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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O DESAFIO DE ELIMINAR A FIAÇÃO AÉREA!

O desafio de eliminar a fiação aérea vale para todas as cidades brasileiras! Quando vamos ter a satisfação de ouvir que diminuímos a taxa de corrupção no país - que desvia milhões e milhões de reais dos cofres públicos que deveriam ser usados em saúde, educação, transporte, etc. - e aumentamos os investimentos nas cidades para dar mais beleza e qualidade de vida aos brasileiros que pagam uma das mais altas taxas de impostos do mundo???



03/11/2013 - 02h15
São Paulo tem desafio de eliminar a fiação aérea, como fez Paris e Nova York
PUBLICIDADE

FERNANDA MENA
DE SÃO PAULO
Ouvir o texto
Se fosse São Paulo, o horizonte em que desponta a Torre Eiffel, em Paris, seria conturbado por postes e fiação elétrica, de telefones, faróis de trânsito e TVs a cabo.
Em Nova York, a fachada do Metropolitan, admirada por brasileiros em viagem de férias ou compras, perderia um tanto de sua imponência se transpassada pela fiação aérea das ruas paulistanas.
O mesmo vale para Londres, seus prédios de tijolinhos e o Big Ben.
Só que Londres tem 100% da fiação no subsolo da cidade. Paris está quase lá e Nova York tem 72% dos fios no subterrâneo --onde o vetor da mudança, feita a partir dos anos 1920, foi estético.
Já São Paulo tem só 7% dos cabos de luz, telefone e TV debaixo da terra, caso de ruas e avenidas privilegiadas como Paulista, Rebouças, Faria Lima e Oscar Freire.
Editoria de arte/Folhapress
http://f.i.uol.com.br/folha/cotidiano/images/133051494.jpeg
Para evidenciar o impacto da fiação aérea na paisagem, as imagens desta página foram alteradas em computador: a vasta coleção de fios da capital paulista foi aplicada aos cenários parisiense, londrino e nova-iorquino.
Em São Paulo, os fios disputam espaço com as árvores (e muitas vezes sucumbem a elas) e com frequência não resistem a temporais típicos de verão, deixando como rastro bairros no breu e semáforos apagados em pleno rush.
Ao longo do ano passado, os paulistanos ficaram sem energia pelo menos em quatro ocasiões, que somaram, em média, oito horas.
Um estudo encomendado pela AES Eletropaulo à consultoria McKinsey sobre a viabilidade das redes subterrâneas na cidade diagnosticou que, caso fosse substituída a rede aérea, esses quatro episódios de queda de luz cairiam para um, em média.
"Do ponto de vista técnico, faz muito sentido converter a rede de distribuição pela subterrânea, que é mais protegida e menos sujeita às intempéries", explica Gustavo Pimenta, vice-presidente financeiro da AES Eletropaulo.
Segundo ele, a alteração é um "caminho natural do desenvolvimento" que diminui o número de atendimentos emergenciais, mas aumenta o custo de cada uma das intervenções na rede.
ARTICULAÇÃO
O estudo aponta dois grandes desafios para que os fios desapareçam do panorama paulistano: definir quem paga a salgada conta e como articular, a um só tempo, a mudança das redes de outras empresas que utilizam os postes.
"Apresentamos o estudo para empresas e associações", diz Pimenta.
Questionada sobre a intenção de enterrar sua rede, a Net informou que "vem atuando em projetos de aterramento", como na Faria Lima e no largo da Batata.
A Embratel diz também participar dos projetos de conversão propostos pela prefeitura e pela Eletropaulo.
A Tim afirma estar disposta a avaliar propostas que causem "o menor impacto possível na paisagem".
A Telefônica/Vivo não quis se manifestar sobre o tema.

Colaborou ADRIANA FARIAS
Recebido por e-mail da Croquis Moldura/Resgate Cambuí

quarta-feira, 3 de abril de 2013

CALÇADA ECOLOGICA PRESERVA ÁRVORES



Restaurador de móveis buscou preservar sete tipuanas em frente à casa.

Área era de pedregulhos, mas a Prefeitura o obrigou a cimentar o local.

Do G1 Piracicaba e Região
21 comentários
Para preservar raízes, restaurador de Piracicaba fez calçada ecológica (Foto: Thomaz Fernandes/G1)

Para preservar raízes, restaurador de Piracicaba fez calçada ecológica (Foto: Thomaz Fernandes/G1)
O restaurador de móveis Nestor Carlos dos Santos Filho, de 57 anos, desenvolveu uma "calçada ecológica" de 55 metros em frente da própria casa. A obra, executada por ele mesmo, serviu para evitar o corte das raízes de sete árvores que ficam no trajeto. As tipuanas têm entre 15 e 20 metros de altura e estão no local desde a década de 1960.
Santos Filho recebeu, em janeiro, uma notificação da Prefeitura para concretar a calçada, que antes era de pedregulhos. Caso não colocasse concreto, ele seria multado. "A Prefeitura disse que a legislação municipal não permitia uma calçada como a minha. Me orientaram até sobre como retirar as raízes", disse. Ele criou uma forma de usar o concreto e ainda salvar as árvores.
Em desnível, restaurador colocou corrimões - Piracicaba (Foto: Thomaz Fernandes/G1)

Em desnível, restaurador colocou corrimões para
ajudar no percurso (Foto: Thomaz Fernandes/G1)

