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segunda-feira, 30 de abril de 2012

UM DIA CHUVOSO DE OUTONO



Como é belo o outono... Seja em dias ensolarados quando o ar translúcido, cristalino, expõe o encantamento do céu azul sem - ou com poucas nuvens a dançar no horizonte; seja em dias de chuva quando o friozinho que chega de mansinho, na manhã úmida, traz um convite ao recolhimento, à meditação.

Meu olhar, meio sem rumo, sucumbe à beleza das gotas de chuva que caem do céu cinzento, resvalam nas folhas e flores das plantas e enxarcam o solo do jardim. As recordações, as vivências, os desejos, extraídos das memórias guardadas a sete-chaves, me lembram que mudanças são necessárias e devem ser bem vindas, mesmo que carregadas de incertezas e angústias. A Natureza muda e nisso reside uma de suas belezas, essa capacidade de transmutação tão necessária para que a vida continue. 

Estou em tempo de mudanças, ando com sede de mudanças e o outono me prepara para isso. Espero que quando a primavera chegar com sua explosão de vida, me proporcione o renascimento que almejo, reinventada, repaginada e transmudada para essa nova década de vida!  Oxalá!

Vera Chvatal

domingo, 29 de abril de 2012

MITOS CIENTÍFICOS SE PERPETUAM MESMO QUANDO SÃO REVELADOS


COLUNA DO UMBERTO ECO



Na verdade, os neutrinos não viajam mais rápido do que a velocidade da luz. Cientistas reafirmaram isso em março, corrigindo as conclusões extraídas de um experimento em setembro passado que pareceu virar de cabeça para baixo a teoria espacial da relatividade de Einstein. De acordo com reportagem da Science, o erro do outono passado pode ter sido resultado de uma conexão falha de fibra óptica entre o receptor GPS e o computador usado para calcular o tempo que os neutrinos levavam para viajar de CERN em Genebra até um laboratório na região de Gran Sasso, na Itália. Evidentemente, os cientistas tinham a intenção de replicar o experimento para tentar determinar se aquilo que não era verdade era de fato verdade. Veremos.
Divulgação
Por erro decimal em uma publicação, a força do marinheiro Popeye foi atribuída ao consumo de espinafre, quando na verdade deveria ser de fígado de galinha
Fiquei surpreso ao ler que os neutrinos provavelmente não são mais velozes do que a luz, afinal, também fiquei bastante impressionado quando descobri que o espinafre não continha nem perto da quantidade de ferro que diziam antes. Durante os anos 30, os produtores de espinafre atribuíam a Popeye – e à crença popular de que ele devia sua força ao ferro do espinafre – um aumento de 33% do consumo da verdura. Esta tendência fez com que os produtores e vendedores de espinafre erguessem estátuas em homenagem a Popeye em Crystal City, Texas; Chester, Illinois; e Alma, Arkansas.
Num artigo recente na revista Query na Itália, Sergio della Sala e Stefania de Vito citaram uma tabela de valores nutricionais publicada pelo Departamento de Agricultura dos EUA, que mostra que 100 gramas de espinafre contém 2,7 miligramas de ferro. (E este é o espinafre fresco – o enlatado, como o do Popey, tem apenas 2,3 miligramas.) Por comparação, 100 gramas de fígado de galinha contém 11,6 miligramas de ferro. Se o Popeye engolisse fígado de galinha com a mesma voracidade com que ele devorava a lata de espinafre, ele poderia ter agarrado o Super-Homem pelo calcanhar e o colocado em órbita.
De acordo com uma teoria há muito conhecida nos círculos científicos como História do Erro Decimal do Ferro no Espinafre do Popeye, ou SPIDES, na sigla em inglês, o criador do Popeye, E.C. Segar, entendeu errado a quantidade de ferro no espinafre por causa de uma vírgula colocada na casa decimal errada. Diz-se que no ano de 1870 um certo Dr. E. von Wolff publicou uma tabela na qual a vírgula da casa decimal aparecia no lugar erado – e que o erro foi retificado nos anos 30, mas Segar não sabia disso.
