrevo sobre religião?

sábado, 28 de março de 2009

SE EU FOSSE UM PADRE...




Em tempos de excomunhões e punições pelos homens da igreja, nada como relembrar a sabedoria e a sutileza do poeta Mario Quintana:






Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
- muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,
não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas.
Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!
Porque a poesia purifica a alma...
Um belo poema - ainda que de Deus se aparte -
um belo poema sempre leva a Deus!

sexta-feira, 27 de março de 2009

AS DUAS CANÇÕES DO HOMEM E OS SONS SECRETOS DA CÍTARA INDIANA


Rubem Alves

Bom lembrar, a quem não sabe, que a cítara é composta de duas camadas de cordas superpostas, uma sobre a outra, muito próximas, sem nunca se tocarem. A camada de cima é sensibilizada pelo músico e a de baixo não pode nunca ser tocada pelos dedos. Quem pouco entende dos segredos sonoros pode perguntar-se por que razão um instrumento musical tem cordas que não são tocadas. A beleza desse mistério está justamente na harmonia que enlaça as duas camadas. Os dedos não tocam a de baixo para que suas cordas possam vibrar pela magia de uma coisa muito mais sutil que os dedos. Tangidas pelos sons que brotam das primeiras, elas reverberam e fazem nascer uma outra música, diversa daquela que o artista produziu. Eis o segredo. Eis a sensibilidade.

Olhemos agora para nós. Quem sabe sejamos cítaras humanas, que vivem dentro de um encanto chamado vida, provocado pelo carinho criador de Deus. Lá dentro, no fundo de nossa essência, estão as segundas cordas de uma única verdade, que os dedos nunca tocam, mas que fazem ouvir uma outra voz, a vibrar pelos escaninhos do silêncio...

Vem de lá uma canção imortal, jamais tocada, mas que, se ouvida, pode dizer muito de nós.
Talvez seja esta a melodia diferente que os bons médiuns ouvem. Aqueles que lêem com amor o não-dito das palavras humanas, separando a mentira da verdade, o joio do trigo, e escolhendo o bem. Talvez seja, essa música oculta, a melhor definição de amizade. Afinal, o que um amigo faz senão educar-se para escutar nosso silêncio, que às vezes busca um abraço, um momento de atenção para aplacar sua melancolia?

Um amigo é também algo mais. É aquele que faz do seu sossego um recanto confiável, onde o outro pode guardar seus segredos e não ter medo de perdê-los. Um amigo é aquele onde nossa segunda pauta encontra eco, porque sabe que no âmbito da amizade a solidão é um convite ao recolhimento, para que sejamos ouvidos, para que possamos reverberar. Nos braços de um amigo, nossa solidão se dilui no suave aroma da partilha.

Você, a quem muitos consideram verdadeiro irmão, pode treinar os ouvidos do sentimento para escutar uma nova melodia. Preste, porém, menos atenção no que as pessoas irão tocar e mais nos sons daquelas cordas que nunca serão tangidas. Aproveite, também para apreciar a beleza da música que brota de todo lugar. Aí escutará a segunda canção de Deus, convidando-o a que habite uma realidade nova: a de ser, finalmente, um bom e melhor amigo, que com muito amor, aprendeu a chamar os outros para fora da solidão.

quinta-feira, 26 de março de 2009

QUALIDADE DE VIDA COMEÇA NA MENTE


Vanessa Mazza Furquim


Qualidade de vida tem sido um dos temas mais falados atualmente e cresce na mesma proporção em que as tensões políticas e econômicas se intensificam em diversas partes do mundo.

É evidente que está se criando um grande abismo entre aqueles que estão cansados dos rótulos do mundo moderno, em que nossa vida é fadada a um determinismo de trabalho contínuo e sem descanso, com hábitos sedentários, má alimentação, estresse, violência entre as crianças, divórcios e falta de amor, harmonia e compreensão em geral e entre aqueles que não conseguem se libertar deles.

Essas últimas pessoas estão mergulhadas dentro de uma esfera onde não há companheirismo, nem senso de comunidade. Cada um se isola em sua bolha de sofrimento, carregando um fardo de dor, solidão e medo do futuro. As preocupações esgotam toda a vitalidade e criatividade, deixando estas pessoas meras sombras de si mesmas.

Elas assistem aos telejornais com um sentimento de catástrofe e grande decepção. Parece que nada mais vale a pena, que o trabalho não compensa e que a única certeza é a morte. Possivelmente por causa disso, muitos usaram seu livre-arbítrio para dar um basta a esses hábitos viciosos, tomando a decisão de trazer às suas vidas mais qualidade. E o que foi feito?

As pessoas passaram a praticar yoga, a ouvir os ensinamentos orientais, a procurar terapias, florais, oráculos, consultorias esotéricas de todos os tipos para tentarem entender a si mesmas. Além disso, entraram em academias, aboliram a carne, introduziram a soja na alimentação, assim como os produtos light. Outros se engajaram em projetos ecológicos, fazem a coleta seletiva, adquirindo apenas produtos que não agridam a natureza, entre outros tantos exemplos.

Obviamente que todas essas atividades são de suma importância para a humanidade, mas apenas essas atividades não resolvem um problema intrínseco: a nossa programação mental. Apesar de procurarmos a qualidade de vida com tanto empenho, muitas vezes sente-se que algo está faltando, que não está sendo suficiente.

Onde está aquele sentimento de serenidade que aqueles monjes experimentam? Onde está o equilíbrio frente às adversidades? A fortaleza de caráter? E, principalmente, onde está a prosperidade dos que praticam o bem e que deveriam ser os verdadeiros detentores dos bens da Terra, de modo a distribuí-los com mais sabedoria e amor?

A resposta está na mente. É lá que tudo começa. É a fonte de toda a criação. Nossos pensamentos, quando direcionados, têm uma força imensa e é uma pena que perdemos tanto tempo, direcionando pensamentos negativos de auto-invalidação, de raiva, de miséria e de medo. Portanto, vamos mudar o teor dos nossos pensamentos.

Assim, todas as atividades físicas voltadas para a qualidade de vida terão um impacto muito maior e duradouro em nossas vidas.

Foto Vera / Ilha Grande, Angra dos Reis

JAULAS VAZIAS



PARA REFLETIR...



Tomas Regan

Resenha: Valdemar Augusto Angerami-Camon






Trata-se de "Jaulas Vazias" do filósofo estadunidense Tomas Regan, lançado no Brasil pela Editora Lugano. Nessa obra o autor narra, de forma clara e envolvente, sua jornada até a descoberta intelectual da "consciência animal": o reconhecimento libertário dos animais como "sujeitos de uma vida".

Partindo de princípios filosóficos, entre os quais a famosa afirmação de Descartes de que "os animais não possuem sentimentos", e passando pela maneira como a indústria agro pecuária nos impõe em nossa subjetivação a "necessidade" de se comer carne, o autor mostra os mais diferentes caminhos de crueldade cometido pelos humanos contra os animais. Nessa busca também existe uma reflexão sobre o início do cristianismo quando os novos cristãos perguntam a São Paulo se poderiam comer carne de porco que era proibída para os judeus, e esse então responde que o que faz mal não é o que se come, o que vem de fora, mas aquilo que vem de dentro. E estava decretada a sentença final contra os animais da forma mais singela possível.

Ele mostra, inclusive, que muitos retiros cristãos voltados pra o crescimento espiritual de seus participantes são encerrados com churrascos e até mesmo feijoada sem a menor questionamento de que "sujeitos-de-uma vida" foram impiedosamente sacrificados para que esses sujeitos "elevados espiritualmente" pudessem se divertir.