Se as raízes fossem cortadas, disse ele, as árvores morreriam rapidamente. "Pedi um prazo para solucionar o problema, desenhei um projeto na minha prancheta com a ajuda da minha esposa e enviei para a Prefeitura. Eles liberaram a obra e ficaram de vir aqui para conhecê-la", disse o restaurador.
A calçada é feita de concreto armado e tem elevações para dar espaço para as raízes, que ficam à mostra. Em um dos pontos há uma rampa que chega a 55 centímetros de altura e para auxiliar os pedestres, os locais com desnível têm corrimões laterais. Todo o local foi pintado de vermelho, segundo o autor da obra, por opção estética. O objetivo é que as pessoas prestem atenção no desnível.
Santos Filho disse que gastou R$ 4 mil com a obra. "O preço para uma calçada normal não seria diferente. Acho que é uma questão de pensar em uma forma de não agredir a natureza. Como tenho conhecimento em engenharia e física, consegui projetar uma solução", completou.

Recebido por e-mail do Movimento Resgate Cambuí

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

HORTA COMUNITÁRIA EM TERRENO OCIOSO



 
30/01/2013 - 06h55

Terreno ocioso vira horta urbana comunitária; aprenda a fazer uma vertical

TATIANE RIBEIRO
DE SÃO PAULO

Terrenos vazios podem ter outras utilidades além de estocar lixo e servir de estacionamento. Mais do que pensar sobre isso, grupos de diversos coletivos se reuniram para colocar a ideia em prática.
"Buscamos um espaço potencial onde pudéssemos ocupar com uma intervenção de agroecologia e usamos as redes sociais para convidar as pessoas", conta a professora Diná Ramos, 38.
Em conjunto com um grupo de cerca de 40 pessoas, Diná iniciou a horta comunitária na Vila Pompéia". No terreno, localizado entre as rua Francisco Bayardo e a rua Saramenha, na zona oeste de São Paulo, onde existia apenas mato e lixo, começaram a surgir flores, árvores frutíferas, temperos e verduras.
"Estamos no terceiro encontro e, desde o começo, nos organizamos de forma autogestionada, onde todos os participantes podem contribuir da forma que quiserem", explica.
Com a ajuda dos lambe-lambes colados nos postes do bairro, jovens, adultos, crianças e idosos chegam no domingo para ajudar na horta.
Quem acorda cedo participa do café da manhã colaborativo e do bate papo sobre o planejamento das ações, os próximos passos e ainda um balanço do que foi feito.
"No primeiro encontro, o mato estava alto e havia muito entulho. Começamos a podar, fazer os canteiros, produzimos placas informativas e lixeira de garrafa PET", conta.
Após três dias de ação conjunta, o espaço já conta com mudas de girassol, alface, alecrim, arruda, manjericão, batata-doce, acerola e couve, entre outras. Há ainda a preocupação com a visão estética: bromélias e orquídeas são penduradas nas árvores.

Caio Kenji/Folhapress
Terreno ocioso ganha canteiros de mudas e flores
Terreno ocioso ganha canteiros de mudas e flores

"Nosso objetivo maior é ocupar os espaços ociosos e assim gerar um processo de articulação social no entorno. Há muitas pessoas que foram do campo para a periferia e perderam esse contato com a terra. Ao mesmo tempo, há lugares que precisam exatamente disso", diz Fonseca, 32, educador ambiental e um dos articuladores do grupo.
Com a cooperação de biólogos que aparecem nos encontros, a horta segue princípios agroecológicos, como controle natural de pragas, uso de sementes não trangênicas e ainda composteiras produzidas em apartamentos.
"A mudança é gradual, e a cada dia fica mais bonito. Para mim é excelente. Mexer com a terra me dá paz de espírito", conta o consultor Adriano Sampaio, 41, que mora na mesma rua do espaço.
"Queremos que os vizinhos se conheçam mais e criem mais identidade com o local em que vivem. A ideia é que eles tomem conta do lugar, para que nós possamos replicar em outros bairros", diz Átila Fragoso, 31, finalizador de vídeo no coletivo Casa da Lapa. "O que mais aprendo com tudo isso é que fazer algo transformador é simples. É só usar o que se tem."
Para a cientista social Ana Godoy, 52, funciona como uma saída política. "Moro em um apartamento, então uso esse espaço como um jardim. Venho e cuido de algo que é para todo mundo."
A professora Giulia Mendonça, que trouxe o filho Miguel, 3, também partilha da ideia de quintal coletivo. "Não tive na infância, mas acredito ser fundamental para meu filho, e a convivência com as outras pessoas do bairro torna essa experiência melhor ainda."
A manutenção da horta fica a cargo dos moradores mais próximos do espaço. "Vou até a porta dos vizinhos para convidá-los. Muitos ainda não vieram. Mas acredito que a consciência de que o espaço público é nosso tende a crescer."
A recém-formada em oceanografia Juliana Gonçalves, 23, veio de outro bairro para ajudar. "Eu quis participar dessa horta específica para acompanhar o processo desde o início, aprender como mobilizar as pessoas e assim replicar onde eu moro."
Na mesma linha da troca de conhecimentos, nos próximos encontros na horta haverá oficinas de compostagem, minhocário e bioconstrução. "Convidamos o arquiteto Gugu Costa, que tem experiência com sustentabilidade, para ensinar como usar o entulho que existia aqui e assim criar o mobiliário da praça", conta Diná.
Enquanto essas oficinas não acontecem, veja como criar uma horta vertical, tema da última aula aberta no espaço.

