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sexta-feira, 15 de maio de 2015

REFLEXÃO PARA O DIA DA FAMÍLIA

A Família Sagrada




Suponho que ninguém mais duvide de que aquela família representada no comercial de margarina, perfeita e harmônica, não se encontra na Bíblia. Muito ao contrário: os exemplos de composição familiar que encontramos nas páginas das Sagradas Escrituras não são nada idealizados.
Nem mesmo a chamada “Sagrada Família” (de nosso Senhor Jesus Cristo) se salva. Começa que Maria engravidou antes de se casar. Não muito depois de Jesus completar 12 anos, pelo que se sabe, José morre. Desde então, a família sagrada passou a se constituir de uma viúva e seus órfãos.
Jesus também não se parece lá muito com o filho queridinho, do tipo que toda mãe gostaria ter. Alguns episódios até nos fazem pensar que Jesus bem mereceria umas boas palmadas. Certa ocasião, numa festa de casamento, sua mãe lhe pede para ajudar numa situação constrangedora, porque se acabara um dos principais elementos do cardápio da festa. Jesus lhe dá uma resposta atravessada: “Mulher, que tenho eu contigo?” (cf. Jo 2).

Doutra feita, vieram avisar Jesus de que sua mãe, seus irmãos e irmãs estavam à porta, e queriam falar-lhe. Ele teria respondido que aqueles não eram seus verdadeiros familiares: “Quem são minha mãe, irmão e irmã, senão aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a praticam” (cf. Mt 12.48-49, Mc 3.33-34 e Lc 8.20-21). Ainda insinua que aqueles à porta não ouvem nem praticam a Palavra de Deus. Esse jeito de falar não é exatamente o que chamaríamos de gentil.
A Bíblia não esconde esses conflitos e tensões familiares, talvez para nos confortar e tranquilizar em relação ao fato de que tampouco nossas famílias são perfeitas.

No entanto, há muito a aprendermos com a “Família Sagrada”. Por essa razão, gostaria de tomar como referência para nossa reflexão o relato de Lucas 2.40-52:

Crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. Ora, anualmente iam seus pais a Jerusalém, para a Festa da Páscoa. Quando ele atingiu os doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa. Terminados os dias da festa, ao regressarem, permaneceu o menino Jesus em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem. Pensando, porém, estar ele entre os companheiros de viagem, foram caminho de um dia e, então, passaram a procurá-lo entre os parentes e os conhecidos; e, não o tendo encontrado, voltaram a Jerusalém à sua procura. Três dias depois, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. E todos os que o ouviam muito se admiravam da sua inteligência e das suas respostas. Logo que seus pais o viram, ficaram maravilhados; e sua mãe lhe disse: Filho, por que fizeste assim conosco? Teu pai e eu, aflitos, estamos à tua procura. Ele lhes respondeu: Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai? Não compreenderam, porém, as palavras que lhes dissera. E desceu com eles para Nazaré; e era-lhes submisso. Sua mãe, porém, guardava todas estas coisas no coração. E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens.

Este episódio tem uma moldura literária: “Crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele” (v. 40) e “crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens” (v. 52).  O que nos permite inferir que esta é a missão da família: Possibilitar o crescimento dos seus integrantes em sabedoria, estatura e graça!
O texto bíblico em questão nos oferece ainda ótimas instruções a respeito de como a família chega a cumprir essa missão.

A importância das solenidades cíclicas
Nos versos 41 e 42 lemos: “Anualmente iam a Jerusalém, para a Festa da Páscoa. Quando ele atingiu os doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa” (vs. 41-42).
Destaquei as palavras “anualmente”, “festa” e “costume”, para evidenciar a importância das solenidades cíclicas na formação das novas gerações. Comemorar reiteradamente certas datas e ocasiões, longe de serem consideradas tolas repetições, ou algum tipo de paganismo, são, sim, fundamentais para a construção da nossa identidade como indivíduo e como povo. Acontecimentos como esses nos conferem o que chamamos “cultura”.