A quietude do ato de violência quanto à natureza dos direitos humanos é estendida aos animais. Examinando a ética desses direitos conclui que os animais também querem viver e se importam com suas vidas mesmo que nenhum outro ser (humano ou não) se importe com elas. E vai além em indagações sobre como uma espécie (a humana) que violenta a si própria com estupros, escravatura, assassinatos, roubos e humilhação pode respeitar outras espécies.

Seja nos produtos que consumimos (alimentos, cosméticos, vestuário), seja nos entretenimentos que buscamos (circos, rodeios, caçadas), seja ainda no tipo de ciência dogmática que ainda escolhemos como oficial, envolvendo, muitissimas vezes, práticas insensíveis ou até mesmo inúteis, nossas escolhas cotidianas afetam dramaticamente a vida dos animais não-humanos. Tornar isso visível é uma das tarefas heróicas deste livro.

Jaulas Vazias é o relato de uma impressionante e original contribuição teórica. Mais do que isso: é um convite franco e ponderado a fazermos nossa jornada individual e coletiva em direção a uma consciência ampliada, encarando diariamente o desafio de fazer valer os direitos animais.

Recebido do Centro de Psicoterapia Existencial

quarta-feira, 25 de março de 2009

SE FOSSE VOCÊ...



Clicando no título acima você poderá assistir o vídeo " Se fosse eu..."

Leonardo da Vinci já previu há séculos atrás que: "Chegará o dia em que os homens conhecerão o íntimo dos animais, e nesse dia um crime contra um animal será um crime contra a humanidade."

O número de animais abandonados em Campinas está cada vez maior. Será efeito da crise?
Será que quando as coisas começam a ficar difíceis e o dinheiro mais curto, o primeiro item a ser descartado é o animal de estimação como se ele fosse um objeto inanimado sem afetos e sentimentos? Não abandone seu animal de estimação frente à primeira dificuldade.

Um animal de estimação, como o próprio nome diz, deve ser estimado, amado, cuidado.
São seres vivos que merecem amor, carinho e respeito. Cuide dele, como ele certamente sempre cuidou e cuidará de você e sua família. Ensine seus filhos a amá-los e respeitá-los como gostaria de ser amado e respeitado. Lembre-se de que é preciso desenvolver a sensibilidade para com todos os seres vivos do planeta. Afinal estamos todos no mesmo barco, rumo ao mesmo destino.

Ajude as ONGS que recolhem e cuidam de animais abandonados.
Seja você um voluntário!

Conheça os sites de adoção de animais abandonados e/ou perdidos, em Campinas:

http://www.upanimais.org.br/
http://br.geocities.com/animaissos/adocao2.html
http://anjos.abandonados.nafoto.net/
http://meadote.zip.net/

terça-feira, 24 de março de 2009

AS ESTRELAS BRILHAM, OS HOMENS SOFREM...




RUBEM ALVES



RETORNAMOS ÀS ETERNAS estrelas do céu e aos efêmeros jardins da Terra... Os que olham para as estrelas dizem possuir a verdade. Mas os que olham para os jardins sabem que tudo o que sabem é provisório.

Os olhos da Igreja Católica não vêem jardins; só vêem as estrelas. E é do seu olhar para as estrelas imóveis que ela deseja governar a Terra. Já os jardineiros sabem que há muitos jardins diferentes, nenhum deles é verdadeiro, mas todos são belos...
Todos os que pretendem possuir a verdade estão condenados a serem inquisidores. Para explicar esse ponto vou transcrever um pequeno trecho do filósofo polonês Leszek Kolakowski que tem o título "Em louvor à inconsistência".

"Falo de consistência em apenas um sentido, limitado à correspondência entre o comportamento e o pensamento. Assim, considero como consistente um homem que, possuindo um certo número de conceitos gerais e absolutos, esforça-se honestamente em tudo o que faz, em todas as suas opiniões sobre o que deve ser feito, para manter-se na maior concordância possível com aqueles conceitos. Por que deveria qualquer pessoa, inflexivelmente convencida da verdade exclusiva dos seus conceitos relativos a qualquer e a todas as questões, estar pronta a tolerar idéias opostas? Que bem pode ela esperar de uma situação em que cada um é livre para expressar opiniões que, segundo seu julgamento, são patentemente falsas e portanto prejudiciais à sociedade? Por que direito deveria ela abster-se de usar quaisquer meios para atingir o alvo que julga correto? Em outras palavras: consistência total equivale, na prática, ao fanatismo, enquanto a inconsistência é a fonte da tolerância..."

O SS Bento 16 acredita que Deus revelou à Igreja Católica e somente a ela a verdade total das estrelas. Segue-se, por necessidade lógica, que todos os homens, indivíduos ou igrejas, que têm idéias diferentes das suas, estão privados da verdade. O que torna sem sentido os esforços ecumênicos de aproximação entre as igrejas. O ecumenismo é baseado na crença de que Deus, jardineiro supremo, planta muitos jardins diferentes... Mas quem só olha para as estrelas não pode se deleitar na variedade dos jardins. A Igreja Católica, mãe e mestra de todos, nada tem a aprender.

Segue-se a conclusão ética: compete aos homens encarnar na Terra a verdade eterna das estrelas. Aquilo que deve ser feito é decidido não pela análise da situação qual o comportamento que traria o bem maior ao maior número de pessoas, mas pela imitação da perfeição divina.

A Igreja tem horror à experiência. Experiência é conhecimento que cresce da terra como as plantas. E ela contesta a verdade das estrelas. Roger Bacon, precursor da ciência moderna, por haver afirmado que o conhecimento vem pela experiência, amargou 15 anos na prisão. E a luneta de Galileu quase o levou à fogueira...

Assim, as difíceis questões que a experiência moderna coloca, a AIDS, a camisinha, o aborto, o divórcio, a inseminação artificial, o uso de células-tronco, a ortotanasia, são como se não existissem. Indiferentes ao sofrimento dos homens, as estrelas decretam: é pecado abortar um feto sem cérebro, a despeito da inutilidade da gravidez e do sofrimento dos pais... As estrelas brilham no céu. Os homens sofrem na Terra.

Enviado pelo amigo Egberto Turato

6 DORES QUE NÃO SE DEVE IGNORAR



Ninguém gosta de sentir dor. Mesmo assim, a dor é a maneira usada pelo corpo para chamar sua atenção para algo que está errado. Durante uma semana, é comum sentir pequenas dores ou desconfortos ocasionais, que não chegam a incomodar. São dores passageiras, com as quais você provavelmente está acostumado e até consegue identificar a origem: dores nas costas por ter carregado algum peso, desconforto no estômago por ter exarado na feijoada ou músculos doloridos devido àquela aula de ginástica mais puxada.
No entanto existem alguns quadros de dor que realmente não podem ser ignoradas. Neste guia estão reunidas tipos de dores que necessitam de atenção médica urgente.

1. A pior dor de cabeça de sua vida.
Dor de cabeça incomum, ou seja, de uma intensidade que você nunca havia experimentado, é um sinal de alerta. Este tipo de dor de cabeça pode ser causado por aneurisma, um tipo de dilatação arterial no cérebro. A artéria dilata pode romper-se resultando em risco de vida.

2. Dor ou desconforto no peito.
Dores no peito podem significar infarto do coração ou uma pneumonia. Porém fique atento, alguns problemas cardíacos manifestam-se como desconforto ou peso no peito, e não somente como dor. A dor ou desconforto do infarto do coração também pode manifestar-se ou irradiar-se para pescoço, mandíbula, ombro e braço esquerdo. Geralmente este tipo de dor vem acompanhado de suores e falta de ar.

3. Dor abdominal intensa.
Uma dor abdominal intensa ou que aumenta rapidamente pode significar uma emergência médica conhecida como apendicite. O apêndice é uma pequena parte do intestino que quando inflamada provoca dores abdominais. O maior perigo encontra-se na possibilidade de ruptura do apêndice. Outras causas para dor abdominal incluem: problemas de vesícula, pâncreas, úlceras e interrupção do trânsito intestinal.