Aprenda a fazer uma horta vertical

 Ver em tamanho maior »

Recebido por e-mail do Movimento Resgate Cambuí

domingo, 20 de janeiro de 2013

POR UMA CIDADE MAIS VERDE


 

Por uma cidade bem mais verde

Ecologia: pesquisador da Embrapa defende a necessidade de um olhar atento para o meio ambiente
17/01/2013 - 12h19

Foto: Divulgação
Divulgação
Pesquisador da Embrapa aponta necessidade de mais áreas verdes
 

Campinas precisaria ter 365 mil árvores a mais em suas ruas do que as atuais 120 mil unidades, o que corresponde a uma árvore para cada nove habitantes. A constatação vem do estudo Quantificação da Arborização Urbana Viária de Campinas, realizado pela Embrapa Monitoramento por Satélite, uma unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Uma publicação técnico-científica com dados das áreas mais e menos arborizadas da cidade e a apresentação da metodologia adotada será lançada para consulta ainda este mês e estará disponível no site www.cnpm.embrapa.br.

Segundo o coordenador da pesquisa, Ivan André Alvarez, esse é o primeiro estudo científico sobre o tema no município. Durante um ano, foram verificados 4.863 quilômetros de ruas, avenidas, canteiros centrais e rotatórias que estão sob os cuidados da administração municipal. “Foi um trabalho relativamente rápido e barato, graças ao uso da geotecnologia”, comenta.
Em conversa com a Metrópole, Alvarez apontou os gargalos da arborização urbana e indicou a necessidade de haver uma equipe bem treinada para o manejo – isso evitaria podas irregulares, que acabam matando as espécies e levando a cortes desnecessários. O pesquisador sugeriu, ainda, ações para o poder público contribuir para a cidade ficar mais verde. “Campinas tem um staff intelectual muito bom nessa área, que começou no passado com
o pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) Hermes Moreira de Souza. Temos também a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Não podemos deixar isso se perder”, ressalta.

Metrópole – Como foi realizado o mapeamento das árvores urbanas de Campinas?
Ivan André Alvarez – Foi um trabalho quantitativo. As imagens em alta definição dos bairros foram captadas por satélite, interpretadas por pesquisadores e transformadas em mapa. Em alguns pontos, para validar os resultados das imagens, uma equipe de pesquisadores foi a campo conferir as condições das espécies.

E qual foi a conclusão do estudo?
Constatamos que a região Norte, sobretudo Cidade Universitária, Barão Geraldo, Joaquim Egídio, Real Parque e Vila Brandina, é a mais arborizada. Nas regiões Centro e Sul, principalmente Nova Aparecida, Padre Anchieta e Distrito Industrial, há o maior déficit de árvores.

Campinas, então, é uma cidade pouco arborizada?
De forma geral, sim, pois nem todas as ruas têm árvores. A lei indica que deve haver uma árvore plantada em calçada a cada 10 metros, mas isso não acontece aqui. A média geral na cidade é de 25 árvores por quilômetro, ou uma árvore a cada 40 metros. Além da arborização em calçadas, canteiros centrais e rotatórias, que foi o foco do estudo, faltam espaços verdes. Os bosques, as praças, os parques e a Mata Santa Genebra não abrangem todo o território, nem levam conforto a toda a população. Onde há mais árvores plantadas, a sensação térmica, o ruído e a poluição do ar são menores.

O município já foi mais arborizado?
Campinas cresceu, a área urbana está invadindo a zona rural, os espaços verdes diminuíram, as casas já não têm quintais como antes e há mais vias e mais carros circulando por elas. Tudo isso mostra que, infelizmente, as árvores estão cada vez mais escassas. Também constatamos um cenário de destruição. Muita gente não quer mais ter árvores na frente da casa por causa das folhas que caem constantemente, das raízes e da necessidade de corte. Isso sem falar das podas radicais, que são mais fáceis, mas não são corretas porque enfraquecem a árvore. Com orientação e profissionais capacitados, é possível deixar a cidade mais verde e agradável, com espécies adequadas em locais propícios.
No estudo, também foram avaliadas as características e as condições das árvores?
Nosso foco foi quantitativo, mas a segunda etapa, que ainda depende de verba para ser realizada, será qualitativa e então deveremos ter informações mais precisas quanto às espécies e suas condições. No entanto, nas verificações de campo e caminhando pelas principais ruas e avenidas de Campinas, como no bairro Guanabara, vemos diversos exemplos de um problema muito recorrente: o manejo inadequado. As podas e os cortes são feitos de maneira errônea e as árvores acabam morrendo.

Quais são as espécies mais comuns nas ruas campineiras? Elas são adequadas para arborização urbana?
Temos árvores e arbustos, que são bem diferentes. As árvores crescem e oferecem sombra, já os arbustos são de menor porte e ramificam embaixo. Entre as espécies mais comuns na cidade estão sibipiruna, ficus (que é inadequada), tipuana, aldragos, cássias e ipês. Perto de nossa diversidade, são poucas as variedades.

Como vocês chegaram à conclusão de que há um déficit de 365 mil árvores?
O levantamento considerou cerca de 4,85 mil quilômetros de calçadas, canteiros centrais e rotatórias com manejo da arborização sob a responsabilidade da administração pública. Se levarmos em conta o que diz o Guia de Arborização Urbana de Campinas, que determina uma árvore a cada 10 metros, o ideal seria ter 485 mil árvores no sistema viário da cidade, e não as 120 mil que o levantamento apontou. O déficit refere-se, então, a essas 365 mil árvores.