Encarar essas solenidades como “festa” é outro dado significativo. Aprender uma cultura não deve ser penoso ou desagradável, mas ocasião de deleite e prazer.  “Costume” é outro elemento fundamental: não há aprendizado sem rotina, repetição, inculcação. É importante observar que “costume” nunca é mera repetição. Toda vez que tornamos a celebrar (a Páscoa, o Natal, o Pentecostes…) nunca repetimos, simplesmente, antes ressignificamos, presentificamos, atualizamos o sentido dessas solenidades. A criança que celebra a Páscoa aos 12 anos de idade terá uma compreensão diferente da que teve quando celebrou a mesma festa aos 5, ou aos 8 anos, ou da que terá aos 50 ou 60.

(Note-se, também, a significativa contribuição das viagens e deslocamentos na formação de identidade. É conhecendo pessoas, topografias, hábitos diferentes dos nossos que teremos melhores condições de dimensionar e significar o que nos é próprio. Não há identidade sem alteridade!)

A importância da autonomia
O episódio dramático da “perda” do menino pelos pais não nos ensina somente que precisamos ficar atentos aos nossos filhos para não perdê-los de vista em meio à multidão…
Dá-nos, mais que isso, uma grande lição sobre autonomia, e revela de uma maneira surpreendente o quanto nós, pais, tendemos a subestimar nossas crianças. Os pais pensavam encontrar-se o menino entre os conhecidos. Nessas ocasiões, sempre se viajava em grupo, junto com parentes e vizinhos. Seria normal esperar que estivesse entre seus amiguinhos, primos, irmãos… brincando… Quem haveria de supor que ele estaria interessado em algo mais do que brincadeiras?
Não há crescimento saudável sem a experiência da autonomia. Crescer é um processo contínuo rumo à independência. Para alguns pais isso traz angústia e sofrimento. Mas aqueles que superprotegem seus filhos, que os sufocam com vigilância excessiva, os impedem de crescer saudavelmente e causam-lhe danos irreparáveis.

 A importância do diálogo com os especialistas
As crianças gostam, sim de brincar, mas há algo que lhes é irresistível: o desejo de aprender. Três dias depois, Maria e José finalmente encontraram Jesus “no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. E todos os que o ouviam muito se admiravam da sua inteligência e das suas respostas” (vs. 46-470).

Jesus interagia com os doutores: “ouvia”, “interrogava” e “respondia”. Eu já havia escrito em outro texto que é uma pena que já não se façam muitos doutores como esses do tempo de Jesus. Na maioria das vezes os especialistas não têm paciência pra conversar com as crianças. No máximo estariam dispostos a discursar para elas, porque acham que não têm o que aprender com elas. Aqueles doutores ficaram admiradíssimos com a inteligência e as respostas de Jesus como qualquer um de nós ficaria, se nos dedicássemos a ouvir com atenção as nossas crianças.

Já dizia o jagunço Riobaldo, personagem de Guimarães Rosa, no Grande Sertão: Veredas: “Mestre não é quem sempre ensina, mas quem, de repente, aprende.”
Porque é assim que se aprende: no encontro de experiências entre pessoas diferentes. Ambas as gerações, a dos jovens e a dos antigos, têm perguntas importantes a fazer umas às outras, e podem oferecer respostas igualmente relevantes. Mas isso só será possível se ambos se dispuserem ao diálogo: os mais velhos e os mais jovens, juntos, conversando… que acontecimento admirável!

A importância do enfrentamento honesto dos conflitos entre as gerações
Quando os pais e o menino perdido se acham, rola um clima tenso: “Logo que seus pais o viram, ficaram maravilhados; e sua mãe lhe disse: Filho, por que fizeste assim conosco? Teu pai e eu, aflitos, estamos à tua procura. Ele lhes respondeu: Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai? Não compreenderam, porém, as palavras que lhes dissera. E desceu com eles para Nazaré; e era-lhes submisso” (vs. 48-51).

Há um misto de emoções, sentimentos e reações: admiração, aflição, angústia e, certamente, alívio pelo reencontro, da parte dos pais; certa indiferença, inconformismo e petulância, da parte do filho.
Os pais “não compreenderam as palavras que Jesus lhes dissera” (v. 50). Essa não é a exceção, mas a regra no convívio entre as diferentes gerações: desentendimento, confronto, contenda, contrariedade, controvérsia, desacordo, desajuste, desamor, desarmonia, desavença, desconcerto, diferença, dificuldade, discordância, discórdia, discrepância, discussão, disputa, dissensão, dissentimento, dissidência, dissintonia, divergência, hostilidade, inadequação, incompatibilidade, inconformidade, inimizade, litígio, luta, mal-entendido, malquerença, oposição… e assim por diante.