4. Dor na batata da perna
Dor na perna, sem motivo de contusão aparente, acompanhada de edema (inchaço) e calor local, podem significar trombose venosa. Esta doença é causada pelo entupimento de uma veia por um trombo. O perigo está no desenvolvimento de tromboembolismo pulmonar quando partes do trombo se soltam e dirigem-se aos pulmões. Câncer, obesidade, imobilização prolongada, gravidez e idade avançada são fatores de risco para trombose venosa.

5. Queimação nos pés ou pernas.
Em torno de 10% da população brasileira possui diabetes, mas a grande maioria desconhece o diagnóstico. Em muitas pessoas, a neuropatia periférica é um dos primeiros sintomas do diabetes. Esta doença manifesta-se principalmente por queimação ou espetadas nos pés ou pernas, que podem indicar lesão nos nervos.

6. Dores espalhadas pelo corpo.
Sensação de corpo cansado, tensões musculares ou dores difusas pelo corpo podem ser manifestações físicas de depressão. Devido às dores serem crônicas, é comum que as pessoas acabem por não dar a devida importância a estes sintomas. Além disto, muitas vezes, tais dores são menosprezadas por não estarem associadas a alterações em exames clínicos.

Por fim, é sempre importante salientar que nenhum tipo de dor deve ser manejado com automedicação. A melhor forma de evitar problemas mais sérios é buscar a orientação médica para um diagnóstico precoce e um tratamento adequado.

Enviado pelo amigo André Zanarella

segunda-feira, 23 de março de 2009

10 DICAS PARA VOCÊ PROSPERAR...




01. Ter sempre em mente "Sou rico"!
02. Pensar sempre "Tenho boa sorte"!
03. Falar sempre em "Prosperidade"!
04. Agradecer pelas dádivas já recebidas.
05. Amar o seu trabalho ou a sua ocupação.
06. Agradecer as raízes: "(antepassados e pais)."
07. Ter harmonia conjugal e familiar.
08. Reverenciar a vida alojada em todas as coisas.
09. Acreditar convictamente "A riqueza vem de Deus"!
10. Transmitir o amor de Deus através de seu trabalho visando a felicidade de maior número de pessoas.

Essas dicas para prosperar foram ensinadas na Conferência da Prosperidade para Estudantes, Empresários, Profisssionais Liberais, Autônomos e Empreendedores realizada na Seicho-No-Ie em 2008.
A Seicho-No-Ie é um ensinamento de amor que prega que o ser humano é filho de Deus, que o mundo da matéria é projeção da mente e, também, nos revela qual é a nossa verdadeira natureza. É uma filosofia que transcende o sectarismo religioso, pois acredita que todas as religiões são luzes de salvação.

domingo, 22 de março de 2009

MULHERES: PROGRAMEM SEUS EXAMES MÉDICOS






Clicando no título acima você entrará no site Minha Vida e poderá informar-se dos exames médicos preventivos para manter sua saúde em dia e uma boa qualidade de vida!





sexta-feira, 20 de março de 2009

BURROS ATRAEM ATENÇÃO EM ILHA NO QUÊNIA...



Burro atrai atenção dos turistas na ilha de Lamu, no Quênia

Uma das atrações mais populares do Quênia é a ilha exótica de Lamu, onde o único meio de transporte é o burro. O animal de carga atrai a simpatia dos turistas. Clique no título acima para assistir ao vídeo e ver os cuidados a eles dispensados...

quinta-feira, 19 de março de 2009

ELAS ESTUDAM MAIS TEMPO E GANHAM MENOS DO QUE ELES... ATÉ QUANDO?


Equiparação de respeito

Elas estudam mais tempo, mas eles têm salários maiores. Até quando?

Por Isabella Monteiro • 12/02/2009

A primeira lei assinada pelo novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, refere-se à igualdade salarial entre homens e mulheres. E aqui no Brasil como andam as coisas?

Leia a matéria na íntegra clicando no título acima!

terça-feira, 17 de março de 2009

FELICIDADE REALISTA



Mário Quintana

A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.

E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade.
Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado.
E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.

Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.
Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.

Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.
Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

Enviado pela Sonia Jaboti

segunda-feira, 16 de março de 2009

ESTRELAS E RELÂMPAGOS

Saul Brandalise Jr

Vivo e todos nós vivemos em meio a estrelas e relâmpagos.
Na realidade esta afirmação pode lhe parecer um tanto estranha, mas é pura realidade quando se convive com pessoas de talento estelar e pessoas que pensam ter esta condição.
Se todos pararmos um pouco para pensar, efetivamente dividimos nossa vida entre os dois: Estrelas e Relâmpagos.
Os primeiros podem ser comparados até como verdadeiros cometas. Com brilho e cauda.
Gente que é gente sabe exatamente o que está fazendo neste planeta, como sua estrela pode brilhar em beneficio de terceiros e, principalmente, de si próprio.
Verdadeiros deuses de sabedoria.
Para ser uma estrela é necessário centramento e perfeita convicção de que somos um ímã.
Funcionamos como tal, pois tudo o que projetamos recebemos de volta.
Não há como, portanto, ser estrela e ter o ego alterado. Ego alterado é coisa de relâmpago.
Impossível ser estrela e não saber explorar a mente das pessoas que trabalham em nossa volta.
Explorar a mente significa, evidentemente, dividir com elas uma boa decisão.
Partilhar com elas os louros de tudo o que foi feito em beneficio mutuo; ter a sabedoria para se multiplicar idéias utilizando sempre a mente que está a nosso serviço.
Devemos aceitar o não como advertência em vista de eventual futuro erro ou equívoco, e nunca como uma negativa à nossa ideia; jamais criar uma sobreposição de negativismo, mas considerar isso simplesmente como alerta.
Ser estrela exige, acima de tudo, gestos comprometidos com a humildade; bondade aflorando em todos os instantes, em cada pensamento e em cada relacionamento.
Competência para se dizer não quando se deve dizer não e igualmente sabedoria para concordar, falando sim quando se deve dizer sim.
Uma verdadeira estrela tem brilho próprio, mas se beneficia do brilho das outras para que todas possam desfrutar do conjunto e assim construírem uma verdadeira constelação.
Os segundos, os relâmpagos, que pensam que são estrelas, na realidade não passam de imbecis egocêntricos travestidos de falsa bondade. Buscam, não importando o preço ou os ombros dos colegas, os louros com exclusividade para alimentar seu próprio ego.
Esquecem que quando chegam incutem medo e jamais serão respeitados. Não conseguem conviver em equipe. Os relâmpagos efetivamente brilham, mas nós procuramos nos afastar deles porque geralmente são prenúncios de tempestades.
Metem medo, geram pavor e sempre são seguidos de estrondos e chuvas fortes.
Invariavelmente, criam inundações e desabamentos de encostas.
Sua energia é tão negativa que inunda as nossas mentes com pensamentos e atitudes poluídas.
As estrelas não, elas podem dividir sua beleza com a luz da lua, porém jamais deixamos de admirar cada uma em separado. Jamais uma estrela consegue tirar o brilho da outra.
O conjunto é que cresce em beleza. Os relâmpagos são exclusivistas e donos da verdade.
Infalíveis e sábios. Não escutam e, não importa o que custe e em quem pisem, vão atrás de seus objetivos usando métodos altamente questionáveis.
Não admitem ser contrariados e sempre se posicionam como os únicos que brilham.
Portanto, Estrela não mete medo, o que mete medo é Relâmpago.
Cabe a cada um de nós a escolha de como pretendemos levar a nossa vida: Estrela ou Relâmpago.

