Translate

sábado, 12 de março de 2011

COLÔNIA DE PINGUIM-IMPERADOR DESAPARECE NA PENÍNSULA ANTÁRTICA


A redução do gelo na Antártida, originada pelo aquecimento global, pode explicar o desaparecimento inédito de uma colônia de pinguim-imperador que vivia no extremo da península antártica, noticia o site LiveScience nesta quinta-feira. 

Os animais se reuniam na ilha Imperador e foram avistados pela primeira vez em 1948. Até os anos de 1970, tinham uma vida relativamente estável, mas sofreram uma queda populacional em 1978. Em 2009, porém, eles haviam sumido completamente. 

Segundo o autor da pesquisa, Philip Trathan, a causa do fenômeno ainda é desconhecida.
Os pinguins podem ter morrido naturalmente ou por consequência de alguma doença. Outra hipótese é que teriam migrado e mesmo o aumento na temperatura afetaria indiretamente os pinguis, diminuindo sua capacidade de pescar ou aumentando a presença de predadores naturais.

AP
Pinguim-imperador com uma cria; os animais sumiram completamente da península antártica em 2009
Pinguim-imperador com uma cria
O pinguim-imperador costuma retornar ao local de seu nascimento depois de um ano, mas também se move para outras regiões caso haja uma mudança no gelo ao redor. O gelo antártico, sobre o oceano, é importante para esses animais. Como estão ligados a camadas geladas da costa, não se movimentam com a ação do vento ou das ondas, o que torna o lugar seguro para a sua procriação. 

Trathan especula que os pinguins, nascidos no fim da década de 1970 e com uma expectativa de vida de cerca de 20 anos, voltaram seguidamente à ilha, como mandavam seus instintos, até que os grupos começaram a ficar cada vez menores, chegando à extinção. 

Uma pesquisa publicada na revista PNAS ("Proceedings of the National Academy of Sciences"), em 2009, afirma que há 36% de chances de a população do pinguim-imperador sofrer com a diminuição do gelo do oceano. Ou o mesmo que uma redução de até 95% ou mais de sua espécie até 2100 --praticamente o desaparecimento da espécie.

sexta-feira, 11 de março de 2011

ACEITAÇÃO - O INÍCIO DA TRANSFORMAÇÃO


Ana Cristina Pereira

A primeira impressão que temos quando ouvimos ou pensamos em aceitar, seja uma pessoa, um fato ou uma circunstância é de que estaremos nos submetendo ou nos subjugando, desistindo de lutar, sendo fracos. De verdade, se quisermos modificar qualquer aspecto da nossa vida e de nós mesmos, devemos começar aceitando. A aceitação é detentora de um poder transformador que só quem já experimentou pode avaliar.

É difícil aceitar uma perda material ou afetiva; uma dificuldade financeira; uma doença; uma humilhação; uma traição. Mas a aceitação é um ato de força interior, sabedoria e humildade, pois existem inúmeras situações que não estão sob o nosso controle. As pessoas são como são, dificilmente mudam. Não podemos contar com isso. A única pessoa que podemos mudar, somos nós mesmos, portanto, se não houver aceitação, o que estaremos fazendo é insensato, é insano.
Ser resistente, brigar, revoltar-se, negar, deprimir, desesperar, indignar-se, culpar, culpar-se são reações emocionais carregadas de raiva. Raiva do outro, raiva de si mesmo, raiva da vida. E a raiva destrói, desagrega. A aceitação é uma força que desconhecemos porque somos condicionados a lutar, a esbravejar, a brigar. Aceitar não é desistir, nem tão pouco resignar-se. Aceitar é estar lúcido do momento presente e se assim a vida se apresenta, assim deve ser. Tudo está coordenado pela Lei da ação e reação.

