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quarta-feira, 26 de julho de 2017



Quarta feira pela manhã, dia de treinamento no campo de golfe, esporte que está me encantando pela elegância, benefícios para a saúde como um todo (física e mental) e, principalmente pelo prazer de desfrutar da natureza exuberante e do clima ameno deste inverno brasileiro!

Debaixo de um céu azul de brigadeiro e convivendo em perfeita harmonia com pássaros de variadas espécies como bem-te-vis, quero-quero, pica-paus de colarinhos vermelhos ou amarelos, patos, marrecos, gansos e gaivotas, cada movimento ondulante do corpo nas tacadas é um encontro de espécies diferentes, mas que comungam do mesmo amor pela vida!
E como a maçã dificilmente cai longe do pé, Tom me acompanha nas tacadas, demonstrando gosto pelo esporte também. Delícias de ser avó...


quinta-feira, 19 de março de 2015

AMORINHA: MAIS UMA ESTRELINHA A BRILHAR NO CÉU


Domingo passado, dia 15 de março minha amada Amorinha virou mais uma estrelinha no céu. Foram dezenove aninhos de travessuras e amor incondicional que jamais serão esquecidos. Com cerca de 5 aninhos foi jogada na rua e recolhida pela veterinária das minhas pets Diana, Mel, Bartira e Lola, que me pediu para acolhe-la provisoriamente até encontrar um novo lar para ela. Branquinha, magrinha e com um olhar triste conquistou meu coração de imediato. Resolvi ficar com ela.






Porém, como chama-la? Achei a inspiração no pé de Amoras que plantei em minha calçada e que dava frutos com abundância. Como seu corpinho tinha o mesmo formato das amoras, pensei: “Amora” que lindo nome para batiza-la. Ela pareceu ter entendido que com o novo nome ela teria também uma nova vida, onde seria muito amada e bem tratada.





A princípio pensei que ela se daria bem com as Labradoras e seriam grandes companheiras. Mas Amora tinha temperamento forte e possessivo. Rosnava para quem quer que se aproximasse de mim, como querendo afirmar sua supremacia e direitos sobre a minha pessoa. As Labradoras, dóceis e donas de um grande e amoroso coração pareciam compreender a necessidade daquela baixinha ficar na defensiva e evitavam brigar com ela. E ela passou a seguir-me fielmente por onde eu fosse. Quando eu saia de casa ela se postava na janela e ficava pacientemente à minha espera. Quando eu chegava eram ganidos, pulos e choro de pura felicidade.



Passeávamos todas as manhãs na praça perto de casa e ela aprendeu a comer abacates, amoras e mangas com as Labradoras! Á noite dormia em uma almofada ao lado da minha cama e sua respiração embalava meu sono. Quando a Estrelinha veio para casa Amora estava comigo há cerca de 5 anos e rolou um certo ciúmes entre elas, mas com o tempo aprenderam a conviver. Estrelinha, mais novinha e muito arteira demonstrava paciência e compreensão com as implicâncias da Amora.


Nos dias em que eu atendia no consultório ficavam ambas à espera dos pacientes, que eram recebidos com festas e demonstrações de carinhos. Depois cada uma se acomodava em sua almofada e dormiam tranquilamente durante toda a sessão.


Foram grandes companheiras que só me trouxeram alegrias, gratidão e amor incondicional!



Oxalá ambas estejam brincando e correndo alegremente entre as nuvens no céu, brilhando como as estrelas…









Minha gratidão e saudades eternas!



quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

DESPEDIDA DE 2014...



2014 terminou! Foi um bom ano, cheio de gratas surpresas e outras nem tanto. Mas, conflitos fazem parte da vida, nos movem em direção às soluções quando nos empenhamos nisso. Quanto às boas surpresas, a melhor delas foi ver meu netinho desenvolver-se neste seu primeiro ano de vida. Pude observar e apreciar novamente a vida em movimento, a vida que traz motivação para a luta diária e para a gratidão no coração.

Oxalá 2015 seja também um ano rico em fraternidade, lealdade, amizade, caridade, tolerância, amor e  tudo o mais que ilumina a vida e a torna mais digna! Para mim, para você, para todos nós...

Obrigada 2014! Feliz 2015! Um amoroso abraço a todos!!!

sábado, 13 de dezembro de 2014


Acordo sábado pela manhã e ouço a chuva a cair de mansinho na terra já molhada, pois há dias que a chuva chegou e parece que chegou para ficar, pelo menos, até o fim de semana passar. Olho as plantas com pingos d'água dependurados, brilhantes como diamantes, e quase as ouço sussurrar de alegria após meses de secura e calor. Sim, no inverno quase não choveu e fez mais calor do que está fazendo agora que estamos no verão.