Entretanto, parece que até a hipótese SPIDES é falsa. Filologistas nos dizem que Segar escolheu o espinafre para alimentar seu herói dos quadrinhos não por causa de seu conteúdo de ferro, mas por causa de seu alto teor de vitamina A. Vale a pena olhar um dos inúmeros textos dedicados ao assunto – talvez o mais famoso seja "Espinafre, Ferro e Popeye", um artigo de 2010 escrito por Mike Sutton no Internet Journal of Criminology. A história pode parecer sem consequências na superfície, uma vez que está ligada a um personagem de quadrinhos. Mas é significativa, considerando o negócio multimilionário que emergiu do fato de este famoso marinheiro declarar qual era sua verdura favorita. O incidente é só um exemplo de como os mitos nascem e se perpetuam.
Outra informação: numa edição recente do jornal italiano La Repubblica (que também, incidentalmente, quase chamou os neutrinos de tartarugas), havia uma discussão sobre a necessidade de uma cultura multilíngue. Isso é óbvio, pode-se dizer, hoje em dia. Mas por muito tempo sustentou-se que para superar a Babel de línguas era necessário inventar uma linguagem universal, e muitas línguas assim foram propostas – algumas delas excelentes, como o Esperanto. Mas no final, uma língua natural – o inglês – ganhou o dia.
A ideia de desenvolver uma linguagem universal veio de outro mito de mil anos: de que nos tempos primordiais havia a língua de Adão, uma língua perfeita que foi perdida com o escândalo da Torre de Babel. Vide a busca espasmódica pela língua perdida, ou por uma que possa substitui-la.
Hoje nós sabemos que não existe nada parecido com uma língua perfeita – que as línguas se desenvolvem espontaneamente de acordo com as necessidades das pessoas, que evoluem. Mas há uma história esplêndida contada por Ibn Hazm, um pensador árabe do século 11: no início, disse ele, existia uma língua dada por Deus, mas esta língua continha todas as outras, que se separaram só depois. Então o dom de Adão era o poliglotismo, e por esse motivo, todos os homens podem entender revelações em quaisquer línguas que sejam expressas.
Este é um ótimo mito com o qual encorajar o poliglotismo – uma habilidade, incidentalmente, que será útil para perpetuar, e derrubar, mitos.
* Umberto Eco é autor do livro "Sobre a Feiura" e também dos best-selleres internacionais "Baudolino", "O Nome da Rosa" e "O Pêndulo de Foucault".
Tradutor: Eloise De Vylder
Fonte: UOL Notícias

UMBERTO ECO

Umberto Eco é professor de semiótica, crítico literário e romancista. É autor de "O Nome da Rosa" e o "Pêndulo de Foucault".


segunda-feira, 23 de abril de 2012

DIFERENÇA LÓGICA ENTRE RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE


"Não leia com o intuito de contradizer ou refutar, nem para acreditar ou concordar, 
tampouco para ter o que conversar, mas para refletir e avaliar".
(Sir Francis Bacon)

Texto é do Prof. Dr. Guido Nunes Lopes. 
Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Física pela Universidade Federal do Amazonas (FUAM, 1986), Mestrado em Física Básica pelo Instituto de Física De São Carlos da Universidade de São Paulo (IF São Carlos, 1988) e Doutorado em Ciências em Energia Nuclear na Agricultura pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (CENA, 2001).

A religião não é apenas uma, são centenas.
A espiritualidade é apenas uma.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.

A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer e querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.

A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: "aprenda com o erro"..

A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e, portanto é Deus.

A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.

A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.

A religião te busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.

A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência..

A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualidade nos faz Transcender.

A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.

A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.

A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.

A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus, em Nosso Interior, durante a vida.
 