No instante em que aceitamos, desmaterializamos situações que foram criadas por nós, soluções surgem naturalmente através da intuição ou fatos trazem as respostas e as saídas para o problema. Tudo é movimento. Nada é permanente.  A nossa tendência “natural” é resistir, não aceitar, combater tudo o que nos contraria e o que nos gera sofrimento. Dessa forma prolongamos a situação. Resistir só nos mantém presos dentro da situação desconfortável, muitas vezes perpetuando e tornando tudo mais complicado e pesado.

Quando não aceitamos nos tornamos amargos, revoltados,frustrados, insatisfeitos, cheios de rancor e tristeza, e esses padrões mentais e emocionais criam mais dificuldades, nunca trazem solução. Aceitar é expandir a consciência e encontrar respostas, soluções, alívio. Aceitar é o que nos da confiança.
É fundamental entender que aceitar não significa desistir e seguir adiante com otimismo. Ter muitos propósitos a serem atingidos é nossa atitude saudável diante da vida.
Aceitar se refere ao momento presente, ao agora.  No instante que você aceita, você se entrega ao que a vida quer-lhe oferecer. Novas idéias surgem para prosseguir na direção desejada, saindo do sofrimento.
***
  
Enviado por Aliene Santos 
Foto Daniel

quarta-feira, 9 de março de 2011

A QUARESMA E A TRISTEZA DIVINA



“Porque a tristeza de Deus produz mudança...
mas a tristeza do mundo produz morte.” II Co 7:10

As quaresmeiras aí estão. Flores de fevereiro e março, anunciando que nem só de cores brancas e verdes vive a alma humana, mas também de lilases e roxas. Nem só de alegrias, mas também de tristezas. A propósito, não é tarefa das mais fáceis empreender um ‘dedo de prosa’, mínimo que seja, sobre o tema da tristeza. Houve tempos em que a tristeza era prima irmã da poesia, da musica, da vida. Pode-se dizer, com o testemunho de um bom numero de musicas que ainda hoje cantamos, que a tristeza sempre foi a matéria primado fazer poético. Quem nunca cantou: “Tristeza, por favor vai embora, minha alma que chora, está vendo o seu fim....”. Ou ainda: “Cantando eu mando a tristeza embora...” Mais: “Triste madrugada foi aquela em que perdi meu violão...”   Essas musicas testemunham um tempo em que a experiência da alegria e da beleza só eram possíveis a partir do reconhecimento de uma certa tristeza nas pautas musicais da existência. Os tempos hoje são outros. Num projeto de vida em que as pessoas são tidas como máquinas, qualquer sombra de melancolia, de tristeza, de dor, deve ser abolida. Por uma simples razão: máquina não sente dor! Aos saudosos e melancólicos do presente, resta-lhes apenas o afogar-se nos remédios. É assim que lidamos com nossas tristezas: afogando-nos nos compridos. 

O trecho da tradição bíblica que está em epígrafe acima faz referência à tristeza segundo Deus. Dorothee Sölle assim o interpretou: A presença divina nunca é presença observadora: a presença divina é sempre dor ou alegria de Deus. Mas, o que distingue a tristeza divina das tristezas do mundo? pergunta o apóstolo dos gentios. Tristeza do mundo é tristeza que gira em torno de si mesma, patina sem sair do lugar. É tristeza que paralisa no remorso, na lástima, no mórbido ruminar as faltas passadas, na lamuria sem fim. Nada se transforma, nada se metamorfoseia, nada muda. É tristeza que não conhece a esperança, o futuro, por estar afogada no passado. É Tristeza que mata, que corrói, que faz adoecer. Como exemplo, atente-se às tristezas próprias do mundo da aparência: a anorexia, a bulimia, sofrimento de um corpo que morre para  parecer belo. Ou a tristeza do consumo: esse mal-estar diabólico que leva do nada a lugar nenhum. A tristeza da guerra, da destruição que faz morrer a palavra e perpetua o ódio.