Se assim foi entre Jesus e seus pais, por que não seria também conosco? Ajuda, no entanto, saber que é assim, e que temos que lidar com isso da melhor forma. No episódio com Jesus, ambos, os pais e o menino, puderam expressar-se francamente sobre seus sentimentos. Os pais falam da sua angústia, e o filho explica a sua perspectiva das coisas.

É importante notar, no entanto, que, na sequência, o menino se submete à autoridade dos pais e volta para Nazaré com eles. Os conflitos e os desentendimentos são inevitáveis, mas o convívio familiar tem a primazia. Há ocasiões em que aos filhos se dá liberdade e autonomia, mas há outras em que não resta alternativa a não ser a da “submissão”. Não há como deixar a critério da criança se ela quer ou não tomar vacinas, usar o cinto de segurança, ou coisas do gênero. Algumas dessas decisões são inegociáveis, e sábios e felizes aqueles que conseguem distinguir essas das transigíveis.

Concluindo…
A mãe de Jesus, “porém, guardava todas estas coisas no coração” (v. 51).  Que bonito costume têm os antigos de guardar no coração as memórias significativas de seus encontros e desencontros com as novas gerações. Quanto aprendizado, quanto crescimento, quanto amadurecimento para ambos!
Quando as novas gerações têm o privilégio de conviver com pais, como José e Maria foram para Jesus, e com Doutores, como aqueles que lhe dispensaram tempo e atenção qualitativos, o resultado é maravilhoso:

“E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens” (v. 52).

Reformulemos a ordem dos fatores para fins didáticos. Primeiro, crescimento em estatura é o resultado do cuidado com o corpo, com a saúde, com a alimentação, a higiene… quesitos básico para viabilizar todos os demais tipos de crescimento. Podemos falar, então, do crescimento em sabedoria, que é o resultado do cuidado intelectual e espiritual, que faz com que as informações se transformem em conhecimento, e o conhecimento em atitudes dignas e honradas. Finalmente, chegamos ao crescimento em graça, que é o mais sublime de todos, porque é a expressão de que quando crescemos, não crescemos somente para nós mesmos, mas crescemos para “Deus” e para os “homens”.

Em outras palavras, é para isso que crescemos, para estarmos digna e honradamente diante de Deus e do nosso semelhante, preparados para amá-los e sermos amados por ambos.


Luiz Carlos Ramos
(Para a Revista Gaivota Metodista, em maio de 2012)


quarta-feira, 8 de abril de 2015

PROTEÇÃO ANIMAL NAS ESCOLAS


EDUCAÇÃO

Proteção Animal é estimulada desde a infância nas escolas

07 de abril de 2015 às 6:00

Por Fátima Chuecco (da Redação)

A ANDA abre espaço para uma série de reportagens que abordará a proteção animal na infância, pois, é nessa fase que boa parte de nossa personalidade se forma. Muitas das experiências que temos quando crianças nos marcam para o resto da vida. Aliás, é lá na infância que muitos ativistas começaram a abraçar a causa animal mesmo sem se dar conta disso. Por isso, alimentar as crianças com atividades, livros, filmes e tudo o que possa motivar o amor e respeito aos animais é essencial para um futuro em que a natureza seja protegida e os bichos fiquem livres da escravidão.
Educadores com visão futurística percebem o quanto é importante falar de meio ambiente englobando tudo que está em torno da criança e não só de rios, praias e florestas, como se a natureza só existisse distante dela ou só onde ela passa as férias. 

A Educação Ambiental moderna entende que a criança precisa ser motivada a respeitar a borboleta que pousa em seu quintal, as árvores das calçadas, os passarinhos que moram na cidade e os cães e gatos que vê na rua. Tudo faz parte da natureza: nós, as águas, as florestas, os demais animais… tudo. Ensinar a preservar apenas rios e florestas é ensinar pela metade porque grande parte das criaturas nasce e cresce nas grandes cidades.