"Não somos seres humanos passando por uma experiência espiritual...
Somos seres espirituais passando por uma experiência humana... "

Enviado pela Sonia Jaboti
 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

RUAS MAIS VERDES, MAIS FLORIDAS, MAIS BONITAS... MELHOR QUALIDADE DE VIDA





19/01/2012 | EDITORIAL
RUAS MAIS VERDES
Coube a uma aposentada de 77 anos, natural de Pederneiras (região de Bauru) e há 26 anos radicada em Sorocaba, a tarefa de dar um puxão de orelha nas autoridades municipais devido à falta de cuidados com árvores plantadas em espaços públicos ("Arborização - Árvores secam na Vila Leão e Mangal", 18/1, pág. A4).
Mary Litterio - esse é o nome dela - declarou ao repórter André Moraes que solicitou a intervenção das secretarias de Meio Ambiente (Sema) e de Obras e Infraestrutura Urbana (Seobe) para que as árvores doentes da região onde mora fossem socorridas, mas sem sucesso. Com uma história de plantio de árvores nos lugares por onde passa, Mary notou há algum tempo que diversos exemplares plantados na Vila Leão e Mangal, bairros próximos ao centro de Sorocaba, perderam as folhas e estão secando, enquanto outras, ainda pequenas, não conseguem se desenvolver.

A queixa da moradora chama a atenção para a importância de uma tradição que vem sendo pouco prestigiada: a participação dos munícipes (preferencialmente, apoiada pelo poder público) no processo de arborização urbana, chamando para si a responsabilidade de plantar árvores nas calçadas defronte às residências, onde as copas espessas contribuem para embelezar a paisagem, renovar o ar e amenizar o calor. Este costume tem sido abandonado por muitos, seja porque árvores exigem a varrição das calçadas - e, em alguns casos, uma atenção a possíveis interferências dos galhos nas fiações aéreas -, seja porque atrapalham a entrada de veículos em garagens, levando os moradores a optar por manter as frentes de seus imóveis desimpedidas.

O problema apontado por Mary não tira o brilho das ações como o Megaplantio e o Megaplantio Escolar, que se tornaram dois pontos fortes do atual governo no setor do meio ambiente. No final de 2010, num só dia, foram plantadas 50 mil árvores na margem do Rio Sorocaba. Ao longo de 2011, outros plantios de dezenas de milhares de mudas foram realizados, sempre com a participação da população. Entretanto, quem anda pela cidade sente a falta de verde em praças e ruas. Isso é compreensível, pois os megaplantios realizados até agora, embora tenham ampliado em muito a proporção árvores/habitantes, foram feitos em áreas públicas e parques, longe dos olhos e em locais onde o acesso da população nem sempre é possível.

É importante trazer as árvores para dentro dos bairros e espalhá-las pelas ruas, onde seus benefícios podem ser usufruídos mais diretamente pela população. A criação de cinturões verdes nos bairros é necessária, mas não exclui a necessidade de arborização dos logradouros por onde a população circula a todo momento - nem dispensa a educação ambiental, que continua a exigir um esforço sobrenatural das escolas para produzir uma consciência menos predatória.

Pessoas como Mary são preciosas, pois podem ser parceiras do poder público na ampliação da cobertura verde de nossas ruas, com sua atenção especial para as plantas e sua disposição de atuar voluntariamente pelo bem comum.

Fotos: Vera
Enviado por Movimento Resgate Cambuí

terça-feira, 17 de abril de 2012

MEU ANIVERSÁRIO!




Ontem foi meu aniversário e recebi muitos cumprimentos e votos de felicidades de familiares, amigos(as), ex-alunos(as), companheiros(as) de jornada nesta vida. Foram tantos que não tenho como colocar todos aqui, como seria do meu gosto.


Aqueles que convivem mais de perto comigo sabem que sou de índole festiva e que gosto de celebrar e comemorar alegremente a vida! Entretanto, confesso que esse aniversário está me causando um certo estranhamento, pelo simbolismo da data e seus significados. Acho que vou demorar ainda um pouco mais para me acostumar com a entrada nessa nova década. Mas, não há motivos para preocupação, eu chego lá! Por ora, eu preciso me reinventar!