Foto tirada pelo Egberto em Florianópolis/2008

sexta-feira, 13 de março de 2009

LABRADOR TUBBY É CAMPEÃO DE RECICLAGEM

Um labrador chamado Tubby ajudou a reciclar 26 mil garrafas de plástico em seis anos no País de Gales, segundo estimativas de sua dona, Sandra Gilmore.

Oxalá sirva de exemplo para os humanos que até hoje não aprenderam a reciclar o lixo...
Clique no título acima e leia a matéria completa.


Recebido da amiga Cláudia Duarte

quinta-feira, 12 de março de 2009

DICAS PARA EQUILIBRAR AS EMOÇÕES




Mesmo que você não siga nenhuma religião, entre uma igreja ou num templo vazio, sente-se e descanse curtindo a paz e o silêncio.







- Escolha um guru e acredite nele.
- Participe de um trabalho voluntário. ajudar a quem precisa dá sentido maior a vida.
- Aprenda a rir de você mesmo(a).
- Curta aquilo que você tem e não fique comprando posses.
- Não repasse notícias ruins. Uma situação vira tragédia quando passada de boca em boca. Se ouvir informação triste, guarde para si.
- Compartilhe suas incertezas. Ao escutar o que os outros têm a dizer as dúvidas se aclaram.
- Preste atenção na intuição. Ser intuitivo é deixar o coração dar um pulinho no futuro e voltar rapidinho.
- Não permita que sua vida gire em torno de um único tema. Investir energia em uma só coisa é correr risco de deixar de ter prazer em outras.
- Seja seu maior fã. Você é poderoso, incrível, maravilhoso, perfeito, divino - o melhor.
- Diga mais "eu te amo". Mostre entrega, carinho e disposição para aceitar o outro do jeito que é. Não espere uma ocasião especial.
- Tenha jogo de cintura. É mais fácil aceitar as mudanças quando entendemos que não é possível controlar tudo nem todos.
- Arranje um passatempo. Você nunca conseguirá estar à frente no seu trabalho se tudo o que você é se resume ao seu trabalho.
- Saiba receber um elogio. A admiração pode ser sincera e fazer bem ao ego.
- Agradeça. Você pode levantar as mãos para o céu, dobrar os joelhos, acender uma vela, dar 3 pulinhos, beijar uma imagem... Não importa o ritual. Vale a sensação de que o universo está lhe dando o que pode dar - e que você é uma pessoa abençoada por isso.
- No carro ou em casa, ponha um cd alegre e cante junto.
- Desligue a televisão e converse com os amigos, os familiares, o namorado (ou a namorada), o cachorro, gato o papagaio...
- Passe numa livraria, compre um bom livro e leia.
- Não tenha vergonha de cair na gargalhada.
Pode ajudar a "acordar" outras pessoas.

Recebido do amigo André
Foto: Labradoras Felícia e Vida

DESEJOS




Carlos Drummond de Andrade

Desejo a vocês...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.

Poesia enviada pelo amigo Andre Zanarella

quarta-feira, 11 de março de 2009

10 COISAS QUE TODA MULHER PRECISA EXPERIMENTAR...

Se morresse hoje, o que você gostaria de ter feito e ainda não teve chance? Passear de balão? Viajar sozinha? Passar um dia inteiro no salão? Muitas vezes, esperamos que os outros façam com que nossos sonhos se realizem. "As mulheres, principalmente, esperam: ser satisfeitas pelo parceiro, serem notadas profissionalmente e obter reconhecimento onde quer que estejam. Elas acham que basta fazer tudo certinho, que a recompensa virá" , analisa a psicóloga Amanda Collard, que atua como life coach orientando mulheres a retomarem as rédeas de suas vidas. "Só que não é bem assim. Precisamos aprender a agir em prol da nossa própria felicidade, sendo auto-suficientes em prazer e satisfação".

A primeira regra é mostrar o que você quer, sem ficar esperando que as pessoas adivinhem. Outra dica é fazer uma lista de experiências que você quer viver e correr atrás delas. Assim, você se acostuma a ter metas que dependam, basicamente, da suas ações. Podem ser coisas pequenas ou grandes, não importa. São experiências que vão aumentar a sua auto-estima e favorecer a sua independência. Confira!

1. Fazer uma viagem sozinha a idéia aqui não é sair em busca de um novo amor ou romance, e sim curtir um pouco a experiência de só fazer o que você quer. É tudo decisão sua: o roteiro, onde comer, que horas acordar e dormir, se quer ir badalar ou prefere ficar descansando, se vai visitar pontos turísticos ou sair para uma tarde de compras. Não importa se o destino é a poucos quilômetros ou do outro lado do oceano. Mas é importante aprender a sentir-se à vontade com a própria companhia, sem depender de um companheiro ou amiga para conseguir se divertir.

2. Ter uma deliciosa noite de sexo sem compromisso esqueça um pouco o romance, desta vez é você quem não quer o telefone dele! Se apaixonar e namorar é muito bom, mas permita-se uma noite de pura diversão, muita atração física.. e só. Não é para ficar forçando uma situação, simplesmente esqueça os preconceitos, pare de se preocupar com o que ele ou qualquer outra pessoa vai pensar a respeito e vá em frente. Vale tudo, menos esquecer a camisinha! E nada de sentir-se culpada no dia seguinte. Leve apenas a lembrança de uma noite gostosa e sem compromissos.

3. Colocar suas finanças em dia a dependência financeira é como areia movediça, se você não souber como sair, cada movimento faz afundar cada vez mais. Fora a sensação desagradável de estar devendo, o medo de abrir os extratos do cartão de crédito, ver quanto está pagando de juros no cheque especial... Pois enfrente o monstro de frente. Comece descobrindo exatamente a quantas anda sua situação financeira. Coloque tudo numa planilha: quanto entra, quanto sai e quanto deve. Sabendo exatamente quanto pode gastar, comece a renegociar as dívidas.

Você vai ficar espantada de ver que as instituições recebem muito bem este tipo de negociação e conseguem oferecer ótimas propostas de parcelamento ou descontos à vista. Se for o caso, cancele seus cartões de crédito, diminua ou corte o cheque especial e dê um tempo nos gastos, mesmo os pequenos, até quitar tudo. Logo você vai notar que dá não só para guardar algum dinheiro como vale a pena aprender um pouco sobre investimentos e quem sabe faturar mais alto.

4. Aprender a cozinhar um prato exótico seja você daquelas que não gosta nem de esquentar água no fogão, seja você do tipo prendada, preparar uma refeição bem distante do seu dia-a-dia é uma experiência interessante. Se tiver um curso ao seu alcance, melhor ainda. Nessas ocasiões, as aulas vão além da receita e ensinam sobre a história do prato e do país a que ele pertence. Mas você também pode fazer essa pesquisa sozinha e, depois, compartilhar tudo com os amigos, a família ou o namorado em volta da mesa.

5. Experimentar novidades na cama seja com seu marido de 15 anos de casamento, namorado que ainda não fez 3 meses de relação namoro ou o pretendente que você nem lembra o nome completo, escolha um dia para soltar suas fantasias. Muitas mulheres morrem de ciúmes dos companheiros porque sentem vontade de experimentar coisas novas, não têm coragem e ficam com medo que apareça outra mulher que esteja disposta.

Então deixe os temores de lado e arrisque: use fantasias, sugira uma noite a três, tente novas posições, passe na sex shop e divirta-se olhando as novidades e escolhendo um brinquedinho. Viva seu desejo, transforme-o em realidade, você só tem a ganhar.

6. Despertar a artista em você todos temos dentro de nós um artista que vive querendo sair. Pois a ordem é liberar a criatividade. Que tipo de arte mais atrai você? Gosta de pintar, escrever, dançar, cantar, esculpir ou sair por aí com uma câmera digital e muitas idéias na cabeça?