As estações estão trocadas, o clima está diferente, o planeta está sentindo as agruras e sofrimentos que estamos impondo a ele com nossa ganância destrutiva e criminosa. Até quando nossa generosa Mãe Terra vai nos amar e deixar-nos caminhar nesta via de destruição?

Pensemos neste mundo de belezas que nos cercam, árvores, flores, pássaros, céu azul... fauna, flora abundantes, diversificada, grandiosa. Freud em sua velhice considerou que  o que realmente importa e faz a vida valer a pena são as coisas simples do dia-a-dia.


Admirar o por-do-sol, deixar-se contagiar pelo sorriso de uma criança, curtir o calor de um abraço amigo, observar com prazer a chuva caindo do céu, apreciar o som do vento nas folhas das árvores, olhar a dança dos passarinhos no ar, sentir o aroma das flores no jardim, comer uma fruta apanhada diretamente no pé... sons, aromas, texturas, percepções que mostram que a vida pode ser maravilhosa quando sabemos aprecia-la em sua essência.

Família, amigos, amor, amizade, coisas que não tem preço, mas que fazem a vida valer a pena. E muito!  Pensemos nisso, cuidemos do que é realmente bom e essencial na vida!  E vamos amar e cuidar melhor de todos e de tudo, principalmente do nosso maravilhoso lar - o Planeta Terra!

Um ótimo e saboroso sábado para todos!

Fotos: Vera

terça-feira, 25 de novembro de 2014

UMA MANHÃ COMO AS OUTRAS...




A gente mal acorda e já vai se preocupando com a rotina, os afazeres domésticos, a responsabilidade com a família, os problemas financeiros que precisam de atenção e cálculo, é tanta coisa que mal temos tempo  para ver a beleza do dia ensolarado, brilhante, o azul do céu sem nuvens, ou após uma noite de chuva observar o amanhecer cinzento, o tom de um céu plúmbeo, pesado de gotas d’água que em breve cairão sobre a terra seca… 

Toda a beleza se perde e o coração se endurece!
E o dia passa sem que o tenhamos vivido em plenitude, com prazer, com alegria de viver. 

Penso nisso tudo enquanto meus olhos distraídos observam pelo vidro da janela à minha frente a bela árvore carregada de flores vermelho-alaranjado, com pencas de sementes que em breve serão dispersas pelo vento gerando novas árvores carregadas de vida, flores e beleza, o vôo dos passarinhos que dançam suavemente na brisa fresca da manhã, enquanto o verde da natureza colore os olhos de tons e matizes diferentes...

A alma se enche de gratidão e amor pela criação, pela vida, pelo sopro divino que preenche os pulmões com satisfação, pelo sangue que corre nas veias, pelo corpo sagrado-profano, enquanto o Bem-te-vi de asas ligeiras e bico fino beija e suga as flores com paixão, para logo procurar outra e mais outra em busca de saciedade...
É toda uma explosão de vida que em poucos instantes mudou o meu dia! 

Um bom e terno dia!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

DIA DO MEIO AMBIENTE




Comemoramos hoje o dia do Meio Ambiente e como podem ler na postagem anterior foi lançada uma campanha de proteção aos pássaros e em defesa do meio ambiente, cujo mote era: "quebre as gaiolas e plante uma árvore".

Adorei essa campanha e achei-a bastante oportuna. Nunca gostei de ver pássaros ou qualquer outro animal engaiolado ou enjaulado. Acho que meu desejo de liberdade sempre foi tão forte que me entristecia ver outras criaturas sofrendo em espaços pequenos, apertados, sem liberdade para voar ou correr ao vento como as nuvens, debaixo de chuva ou do céu azul...


E quanto às árvores todos sabemos de sua importância para o meio ambiente e para a saúde humana.  Os especialistas afirmam que estamos vivendo o século do calor, devido aos gases de efeito estufa acumulados na atmosfera e que formam um manto abafando a Terra - nosso planeta, nosso lar! Isso quer dizer que vem aí provações terríveis como conseqüência de nossas atitudes ou ou falta delas.


O último Relatório do Painel Internacional de Mudanças Climáticas (IPCC - sigla em inglês) da ONU e publicado em 2013 afirma que o aquecimento da Terra é inequívoco: a atmosfera esquentou, a neve e o gelo diminuíram, os oceanos estão mais ácidos, o nível do mar subiu e os gases de efeito estufa estão mais densos.