E para externalizar minha gratidão pelo carinho, pelos votos  e pela presença amiga, compartilho extensivamente a mensagem do meu amigo Pastor Luiz Carlos Ramos e sua família, onde ele expressa terna e gentilmente seus votos e bençãos:

"Verinha, querida, desejamos a vc muitas felicidades neste seu aniversário. 
- 
Que o vento sopre suave sobre seus ombros trazendo sempre o aroma da paz; 
- 
que o sol aqueça o seu coração deixando-o sempre pleno de ternura; 
- 
e que a palavra que sair de sua boca e as que visitarem os seus ouvidos levem e tragam sempre o som de uma bênção. Beijos saudosos, Luiz, Vasti e Luca."

Desejo que todos sintam-se abençoados também! Beijos no coração, Vera Chvatal


Foto Vera

EUROPA FECHADA (ADAPTADO)



Enviado pelo Ney Rocha

segunda-feira, 16 de abril de 2012

NOVA YORK OPERA TRANSPORTE COLETIVO COM JARDINEIRA


Vejam que idéia criativa!!!

Posted on março 18, 2012 by 

Biobus


ADAMO BAZANI – CBN
Muita gente que acompanha a história dos transportes já ouviu falar das jardineiras. Eram carrocerias rústicas, feitas de madeira, normalmente com as laterais abertas, implantadas sobre chassis de caminhão para transporte de passageiros. Aliás, a frente era a mesma do caminhão que tinha sua estrutura mudada a partir da cabine.

A origem do nome jardineira para estes veículos tem várias versões. Uma pela estética dos ônibus, quadrados com aberturas laterais que pareciam os vasos compridos que ficavam nas sacadas. Outra dá conta que entre os anos de 1920 e 1940, quando estes veículos rodavam pelo Brasil afora, antes da profissionalização da indústria de carrocerias de ônibus no País, diversas senhoras que viajavam usavam chapéus floridos. Era moda na época. Assim, quando estavam cheios de mulheres, estes ônibus pareciam jardineiras de tanta flor nos chapéus.
Bem, na verdade não se sabe de forma precisa o motivo pelo qual esses ônibus eram chamados de jardineira. Mas com certeza não era por causa do apelo ecológico. Os motores em sua maioria eram a gasolina. Na época não havia legislação ambiental, como as normas Euro, por exemplo e o veículo soltava muita fumaça preta.

Mas hoje, em Nova Iorque, roda uma jardineira de fato!
Trata-se do BioBus, um ônibus que faz serviços urbanos normais, mas que em seu teto possui um jardim com diversos tipos de plantas e flores.
A ideia é do projetista Marco Antônio Carlos Cocio e faz parte de usa tese de graduação da Universidade de Nova Iorque.
Segundo ele, os ônibus com jardins no teto podem trazer várias vantagens para uma cidade.
O custo de implantação é baixo, há um embelezamento do espaço urbano, as plantas capturam o gás carbônico, inclusive o emitido pelo próprio ônibus em circulação e os benefícios ambientais não ficam restritos a uma área, mas se espalham pela cidade.
Parte da água da chuva é melhor aproveitada e para os passageiros há o benefício do isolamento térmico e acústico.

O designer diz que não há aumento significativo de peso que obrigue mudança na estrutura do ônibus que pode comportar o jardim.
Nova Iorque possui 4 mil 500 ônibus municipais. Se em cada um deles tivesse o jardim no teto, pelos cálculos de Marco Antônio, a cidade ganharia sem a necessidade de alterar o espaço urbano, cerca de 35 acres de área verde. Cada acre equivale a aproximadamente a 4 mil 46 metros quadrados.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

Enviado por Movimento Resgate Cambuí

sábado, 14 de abril de 2012

ARROZ COM BANANA

Nada como o arroz tradicional combinado com banana, nozes e uvas passas!
Uma delícia! Experimente, você vai gostar!!!


