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terça-feira, 31 de julho de 2012

sábado, 28 de julho de 2012

PROJETO EM BEIRUTE TRANSFORMA TETOS EM JARDINS

Excelente idéia que poderia e deveria ser implementada nas metrópoles brasileiras!

StudioInvisible


Ilustração que simula a aparência da capital com os jardins

São Paulo - A cidade de Beirute, no Líbano, pode ser a primeira no mundo a ter a obrigadoriedade de plantar jardins nos tetos de seus prédios.
A capital, que é uma verdadeira selva de concreto, possui apenas 0,8 metro quadrado de espaço verde por pessoa, bem abaixo da recomendação da Organização Mundial de Saúde, de 12 metros
Um decreto municipal requisitando que cada construção tenha seu próprio jardim de telhado, algo com algumas árvores e plantas em um espaço físico, seria uma solução imediata e rápida para a questão ambiental da cidade.
Os tetos podem abrigar também plantas que crescem bem na região, como oliveiras, plantas de pimenta e outras que seriam úteis para a população. Os jardins poderiam servir de complemento às compras de alimentos dos moradores, e também ajudariam a limpar o ar da cidade e diminuir a temperatura da sua ilha de calor.     
Arquitetos da região defendem que até os muros da cidade podem ser utilizados para crescimento de áreas verdes. As "paredes vivas" já são mais comuns em Londres, e podem ajudar até a combater a poluição da cidade.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

DE REPENTE 60 (ou 2x30)




Belo texto, para ser lido por todas as idades. O nome da escritora é Regina de Castro Pompeu e ela diz:

"De forma despretensiosa, inscrevi um texto no concurso Premios Longevidade Bradesco Histórias de Vida. Estou chegando de São Paulo, onde fui participar da premiação. Mandaram um motorista me buscar e me trazer e fiquei num super-hotel nos Jardins, acompanhada de meu príncipe consorte... rsrsrssrs

Entre quase 200 concorrentes, conquistei o 3o lugar, com direito a troféu e diploma. Mas, sinto como se tivesse recebido o Oscar, pois os primeiros colocados foram  jovens que trabalharam por alguns anos para escrever histórias que mereciam ser contadas. Meu texto foi o único produzido pela própria protagonista.

O tema central era o relacionamento inter-geracional. Quase caí da cadeira quando Nicete Bruno, jurada especial me perguntou: "Você é a Regina? Queria muito conhecê-la. Adorei seu texto!!" Tive, ainda, o privilégio de ser fotografada ao lado da convidada especial, Shirley MacLaine. É muita emoção, que gostaria de compartilhar com vocês."

DE REPENTE 60 (ou 2x30)

Ao completar sessenta anos, lembrei do filme “De repente 30”, em que a adolescente, em seu aniversário, ansiosa por chegar logo à idade adulta, formula um desejo e se vê repentinamente com trinta anos, sem saber o que aconteceu nesse intervalo. Meu sentimento é semelhante ao dela: perplexidade. Pergunto a mim mesma: onde foram parar todos esses anos?

Ainda sou aquela menina assustada que entrou pela primeira vez na escola, aquela filha desesperada pela perda precoce da mãe; ainda sou aquela professorinha ingênua que enfrentou sua primeira turma, aquela virgem sonhadora que entrou na igreja, vestida de branco, para um casamento que durou tão pouco! Ainda sou aquela mãe aflita com a primeira febre do filho que hoje tem mais de trinta anos.
Acho que é por isso que engordei, para caber tanta gente, é preciso espaço! Passei batido pela tal crise dos trinta, pois estava ocupada demais lutando pela sobrevivência.

Os quarenta foram festejados com um baile, enquanto eu ansiava pela aposentadoria na carreira do magistério, que aconteceu quatro anos depois. Os cinquenta me encontraram construindo uma nova vida, numa nova cidade, num novo posto de trabalho. Agora, aos sessenta, me pergunto onde está a velhinha que eu esperava ser nesta idade e onde se escondeu a jovem que me olhava do espelho todas as manhãs.

Tive o privilégio de viver uma época de profundas e rápidas transformações em todas as áreas: de Elvis Presley e Sinatra a Michael Jackson, de Beatles e Rolling Stones a Madonna, de Chico e Caetano a Cazuza e Ana Carolina; dos anos de chumbo da ditadura militar às passeatas pelas diretas e empeachment do presidente a um novo país misto de decepções e esperanças; da invenção da pílula e liberação sexual ao bebê de proveta e o pesadelo da AIDS. Testemunhei a conquista dos cinco títulos mundiais do futebol brasileiro (e alguns vexames históricos).

Nasci no ano em que a televisão chegou ao Brasil, mas minha família só conseguiu comprar um aparelho usado dez anos depois e, por meio de suas transmissões, vi a chegada do homem à lua, a queda do muro de Berlim e algumas guerras modernas. Passei por três reformas ortográficas e tive de aprender a nova linguagem do computador e da internet. Aprendi tanto que foi por meio desta que conheci, aos cinquenta e dois anos, meu companheiro, com quem tenho, desde então, compartilhado as aventuras do viver.