E tudo isso é resultado das toneladas de gás carbono "antropogênico" isto é, gerado pelo engenho humano, decorrente principalmente da queima de combustíveis fósseis e das emissões originadas por mudanças no uso da terra, como o desmatamento insano que estamos promovendo em nossas florestas e também em nossas cidades.

Sim, porque estamos acabando com o verde também em nossas cidades, na medida em que não cuidamos das árvores plantadas nas calçadas.  Seja através de podas mal feitas que prejudicam e causam doenças nas árvores, seja devido à erradicação total das árvores para não ter que varrer "a sujeira" (sic) das folhas e flores que caem no chão. Triste cultura essa que considera sujeira flores e folhas!

E tudo isso é responsabilidade nossa, coletiva e individual! Temos que cobrar e exigir de nossos governantes e administradores que cuidem melhor do meio ambiente em nossas cidades e florestas, mas também temos que fazer a nossa parte plantando e não arrancando árvores por motivos fúteis e egoístas. Temos que pensar em que mundo queremos deixar para os nossos filhos, netos, bisnetos, ou seja, a geração futura que vem por aí. Não podemos nos esquecer que as mudanças climáticas que legaremos às próximas gerações afetarão a saúde das pessoas e a própria vida no planeta.

E como comecei falando da liberdade dos pássaros e demais criaturas que habitam conosco este mesmo lar chamado Terra, porque não começar a educar nossos filhos a respeitar e amar a liberdade de todos? Soltem os pássaros engaiolados, plantem árvores! Atos valem mais do que mil palavras.

Plantei em meu quintal várias árvores: jaboticabeira, pitangueira, bananeiras (prata e nanica), coqueiros, palmeiras, primaveras, sapatinhos de judia, etc. Ficou um oásis, com muito verde e o colorido das flores: roseiras, éricas, lírios, lagrimas de Cristo, etc. que atraem os Beija-flores, sem contar as plantas perfumadas: sálvia, alecrim, arruda, hortelã, lavanda, jasmim, camélia... Uma delícia para os sentidos, um deleite para o coração!

Também coloquei uma casinha de madeira onde coloco diariamente alimento para os pássaros. Bem-Te-Vis, Rolinhas, Canários, Sanhaços e Pardais vêm se alimentar pela manhã e à tardinha. Acostumei-me a acordar com os sons e trinados deles. Sinto-me parte deste maravilhoso mundo em que vivemos e que temos que cuidar com o amor e carinho que ele precisa e merece: nossa Terra, Planeta Água! Ainda...

Fotos Vera (meu quintal) 


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

BARTIRA, COM SAUDADES, PRÁ SEMPRE EM MEU CORAÇÃO!

Hoje Bartira se foi para junto de suas irmãs Mel e Lola e a mamãe Diana! Esse nome de princesa índia da história do Brasil foi escolhido pela Karin, minha filha. E Bartira era mesmo uma princesa...




Desde que Lola se foi há exatos três meses, que ela andava deprimida e inapetente. Em pouco tempo apareceu um tumor cancerígeno que espalhou-se pelo seu corpo e, mesmo sendo medicada, chegou sua hora. E ela se foi como as outras, suavemente, aconchegada em meus braços...



Das minhas quatro labradoras Bartira, desde que nasceu, sempre foi a mais independente. Desde bebê era a primeira a mamar e depois procurava um cantinho afastado para repousar longe da ninhada de nove bebês labradores. E falando em bebês, meu netinho Tom gostava de brincar com ela, pois ela deixava-o pegar pelas orelhas, pêlo, rabo, o que fosse! Diferente de Amora, minha poodle que detesta-o... mas isso é outra história!

Na hora de brincar e aprontar artes Bartira era a primeira a liderar as encrencas. Arrancar plantas do jardim, esburacar a terra para deitar-se no chão fresco, correr atrás das pombinhas na praça, comer abacates, mangas, goiabas, coquinhos e o que mais caísse das árvores eram tarefas diárias em seu programa. Adorava jogar bola e quando chegava na praça e via os meninos jogando uma pelada, ia correndo e tomava-lhes a bola.  Os meninos não ligavam e saiam todos em correria atrás dela, que aproveitava para driblar-lhes de verdade... pura diversão! 

Corajosa e fiel companheira, junto com a Diana, Mel e Lola, Bartira protegeu-me em três ocasiões em que me senti ameaçada de assalto. Dócil e amiga de todos, na hora de me defender não fazia média! Latia forte assustando o invasor! Aliás, essa gratidão devo a todas as minhas labradoras, fiéis amigas protetoras...


Uma figura e tanto! Gostava de sentar-se em cadeiras, bancos ou qualquer outro lugar onde pudesse ficar ao lado de pessoas. E fazer pose para fotos também era de seu repertório...