Essa série vai mostrar iniciativas que trabalham proteção animal com crianças em escolas, comunidades ou eventos. Haverá dicas de livros e filmes que podem sensibilizar as crianças nesse sentido. Aliás, quantos de nós não tiveram esse “despertar para a causa animal” a partir de algum filme ou livro onde um bichinho era o protagonista?

Como vemos pelas notícias, há um crescente número de pessoas se envolvendo com a causa animal ou, pelo menos, prestando ajuda a animais eventualmente. Chovem denúncias e resgates. São pessoas de várias idades e profissões, além de policiais e bombeiros que têm socorrido animais em situações extremas como nunca víamos acontecer anos atrás. São manifestações pelos direitos animais em toda parte do planeta. No entanto, vai depender das gerações futuras a criação de leis, de posturas e de uma nova visão. Que essa nova série da ANDA inspire a todos (educadores, pais, avós, tios, protetores e simpatizantes da causa) a envolver as crianças numa atmosfera de comunhão com a natureza e respeito aos animais, afinal, uma coisa não é possível sem a outra!

Capítulo Dois

Proteção Animal na escola
Diante de uma plateia mirim, a professora de Educação Física e integrante do grupo Adoção de Gatinhos da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo), Daniella Muruce, fala sobre comércio de animais, adoção, guarda responsável, castração, maus-tratos, abandono e resgate. Ela usa uma linguagem própria para a criançada e mostra imagens também de acordo com a faixa etária nas escolas de Vitória (ES) por onde passa. Não cobra nada. É um trabalho voluntário de Educação Infantil voltado para a proteção animal.

A palestra dura em torno de 50 minutos e às vezes as crianças produzem desenhos a partir do que ouvem. O resultado costuma ser bem produtivo. Num rápido entendimento das questões, muitas das crianças expressam no papel a importância de não maltratar e nem abandonar os bichos. “Com o Projeto Proteção Animal na Escola procuro plantar uma sementinha no coração das crianças para despertar nelas o amor ou, pelo menos, o respeito pelos animais”, diz Daniella que também ministra a palestra para adolescentes e até em faculdades.

Daniella começou na proteção animal na infância. Toda vez que achava um bichinho na rua levava para casa. “Não segui nenhum exemplo. Fazia isso espontaneamente. Está no meu sangue. Hoje percebo a importância de conversar com as crianças e jovens sobre esse assunto, mas dependo de convite das escolas. É uma iniciativa sem fins lucrativos, mas que depende do interesse de outros educadores ou donos de escolas”, explica.

Entre em contato com Daniella através de sua página do Facebook ou do e-mail: dmuruce@hotmail.com

O mau exemplo:
Em março de 2014 a professora de Biologia Sônia Wenceslau Flores Rodrigues, do Ifes – Instituto Federal do Espírito Santo em Piúma, estrangulou quatro gatinhos recém-nascidos alegando que não teriam chance de sobreviver sem a mãe, morta no parto. Ela declarou que foi um “ato de piedade”. Alunos, pais e protetores ficaram chocados com tamanha frieza e se manifestaram. Na rede social os estudantes espalharam a foto de uma gatinha com um cartaz que dizia “Eu não mereço ser estrangulada”. O Ifes declarou que não havia provas de que a professora teria cometido o ato dentro da escola e nem na frente dos alunos. Em setembro de 2014, Sônia foi promovida a diretora de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão da estrutura administrativa do campus do Ifes em Piúma. Difícil de acreditar, mas a nomeação foi publicada no Diário Oficial e pode ser vista na Internet.

Livros em prol da causa animal
Muitos livros podem encantar as crianças e ao mesmo tempo educar no sentido de respeitarem todo tipo de vida. E alguns dos autores escrevem com base em experiências que tiveram na infância. É o caso de Colin Thompson, autor e ilustrador de mais de 40 obras, ganhador de vários prêmios na Literatura Infantil. Embora gostasse muito de bichos, foi impedido de adotá-los quando menino por imposição dos avós que o criaram. Essa paixão continuou latejando dentro dele e na fase adulta o escritor mergulhou de cabeça em histórias que projetassem amor aos animais.