Quais os lugares que mais necessitam de árvores em Campinas?
Na área que cresceu após a Rodovia Anhanguera há uma queda abrupta do número de árvores. Não houve planejamento, nem plano diretor de arborização urbana nos bairros daquela região. O Centro também é um local em que, praticamente, não existe arborização viária.

O que é necessário para reverter essa situação?
Minha sugestão é implantar projetos como o IPTU Verde, que oferece desconto no imposto para quem mantiver árvores na calçada ou no quintal, realizar ações de plantio e conservação das espécies e manter uma fiscalização eficiente. Falta um entendimento das pessoas sobre os benefícios das árvores, assim como falta amor pela natureza. Por isso, é que campanhas e ações educativas voltadas à população, principalmente às crianças, são fundamentais.

Recebido por e-mail do Movimento Resgate Cambuí

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

AS ÁRVORES E O CANUDINHO

PRECISAMOS MUDAR ESSE QUADRO URGENTEMENTE ATRAVÉS DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, SEM POLUIÇÃO, DESPERDÍCIOS, SEM ALTERAR MAIS O ECOSISTEMA! CHEGA DE AGRESSÃO AO MEIO AMBIENTE! PRECISAMOS DEFENDER AS ÁRVORES E AS FLORESTAS EM DEFESA DE NOSSAS PRÓPRIAS VIDAS!


http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,as-arvores-e-o-canudinho-,977967,0.htm

As árvores e o canudinho
27 de dezembro de 2012 | 2h 04
Notícia
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Tomar suco com canudinho tem mais a ver com o risco de desaparecimento das florestas 
do que eu imaginava. Com o aquecimento global, a distribuição e a quantidade de chuvas \está mudando. Chove menos nas florestas e de maneira menos regular. Um estudo feito em florestas localizadas em 81 locais, distribuídos por todo o planeta, demonstrou que as árvores não estão preparadas para suportar essa mudança.

Quando tomamos suco com um canudinho, chupamos o líquido, que sobe pelo canudo e 
cai na nossa boca. O que as bochechas fazem é provocar uma pressão negativa (menor que a pressão atmosférica) no interior do canudo, o que faz o líquido subir.

As árvores usam um processo parecido para levar água do solo até a copa. Milhares de 
minúsculos canudos, chamados de dutos do xilema, transportam água e nutrientes  tronco acima. Esses pequenos dutos podem ser observados em qualquer pedaço de madeira: são os veios que correm ao longo do comprimento do tronco.  Nas plantas, o papel da bochecha, de criar a pressão negativa que faz a água subir, é exercido pelas folhas, onde os dutos do xilema se ramificam e terminam.  No interior das folhas, a água evapora, e é o processo de evaporação que cria a pressão negativa que chupa a água das raízes até a copa das árvores. Se falta água, as folhas podem fechar pequenas aberturas que existem em sua superfície (os estômatos), diminuindo a evaporação e economizando água. Quando a água é abundante, os estômatos se abrem, chupando mais água e transportando mais nutrientes, o que permite que a fotossíntese funcione a toda velocidade.

O problema é quando entra ar no canudo. Se você ainda não viveu a experiência de tomar 
suco com um canudo furado, vale a pena tentar. O ar que entra pelo furo desfaz a coluna de líquido dentro do canudo, destruindo a pressão negativa. Você chupa muito e pouco suco chega na boca. Exatamente a mesma coisa ocorre com as árvores quando falta água por muito tempo. As folhas, com sede, criam uma pressão negativa enorme, o que faz com que se formem bolhas de ar nos dutos do xilema, paralisando o transporte de água - é a chamada embolia do xilema. Se esse processo ocorre em poucos dutos, a árvore se recupera, mas se mais da metade dos dutos sofre embolia a árvore seca e pode morrer.

Ao longo dos últimos anos, os cientistas vêm medindo, em centenas de tipos de árvores, a pressão negativa máxima no interior dos dutos do xilema. Como era de se esperar, em climas em que existe pouca água no solo, como nas plantações de oliveiras na Espanha, as árvores estão adaptadas para manter uma pressão negativa muito grande de modo a chupar a pouca água que existe no fundo da terra. Já nas florestas tropicais, as árvores funcionam bem com uma pressão muito mais baixa, pois a água é abundante. A pressão em que uma árvore opera é uma característica da espécie.

Mais recentemente, outro tipo de medida também tem sido feita. É a medida da pressão negativa em que 50% dos dutos do xilema de uma dada árvore se enche de ar. Esse é o ponto a partir do qual a possibilidade de recuperação da árvore é muito pequena. Para fazer isso é necessário deixar de molhar o solo e ir medindo a pressão no interior do xilema à medida que as folhas vão aumentando 
a pressão desesperadas por água. Se a pressão aumenta muito, começa a ocorrer o acúmulo de ar nos canudinhos do xilema. Quando 50% deles estão com ar, a pressão é registrada. Essa é a pressão em que ocorre a embolia irreversível dos dutos do xilema, também uma característica de cada espécie.

Agora os cientistas compilaram os dados para 226 espécies de árvores, localizadas em 81 regiões, espalhadas por todos os ecossistemas do planeta. Foi comparada a pressão negativa em que cada árvore opera no seu cotidiano e a pressão negativa máxima suportada pela espécie, aquela em que 50% do sistema colapsa (embolia irreversível). Quando esses dados foram analisados, o resultado deixou os cientistas impressionados e assustados.