Quando vim para São Carlos comprei um canil ecológico para cada uma delas dormirem enquanto o canil de alvenaria não ficava pronto. Quando ficou pronto Bartira não gostou muito. Às vezes ela tirava um cochilo dentro dele, mas na hora de dormir mesmo ela preferia seu canil provisório.  E foi onde fui encontrá-la esta manhã... 


Bartira teve uma vida longa e feliz! Viveu doze anos e três meses entre nós humanos e deixou uma lição de "humanidade canina" com seu exemplo de alegria, fidelidade, carinho e cordialidade para com pessoas e outros animais.  Bartira, minha princesa!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

ADEUS LOLA...


Segunda feira Lola, minha Labradora chocolate, completou 12 anos de idade! Estava com idade avançada, mas continuava alegre, super-carinhosa e agitada. 



Era sempre a primeira a acordar. Mal despontava o sol e clareava o dia, ela vinha até a porta-janela do meu quarto para me avisar que estava na hora de levantar. 



Sinal que ela, a irmã-gêmea Bartira e Flor estavam com fome, era hora de servir-lhes ração e frutas. Comiam sofregamente, bebiam água e depois descansavam ao sol enquanto eu preparava e tomava meu café da manhã. 

Cerca de 30-40 minutos depois saíamos para a sagrada caminhada matinal. Chovesse ou fizesse sol, saíamos para passear, correr e brincar nos gramados do condomínio. 

Esses momento de descontração faziam bem a elas e a mim, pois retornávamos cansadas mas recompensadas com as brincadeiras e correrias que elas promoviam, exigindo sempre uma dose extra de força para conter tanto entusiasmo vital...

Mas, a idade cobra seu preço e Lola desenvolveu um linfoma que começou a causar-lhe muita dor e dificuldade para levantar, andar...  Nada mais de caminhadas, correrias e brincadeiras... Segundo os veterinários, operar nessa idade não valia o risco e o sofrimento pelo qual ela teria que passar. A recomendação foi de fazer eutanásia.



Decisão cruel e difícil de ser tomada... infelizmente, irreversível. Levei-a para Valinhos para a chácara da minha irmã, onde já repousava Mel - que também morreu com câncer linfático.






Como todos(as) meus pets, Lola se foi mansamente em meus braços, acarinhada pelo forte sentimento de gratidão - pelo amor, companheirismo e alegria que ela me proporcionou em vida - e banhada em lágrimas de dor e saudades pela separação.



Lola...  

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

ESTRELINHA SE FOI...

Foi amor à primeira vista! Assim que a vi me apaixonei e quis trazê-la para casa. Havia sido abandonada e seu olhar tristinho trazia a dor profunda da rejeição. Dei-lhe o nome de Estrêla.  Acabou ficando Estrelinha.


Em pouco tempo ela voltou a brilhar. Deixou a tristeza para trás e com ar maroto e arteiro  apegou-se ao seu novo lar e à sua nova família. 
Pensei que ela e Amora, a poodle branca que eu tinha resgatado das ruas há mais tempo, se tornariam boas amigas. Mas tal não aconteceu. 
Ambas eram muito ciumentas e possessivas em relação a mim. 
Disputavam minha atenção entre latidos e rosnados.


Mas, quando eu saía as divergências desapareciam e lado a lado ficavam à minha espera. Quando eu chegava elas corriam, latiam e choravam de alegria. Era uma festa que aquecia meu coração enquanto eu me derretia em afagos e beijos.




Estrelinha viveu conosco por cerca de 5 anos, até que ficou doente. 
Taiana e Luiz Fernando, os veterinários da Toca dos Bichos, cuidaram dela com amor e dedicação. Foram dois meses de tratamento intensivo. 
Mas, infelizmente, seu organismo não reagiu à medicação conforme desejávamos. 
Leucemia é uma doença cruel...


Estrelinha se foi mansamente em meus braços, deixando o vazio da sua presença alegre, festiva e a dor doída da saudades! 
Estrelinha...



sexta-feira, 21 de setembro de 2012

DIA MUNDIAL DA ÁRVORE

Vera Chvatal 

Hoje - Dia Mundial da Árvore - e Campinas amanheceu chovendo! Uma abençoada, gostosa e persistente chuva a cair do céu acinzentado, promovendo uma comemoração especial para um dia especial! Ás árvores plantadas ao redor de casa com seu verdor revigorado pelos pingos de chuva a lavar-lhes a poeira acumulada nos últimos 60 e poucos dias de seca, dá um novo colorido à paisagem.