Em “O pequeno grande livro da tristeza feliz” (Editora Brinque-Book), por exemplo, um garotinho adota um cão deficiente físico (com apenas três patinhas) que está no abrigo municipal e prestes a ser sacrificado. Na obra “O amor está onde menos se espera” um cachorrinho é adotado, mas não recebe nenhuma atenção da família, então se esforça ao máximo para mostrar todo o amor que tem para dar. Thompson diz que escreve sobre bichos porque não suporta a crueldade contra eles.
“Muitos animais fazem coisas mais bonitas e inteligentes que os humanos. Pessoas que fazem mal aos bichos são inferiores a eles. O homem é a única criatura que está arruinando o planeta. Os livros podem ensinar muito as crianças. Esse é meu trabalho”, desabafa. Os livros de Thompson são vendidos em livrarias do Brasil. Ele vive na Austrália com os cachorros Max e Daisy (resgatada de um lixão).

Bezerro escritor
Falar do sofrimento dos animais para abate para crianças pode ser difícil, mas o livro de Igor Colares pode ajudar. Em sua obra “Bezerro Escritor” ele narra a história de um bezerrinho que sofre ao ver a situação de sua mãe, uma vaca leiteira. Por meio de poemas, o bezerrinho tenta convencer os humanos que a extração de leite é cruel, que sua mãe fica doente, sente dor e que não há necessidade nenhuma de humanos adultos tomarem leite, muito menos leite de vaca. O livro está à venda somente pelo site.

O mau exemplo:
Há muitos livros que mostram “animais da fazenda”, especialmente para crianças bem novinhas. É como dizer “esses aqui são para comer”. Do ponto de vista “educacional”, mesmo sem tocar na questão da proteção animal, esses livros estão dando uma informação completamente errada, pois, não existem “animais de fazendas” e sim obrigados a nascerem e viverem nelas para servirem de consumo. Esses livros levam as crianças a tratarem a escravidão animal com naturalidade. Elas aprendem, desde cedo, que cachorro e gato podem fazer parte da família, mas outros bichos devem ir para a panela.

O gato do artista de rua
No livro “Malhado Miau”, de Julia Donaldson e Axel Scheffler (Editora Fundamento), Malhado é o gato de um artista de rua que com seu violão arrecada todo dia uns trocados. Mas ele sofre um acidente, fica hospitalizado e Malhado se perde na cidade. A partir disso o livro mostra como um gato pode ser um amigo leal, incapaz de esquecer e de se separar de seu tutor. As ilustrações são bem meigas e de cor vibrante, o que deixa a leitura ainda mais atraente aos olhos das crianças. À venda nas livrarias do Brasil.

Veja também o primeiro episódio dessa série neste link.

Publicado no site da ANDA - Agência de Notícias de Direitos Animais
O maior portal de notícias sobre animais do mundo

Foto: Vera

segunda-feira, 6 de abril de 2015

OCUPE-SE POUCO PARA SER FELIZ






“Ocupe-se de pouco para ser feliz”. Foi essa a primeira frase de um livro de Demócrito, filósofo grego do século 5 a.C. O livro se chama sobre o Prazer, e não chegou à posteridade senão por citações de outros pensadores.

A palavra grega para tranqüilidade da alma é euthymia, e sobre ela se debruçaram intensamente os sábios. A recomendação básica de Demócrito, sob diferentes enunciados, é encontrada sempre. Sobrecarregar a agenda eqüivale a sobrecarregar o espírito, e traz inevitavelmente angústia.
Ninguém que tenha muitas tarefas, ou que se atribua muitas, pode ser feliz. Um homem sábio da Antigüidade não abria nenhuma correspondência depois das quatro horas da tarde. Era uma forma de não encontrar mais nenhum motivo de inquietação no resto do dia, que ele dedicava a recuperar a calma que perdera ao entregar-se ao seu trabalho.

Se olharmos para nós, nos veremos com freqüência abrindo mensagens no computador alta noite, e não raro nos perturbando por seu conteúdo. O único resultado disso é uma noite maldormida.
O fato é que fazemos muitas coisas desnecessárias. Coloque num papel as atividades de um dia. Depois veja o que realmente era preciso fazer e o que não era. Já fiz isto. A lista das inutilidades suplantou sempre a das ações imperiosas. O imperador filósofo Marco Aurélio, do começo da Era Cristã, louvou a frase de Demócrito em suas clássicas Meditações.