Os dados demonstram que em praticamente todas as espécies de árvores, qualquer que seja seu habitat - seja na floresta amazônica, seja nos semidesertos -, a diferença entre a pressão que as árvores usam para obter água nas condições normais é muito próxima da pressão em que elas sofrem embolia irreversível. Em outras palavras, todas as árvores, de todas as florestas, operam sempre muito perto do limite tolerado por cada espécie. Isso quer dizer que mesmo uma árvore localizada na Amazônia, onde chove muito e a terra está sempre úmida, vive no limite de sua capacidade de capturar água. Se a quantidade de água for um pouco reduzida, ela corre o risco de embolia irreversível. E o mesmo ocorre com uma árvore do Cerrado. Ela opera com uma pressão mais alta, mas também próxima ao limite em que ocorre a embolia irreversível.

Esse resultado inesperado assustou os cientistas, pois demonstra de maneira cabal que as florestas de todo o globo são extremamente suscetíveis a pequenas diminuições de água. Basta o aquecimento global diminuir um pouco a quantidade de água e as árvores de todos os ecossistemas podem colapsar vítimas de embolia em seu xilema. O resultado também explica porque em diferentes regiões do planeta, onde o aquecimento global já reduziu as chuvas, muitas florestas estão morrendo rapidamente.

A conclusão é que as árvores vivem perigosamente. Em todas as florestas, elas vivem próximo do limite de sobrevivência. Ao alterarmos o regime de chuvas estamos colocando em risco a sobrevivência de todas as florestas. E sem árvores não haverá suco para ser tomado com canudinho.

* BIÓLOGO

MAIS INFORMAÇÕES: GLOBAL CONVERGENCE IN THE VULNERABILITY OF FORESTS TO
DROUGHT. NATURE VOL. 491 PAG. 752 2012


Recebido do Movimento Resgate Cambuí por e-mail

terça-feira, 13 de novembro de 2012

A CASA DA ÁRVORE...



A vida sobre uma árvore em plena 23 de Maio

Com pedaços de madeira, plástico e cobertores, morador de rua fez lar em cima de uma figueira

12 de novembro de 2012 | 18h 52
Juliana Deodoro

Quando era criança, o sonho de Diego Ribeiro de Souza, de 26 anos, era ter uma casa na árvore. Nascido em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, ele foi criado pela avó até os 14 anos e, quando ela faleceu, foi morar na rua. "Eu a chamava de mãe. Depois que ela morreu, meus tios me maltratavam e fugi de casa." Desde então, o único teto sob o qual morou foi o que construiu entre os galhos de uma figueira branca centenária na Avenida 23 de Maio, região central da capital.

A "casa" é pequena: a base, formada por pedaços de madeira e sustentada por ripas, tem pouco mais de um metro de largura por dois de comprimento. As paredes são de cobertores e o teto, de plástico. Diego conta que a moradia - a segunda no mesmo local - ainda é precária, muito diferente da casa que havia construído há mais de dois anos e foi destruída por funcionários da Prefeitura. "Na antiga, tinha uma parede de madeira que deixava ela fechadinha. Pintei tudo de verde e, se você olhava de longe, não percebia que a casa estava entre as folhas", conta.

Além dos dois troncos que sustentam a base, galhos mais finos servem para amarrar os cobertores e pendurar roupas e objetos pessoais. Apesar do armário improvisado, sempre que sai, leva todos os seus pertences na mochila: sabonete, xampu, escova de dente, desodorante, cigarro, isqueiro, escova para lavar roupa e camisinha.

Os motivos para estar ali são simples: "Aqui me protejo da polícia, dos noias e de outros moradores de rua. Era meu sonho mesmo ter uma casa na árvore. Tem dia em que sento ali em cima e viajo... a 23 de Maio subindo e descendo." Outra razão é de ordem prática: há duas bicas de água limpa, nascente e corrente por perto, uma de cada lado da avenida. Ele diz que o barulho do trânsito não o incomoda - "Vira até sinfonia" -, mas seu momento preferido é de madrugada. "É a única hora de silêncio."
Há duas semanas, Diego recebeu uma proposta indecorosa. "Queriam comprar a casa por R$ 500. Fiquei quase ofendido. Para começar, esse aqui é um espaço da Prefeitura. E outra: é a minha casa, não posso vender."

Seus planos para o futuro são modestos. Diego deseja apenas tirar seus documentos e arrumar a casinha, quem sabe ter uma televisão e um fogareiro. "Seria muito bom ter casa própria, mas fui para a rua muito cedo e gosto tanto daqui, não quero sair. Olha essa vista! Todo dia agradeço a Deus por essa árvore", diz, olhando do alto, entre as folhas, para a avenida.

Recebido por e-mail do Movimento Resgate Cambuí

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

ÁGUA: DOS ANDES À AMAZONIA




O projeto Andes Água Amazônia é um esforço para comunicar as peculiaridades, belezas e fragilidades de um sistema natural importante para todo o mundo. Utiliza reportagens, crônicas, fotos, vídeos e mapas para desvendar quais são os temas e seus protagonistas neste imenso ambiente cheio de vida e cultura. 


Enviado pelo Movimento Resgate Cambuí

domingo, 16 de setembro de 2012

A FORÇA DA NATUREZA!