A Natureza refloresce preparando-se para a Estação Primavera que já bate às portas pedindo passagem para uma nova fase de explosão de vida, exuberante como a dos ipês brancos da foto. Essas maravilhosas árvores pertencem ao amigo José Hamilton Aguirre, engenheiro agrônomo, incansável defensor das árvores, que muito apropriadamente estará amanhã às 15 horas no portão 2 da Lagoa do Taquaral promovendo o plantio comemorativo de um Jequitibá Rosa (www.campinasbikeclube.org). 

Os ipês - sejam amarelos, rosa ou brancos - sempre me encantaram pela beleza e esplendor de suas flores. Nessa época de inverno seco e quente que temos vivenciado ultimamente com as mudanças climáticas, eles não perderam a capacidade de se desvestir completamente de suas folhas para se revestirem de belas flores efêmeras.  Talvez por isso mesmo causem tanta admiração, pois o tempo para admirar-lhes a beleza flui muito rapidamente... logo em seguida os ipês espalham suas sementes ao vento na esperança de se reproduzirem perenemente. Se o ser humano assim o permitir! 

A nossa voracidade em transmutar a Natureza, recobrindo a terra com o duro cimento  que a impede de respirar e reproduzir a vida é algo que merece ser pensado. Será que vale mesmo a pena investir em tanto cimento no lugar do verde? Será que não está faltando equilíbrio? Estamos acabando com a vida do planeta, com a nossa própria vida e, principalmente, tirando o encantamento das estações com suas características próprias, primavera, verão, flores, chuva, calor, nascimento, crescimento, outono, inverno, maturação, frio, descanso e preparação para um novo nascimento... e assim sucessivamente.

Lembro-me de um ipê branco que costumava encantar minha infância. Eu estudava no Colégio Cesário Mota, de saudosa memória, que ficava localizado na Av. Júlio de Mesquita. Defronte ao colégio, onde atualmente fica o Centro de Convivência, havia um parque infantil da prefeitura. Nos jardins do parque morava um ipê branco que florescia todos os anos, religiosamente. 

Em uma bela manhã de inverno fria e com neblina, ao chegar ao colégio imediatamente sentia meu olhar atraído para aquela misteriosa árvore, que de um dia para o outro acordava totalmente coberta de flores brancas como a neve. Minha imaginação corria solta... destacando-se como uma noiva no meio das outras árvores tão belas e imponentes como ela mas vestidas de verde, por associação me fazia pensar em neve, mesmo nunca tendo visto a neve pessoalmente até a idade adulta quando viajei pela primeira vez para fora do país. Da neve meus devaneios me levavam para a chegada do Natal com suas luzes coloridas, o nascimento do Menino Jesus e a missa do Galo, o Papai Noel e a troca de pequenos mimos, o almoço de confraternização com a família toda reunida, os primos, as brincadeiras... e toda aquela magia da infância!

Rememorando essa experiência infantil, percebo agora como o ipê branco sempre esteve ligado em minha imaginação com a chegada do Natal. Mesmo naquela época não percebendo a passagem do tempo tão rapidamente como o percebo agora, a floração desse ipê me conectava com a anunciação das festas natalinas e suas promessas de renascimento, esperança e confraternização. 

Plante árvores, maravilhe-se com elas, perceba a magia e o encantamento que elas trazem!

PS. Os belos ipês brancos da foto foram presentes da tia Maria Cristina para o José Hamilton, conforme mensagem  que ele me passou.




quarta-feira, 19 de setembro de 2012

AS BORBOLETAS NAS CIDADES...

Vera Chvatal


Na minha infância era comum ver muitas borboletas sobrevoando as flores do jardim de casa. Pequeninas ou grandes, borboletas de asas brancas, negras, amarelas, azuis, manchadas, multi-coloridas, com arabescos ou com pequenos pontos lembrando olhos... eram muitas as espécies que enfeitavam com seu vôo dançante minhas tardes de brincadeiras após o término dos deveres de casa. 

A última vez que vi uma quantidade extraordinária de borboletas volteando juntas foi há alguns anos atrás, durante uma viagem a São Tomé das Letras em Minas Gerais, num paradisíaco e mágico lugar apropriadamente denominado de Vale das Borboletas. Um espetáculo maravilhoso, inesquecível, ver miríades de borboletas volteando na mata, acompanhando o sinuoso caminho das águas cristalinas a desaguar em cachoeiras de espumas brancas...

Lembrei-me dessa experiência ao ler uma pesquisa realizada pela Fundação Santo André que revela que as borboletas podem diagnosticar nos centros urbanos se a área é preservada ou não. E acentua a necessidade de mantermos a riqueza, a diversidade de borboletas nas cidades. 