Arroz com banana
Foto: Alfredo Franco/Colaborador




















Tempo: 40min
Rendimento: 6 Porções
Dificuldade: Fácil

Ingredientes
200g de toucinho em cubinhos
1 cebola picada
3 dentes de alho espremidos
2 xícaras (chá) de arroz
1 xícara (chá) de bananas fatiadas
2 xícaras de vinho
1/2 xícara (chá) de farinha de rosca
1 colher (sopa) de manteiga
3 e 1/2 xícaras (chá) de água fervente
1 xícara (chá) de uvas passas 1 xícara (chá) de nozes picadas
2 colheres (chá) de sal
1 colher (sopa) de cheiro-verde picado
Modo de Preparo
Frite o toucinho. Adicione a cebola e o alho, e refogue até dourar. 

Junte o arroz e continue fritando. 
Retire do fogo e transfira para um refratário. 
Passe as bananas no vinho e na farinha de rosca. 
Frite na manteiga até dourarem. Reserve. 
Acrescente o vinho que sobrou ao arroz e complete com a água. 
Adicione as passas, as nozes, o sal e o cheiro-verde. 
Mexa e cubra com papel-alumínio. 
Leve ao forno por 20 minutos. 
Retire, mexa bem e volte ao forno até a água secar. 
Decore com as bananas fritas e sirva.
Colaboradores
Culinarista: Foodlook 

http://papofeminino.uol.com.br/2011/revistas/malu/arroz-com-banana/
Fonte: UOL Notícias

quinta-feira, 12 de abril de 2012

PENSAMENTO DO MÊS / ABRIL 2012


"Tentamos proteger as árvores, 
esquecidos de que são elas que nos protegem".