Vida nasce no concreto da metrópole

Fissura de monumento ao café, no Largo do Pará, cria condições para nascimento de figueira

12/09/2012 - 18h34 .
Patrícia Azevedo


Broto de árvore apareceu no lado da estrutura que tem o desenho do café em monumento no Largo do Pará
(Foto: André Montejano/Especial para a AAN)
Quem passa pelo Largo do Pará, Centro de Campinas, pode contemplar o malabarismo que uma pequena árvore fez para brotar. Entre dois áridos blocos de concreto, surge um pouco de vida. Uma figueira branca desafia as probabilidades e cresce onde deveria existir apenas poeira. Indiferente à estiagem de mais de 50 dias, a árvore oferece um olhar diferente à praça. E a natureza foi um pouco mais caprichosa. A pequena muda cresceu em um monumento que comemora o segundo centenário da chegada do café ao Brasil, em 1927. A estrutura tem quatro lados que simbolizam o café, o português, o escravo e a mulher italiana. A árvore nasceu justamente no lado que simboliza o café.
Crescer em um ambiente como esse não é tarefa fácil, explica o engenheiro florestal e mestre em arborização urbana José Hamilton de Aguirre Júnior. “A semente é levada para o local por meio de fezes de pássaros. E em meio às fezes, que serve também de adubo, a semente brota”, explicou.
Aguirre conta que partículas de poeira, folhas e pequenos animais mortos podem se sedimentar e compor um pouco de solo. “A árvore teria, então, espaço e nutrientes para se desenvolver”, completou. O especialista em arborização diz que a figueira branca é uma espécie muito resistente e agressiva e se adapta facilmente às adversidades.

Natureza forte 
O zelador do Largo do Pará, José Santos, trabalha fazendo manutenção de praças há 27 anos e contou que não é a primeira vez que a árvore brota no local. Segundo ele, a Prefeitura havia retirado a muda em outras ocasiões. “Eu não mexo lá porque tenho medo que o bloco de concreto caia”, afirmou.
A aposentada Irma de Oliveira passa sempre pela praça e conta que reparou na muda que nasceu ali. “A natureza é forte”, comenta. “Mas não sei como a planta consegue sobreviver com essa seca”, pondera.
O garçom Wilson José Matos conta que é preciso melhorar a manutenção dos monumentos. “Nesse, a placa está quase caindo, é preciso conservar melhor as nossas praças”, reclama.
A segurança Andreia Paes diz que a cidade está órfã de espaços de lazer. “As praças não estão bem cuidadas e isso inclui os monumentos. É preciso cuidar melhor de Campinas”, pede.
Apesar do simbolismo, o nascimento de uma árvore no local é uma prova da falta de manutenção do patrimônio público em Campinas. A escultura é formada por vários blocos de concreto e algumas das placas estão se descolando. A árvore nasceu justamente em uma dessas fissuras.
A Prefeitura informou, por meio da assessoria de imprensa, que está realizando trabalhos na praça e que irá fazer a manutenção do monumento.

Enviado por e-mail pelo Movimento Resgate Cambuí

sábado, 1 de setembro de 2012

CHEGA DE OMISSÃO! A SOCIEDADE EXIGE UM PODER PÚBLICO OPERANTE!



Em setembro de 2011 a sociedade se mobilizou e iniciou um abaixo assinado para mudança de nome da Praça Nassim Abib Jorge para Praça Dr Hermes Moreira de Souza, no bairro Cambuí, em Campinas.

O resultado foi a aprovação pela Câmara e houve a mudança de nome.
MAS...a placa com o nome não foi trocado...
Os moradores , mais uma vez indignados, cobriram a placa com um tecido preto - link Band Cidade http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=8P0FR2Ox4EI#! .
Ontem a placa foi retirada e aguardamos a colocação de outra com o nome correto.
Atenção ao fato que o poder público só age quando cobrado pela sociedade......
Movimento Resgate o Cambuí
Tereza e grupo
"Semelhante a uma flor que parece linda, mas não tem nenhum perfume, assim são as palavras infrutíferas do homem que as fala e não coloca em prática"  Dhammapada

Enviado por e-mail pelo Movimento Resgate Cambuí


SINALIZAÇÃO VERDE!



 Sul começa a testar sinalização verde

Comum em outros países, projeto usa árvores e arbustos para indicar ao motorista pontos da estrada que merecem mais atenção

28 de agosto de 2012 | 23h 00
Elder Ogliari / PORTO ALEGRE - O Estado de S.Paulo

Um novo conceito de sinalização rodoviária está chegando ao Brasil pelo trecho sul da BR-101, entre Palhoça (SC) e Osório (RS), em fase de duplicação. Árvores e arbustos nativos, sobretudo da região, vão mostrar onde há passarelas, pontes, curvas acentuadas, alças de viadutos e paradas de ônibus, entre outros locais que exigem maior atenção dos motoristas, somando-se à sinalização tradicional.

Arbusto evita que faróis ofusquem visão - Dnit
Dnit - Arbusto evita que faróis ofusquem visão

A chamada "sinalização verde" já é comum na Alemanha e no Canadá e poderá ser adotada em outras estradas do País se os resultados da experiência forem satisfatórios.

Por enquanto, os arbustos mais visíveis estão no canteiro central de alguns trechos da rodovia e servem para evitar que os motoristas sejam ofuscados pelos faróis dos veículos que trafegam em sentido contrário. São milhares de caliandras - espécie nativa da região que tem flores vermelhas durante quase todo o ano. Esse tipo de sinalização, com outros tipos de arbustos, já existe em estradas brasileiras, mas como conjunto isolado, sem o resto do paisagismo da BR-101 Sul.

Parte do restante da sinalização também está plantada, mas algumas árvores levarão anos para crescer e cumprir sua função. Em curvas horizontais e verticais acentuadas, por exemplo, haverá maciços arbóreos, com espécies nativas altas, para que o motorista saiba a longa distância que terá de reduzir a velocidade ou aumentar a atenção. Da mesma maneira, conjuntos de cinco a noves ipês enfileirados sempre indicarão a existência de paradas de ônibus ao lado da rodovia.