Não me sinto diferente do que era há alguns anos, continuo tendo sonhos, projetos, faço minhas caminhadas matinais com meu cachorro Kaká, pratico ioga, me alimento e durmo bem (apesar das constantes visitas noturnas ao banheiro), gosto de cinema, música, leio muito, viajo para os lugares que um dia sonhei conhecer. Por dois anos não exerci qualquer atividade profissional, mas voltei a orientar trabalhos acadêmicos e a ministrar algumas disciplinas em turmas de pós-graduação, o que me fez rejuvenescer em contato com os alunos, que têm se beneficiado de minha experiência e com quem tenho aprendido muito mais que ensinado.

Só agora comecei a precisar de óculos para perto (para longe eu uso há muitos anos) e não tinjo os cabelos, pois os brancos são tão poucos que nem se percebe (privilégio que herdei de meu pai, que só começou a ficar grisalho após os setenta anos). Há marcas do tempo, claro, e não somente rugas e os quilos a mais, mas também cicatrizes, testemunhas de algumas aprendizagens: a do apêndice me traz recordações do aniversário de nove anos passado no hospital; a da cesárea marca minha iniciação como mãe e a mais recente, do câncer de mama (felizmente curado), me lembra diariamente que a vida nos traz surpresas nem sempre agradáveis e que não tenho tempo a perder.

A capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo diminuiu, lembro de coisas que aconteceram há mais de cinquenta anos e esqueço as panelas no fogo. Aliás, a memória (ou sua falta) merece um capítulo à parte: constantemente procuro determinada palavra ou quero lembrar o nome de alguém e começa a brincadeira de esconde-esconde. Tento fórmulas nemônicas, recito o alfabeto mentalmente e nada! De repente, quando a conversa já mudou de rumo ou o interlocutor já se foi, eis que surge o nome ou palavra, como que zombando de mim... Mas, do que é que eu estava falando mesmo?

Ah, sim, dos meus sessenta. Claro que existem vantagens: pagar meia-entrada (idosos, crianças e estudantes têm essa prerrogativa, talvez porque não são considerados pessoas inteiras), atendimento prioritário em filas exclusivas, sentar sem culpa nos bancos reservados do metrô e a TPM passou a significar “Tranquilidade Pós-Menopausa”. Certamente o saldo é positivo, com muitas dúvidas e apenas uma certeza: tenho mais passado que futuro e vivo o presente intensamente, em minha nova condição de mulher muito sex...agenária!

Recebido por e-mail da minha irmã Regina

terça-feira, 24 de julho de 2012

RETIRANDO E REPLANTANDO!


Quando teremos a alegria de ver uma tecnologia dessas, aliada ao bom senso e à preservação do meio ambiente, sendo usada em nosso Brasil varonil?

Para assistir ao vídeo é só clicar no link abaixo. Vale a pena ver!


  
Retirando e replantando.


Esse link nos foi enviado comentando que é Austrália.
Aproveitamos para divulgar.
Movimento Resgate o Cambuí
Tereza e grupo

segunda-feira, 23 de julho de 2012

CONSCIÊNCIA DOS ANIMAIS

Olhar Animal
CONSCIÊNCIA DOS ANIMAIS

23/07/2012
"Não é mais possível dizer que não sabíamos", 
diz Philip Low

Neurocientista explica por que pesquisadores se uniram 
para assinar manifesto que admite a existência da consciência 
em todos os mamíferos, aves e outras criaturas


Marco Túlio Pires, de VEJA

Estruturas do cérebro responsáveis pela produção da consciência são análogas em 
humanos e outros animais, dizem neurocientistas


São Paulo - O neurocientista canadense Philip Low ganhou 
destaque no noticiário científico depois de apresentar um 
projeto em parceria com o físico Stephen Hawking, de 70 
anos. Low quer ajudar Hawking, que está completamente 
paralisado há 40 anos por causa de uma doença degenerativa, 
a se comunicar com a mente.

Os resultados da pesquisa foram revelados no último 
sábado (7) em uma conferência em Cambridge. 
Contudo, o principal objetivo do encontro era outro. 
Nele, neurocientistas de todo o mundo assinaram 
um manifesto afirmando que todos os mamíferos, 
aves e outras criaturas, incluindo polvos, têm consciência. 
Stephen Hawking estava presente no jantar de assinatura 
do manifesto como convidado de honra.