A tristeza segundo Deus, porém, produz mudança, movimento, superação, transformação, produz vida. É tristeza que não patina nas culpas, mas avança na responsabilidade. Tristeza de parturiente, que traz a esperança e o futuro no ventre. É tristeza que gera a sagrada ira, a santa indignação, o grito, a libertação. Sem a participação na tristeza  divina, o domingo da ressurreição não passa de oba-oba. Que as quaresmeiras e os ipês roxos, também próprios do tempo quaresmal, nos convidem a participar da tristeza segundo Deus, aquela que verdadeiramente nos conduz à mudança, ao arrependimento, à transformação.”
***
 Edson Fernando de Almeida
Pastor Presbiteriano/Rio de Janeiro

Enviada pelo Egberto Turato

ENSINANDO A TRISTEZA



Meus amigos, com a melhor das intenções,  têm se queixado, dizendo que há muita tristeza no intervalo das coisas que escrevo.  Essa observação mexeu comigo. Fez-me lembrar  uma crônica que escrevi  faz muito tempo. Era sobre a poeta Helena Kolody que eu acabara de descobrir. Seus poemas não são alegres. São alegres-tristes. 

Dentre os escritos da Helena Kolodi encontrei esse mínimo poema: “Buscas ouro nativo entre a ganga da vida. Que esperança infinita no ilusório trabalho...Para cada pepita, quanto cascalho”. 

Gosto de  ler as Escrituras Sagradas. Mas leio como quem garimpa ouro.  Para se encontrar uma pequena pepita quanto cascalho há de se jogar fora!  Acho até que foi arte de Deus... Foi ele mesmo que misturou cascalho e pepitas,  alegria e tristeza, prá separar os maus dos bons leitores. Os maus leitores não sabem separar as pepitas do cascalho... 

Nas minhas garimpagens pelas Escrituras Sagradas  encontrei essa pepita: “Melhor é a tristeza que o riso. Porque com a tristeza do rosto se faz melhor o coração.” Esse texto me apareceu na memória quando eu pensava sobre uma pergunta estranha que me perseguia: “Pode-se ensinar compaixão?” Essa pergunta surgiu quando minha neta, sem razão alguma, deixou a mesa no meio do almoço e foi para a sala da televisão chorar. Fui atrás dela para entender a razão do seu choro. Ela me disse: “Vô, quando eu  vejo uma pessoa chorando o meu coração fica triste  junto ao coração dela...”  

Sem o saber a menina havia definido o que é a compaixão. Eu não disse. Quem disse foi a Adélia, que “ a poesia é pura compaixão”. A poesia é triste. E acrescentou, prá ninguém entender, “por prazer da tristeza eu vivo alegre”.

Haverá uma pedagogia da tristeza? Estranho pensar que um professor, ao iniciar o seu dia, possa dizer para si mesmo: “Vou ensinar tristeza aos meus alunos...” Eu mesmo nunca havia pensado nisso. E todos os terapeutas, não importando a sua seita, em última instância estão envolvidos numa batalha contra a tristeza. E agora eu digo esse absurdo, que tristeza é prá ser ensinada, prá fazer melhor o coração.

A poesia nasce da tristeza. Alberto Caeiro era amigo da sua tristeza:  “Mas eu fico triste como um por de sol  quando esfria no fundo da planície e se sente a noite entrada como uma borboleta pela janela.  E concluiu:  “Mas minha tristeza é sossego porque é natural e justa e é o que deve estar na alma...”  Num outro lugar Fernando Pessoa escreveu algo mais ou menos assim: “Ah! A imensa felicidade de não precisar de estar alegre...”  