"Nos locais urbanizados e com vegetação introduzida em praças ou locais com plantas ornamentais, as espécies diminuíram, o que significa que a recuperação do meio ambiente nas áreas urbanas deve obedecer à vegetação que havia originalmente no local." 

"A pequena riqueza de espécies contabilizadas atualmente demonstra o alto grau de impacto ambiental na área e para manter a riqueza de espécies de borboletas em áreas urbanas faz-se necessário a manutenção ou introdução de espécies de plantas espontâneas, além das espécies ornamentais."

Um cuidado que é preciso atentar, pois cada vez mais vamos modificando e até mesmo degradando o meio ambiente, causando a extinção de espécies que têm importância vital em nossa qualidade de vida. 

As borboletas, símbolo do renascimento, da transformação, da liberdade, se continuarmos a inibir sua procriação vai ser mais uma espécie a ser admirada em museus ou borboletários criados especialmente para abrigá-las. Não mais as teremos no dia-a-dia a voltear livremente ao nosso redor, convidando nossa imaginação a acompanhá-las em seus passeios pelos jardins, de flor em flor, a beija-las em busca do néctar. 

Pois as borboletas, assim como os vagalumes, os colibrís e tantas outras criaturas que fizeram o meu encanto na infância, acabarão tornando-se desconhecidas das novas gerações que vêm por aí. É uma pena, uma perda, um descaso com a pródiga e rica Mãe Natureza! As flores vão sentir saudades e nós também!



Pesquisa enviada pelo Movimento Resgate Cambuí por e-mail

sábado, 8 de setembro de 2012

AGUARDANDO A PRIMAVERA


Este sábado quente e seco me traz uma saudades indescritível de ver a chuva caindo vigorosamente sobre o solo ressecado. A falta de chuva - que perdura há mais de 40 dias - deixa o ar e as plantas empoeirados, trazendo viroses e problemas de respiração para os mais sensíveis.

Florbela Espanca - poetiza portuguesa,  diz que "Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim florida, pois se Deus nos deu voz foi para cantar! E se um dia hei de ser pó e cinza, e mesmo que seja a minha morte uma alvorada, que me saiba perder... para me encontrar..."

Se perder, para se encontrar... é como se a vida se perdesse durante o inverno para se encontrar plena e abundante na primavera. Por isso, a espera para a chegada da primavera - com as águas que trarão a renovação da natureza com seu verdor e colorido das flores, onde enxames de abelhas, borboletas de asas multicoloridas, ágeis colibris e besouros de todos os tipos, colherão o mel, o pólem, a vida - se faz presente na ansiedade para cantá-la assim florida! A expectativa para celebrar a vida é grande!

Mas, enquanto a primavera não chega, ficam as bouganvilles - aqui conhecidas como primaveras - a colorir nossos dias com suas flores vermelhas, brancas, lilazes, rosas, alaranjadas... Bendita beleza! Bendita Natureza!


Foto: Vera Chvatal

domingo, 2 de setembro de 2012

MINHA PRIMAVERA FLORIU



Antecipando-se à Estação Primavera que se aproxima, com chegada prevista para o dia 21 de setembro, minha bela primavera floresceu enfeitando a calçada de casa com seus lindos cachos de flores vermelhas. Cor da paixão, do sangue, da vida, cada dia ela se embeleza mais e mais anunciando a tão esperada estação das flores.  

A primavera, também celebrada como a estação do renascimento, da vida que brota, em cor e esplendor, cantada em verso e prosa, inspirou inúmeros poetas que nos brindaram com frases maravilhosas como a da poetiza Cecília Meireles que, ao dizer “ Aprendi com as Primaveras a me deixar cortar para poder voltar sempre inteira" nos deixa uma verdadeira lição de vida! 

A Primavera inspirou o escritor Paulo Coelho a dizer no poema-oração: “Não se pode dizer para a Primavera? ‘Tomara que chegue logo e dure bastante’.  Pode-se apenas dizer: ‘venha, me abençoe com sua esperança, e fique o máximo de tempo que puder”.  E para a enigmática Clarice Lispector, a veia poética clama para que “ Sejamos como a primavera que renasce cada dia mais bela… Exatamente porque nunca são as mesmas flores.” 

A vida é como um espelho que devolve a cada um o reflexo de seus pensamentos, seus atos, suas omissões. Quer ter uma vida bela, saudável, cheia de vida? Mude, renove, repagine-se, curta a natureza e desenvolva a sensibilidade para uma vida plena! Quer enfeitar sua vida? Plante árvores, plante flores, faça um jardim! Aproveite! Enjoy!  