Mesmo que nunca tenha tentado fazer qualquer uma dessas coisas, escolha aquela que mais te agrada e tente. Divirta-se comprando telas e tintas se for pintar, ou preparando um ritual para escrever, comprando uma roupa especial para dançar e por aí vai. O importante é criar um momento de conexão com seu lado artístico. Não se preocupe com a qualidade. Simplesmente faça e se divirta!

7. Decretar um dia da beleza ou, se der, um final de semana inteiro! Neste caso não tem regra, pode escolher entre um período relaxante sozinha, para limpar o corpo e a mente, ou chamar as amigas e rir muito. Desmarque qualquer outro compromisso, deixe as crianças com os avós e tire o período só para cuidar de você.

Crie uma agenda da beleza de acordo com o seu orçamento: se estiver podendo, vá de SPA ou experimente um dos novos tratamentos que pipocam por aí. Se não quiser torrar tanto, marque cabeleireiro, prepare um banho de creme nos cabelos em casa mesmo, faça as unhas, deixe a depilação em dia, experimente máscaras faciais e novos tons de esmalte e maquiagem. Um banho de banheira cheio de espuma e uma massagem completam o pacote.

8. Planejar seu futuro profissional na correria do dia-a-dia, os planos futuros acabam ficando sem espaço entre uma reunião urgente e as contas a pagar. Tire algumas horas para pensar no seu crescimento profissional. Primeiro analise onde você está agora. Avalie se está ganhando bem para sua formação e experiência, se o atual trabalho traz satisfação e novos desafios e se existe espaço de crescimento.

Se a resposta for não, comece a planejar seu próximo emprego. Veja também se não é o caso de se atualiza, fazer um curso, uma pós ou uma especialização. Pesquise empresas onde gostaria de trabalhar, refaça seu currículo, reinvente-se e, se preciso, procure ajuda de uma empresa de recolocação profissional. Pense também onde você gostaria de estar daqui a cinco anos e faça um planejamento realista para chegar lá.

9. Descobrir uma nova atividade física a ordem é: mexa-se! Mesmo que você já freqüente a academia, experimente algo novo. Pode ser uma aula que você nunca pensou em fazer, mas que parece até interessante. Vale ainda se inscrever para uma prova ou campeonato do esporte que você já pratica. Se está há algum tempo parada, aproveite para tentar uma modalidade diferente das que já praticou.

Cogite tentar um esporte outdoor, como trekking, corrida, escalada ou surf. Se não for a sua cara, dê uma busca nas academias e veja quais as novidades e escolha: aulas de dança, boxe, localizada, spinning. Vá primeiro com o intuito de apenas experimentar, curtir o dia. Mas, se gostar, não fique pensando: matricule-se e aproveite.


10. Ser mais zen. O estresse tem conseqüências terríveis, de doenças ligadas ao coração até distúrbios como depressão. Como hoje tudo é corrido e não há como fugir das pressões corriqueiras, é preciso encontrar momentos de paz e relaxamento dentro e não fora de você.

Aprender a meditar seja andando ou sentada num cantinho especial da sua casa - é uma idéia. Mas fazer aulas de yoga ou tai-chi, por exemplo, ajuda bastante a se reequilibrar, além de trazer benefícios físicos. Até mesmo desligar o celular, ouvir música ou ler um livro por meia hora já ajudam a reencontrar nosso centro.

Clique no título acima

terça-feira, 10 de março de 2009

ALZHEIMER & GUIMARÃES ROSA

[...]
Dona Guilhermina, já velhinha, ficou sofrendo de uma forma graciosa do mal de Alzheimer. Passou a viver num mundo de fadas encantado: era possuidora de uma infinidade de castelos espalhados por todo o mundo. Generosa, não permitia que ninguém saísse de sua casa sem ganhar um magnífico castelo de presente. Possuía castelos na Tailândia, na China, na Itália, na Rússia. Ela me agraciou com um castelo na Escócia.

Infelizmente, ainda não chegou o meu tempo de visitá-lo. Mas sei que está lá, à minha espera. É possível até que eu venha a me mudar para lá se um dia um mal de Alzheimer gracioso me tocar. Receberei então dona Guilhermina como hóspede, ela ficará nos aposentos de honra do castelo e passaremos longas tardes diante da lareira conversando sobre os bons tempos de antigamente enquanto, para espanto dos garçons escoceses, tomamos café com pão de queijo mineiro... Eu disse “espanto” porque os escoceses não conhecem o pão de queijo mineiro...

Fico a pensar. Quem está dentro do corpo de uma pessoa depois que o mal de Alzheimer a toca? A dona Guilhermina não era a outra dona Guilhermina que servia bolinhos com café que nada sabia sobre castelos. Para onde foi essa dona Guilhermina? Tocada pelo mal de Alzheimer, ela se tornou possuidora de muitos castelos, castelos reais que dava de presente. A fronteira entre o país da fantasia e o país da realidade fica onde? O que é a realidade? Guimarães Rosa sabia e disse, mas não explicou: “Tudo é real porque tudo é inventado...”.

Rubem Alves. O sapo que queria ser príncipe [adolescência e juventude]. Ed. Planeta, 2009, pp. 172-173.

Enviado pelo amigo Egberto Turato

segunda-feira, 9 de março de 2009

ESCUTATÓRIA...


Rubem Alves


Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória.
Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir.
Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular.
Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que... Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma.

Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia. Parafraseio o Alberto Caeiro:
Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.

Daí a dificuldade: A gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor... Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração... E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.
Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade. No fundo, somos os mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os índios: Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. Vejam a semelhança...

Os pianistas, por exemplo, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio... Abrindo vazios de silêncio... Expulsando todas as idéias estranhas. Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos... Pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se eu falar logo a seguir... São duas as possibilidades.

Primeira: Fiquei em silêncio só por delicadeza... Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado.

Segunda: Ouvi o que você falou. Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou. Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou. E, assim vai a reunião.

Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência... E, se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras... No lugar onde não há palavras.

A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia... Que de tão linda nos faz chorar. Para mim, Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio.
Daí a importância de saber ouvir os outros: A beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.

FAÇA SEU SALÁRIO VALER MAIS




Conheça os 10 mandamentos para você multiplicar seus reais e não ter que pedir grana
emprestada


Por Ana Paula Vieira





1º Mandamento
Liste todos os seus gastos no papel. É fundamental saber para onde vai seu dinheiro.

2º Mandamento
Corte as despesas supérfluas para pagar suas dívidas e, se possível, ainda aplicar em uma poupança ou outra forma de investimento.

3º Mandamento
Todo mês defina quanto poderá guardar e deposite esses reais no banco o quanto antes. Se suas economias permanecerem na carteira, o risco de gastá-las aumenta consideravelmente.

4º Mandamento
Tenha objetivos financeiros, como fazer uma viagem, pagar uma faculdade, uma plástica... Eles são um estímulo para economizar.

5º Mandamento
Prefira comprar à vista e peça desconto. Ao dividir o pagamento, fique de olho nos juros embutidos nas parcelas.

6º Mandamento
Nunca compre por impulso. Pesquise preços até encontrar o mais barato.

7º Mandamento
Cuidado com os pequenos gastos, como o cafezinho antes de entrar no serviço ou o pão de queijo na volta para casa. Eles levam seu dinheiro embora sem você perceber.

8º Mandamento
Fuja do cheque especial. E, ao usar o cartão de crédito, sempre pague o total da fatura para não arcar com taxas mensais de 10% sobre o valor restante. A dívida vira uma bola-de-neve!

9º Mandamento
Não espere um aumento de salário para começar a poupar. O segredo é adaptar o padrão de vida aos seus rendimentos.