Low é pesquisador da Universidade Stanford e do MIT 
(Massachusetts Institute of Technology), ambos nos 
Estados Unidos. Ele e mais 25 pesquisadores entendem 
que as estruturas cerebrais que produzem a 
consciência em humanos também existem nos animais. 
"As áreas do cérebro que nos distinguem de outros 
animais não são as que produzem a consciência", diz 
Low, que concedeu a seguinte entrevista ao site de VEJA:

Veja.com - Estudos sobre o comportamento animal 
já afirmam que vários animais possuem certo grau 
de consciência. O que a neurociência diz a respeito?
Philip Low - Descobrimos que as estruturas que nos 
distinguem de outros animais, como o córtex cerebral, 
não são responsáveis pela manifestação da consciência. 
Resumidamente, se o restante do cérebro é responsável 
pela consciência e essas estruturas são semelhantes 
entre seres humanos e outros animais, como mamíferos 
e pássaros, concluímos que esses animais também 
possuem consciência.

Veja.com - Quais animais têm consciência?
P. L. -Sabemos que todos os mamíferos, todos os 
pássaros e muitas outras criaturas, como o polvo, 
possuem as estruturas nervosas que produzem a 
consciência. Isso quer dizer que esses animais sofrem. 
É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar 
que animais não têm consciência. 
Agora, temos um grupo de neurocientistas respeitados 
que estudam o fenômeno da consciência, o 
comportamento dos animais, a rede neural, 
a anatomia e a genética do cérebro. Não é mais 
possível dizer que não sabíamos.

Veja.com - É possível medir a similaridade entre 
a consciência de mamíferos e pássaros e a dos 
seres humanos?
P. L. - Isso foi deixado em aberto pelo manifesto. 
Não temos uma métrica, dada a natureza da 
nossa abordagem. Sabemos que há tipos diferentes 
de consciência. Podemos dizer, contudo, que a 
habilidade de sentir dor e prazer em mamíferos 
e seres humanos é muito semelhante.

Veja.com - Que tipo de comportamento animal dá 
suporte à ideia de que eles têm consciência?
P. L. - Quando um cachorro está com medo, sentindo 
dor, ou feliz em ver seu dono, são ativadas em seu 
cérebro estruturas semelhantes às que são 
ativadas em humanos quando demonstramos 
medo, dor e prazer. Um comportamento muito 
importante é o autorreconhecimento no espelho. 
Dentre os animais que conseguem fazer isso, além 
dos seres humanos, estão os golfinhos, chimpanzés, 
bonobos, cães e uma espécie de pássaro chamada 
pica-pica.

Veja.com - Quais benefícios poderiam surgir a partir 
do entendimento da consciência em animais?
 P. L. - Há um pouco de ironia nisso. Gastamos muito 
dinheiro tentando encontrar vida inteligente fora do 
planeta enquanto estamos cercados de inteligência 
consciente aqui no planeta. Se considerarmos que um 
polvo — que tem 500 milhões de neurônios (os humanos 
tem 100 bilhões) — consegue produzir consciência, 
estamos muito mais próximos de produzir uma 
consciência sintética do que pensávamos. É muito 
mais fácil produzir um modelo com 500 milhões de 
neurônios do que 100 bilhões. Ou seja, fazer esses 
modelos sintéticos poderá ser mais fácil agora.

Veja.com - Qual é a ambição do manifesto?
P. L. - Os neurocientistas se tornaram militantes do 
movimento sobre o direito dos animais? 
É uma questão delicada. Nosso papel como cientistas 
não é dizer o que a sociedade deve fazer, mas tornar 
público o que enxergamos. A sociedade agora terá 
uma discussão sobre o que está acontecendo e 
poderá decidir formular novas leis, realizar mais 
pesquisas para entender a consciência dos animais ou 
protegê-los de alguma forma. Nosso papel é reportar 
os dados.

Veja.com - As conclusões do manifesto tiveram 
algum impacto sobre o seu comportamento?
P. L.  - Acho que vou virar vegetariano. É impossível 
não se sensibilizar com essa nova percepção sobre 
os animais, em especial sobre sua experiência 
do sofrimento. Será difícil, adoro queijo.

Veja.com - O que pode mudar com o impacto 
dessa descoberta?
P. L. - Os dados são perturbadores, mas muito 
importantes. No longo prazo, penso que a sociedade 
dependerá menos dos animais. Será melhor para todos. 
Deixe-me dar um exemplo. O mundo gasta 
20 bilhões de dólares por ano matando 100 milhões 
de vertebrados em pesquisas médicas. 
A probabilidade de um remédio advindo 
desses estudos ser testado em humanos (apenas teste, 
pode ser que nem funcione) é de 6%. 
É uma péssima contabilidade. Um primeiro passo 
é desenvolver abordagens não invasivas. 
Não acho ser necessário tirar vidas para estudar 
a vida. Penso que precisamos apelar para nossa 
própria engenhosidade e desenvolver melhores 
tecnologias para respeitar a vida dos animais. 
Temos que colocar a tecnologia em uma posição em que 
ela serve nossos ideais, em vez de competir com eles.

Fonte: site Exame.com