Carlos Drummont de Andrade

Foto Vera

sexta-feira, 6 de abril de 2012

UM TEMPO SEM NOME





Rosiska Darcy de Oliveira, O Globo, 21/01/12


Com seu cabelo cinza, rugas novas e os mesmos olhos verdes, cantando madrigais para a moça do cabelo cor de abóbora, Chico Buarque de Holanda vai bater de frente com as patrulhas do senso comum. Elas torcem o nariz para mais essa audácia do trovador. O casal cinza e cor de abóbora segue seu caminho e tomara que ele continue cantando “eu sou tão feliz com ela” sem encontrar resposta ao “que será que dá dentro da gente que não devia”.
Afinal, é o olhar estrangeiro que nos faz estrangeiros a nós mesmos e cria os interditos que balizam o que supostamente é ou deixa de ser adequado a uma faixa etária. O olhar alheio é mais cruel que a decadência das formas. É ele que mina a autoimagem, que nos constitui como velhos, desconhece e, de certa forma, proíbe a verdade de um corpo sujeito à impiedade dos anos sem que envelheça o alumbramento diante da vida .
Proust, que de gente entendia como ninguém, descreve o envelhecer como o mais abstrato dos sentimentos humanos. O príncipe Fabrizio Salinas, o Leopardo criado por Tommasi di Lampedusa, não ouvia o barulho dos grãos de areia que escorrem na ampulheta. Não fora o entorno e seus espelhos, netos que nascem, amigos que morrem, não fosse o tempo “um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho“, segundo Caetano, quem, por si mesmo, se perceberia envelhecer? Morreríamos nos acreditando jovens como sempre fomos.
A vida sobrepõe uma série de experiências que não se anulam, ao contrário, se mesclam e compõem uma identidade. O idoso não anula dentro de si a criança e o adolescente, todos reais e atuais, fantasmas saudosos de um corpo que os acolhia, hoje inquilinos de uma pele em que não se reconhecem. E, se é verdade que o envelhecer é um fato e uma foto, é também verdade que quem não se reconhece na foto, se reconhece na memória e no frescor das emoções que persistem. É assim que, vulcânica, a adolescência pode brotar em um homem ou uma mulher de meia-idade, fazendo projetos que mal cabem em uma vida inteira.
Essa doce liberdade de se reinventar a cada dia poderia prescindir do esforço patético de camuflar com cirurgias e botoxes — obras na casa demolida — a inexorável escultura do tempo. O medo pânico de envelhecer, que fez da cirurgia estética um próspero campo da medicina e de uma vendedora de cosméticos a mulher mais rica do mundo, se explica justamente pela depreciação cultural e social que o avançar na idade provoca.
Ninguém quer parecer idoso, já que ser idoso está associado a uma sequência de perdas que começam com a da beleza e a da saúde. Verdadeira até então, essa depreciação vai sendo desmentida por uma saudável evolução das mentalidades: a velhice não é mais o que era antes. Nem é mais quando era antes. Os dois ritos de passagem que a anunciavam, o fim do trabalho e da libido, estão, ambos, perdendo autoridade. Quem se aposenta continua a viver em um mundo irreconhecível que propõe novos interesses e atividades. A curiosidade se aguça na medida em que se é desafiado por bem mais que o tradicional choque de gerações com seus conflitos e desentendimentos. Uma verdadeira mudança de era nos leva de roldão, oferecendo-nos ao mesmo tempo o privilégio e o susto de dela participar.
A libido, seja por uma maior liberalização dos costumes, seja por progressos da medicina, reclama seus direitos na terceira idade com uma naturalidade que em outros tempos já foi chamada de despudor. Esmaece a fronteira entre as fases da vida. É o conceito de velhice que envelhece. Envelhecer como sinônimo de decadência deixou de ser uma profecia que se autorrealiza. Sem, no entanto, impedir a lucidez sobre o desfecho.
”Meu tempo é curto e o tempo dela sobra”, lamenta-se o trovador, que não ignora a traição que nosso corpo nos reserva. Nosso melhor amigo, que conhecemos melhor que nossa própria alma, companheiro dos maiores prazeres, um dia nos trairá, adverte o imperador Adriano em suas memórias escritas por Marguerite Yourcenar.
Todos os corpos são traidores. Essa traição, incontornável, que não é segredo para ninguém, não justifica transformar nossos dias em sala de espera, espectadores conformados e passivos da degradação das células e dos projetos de futuro, aguardando o dia da traição.Chico, à beira dos setenta anos, criando com brilho, ora literatura , ora música, cantando um novo amor, é a quintessência desse fenômeno, um tempo da vida que não se parece em nada com o que um dia se chamou de velhice. Esse tempo ainda não encontrou seu nome. Por enquanto podemos chamá-lo apenas de vida.
ROSISKA DARCY DE OLIVEIRA é escritora.

Enviado pelo amigo Ney Rocha 

A PÁSCOA E SEUS SIGNIFICADOS




  


Ao longo da história a comemoração da Páscoa e seus significados foi incorporando muitos símbolos originários de várias civilizações. No Brasil, conhecemos três diferentes versões: a cristã que comemora a ressurreição de Jesus Cristo, a judaica que rememora a libertação dos escravos do Egito e o encontro da terra prometida e a celebração da Deusa da Primavera em agradecimento pela colheita e pela fertilidade.  Os principais símbolos da Páscoa, atualmente, são os coelhos, ovos de chocolate e o bacalhau.


O bacalhau foi inserido na comemoração cristã porque o catolicismo exigia dos fiéis um jejum de  carne "quente" durante a quaresma, período que antecede o domingo de Páscoa. Considerada uma carne "fria" pelos portugueses, o bacalhau era consumido como uma alternativa para essa época.  Com a colonização foi trazido para o Brasil e aqui também tornou-se uma alternativa de consumo para o jejum da Sexta Feira Santa, passando a ser uma tradição pascal.