10º Mandamento
Reserve alguns reais para o lazer, mas "barateie" a diversão, como trocar o cinema por uma sessão de DVD em casa com os amigos.

Foto Vera

domingo, 8 de março de 2009

08 DE MARÇO: DIA DA MULHER...



Vera Chvatal

Hoje é o dia que se comemora oficialmente o Dia da Mulher. Apesar de sabemos que todos os dias é o dia da mulher, do homem, da criança...
Mas, por conta dessa comemoração oficial recebi várias mensagens com cumprimentos e crônicas de amigos concretos ou virtuais, e de lojas e empresas querendo me vender seus produtos e tentando me seduzir com promessas de descontos especiais. E até recebi mensagens de parlamentares me cumprimentando e me lembrando que hoje é o meu Dia!
Pois bem, então neste dia especial quero deixar aqui, por escrito, meus desejos e esperanças, renováveis ad eternum, para todos os homens e, principalmente, para aqueles que são os responsáveis pela administração e condução de nossa sociedade... Ou seja, aqueles que foram eleitos pelo povo – e pelas mulheres - para lutar pelos direitos de todos:
1. Quero a equiparação do salários das mulheres aos salários dos homens na execução de trabalhos e serviços semelhantes;
2. Quero a criação de creches nos bairros, cidades, pelo pais todo, para que as mães possam deixar seus filhos enquanto trabalham sabendo que eles estarão tendo os cuidados necessários;
3. Quero escolas e educação para todas as crianças, para que possam estudar e sonhar com um futuro digno quando crescerem;
4. Quero que os pais, irmãos, namorados, maridos, amantes, patrões e correlatos tratem as mulheres com respeito, ternura, cumplicidade, parceria;
5. Quero que haja mais amor e menos guerra entre os sexos, sociedades, países... e entre todas as espécies que habitam este pequeno planeta Terra.

DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Através deste texto atribuído ao Frei Beto faço minha homenagem a todas as mulhetes



Meu lado mulher se incomoda em receber mensagens apenas um dia por ano (8 de março), enquanto que meu lado homem se enche com 364 dias. Talvez seja necessária esta efeméride, dor recente de uma antiga cicatriz. Porque se vive numa sociedade machista: matrimônio, o cuidado do lar; patrimônio, o domínio sobre os bens.

O marido possui o carro, a casa e a mulher, que inclusive, em alguns países, incorpora o sobrenome da família dele. Ele exige que limpe a casa todo dia. Manda o carro para a oficina ao menor defeito. À mulher, ser multifacetado, cabe o dever de cuidar da casa, dos filhos, das compras e do bom humor do marido, que nem sempre se lembra de cuidar dela.

Meu lado mulher nunca viu o marido gritar com o carro, ameaçá-lo ou agredi-lo. Enquanto nem ela é sempre tratada com tanto respeito. Na Igreja Católica os homens têm acesso aos sete sacramentos. Podem até ser ordenados sacerdotes e, mais adiante, obter dispensa do ministério e contrair matrimônio.

As mulheres, consideradas pela teologia vaticana um ser naturalmente inferior, só têm acesso a seis sacramentos. Não podem receber a ordenação sacerdotal, mesmo tendo merecido de Jesus o útero que o engendrou; o seguimento de Joana, de Susana e da mãe dos filhos de Zebedeu; a defesa da mulher adúltera; o perdão da samaritana; a amizade de Madalena, primeira testemunha da sua ressurreição.

Meu lado mulher tem pavor da violência doméstica; do pai que assedia a filha, enviando-a a perdição da prostituição; do patrão que exige favores sexuais de sua funcionária; do marido que levanta a mão para profanar o ser que deu a luz a seus filhos.

Diante do televisor ou de um molho de revistas meu lado mulher se estremece: Cala a boca, Magda! Ela é burra, a imbecil que move as cadeiras no fundo do cenário, se mete na banheira do Gugu, se expõe na casa do brother, se associa à publicidade de cervejas e carros, como um adereço a mais de consumo.

Meu lado mulher trata de resistir diante do implacável jogo da desconstrução do feminino: tortura do corpo em academias de ginástica, anorexia para manter-se esbelta, vergonha das gorduras, das rugas e da velhice, entrega ao bisturi para que amolde a carne ao gosto da clientela da carnificina virtual, o silicone para ressaltar protuberâncias. E manter a boca fechada, até que haja no mercado um chip transmissor automático de cultura e inteligência que se possa enxertar no cérebro. E engolir antidepressivos para tratar de encobrir o buraco no espírito, vazio de sentido, ideais e utopia.

Meu lado mulher se esforça por se livrar do modelo emancipatório que adota, como paradigma, meu lado homem. Será que ela tenta não querer ser como ele. Navega em mares nunca dantes navegados, rumo ao continente feminino, onde as relações de gênero serão de alteridade, porque o diferente não se fará divergente. Aquilo que é só terá plenitude em interação com seu contrário. Como acontece em todo verdadeiro amor.

sábado, 7 de março de 2009

RELAÇÃO PERIGOSA

Angélica Kenes Nicoletti
Diário do Grande ABC


Professor da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), o psiquiatra Jair Franklin Oliveira Júnior é uma das maiores referências nacionais sobre terapia em grupo e terapias de casal e família, atividades às quais se dedica há 31 anos. A seguir, algumas das reflexões do especialista.

DIÁRIO - Dá para traçar como será a família no futuro?

JAIR FRANKLIN - Filho é um fruto da união do pai com a mãe e embora as famílias estejam encolhendo por questões econômicas, elas continuam sendo a fonte de suporte emocional e vão perdurar por toda a existência da humanidade. Pessoas sem família tendem à depressão, pois somos animais gregários. Não somos uma ilha, precisamos de calor humano.
DIÁRIO - Qual é o papel dos pais?
FRANKLIN - O pai tem a função de transmitir a cultura, valores morais e éticos. A mãe dá segurança. O cuidado diário que o bebê recebe da mãe, como ser amamentado, gera sentimentos de confiança e de bondade. Crianças são como uma folha branca: abandono e cuidado ficam registrados.
DIÁRIO - Quais são as queixas mais recorrentes no consultório?
FRANKLIN - Problemas de relacionamento entre pais e filhos estão se prolongando. Um conflito recorrente é o adiamento da saída dos filhos de casa: os pais procuram adiar a situação para não se verem obrigados a recomeçar a vida sem os filhos e estes se acomodam à situação. É um conluio perverso.
DIÁRIO - De fato, houve o aumento de tempo de permanência dos filhos na casa dos pais.
FRANKLIN - Na linha casuística, observo que houve um aumento na última década, até porque a vida ficou mais difícil. Para enfrentar o mercado de trabalho, os jovens cursam mestrado e doutorado, o que faz com que mantenham a condição de estudante até por volta dos 30 anos. Eu sou do tempo em que as pessoas com diplomas universitários ingressavam no mercado de trabalho aos 20 e poucos anos. Em seguida, deixavam a casa dos pais para formar a própria família.
DIÁRIO - Mas a dependência nesse caso não é gerada por um fator exclusivamente econômico?
FRANKLIN - De qualquer forma, a adequação impede a individualização, gerando uma relação doentia. Tanto é que quando os filhos vão embora, a questão fica tão dolorida emocionalmente que muitos pais entram em depressão e em conflito entre si, chegando a se divorciar. É uma situação que poderia ser revertida positivamente, mas que é transformada em um problema porque a maioria das pessoas está presa ao passado.
DIÁRIO - Há algum outro motivo de crise?
FRANKLIN - Considero como grave quando os pais manipuladores tendem a ver os filhos como prolongamento deles. Caso clássico é o do filho que segue carreira por imposição da família e se torna infeliz por não fazer o que queria ao mesmo tempo em que vive com um forte sentimento de culpa por temer desagradar os pais.
DIÁRIO - Ele vira uma fonte de realizações da família?
FRANKLIN - Sem dúvida. Ele não é visto como sujeito, mas como um objeto de realização. É uma postura doentia. É necessário que alguém mostre para pai e filho o que está acontecendo porque a situação é pólvora pura.
DIÁRIO - Como define pais sadios?
FRANKLIN - São os que com o passar do tempo se tornam desnecessários. Eles não ficam magoados, deprimidos porque o filho se torna independente. Se conseguiram se tornar desnecessários é porque foram bons pais.
DIÁRIO - E o que o sr. diz para pais de adolescentes que têm dificuldade de lidar com questionamentos?
FRANKLIN - Primeiro, na adolescência os filhos desenvolvem a própria identidade. É saudável que se distanciem dos pais, que deixam de ser heróis para se transformar em vilões. Fica difícil para o adolescente perceber que o pai também tem virtudes; isso só ocorre no começo da vida adulta. Outro aspecto é que os tempos são outros e pressupõem espaço para discordância de ideias.
DIÁRIO - E quando não há esse espaço?
FRANKLIN - Pais com posturas ditatoriais tendem a esbarrar em filhos rebeldes. Exemplos são os casos de adolescentes grávidas aos 14 e 15 anos. É uma forma não-verbal de dizer aos pais que são elas que mandam em seus corpos, que podem ter relações sexuais.
DIÁRIO - Sempre haverá o conflito entre gerações?
FRANKLIN - É natural haver dificuldades de entendimento, por isso o debate capacita ambos os lados a lidarem com conflitos. As gerações mais velhas precisam entender que o motor da vida está nas mãos dos mais novos. São eles que fazem o mundo girar. É a lei da evolução.