Acrescentou, com sagacidade, que devemos evitar não apenas os gestos inúteis, mas também os pensamentos desnecessários. Marco Aurélio recomendava o formidável exercício de conduzir a mente, quando desviada, para pensamentos relevantes. Isso conseguido, à base de perseverança, controlamos a mente, esse cavalo selvagem, em vez de sermos controlados por ela.

Ninguém escreveu com tanta graça sobre o tema como Sêneca, pensador romano também dos primórdios da Era Cristã. Sêneca usou as expressões “agitação estéril” e “preguiça agitada” ao tratar dos atos que nos trazem apenas desassossego.

“É preciso livrar-se da agitação desregrada, à qual se entrega a maioria dos homens”, escreveu Sêneca. “Eles vagam ao acaso, mendigando ocupações. Suas saídas absurdas e inúteis lembram as idas e vindas das formigas ao longo das árvores, quando elas sobem até o alto do tronco e tornam a descer até embaixo, para nada. Quantas pessoas levam uma existência semelhante, que se chamaria com justiça de preguiça agitada?”

Agimos como formigas quase sempre, subindo e descendo sem razão o tronco das árvores, e pagamos um preço alto por isso: ansiedade, aflição, fadiga física e mental. Nossa agenda costuma estar repleta. É uma forma de fugir de nós mesmos, como escreveu sublimemente um poeta romano. O resultado é inquietação.

Eliminar ao menos algumas das tantas tarefas inúteis que nos impomos a cada dia é vital para a euthymia da qual falavam os sábios gregos. Quem busca a paz fará bem em refletir na frase com a qual Demócrito iniciou um livro que, tamanha era sua força, sobreviveu aos séculos, ainda que com base apenas em citações.

Postado em 04 abr 2015por : Paulo Nogueira

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Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

terça-feira, 24 de março de 2015

PORQUE PLANTAR ÁRVORES É IMPORTANTE

















5 motivos para plantar mais árvores
06 de Março de 2015 • Atualizado às 08h23

O plantio de árvores é uma das alternativas mais simples e benéficas para reverter os impactos ambientais já causados pelo homem na natureza. O retorno desta atividade é sentido rapidamente e o investimento é muito pequeno, se comparado às inovações tecnologias que prometem o mesmo efeito.
Confira cinco motivos para aderir ao plantio de árvores.

1. Aquecimento global
Uma árvore pode durar aproximadamente 4800 anos e em apenas em um ano, inala em média 12 kg de CO2 e exala oxigênio suficiente para uma família de quatro pessoas, durante 12 meses. O plantio de árvores é uma das principais recomendações de especialistas para combater o aquecimento global. Elas “sequestram” o CO2 (dióxido de carbono) e refrescam a atmosfera.

2. Desertificação
As árvores estabilizam o solo nas zonas áridas e podem evitar que o vento leve embora a camada superior com nutrientes, prevenindo a desertificação.

3. Água
Regiões desmatadas não conseguem absorver nem 10% da água da chuva, enquanto uma árvore adulta pode absorver até 250 litros de água, evitando que enchentes ocorram. Além disso, as raízes reforçam os solos e as folhas dispersam o fluxo da água. Um ambiente florestado faz com que a chuva não caia torrencialmente, assim a água penetra no solo e abastece rios e córregos.

4. Comunidades
As árvores e outras formas de vegetação protegem e dão força à vida comunitária. Elas fornecem produtos comerciais, alimento, fibras, resinas e frutos e garantem a vida de milhares de agricultores em suas comunidades.

5. Qualidade de vida
Elas também garantem a descontaminação da atmosfera, nutrição para plantações e oferecem sombra. Considere que muitas cidades recebem indicações de “melhor lugar para se viver” devido à grande quantidade de ruas e locais arborizados.

As dicas são da GreenClick, empresa especializada na compensação das emissões de carbono de websites. 






segunda-feira, 23 de março de 2015

PROMOTORIAS DE DEFESA ANIMAL

Assine a petição para a criação das PROMOTORIAS DE DEFESA ANIMAL em todo o país

Ela está disponível em http://goo.gl/zse8cH


Se já assinou, compartilhe com seus contatos! Os animais contam com você!