Afinal, como canta Zélia Duncan: “Bom é não saber o quanto a vida dura, ou se estarei aqui na Primavera futura. Posso brincar de eternidade agora, sem culpa nenhuma.”  

Deixe um legado de flores!




segunda-feira, 13 de agosto de 2012

AS CEREJEIRAS E OS IPÊS AMARELOS



A flor da cerejeira, Sakura em japonês é a flor símbolo do Japão. A simbologia é tão intensa que o povo a cultua e respeita como a própria bandeira japonesa ou o hino nacional.

Conta a lenda que o nome Sakura vem da princesa Konohana Sakuya Hime que teria caído do céu nas proximidades do Monte Fuji e se transformado nesta bela flor. Acredita-se também que esse nome tem sua origem na cultura de arroz, pois o sufixo Kura significa depósito onde se guardava arroz, alimento básico dos japoneses e considerado dádiva divina.

Em cada cidade do Japão - qualquer que seja o tamanho - há uma associação de cerejeiras onde normalmente o prefeito é o seu presidente. A florada da cerejeira é um acontecimento nacional, pois marca a chegada da primavera. Mais de cem milhões de japoneses aguardam o desabrochar da cerejeira com muita ansiedade. Diariamente os meios de comunicação emitem juntamente com o serviço de meteorologia as localidades de floradas. Nesta época o Japão inteiro entra em festividades para apreciar esta flor tão bela e tão fugaz que dura apenas alguns dias. Plantadas abundantemente nos parques, jardins e aléias japonesas, sua floração é um verdadeiro espetáculo de cor e beleza (http://www.flordecerejeira.com.br/brasil.asp).


Aqui no Brasil as cerejeiras florescem no inverno, mesma época em que florescem os nossos maravilhosos ipês amarelos – árvore considerada símbolo do Brasil. Diz o poeta e educador Rubem Alves que os ipês florescem no inverno,  tempo frio e seco. As árvores ficam com medo de morrer e por isso produzem, florescem e ejaculam suas sementes ao vento. Antes de morrer apresentam um grande espetáculo de cor e beleza.

Entretanto, não se vê muito nestas terras brasileiras/campineiras o mesmo amor e cuidado com o plantio e a floração de ipês amarelos em nossos parques, jardins ou mesmo em nossas ruas e avenidas. Geralmente, o que se vê são ipês mutilados e podados de forma absolutamente criminosa, para não atrapalhar a obsoleta fiação elétrica das ruas. 

Os nossos ipês amarelos nada ficam a dever em cor e beleza às cerejeiras do Japão! Porque não encher praças, jardins, avenidas e ruas  inteiras com ipês amarelos? Porque não tratar com mais carinho nossa árvore símbolo, passando a cultuá-la como a bandeira brasileira ou mesmo o hino nacional? Isso é cidadania, isso é educação, isso é cultura! 

Vera Chvatal






sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O PICA-PAU DE CABEÇA VERMELHA...

Descobri que tenho um belo pica-pau de cabeça vermelha que todas as manhãs vem afiar o bico no poste defronte de casa. A partir das seis horas o som peculiar do seu bico batendo na madeira: toc toc toc toc toc toc toc já começa a se fazer ouvir. Em seguida os bem-te-vis iniciam sua cantoria com trinados belos e fortes, acompanhados pelos maviosos sabiás, os pintassilgos, os joão-de-barro, as rolinhas... e as maritacas em revoada completam a sinfonia matinal.

Minhas cachorras acordam, começam a se espreguiçar e logo se põem a arranhar a porta da área de serviço para me avisar que estão com fome. O sol também começa a dar o ar da sua graça espraiando seus raios dourados e, assim começa o meu dia! É hora de levantar!


Gosto de pensar que o pica-pau escolheu - dentre tantas árvores que tenho ao redor de casa - justamente a madeira do poste para bicar devido à sua feiura. Com seu emaranhado de fios expostos, o poste não oferece nenhuma beleza e, não raras vezes, também não serve ao propósito a que se propõe. As lâmpadas vivem se apagando e deixando de iluminar a rua, devido ao mau serviço exercido pela concessionária de energia elétrica que mantém um equipamento obsoleto, arcaico. 

Como o pica-pau é persistente e sua tarefa estende-se pelas manhãs afora, torço para que ele consiga - mesmo sabendo que é uma tarefa impossível! - um dia derrubar o poste! Assim como torço para termos fiação aterrada que nos dê um visual mais limpo e claro deste céu azul do nosso Brasil varonil. E o pica-pau? Ele voltará a afiar seu bico nas árvores mesmo, como a Natureza previu!