Ostera é a Deusa da Primavera originada do paganismo. Sua imagem é representada por uma mulher que observa um coelho e segura um ovo na mão.  Como a Páscoa era comemorada no hemisfério norte com a chegada da Primavera, para celebrarem a fertilidade - ligada à Primavera e à colheita - os pagãos pintavam ovos com símbolos mágicos ou faziam ovos de ouro e os enterravam ou os lançavam à fogueira.  Esses símbolos acabaram sendo introduzidos na comemoração pascal no Ocidente.


Conta a lenda que Ostera gostava de crianças e transformou um pássaro em uma lebre para brincar com as crianças ao redor dela. Porém, a lebre queria voltar à sua forma original, mas Ostera só teria poder novamente na Primavera. Quando chegou o tempo ela transformou a lebre em pássaro novamente que, agradecido, botou alguns ovos. Mas a transformação foi momentânea e o pássaro transformou-se novamente em lebre. Então Ostera pintou os ovos do pássaro e os distribuiu pelo mundo.


Os ovos de chocolate foram introduzidos pelos confeiteiros franceses que decidiram substituir os tradicionais ovos de galinha pintados. E hoje, todos se deliciam com os maravilhosos ovos de chocolate.


Para terminar, desejo que a ressurreição de Jesus Cristo se faça presente em todos os corações e que comemorem uma maravilhosa e doce Páscoa recheada de amor, alegria, paz e prosperidade junto aos seus queridos. 

Extraído do informativo Porto e você

quinta-feira, 5 de abril de 2012

BAZAR BENEFICENTE DA AAAC



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Nos próximos dias 14, 16 e 17 de abril a AAAC promove mais um bazar beneficente, colabore participando e divulgando! Toda renda é revertida para a manutenção dos abrigos, que hoje contam com mais de 2500 animais! Pela sua ajuda os peludos agradecem!


quarta-feira, 4 de abril de 2012

A IDADE E A MUDANÇA


Lya Luft
 

"Mês passado participei de um evento sobre as mulheres no mundo contemporâneo.

Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, 
credos e idades.
E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, 
como não me envergonho dela, respondi.

Foi um momento inesquecível... A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito.

Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório
há quase uma hora exibindo minha inteligência,
e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada 
foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho?
Onde é que nós estamos?'

Onde, não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético 
chamado 'juventude eterna'.
Estão todos em busca da reversão do tempo.

Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, 
mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.

Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas, 
mesmo em idade avançada.
A fonte da juventude chama-se 'mudança'.

De fato, quem é escravo da repetição está condenado
a virar cadáver antes da hora.

A única maneira de ser idoso sem envelhecer
é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas.

Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.

Mudança, o que vem a ser tal coisa?

Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme
em que morou a vida toda para um bem menorzinho.

Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, 
que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, 
ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.

Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens
do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos.

Rejuvenesceu.

Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou
um baita emprego por um não tão bom,
só que em Florianópolis,
onde ela vai à praia sempre que tem sol.

Rejuvenesceu.

Toda mudança cobra um alto preço emocional.

Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada,
chora-se muito, os questionamentos são inúmeros,
a vida se desestabiliza.

Mas então chega o depois, a coisa feita,
e aí a recompensa fica escancarada na face.

Mudanças fazem milagres por nossos olhos,
e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.

Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião 
a ponto de as rugas sumirem,
só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho.

Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
Olhe-se no espelho...!!

Recebido por e-mail da amiga Sonia 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

PORQUE AJUDO OS ANIMAIS TENDO TANTAS PESSOAS PRECISANDO DE AJUDA?


As fotos dizem tudo:

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Description:

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Description: https://fbcdn-sphotos-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/s320x320/377221_198766373540907_100002226385552_430659_130263693_n.jpg
Description: https://fbcdn-sphotos-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/s320x320/383797_2275722663889_1573389502_31925301_134950103_n.jpg
Recebido da minha irmã Regina que ama tantos os animais como eu... aliás, 
esse é um "mal" de família!