Fontes: Site FCM / Diário do Grande ABC

VIDA COM CONTEÚDO


Saul Brandalise Jr

Todas as pessoas possuem conhecimento. Isso é uma constatação e ninguém pode duvidar desta afirmação. Obviamente que alguns têm mais, outros menos.
Mas o grande desafio de uma vida, é o que faremos com o conhecimento que possuímos. Conhecimento é o que sabemos. Conteúdo é o que sabemos e já aplicamos com sucesso, ou mesmo com equívocos. Desta forma a grande cartada é deixarmos de ser uma pessoa com muito conhecimento para efetivamente passarmos a viver uma vida de conteúdo.

Uma pessoa com muito conhecimento pode se deixar facilmente trair pela vaidade e com isso se tornar até arrogante. Sabe demais. Este posicionamento de arrogância não lhe permite aplicar corretamente o que sabe. Sair da simplicidade para um pedestal é possível acontecer até de forma acelerada. O arrogante não tem conteúdo.

A grande dificuldade que sinto é provavelmente a mesma que você sente. Como aplicar adequadamente o que sei e fazer disso conteúdo em minha vida? No meu caso, minhas emoções são o maior vilão; já estou muito melhor, mas ainda distante do que pretendo.
O importante é que sei que as coisas são assim, que é preciso controle e que sentimentos ruins só nos atrapalham e nos fazem adoecer.

Que preciso me policiar e desta forma utilizar o meu conhecimento sem que qualquer sentimento negativo ou mesmo positivo, o contamine. Outro ponto importante é saber o que realmente é conhecimento correto em nossa mente, e o que é dedução forçada por métodos sociais, religiosos e familiares. Sem dúvida este é um problema sério.

Muitas vezes achamos que sabemos, mas fomos levados a deduzir que aquilo é certo.
As religiões têm muita culpa nisso. Fiz uma verdadeira faxina em minha vida e hoje me atrevo a achar que estes três centros de poder, sociedade, religião e família, pouco ou nada interferem em minha vida. Obviamente que não se trata de uma faxina fácil e simples. Mas foi necessária.

Demorei, mas descobri que o que os outros pensam a meu respeito é problema deles.
Eu sou quem tem de saber o que penso a meu respeito. Isso faz toda a diferença em nossa vida. Conheço algumas pessoas que se tornaram vítimas dos julgamentos dos outros.
Sofrem por isso, mas nada fazem para mudar a situação. Continuam reféns deste estado de coisasVivem como atores procurando ser o que os outros pretendem que elas sejam.

São felizes? Óbvio que não. No palco de nossa vida o fundamental é representarmos um único personagem: nós mesmos, em toda a identidade de nossa alma, de nossa essência.
Outro ponto terrível: conviver em sociedade com pessoas falsas. Não importa se há ou não dinheiro envolvido. Jamais conviva com quem você não confia. Você está se nivelando a ele. Não há dinheiro que justifique uma noite mal dormida. Não há dinheiro que justifique uma traição. Para mim estes pontos são vitais para que a aplicação do nosso conhecimento seja isenta de qualquer contaminação e que tudo o que sabemos passe a ser, efetivamente, conteúdo.

Só saber, ter conhecimento, é coisa de profeta. O verdadeiro sábio tem conteúdo.
Sabe exatamente o que fazer e como aplicar o seu conhecimento. Por isso é sábio.
Por isso se cala, e fala pouco.

Foto Vera; clique na foto para ampliá-la

O AMOR COMO MEIO, NÃO COMO FIM


Flávio Gikovate

É hora de substituir o ideal romântico do amor que basta em si mesmo, por isso não dura, por uma relação que traga crescimento individual.
Há algo de errado na forma como temos vivido nossas relações amorosas.
Isso é fácil de ser constatado, pois temos sofrido muito por amor.
Se o que anda bem tem que nos fazer felizes, o sofrimento só pode significar que estamos numa rota equivocada.

Desde crianças, aprendemos que o amor não deve ser objeto de reflexão e de entendimento racional; que deve ser apenas vivenciado, como uma mágica fascinante que nos faz sentir completos e aconchegados quando estamos ao lado daquela pessoa que se tornou única e especial. Aprendemos que a mágica do amor não pode ser perturbada pela razão, que devemos evitar esse tipo de contaminação para podermos usufruir integralmente as delícias dessa emoção, só que não tem dado certo.

Vamos tentar, então, o caminho inverso: vamos pensar sobre o tema com sinceridade e coragem. Conclusões novas, quem sabe, nos tragam melhores resultados. Vamos nos deter em apenas uma das idéias que governam nossa visão do amor.Imaginamos sempre que um bom vínculo afetivo significa o fim de todos os nossos problemas.

Nosso ideal romântico é assim: duas pessoas se encontram, se encantam uma com a outra, compõem um forte elo, de grande dependência, sentem-se preenchidas e completas e sonham em largar tudo o que fazem para se refugiar em algum oásis e viver inteiramente uma para a outra usufruindo o aconchego de ter achado sua metade da laranja.
Nada parece lhes faltar. Tudo o que antes valorizavam: dinheiro, aparência física, trabalho, posição social, etc., parece não ter mais a menor importância.

Tudo o que não diz respeito ao amor se transforma em banalidade, algo supérfluo que agora pode ser descartado sem o menor problema. Sabemos que quem quis levar essas fantasias para a vida prática se deu mal. Com o passar do tempo, percebe-se que uma vida reclusa, sem novos estímulos, somente voltada para a relação amorosa, muito depressa se torna tediosa e desinteressante.

Podemos sonhar com o paraíso perdido ou com a volta ao útero, mas não podemos fugir ao fato de que estamos habituados a viver com certos riscos, certos desafios. Sabemos que eles nos deixam em alerta e intrigados; que nos fazem muito bem. De certa forma, a realização do ideal romântico corresponde à negação da vida. Visto por esse ângulo, o amor é a antivida, pois em nome dele abandonamos tudo aquilo que até então era a nossa vida.