Vera Chvatal



MEU IPÊ AMARELO FLORIU...


Meu Ipê amarelo floriu e de flores a calçada cobriu
Enfeitando a rua com sua beleza dourada
De caule esguio e elegante traçado
Saúda o inverno sob um céu azul-anil...
Vou guardar essa imagem em meu coração 
E plantar outro Ipê para onde eu for...

Vera Chvatal

segunda-feira, 14 de maio de 2012

SEGUNDA FEIRA CHUVOSA...





Quando criança lembro-me de acordar com o canto do galo, seguido pelo cacarejar das galinhas ciscando no quintal. Esses sons ficaram no passado, agora na cidade acorda-se com o majestoso canto dos bem-te-vis  anunciando o começo de um novo dia e enaltecendo a generosidade da vida! 

Neste segunda feira chuvosa de outono, o friozinho úmido, gostoso,  emoldurado por um céu cinza escuro, é um convite para uma xícara de chocolate quente, enroscar-se na poltrona favorita e pegar um bom livro para ler. Mas, como é dia de trabalho esse prazer terá que ficar para outro momento.  Por ora, é vestir uma roupinha mais quente, confortável e sair à rua disposta(o) a enfrentar o trânsito pesado, difícil e inevitável. 

Para quem tem olhos para ver, ouvidos para ouvir e sensibilidade para sentir, deixar os olhos surfar sobre os prateados pingos de chuva que resvalam suavemente pelos galhos e folhas das árvores, inebriar-se com a  profusão de cores das plantas e flores lavadas e revigoradas pela chuva, sentir o cheiro da terra molhada, ouvir o canto dos pássaros, o zumbir das abelhas... eleva o espírito, expande a alma!  Experimente e tenha um ótimo começo de semana e um lindo e abençoado dia!

Vera Chvatal

segunda-feira, 30 de abril de 2012

UM DIA CHUVOSO DE OUTONO



Como é belo o outono... Seja em dias ensolarados quando o ar translúcido, cristalino, expõe o encantamento do céu azul sem - ou com poucas nuvens a dançar no horizonte; seja em dias de chuva quando o friozinho que chega de mansinho, na manhã úmida, traz um convite ao recolhimento, à meditação.

Meu olhar, meio sem rumo, sucumbe à beleza das gotas de chuva que caem do céu cinzento, resvalam nas folhas e flores das plantas e enxarcam o solo do jardim. As recordações, as vivências, os desejos, extraídos das memórias guardadas a sete-chaves, me lembram que mudanças são necessárias e devem ser bem vindas, mesmo que carregadas de incertezas e angústias. A Natureza muda e nisso reside uma de suas belezas, essa capacidade de transmutação tão necessária para que a vida continue. 

Estou em tempo de mudanças, ando com sede de mudanças e o outono me prepara para isso. Espero que quando a primavera chegar com sua explosão de vida, me proporcione o renascimento que almejo, reinventada, repaginada e transmudada para essa nova década de vida!  Oxalá!

Vera Chvatal

terça-feira, 17 de abril de 2012

MEU ANIVERSÁRIO!




Ontem foi meu aniversário e recebi muitos cumprimentos e votos de felicidades de familiares, amigos(as), ex-alunos(as), companheiros(as) de jornada nesta vida. Foram tantos que não tenho como colocar todos aqui, como seria do meu gosto.


Aqueles que convivem mais de perto comigo sabem que sou de índole festiva e que gosto de celebrar e comemorar alegremente a vida! Entretanto, confesso que esse aniversário está me causando um certo estranhamento, pelo simbolismo da data e seus significados. Acho que vou demorar ainda um pouco mais para me acostumar com a entrada nessa nova década. Mas, não há motivos para preocupação, eu chego lá! Por ora, eu preciso me reinventar!

E para externalizar minha gratidão pelo carinho, pelos votos  e pela presença amiga, compartilho extensivamente a mensagem do meu amigo Pastor Luiz Carlos Ramos e sua família, onde ele expressa terna e gentilmente seus votos e bençãos:

"Verinha, querida, desejamos a vc muitas felicidades neste seu aniversário. 
- 
Que o vento sopre suave sobre seus ombros trazendo sempre o aroma da paz; 
- 
que o sol aqueça o seu coração deixando-o sempre pleno de ternura; 
- 
e que a palavra que sair de sua boca e as que visitarem os seus ouvidos levem e tragam sempre o som de uma bênção. Beijos saudosos, Luiz, Vasti e Luca."

Desejo que todos sintam-se abençoados também! Beijos no coração, Vera Chvatal


Foto Vera