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terça-feira, 27 de maio de 2008

Vídeos interessantes

Esses vídeos superinteressantes da Discovery Brasil denominados ¨Planeta Extremo¨ mostram como nosso corpo reage em condições extremas. Vale a pena conferir.
Conheça também o Planeta Verde!
Bom passeio!

segunda-feira, 26 de maio de 2008

SABEDORIA




Vera Chvatal

¨O teólogo Leonardo Boff conta que no intervalo de uma mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, na qual ele participava juntamente com o Dalai Lama, ele perguntou:
- "Santidade, qual é a melhor religião?"
Esperava que o Dalai Lama respondesse: -"É o budismo tibetano" ou -"São as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo."
Entretanto, o Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, olhou-o bem nos olhos e afirmou: -"A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus. É aquela que te faz melhor."
Para sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, ele voltou a perguntar:
- "O que me faz melhor?"
Respondeu ele:
- "Aquilo que te faz mais compassivo, aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável... A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião..."

Para ser sábio é preciso viver, experimentar, amar, respeitar, ver e ouvir a própria vida. É sair de nossa concha e expandir nossa consciência, sem limitações. Viver à beira de acontecimentos novos, sem temer o novo e o desconhecido, simplesmente dando um passo por vez com fé e confiança, acreditando que cada passo nos levará a uma nova vida e a um novo mundo.
Sejamos sábios, vivamos, amemos e compartilhemos o que há de melhor em nossos corações!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

MITOS: PARADIGMAS DO SER HUMANO

Vera Chvatal 


Desde pequena sempre gostei de ler, ouvir e contar histórias. Lembro-me bem que os mitos, particularmente, exerciam um grande fascínio sobre mim. Sua veia poética, intuitiva, de falar sobre a vida e a natureza, ajudou-me a elaborar e compreender os acontecimentos de forma muito rica. Era só soltar a imaginação e deixar-me conduzir livremente. Nesses momentos mágicos eu viajava por caminhos e mundos desconhecidos, confiante e sem temor...  Assim sendo, é o que vamos fazer agora ao falar sobre as diversas dimensões do ser humano utilizando alguns mitos gregos. 
Primeiro capítulo: Paraíso ou inferno? A descoberta de si mesmo!
 Imagino que a descoberta do paraíso pelos primeiros seres viventes deste maravilhoso planeta Terra, deu-se no instante em que despertaram de sua inconsciência vivencial e puderam enxergar a beleza do mundo à sua volta. Foi quando se deram conta de que estavam no paraíso. A exuberância da natureza em sua diversidade infinita a tocar-lhe os sentidos, deve tê-los maravilhado com suas cores, sons, cheiros, sabores e sensações levando-os ao êxtase. Experiência crucial, pois, infinitamente prazerosa, mas também assustadoramente aterrorizadora. O conhecimento do poder imensurável que tinham nas mãos, poder de vida e morte, de construir e destruir deve ter-lhes causado tanto prazer quanto dor que, provavelmente, o desejo de retornar à inconsciência deve tê-los dominado violentamente. O ser vivente estava nu!
Desamparados frente às suas emoções e desejos conflitantes, deram-se conta de que ao mesmo tempo em que podiam apreciar a beleza da natureza e dominá-la, também podiam destruí-la, segundo seus impulsos. Tudo estava em suas mãos! Isso deve ter marcado indelevelmente a psique humana, revelando a sua ambigüidade e contradição. O estar nu, a descoberta de que ao mesmo tempo em que podiam descortinar o belo e apreciá-lo, também podiam destruí-lo, deve ter sido uma experiência devastadora. Não estavam ainda preparados para isso. E tiveram que recorrer ao sobrenatural, buscando nos deuses e nos mitos a ajuda necessária para elaborar o conhecimento terrível de seu poder!
Assim, o ser vivente desenvolveu a consciência mítica para explicar a realidade das coisas, do mundo, da vida, utilizando-se da fantasia e da imaginação. E o mito surgiu então a partir de uma verdade intuída, percebida espontaneamente, sem necessidade de provas. Foi a forma encontrada para vivenciar a realidade das coisas, das emoções e da afetividade de forma pré-reflexiva. Isso quer dizer que o mito refere-se sempre a verdades importantes, uma vez que é a forma de “falar sobre o mundo” assentada no desejo humano de dominá-lo e de exorcizar a insegurança, medos e angústias diante do desconhecido, da morte, da destruição de si mesmo e do mundo. A razão, a verdade lógica, discursiva, veio depois, muito depois...
Portanto, como todo o conhecimento acumulado no desenrolar da história da humanidade deixa marcas na psique individual, no mundo contemporâneo podemos pensar nos mitos como paradigmas antropológicos e psicológicos do ser humano. Isso quer dizer que as várias dimensões humanas podem ser compreendidas a partir de um determinado mito. Querem ver? Aguardem os próximos capítulos!

sábado, 17 de maio de 2008

APRENDENDO COM AS BORBOLETAS...


Vera Chvatal

¨Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo e o homem observou a borboleta, por várias horas, enquanto ela se esforçava  para fazer com que o seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.
Então, pareceu que ela parou de fazer qualquer progresso. Parecia que tinha ido  o mais longe que podia e não conseguia fazer mais nada. Então o homem decidiu ajudar a borboleta; ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. E a borboleta, então, saiu facilmente. Mas, seu corpo estava murcho, era pequeno e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observar a borboleta, pois ele esperava que, a qualquer momento, as asas delas se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo, que iria se afirmar com o tempo. Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto de sua vida rastejando com um corpo murcho e as asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar. 
O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura, foi o modo que a Natureza preparou para que o fluido do corpo da borboleta fosse para suas asas, de modo que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.¨

Essa pequena história escrita por um autor desconhecido nos dá condições de refletir sobre os obstáculos que temos que enfrentar, as perdas que sofremos, os momentos de tristeza que vivemos e as dores que nos angustiam.  Esses acontecimentos que provocam emoções e sentimentos dolorosos precisam ser elaborados e superados e exigem esforço de nossa parte.
Para voar livremente precisamos amadurecer e, para isso, temos que nos fortalecer enfrentando com coragem, paciência e determinação todos os momentos desagradáveis que nos causam sofrimento. Cecília Meireles, sabiamente poetiza a esse respeito: ¨aprendi com as primaveras a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira.¨  
Como a fênix temos que renascer sempre e sempre, após cada morte, obstáculo, dificuldade. Renascer para um novo momento, uma nova vida, uma nova paixão... Afinal, parafraseando Carlos Drummond, ¨a felicidade não está em viver, mas em saber viver.¨


Pensamento do mês: Maio/2008

O valor das coisas não está no tempo que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem.
Por isso, existem momentos inesquecíveis,
coisas inexplicáveis e
pessoas incomparáveis.

Fernando Pessoa