O terreno perto de cabeceiras de ponte será marcado com duas fileiras de árvores em diagonal, nos dois lados da estrada, para indicar ao motorista estreitamento da pista e necessidade de reduzir a velocidade. Retornos e acessos também terão sinalização visível a longa distância, composta por vegetação de baixo porte nas ilhas e arbórea na faixa de domínio. Entre as espécies a serem usadas estão paineira, manacá-da-serra, ingazeiro, buriti-palito e topete-de-cardeal.

"A sinalização é psicológica", destaca o sociólogo Sérgio Luiz dos Reis, da Empresa de Supervisão e Gerenciamento Ambiental (Esga), responsável pela supervisão do programa ambiental da BR-101 Sul. Motoristas não serão avisados por campanhas publicitárias, mas saberão da sinalização por informações divulgadas por imprensa, sindicatos e comunidades.

"A ideia é que a sinalização verde induza o motorista a ter cuidados e acabe fazendo parte do cotidiano de quem trafega na rodovia", prossegue Reis. "O usuário vai aprender a conviver com isso na prática", complementa o engenheiro florestal Rudney do Rio da Silva, supervisor de campo da Esga.

O primeiro trecho com o paisagismo completo, à espera apenas do crescimento das árvores, é o Lote 4, com 16 km, entre Osório e o Túnel do Morro Alto, no Rio Grande do Sul. Nos outros 72 km do lado gaúcho da rodovia, a barreira de arbustos do canteiro central está plantada, mas as demais intervenções ainda são parciais. "Imaginamos que em dois anos o paisagismo esteja pronto", prevê Silva, lembrando que o plantio vem sempre depois da obra.

Resultados. O investimento do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) na sinalização verde dos 348 km do trecho sul da BR-101 será de R$ 2,3 milhões. Ao todo, serão plantadas de 60 mil a 63 mil mudas de árvores e arbustos.

O superintendente do Dnit no Rio Grande do Sul, Vladimir Casa, considera "muito simplista" prever redução de acidentes, cujas causas têm muitas variáveis, como resultado do projeto, mas acha que a observação do comportamento dos motoristas diante da sinalização poderá indicar o resultado da experiência. "Sabemos que é bom, mas o quanto é bom ainda vamos ver."

Enviado por e-mail pelo Movimento Resgate Cambuí


quinta-feira, 19 de abril de 2012

RUAS MAIS VERDES, MAIS FLORIDAS, MAIS BONITAS... MELHOR QUALIDADE DE VIDA





19/01/2012 | EDITORIAL
RUAS MAIS VERDES
Coube a uma aposentada de 77 anos, natural de Pederneiras (região de Bauru) e há 26 anos radicada em Sorocaba, a tarefa de dar um puxão de orelha nas autoridades municipais devido à falta de cuidados com árvores plantadas em espaços públicos ("Arborização - Árvores secam na Vila Leão e Mangal", 18/1, pág. A4).
Mary Litterio - esse é o nome dela - declarou ao repórter André Moraes que solicitou a intervenção das secretarias de Meio Ambiente (Sema) e de Obras e Infraestrutura Urbana (Seobe) para que as árvores doentes da região onde mora fossem socorridas, mas sem sucesso. Com uma história de plantio de árvores nos lugares por onde passa, Mary notou há algum tempo que diversos exemplares plantados na Vila Leão e Mangal, bairros próximos ao centro de Sorocaba, perderam as folhas e estão secando, enquanto outras, ainda pequenas, não conseguem se desenvolver.

A queixa da moradora chama a atenção para a importância de uma tradição que vem sendo pouco prestigiada: a participação dos munícipes (preferencialmente, apoiada pelo poder público) no processo de arborização urbana, chamando para si a responsabilidade de plantar árvores nas calçadas defronte às residências, onde as copas espessas contribuem para embelezar a paisagem, renovar o ar e amenizar o calor. Este costume tem sido abandonado por muitos, seja porque árvores exigem a varrição das calçadas - e, em alguns casos, uma atenção a possíveis interferências dos galhos nas fiações aéreas -, seja porque atrapalham a entrada de veículos em garagens, levando os moradores a optar por manter as frentes de seus imóveis desimpedidas.

O problema apontado por Mary não tira o brilho das ações como o Megaplantio e o Megaplantio Escolar, que se tornaram dois pontos fortes do atual governo no setor do meio ambiente. No final de 2010, num só dia, foram plantadas 50 mil árvores na margem do Rio Sorocaba. Ao longo de 2011, outros plantios de dezenas de milhares de mudas foram realizados, sempre com a participação da população. Entretanto, quem anda pela cidade sente a falta de verde em praças e ruas. Isso é compreensível, pois os megaplantios realizados até agora, embora tenham ampliado em muito a proporção árvores/habitantes, foram feitos em áreas públicas e parques, longe dos olhos e em locais onde o acesso da população nem sempre é possível.

É importante trazer as árvores para dentro dos bairros e espalhá-las pelas ruas, onde seus benefícios podem ser usufruídos mais diretamente pela população. A criação de cinturões verdes nos bairros é necessária, mas não exclui a necessidade de arborização dos logradouros por onde a população circula a todo momento - nem dispensa a educação ambiental, que continua a exigir um esforço sobrenatural das escolas para produzir uma consciência menos predatória.