No primeiro momento até podemos achar que estamos fazendo uma boa troca, mas rapidamente nos aborrecemos com o vazio deixado por essa renúncia à vida. A partir daí, começa a irritação com o ser amado, agora entendido como o causador do tédio, como uma pessoa pouco criativa e desinteressante. O resultado todos conhecemos: o casal rompe e cada um volta à sua vida anterior, levando consigo a impressão de ter falido em seus ideais de vida.

Os doentes acham que a saúde é tudo. Os pobres imaginam que o dinheiro lhes traria toda a felicidade sonhada. Os carentes, isto é, todos nós, acham que o amor é a mágica que dá significado à vida. O que nos falta aparece sempre idealizado, como o elixir da longa vida e da eterna felicidade. Diariamente, porém, a realidade nos mostra que as coisas não são assim, e acho importante aprendermos com ela. Nossas concepções têm de se basear em fatos, nossos projetos têm que estar de acordo com aquilo que costuma dar certo no mundo real. Fantasias e sonhos, ao contrário, têm origem em processos psíquicos ligados à lembranças e frustrações do passado.

É importante percebermos que o que poderia ser uma ótima solução aos seis meses de idade, como voltar ao útero materno, será ineficaz e intolerável aos trinta anos. A bicicleta que eu não tive aos sete anos, por exemplo, não irá resolver nenhum dos meus problemas atuais. É preciso parar de sonhar com soluções que já não nos satisfazem a adaptar nossos sonhos à realidade da condição de vida adulta.

Se é verdade, então, que o amor nos enche de alegria, vitalidade e coragem e isso ninguém contesta, por que não direcionar essa nova energia para ativar ainda mais os projetos nos quais estamos empenhados? Quando amamos e nos sentimos amados por alguém que admiramos e valorizamos, nossa auto-estima cresce, nos sentimos dignos e fortes.
Tornamo-nos ousados e capazes de tentar coisas novas, tanto em relação ao mundo exterior como na compreensão da nossa subjetividade.

Em vez de ser um fim em si mesmo, o amor deveria funcionar como um meio para o aprimoramento individual, nos curando das frustrações do passado e nos impulsionando para o futuro. Casais que conseguem vivê-lo dessa maneira crescem e evoluem, e sob essa condição seu amor se renova e se revitaliza.

sexta-feira, 6 de março de 2009

A MASSACRANTE FELICIDADE DOS OUTROS...


Martha Medeiros

Há no ar um certo queixume sem razões muito claras. Converso com mulheres que estão entre os 40 e 60 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e, ainda assim, elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem. De onde vem isso?

Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero, uma música que dizia: 'Eu espero/ acontecimentos/ só que quando anoitece/ é festa no outro apartamento'.

Passei minha adolescência com a mesma sensação de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são - ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho... As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias.

Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas... Então, fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando, na verdade, a festa lá fora não está tão animada assim! Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados.

Pra consumo externo, todos são belos, sexy, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores, enfim, campeões em tudo! Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia - e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta:

'Nesta era de exaltação de celebridades - reais e inventadas - fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça.'

Mas tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores? Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa?

Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé?

Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista. As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento.

DIVERSIDADE NATURAL JUSTIFICA COBIÇA POR ANGRA...






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Fotos Vera/ janeiro-2009

quinta-feira, 5 de março de 2009

NINGUÉM ESTÁ LIVRE DA RAIVA...


Vera Chvatal


Um dos sentimentos mais fortes do ser humano, a raiva tem sua origem no ego, aquela porção dentro de nós que sempre quer levar a melhor numa discussão, que não pode jamais deixar uma ofensa sem resposta e que se preocupa demais com o julgamento dos outros a nosso respeito.
A raiva está associada à impotência e à frustração. Costuma irromper quando nosso desejo é contrariado, quando nos sentimos desprezados, diminuídos ou desvalorizados. E não existe nada mais destrutivo que um sentimento de raiva não controlado, pois pode levar à violência e ao abuso verbal ou emocional. Geralmente traz dor e sofrimento para aquele que a está sentindo e para aquele(es) sobre quem ela está sendo expressada. Mas a raiva não é só isso. Ela é também um mecanismo de defesa – conjunto de operações efetuadas pelo ego frente aos perigos que vêm do id, do superego e da realidade externa. E as condutas defensivas não são exclusivamente da patologia, normalmente elas contribuem para o ajustamento, adaptação e equilíbrio da personalidade. Nesse sentido a raiva é importante, pois sem ela permitiríamos que os outros passassem, a bel prazer, por cima de nossos desejos.
Entretanto quando esse sentimento é freqüente e incontrolável, torna-se um problema. No momento da explosão, os hormônios se desequilibram e a pressão arterial aumenta, assim como os batimentos cardíacos. A corrente sanguínea é inundada por adrenalina, que provoca a contração dos vasos sanguíneos e pode levar à hipertensão e ao infarto.
Além disso, a raiva também libera de duas a cinco vezes mais cortisol, o hormônio do estresse, que é altamente tóxico ao corpo. Essa substância pode desencadear sérios problemas de saúde, como ataque cardíaco, câncer, derrame, diabetes e depressão. Assim sendo, é preciso aprender a controlar a raiva, impedindo-a de atuar sobre nós de forma irracional.
Reconhecer que estamos com raiva é uma forma de começarmos a lidar melhor com esse sentimento. Para isso é preciso uma atenção permanente e um exercício de observação interior minucioso para nos ajudar a controlar a raiva e a analisar exatamente, a cada momento, qual a verdadeira razão que se esconde por trás de nossa raiva. Pois é muito comum jogarmos a culpa sobre os outros pelas nossas explosões de raiva, negando a nossa responsabilidade sobre o nosso próprio comportamento.

Eis algumas dicas para aprender a controlar a raiva:
1. Fazer exercícios respiratórios inspirando vigorosamente pelas narinas e soltando o ar lentamente. Repita algumas vezes até sentir-se melhor.
2. Exercícios físicos para desfazer a tensão e relaxar, tais como caminhada, corrida, dança, ajudarão a liberar o excesso de energia provocado pelo aumento da adrenalina no sangue.
3. Gritar duas ou três vezes, não se esquecendo de fechar a porta e colocar um travesseiro sobre a boca para não assustar familiares e vizinhos. Isso compensa, de alguma forma, a vontade de dizer palavras pesadas para o ofensor.
4. Conversar com alguém, um(a) amigo(a), familiar, terapeuta. Falar sobre o que provocou a raiva ajuda a colocar as coisas sob uma nova perspectiva, traz alivio, esfria a cabeça e aquieta o coração.
5. Não é errado sentir raiva, mesmo de quem amamos. Por isso não tente engolir a raiva entupindo-se de doces, chocolates, pães ou bolachas; essa compensação só vai aumentar o sentimento de raiva e culpa.
6. Contar até dez, vinte ou até cem! Isso dará tempo para a estimulação emocional arrefecer.
7. Se tem alguma religião, é espiritualizado(a), ore, reze, peça paciência, compreensão e tolerância para ajudar a elaborar e superar o sentimento de raiva, frustração e impotência.
8. Procure analisar o porque, como e quando você fica com raiva e tente evitar e/ou controlar as circunstâncias que criam essas situações.
9. Quando estiver relaxado(a) exponha a sua raiva, sem brigar, para quem a provocou e tente ver sob a ótica dele(a).
10. Perdoe a si próprio(a) e ao outro(a), lembrando-se de que ninguém é perfeito!

Todas essas atitudes ajudarão a evitar os efeitos danosos da raiva e da irritabilidade, preparando para atitudes mais amáveis e saudáveis.
Acredite nisso, acredite em você! Você consegue!