Existe uma perturbação psicológica ainda não identificada como doença. Ela aparece num tipo a que  dei o nome de “o alegrinho”. O alegrinho é aquela pessoa que está, o tempo todo, esbanjando alegria, dizendo coisas engraçadas, e querendo que os outros riam. Ele é um flagelo. Perto dele ninguém tem a liberdade de estar triste. Perto dele todo mundo precisa estar alegre... Porque ele não consegue estar triste, o alegrinho não consegue ouvir a beleza dos noturnos de Chopin,   nem sentir as sutilezas da poesia da Cecília Meireles e nem gozar o silêncio triste da beleza do crepúsculo.  Sempre alegrinho, na sua alma não há espaço para sentir a compaixão. Para haver compaixão é preciso saber estar triste. Porque compaixão é sentir a tristeza de um outro.

Houve um menino que chorou ao ler a estória do O patinho que não aprendeu a voar. Aconteceu assim: o seu pai comprou o livro esperando que ele fizesse o seu filho dar muitas risadas. Voltou no dia seguinte muito bravo. Trazia o livro na mão, para devolvê-lo. Ao invés de dar risadas, ao final da estória o seu filho pôs-se a chorar. A estória é, de fato, triste. Eu a escrevi para o meu filho que estava passando por uma crise de vagabundagem. O seu prazer nas vagabundagens era tanto que ele não queria saber de aprender. O patinho também não queria saber de aprender. Não pode voar com seus irmãos quando chegou a estação das migrações.

O menininho tinha razões para chorar? Não. As razões do seu choro não eram dele. Eram do patinho. Ele sofria o sofrimento do patinho. O seu coração batia junto ao coração do patinho. Mas o patinho não existia. Era apenas um personagem inventado de uma estória do mundo do “era uma vez”. E o menino sabia disso. Mas, a despeito disso, ele chorava. Aqui está um dos grandes mistérios da alma humana: a alma se alimenta com coisas que não existem.

Eu havia levado minha filha de seis anos para ver o E.T. Ao fim do filme ela chorava convulsivamente. Jantou chorando. Resolvi fazer uma brincadeira: “Vamos no jardim ver a estrelinha do E.T!”  Fomos, mas o céu estava coberto de nuvens. Não se via a estrelinha do E.T.  Improvisei. Corri para trás de uma árvore e disse: “O E.T. está aqui!” Ela me disse: “Não seja tolo, papai. O E.T. não existe!  Contra ataquei: “Não existe? E porque você estava chorando se  ele não existe?” Veio a resposta definitiva: “ Eu estava chorando porque o E.T. não existe...”

Volto então à pergunta que fiz sem saber a resposta. O menino chorou ao ler a estória do patinho. Mas o patinho não existia. Minha filha chorou ao ver o filme do E. T. Mas o E.T. não existia. Pensei então que um caminho para se ensinar compaixão, que é o mesmo caminho para se ensinar a tristeza, são as artes que trazem à existência as coisas que não existem: a literatura, o cinema, o teatro. As artes produzem a beleza. E a beleza enche os olhos dágua... 

Meus amigos podem ficar tranqüilos. Sou triste sim. Mas minha tristeza “é natural e justa e é o que deve estar na alma...” Volto às Escrituras Sagradas:  “Com a tristeza do rosto se faz melhor o coração.” É isso que desejo ensinar aos meus alunos...

Rubem Alves

Foto Vera / Entardecer em Angra dos Reis, 2008

DIA INTERNACIONAL DA MULHER: "A rainha que estragou a festa do rei"

Para minha amiga Vasti, 
e para todas as mulheres que não se calam diante dos desafios neste vasto mundo.
 
  

A rainha que estragou a festa do rei (Ester 1-2.2)
 
Conta-se na Bíblia a história de uma mulher muito corajosa que um dia cansou de se submeter às ordens do rei Assuero. Depois de 7 dias de banquete o coração do rei estava alegre do vinho, e este ordenou que trouxessem a rainha Vasti para a festa com sua coroa real, para mostrar a todos os convidados a sua formosura. A rainha que também estava dando um banquete para as mulheres se negou a comparecer na festa. O rei ficou furioso e chamou os sábios da corte para saber o que se fazia quando uma mulher desobedecia a uma ordem do rei. 