Pessoas como Mary são preciosas, pois podem ser parceiras do poder público na ampliação da cobertura verde de nossas ruas, com sua atenção especial para as plantas e sua disposição de atuar voluntariamente pelo bem comum.

Fotos: Vera
Enviado por Movimento Resgate Cambuí

segunda-feira, 16 de abril de 2012

NOVA YORK OPERA TRANSPORTE COLETIVO COM JARDINEIRA


Vejam que idéia criativa!!!

Posted on março 18, 2012 by 

Biobus


ADAMO BAZANI – CBN
Muita gente que acompanha a história dos transportes já ouviu falar das jardineiras. Eram carrocerias rústicas, feitas de madeira, normalmente com as laterais abertas, implantadas sobre chassis de caminhão para transporte de passageiros. Aliás, a frente era a mesma do caminhão que tinha sua estrutura mudada a partir da cabine.

A origem do nome jardineira para estes veículos tem várias versões. Uma pela estética dos ônibus, quadrados com aberturas laterais que pareciam os vasos compridos que ficavam nas sacadas. Outra dá conta que entre os anos de 1920 e 1940, quando estes veículos rodavam pelo Brasil afora, antes da profissionalização da indústria de carrocerias de ônibus no País, diversas senhoras que viajavam usavam chapéus floridos. Era moda na época. Assim, quando estavam cheios de mulheres, estes ônibus pareciam jardineiras de tanta flor nos chapéus.
Bem, na verdade não se sabe de forma precisa o motivo pelo qual esses ônibus eram chamados de jardineira. Mas com certeza não era por causa do apelo ecológico. Os motores em sua maioria eram a gasolina. Na época não havia legislação ambiental, como as normas Euro, por exemplo e o veículo soltava muita fumaça preta.

Mas hoje, em Nova Iorque, roda uma jardineira de fato!
Trata-se do BioBus, um ônibus que faz serviços urbanos normais, mas que em seu teto possui um jardim com diversos tipos de plantas e flores.
A ideia é do projetista Marco Antônio Carlos Cocio e faz parte de usa tese de graduação da Universidade de Nova Iorque.
Segundo ele, os ônibus com jardins no teto podem trazer várias vantagens para uma cidade.
O custo de implantação é baixo, há um embelezamento do espaço urbano, as plantas capturam o gás carbônico, inclusive o emitido pelo próprio ônibus em circulação e os benefícios ambientais não ficam restritos a uma área, mas se espalham pela cidade.
Parte da água da chuva é melhor aproveitada e para os passageiros há o benefício do isolamento térmico e acústico.

O designer diz que não há aumento significativo de peso que obrigue mudança na estrutura do ônibus que pode comportar o jardim.
Nova Iorque possui 4 mil 500 ônibus municipais. Se em cada um deles tivesse o jardim no teto, pelos cálculos de Marco Antônio, a cidade ganharia sem a necessidade de alterar o espaço urbano, cerca de 35 acres de área verde. Cada acre equivale a aproximadamente a 4 mil 46 metros quadrados.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

Enviado por Movimento Resgate Cambuí

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

TURISMO DE "BIRDWATCHING" NO BRASIL


Pássaro borboletinha-do-mato exibe sua bela plumagem para "birdwatchers" no Ecoparque Pesca na Montanha, em São Bento do Sapucaí (SP). O Brasil abriga 1.832 espécies de aves catalogadas, cada vez mais procuradas por observadores da natureza. Imperdível para os amantes da natureza!

Fonte: UOL Notícias

domingo, 30 de outubro de 2011

EFEITO PSÍQUICO DO DESEMPREGO



por Kathia Natalie

©NotarYES/Shutterstock

O desemprego é a segunda maior fonte de estresse para os brasileiros. A primeira é a violência, segundo dados da Isma-Brasil de 2007. O estudo, no qual foram entrevistadas quase 800 pessoas entre 18 e 65 anos, revelou que a preocupação é maior entre os jovens. E não é para menos: cerca de metade dos brasileiros desempregados tem entre 16 e 24 anos. “O futuro do país será marcado por uma população numerosa de idosos que passou grande parte da vida lutando contra os sintomas do estresse”, afirma a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da entidade.


A incerteza em relação ao próprio sustento tira o sono de qualquer um. No caso dos brasileiros, a situação afeta principalmente os que têm baixa escolaridade. “Vivemos no país dos bicos; as pessoas aceitam o que vier pela frente”, diz a psicóloga organizacional Ana Cristina Limongi, professora da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (USP). Essa instabilidade desencadeia um círculo vicioso do qual fazem parte depressão, desequilíbrio emocional, ansiedade e deterioração da saúde física.
A conclusão é de um estudo coordenado por Richard H. Price, pesquisador da Universidade de Michigan, publicado no Journal of Occupational Health Psychology. A média de idade dos participantes era de 36 anos, sendo a maioria mulheres (59%), branca (75%) e casada (52%). Dois anos depois da primeira entrevista, os participantes da pesquisa – com origem social, formação escolar e grau de instrução variados – foram novamente avaliados. Nessa ocasião, 71% dos voluntários já estavam empregados. Ainda assim, relatavam os efeitos negativos da ruptura em sua vida profissional.

O problema não se resolve completamente quando a pessoa encontra um novo emprego. Segundo Price, o desemprego deixa marcas psíquicas por no mínimo dois anos e interfere na disposição e na forma como o indivíduo lida com as demandas da nova ocupação. Para o pesquisador, o desemprego deixa uma “herança psíquica”.


Fonte: UOL Notícias