Os sábios e entendidos da lei, logo se deram conta do que podia acontecer e disseram: Quando as mulheres dos príncipes e do povo souberem da atitude da rainha, todas irão proceder de igual modo. E diante do eminente perigo aconselharam o rei que destituísse a rainha e mandasse uma carta para todas as 127 províncias, confirmando que cada homem é senhor em sua casa. Passados alguns dias depois da festança, o rei se deu conta do que havia feito com Vasti e sentiu saudades. Seus assessores percebendo o que passava na cabeça do rei mandaram trazer moças jovens e bonitas para que ele escolhesse uma nova rainha. Ester, que não declarou a sua descendência, foi escolhida porque agradou aos olhos do rei.
 
E assim Vasti saiu da história, sem honra e sem memória. Nada mais há escrito sobre ela, a não ser os poucos versículos onde os fatos se desenrolaram no livro de Ester. Mas seu nome e seu gesto nos permitem vislumbrar quem era essa rainha. Uma mulher que além de bonita, sabia se impor diante do rei, uma mulher corajosa que não se importava com o título que o rei lhe concedera apenas por causa da sua beleza, uma mulher que  cansou de ser objeto do desejo nas mãos do rei e seus súditos.
 
Dizem os especialistas em Bíblia que esta história nunca aconteceu, mas foi contada em forma de novela, para animar a caminhada de fé do povo. Se esse foi o motivo, então podemos aprender com Vasti e refletir sobre o que acontece com as mulheres nos dias de hoje. 

O Dia Internacional da Mulher é lembrado em todo o mundo por causa da transgressão de 129 mulheres que ao reivindicarem melhores condições de trabalho numa fábrica em Nova Yorque  em 1857 morreram queimadas. Foi a maneira de se afirmar que o homem é senhor em sua casa e em seu trabalho. Apesar da luta permanente das mulheres e da sua presença em todos os setores da sociedade, ainda hoje, convivemos com situações semelhantes as de Vasti. Mulheres são silenciadas em casa, na rua e no trabalho sob ameaças de perder o emprego, os filhos, e ainda, com a falsa segurança de ter um homem no lar.
 
Dados recentes mostram que a Lei Maria da Penha ainda não é conhecida, nem aplicada. Enquanto isso as mulheres são silenciadas, seja pela ameaça e pela força dos que mantém o poder em casa ou fora dela, seja pela indústria e comércio da beleza, que estimula o culto ao corpo. Com isso o dia 8 de março está se tornando um dia de festa, de homenagens, camuflando a verdadeira história de luta das mulheres. Vejamos: em relação aos empregos a mulher ainda ganha menos que o homem, continua o assédio sexual e moral, continuam as mortes violentas de mulheres sem fazer distinção de classe social, continua a exploração e o trafico de mulheres para outros países onde serão mantidas como prostitutas e escravas, e a lista pode ser acrescentada a cada dia, dentro e fora de casa.
 
Por isso, apesar de silenciarem Vasti, a história nos mostra que em todos os tempos e lugares, as mulheres precisam continuar lutando para fazer valer o direito à vida, sua e de seus semelhantes. Isso nos mostra o livro de Éster, a rainha que substituiu Vasti e que lutou para que a verdade e a justiça prevalecesse. A importância do dia 8 de março está no  despertar da consciência da mulher para que nenhuma venha ser objeto de consumo, de beleza, de exploração sexual, comercial...
 
A história e a luta das mulheres continua, na esperança de que um dia nenhuma mulher precise silenciar diante do marido, do patrão, na Igreja, e onde quer que seja, porque os direitos de homem e mulher serão iguais, e nesse dia a paz e a justiça se beijarão começando dentro de nossas casas, e depois alcançarão as ruas e as praças, e os todos os locais de trabalho e lazer. Porque mulher e homem foram criados para viverem em paz como colaboradores de Deus na criação.


Neusa Tetzner
Pastora CELVA - SP
Curso Gênero CESEP