quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
MEU NOME É VITÓRIO!
Meu nome é Vitório e recebi esse nome por uma razão muito
especial que mais prá frente eu conto. Primeiro quero me apresentar: modéstia á parte, sou um lindo cão mestiço, de porte médio/grande, com pelagem amarela,
curta e macia. Meus olhos brilhantes têm uma coloração amarelo/esverdeado e são
iguais ao de um leão… não que eu já tenha visto algum leão em minha curta vida! Ouvi essa informação da boca de minha tutora Vera, que me resgatou de maus
tratos.
Estou com 8 meses de vida e nasci em uma chácara em Jaguariúna onde meu pai, um pastor alemão, era o cão de guarda. Um dia ele se apaixonou por uma mestiça de labrador que apareceu por lá e dessa união eu nasci, juntamente com mais seis irmãozinhos(as). A dona da chácara não gostou de nos ver por lá e mandou um dos caseiros nos afogar em um lago próximo da propriedade. Um rapaz que trabalhava há pouco tempo na chácara conseguiu me retirar do lago antes que eu me afogasse. Infelizmente minha mamãe e meus irmãozinhos(as) não tiveram a mesma sorte que eu e não puderam ser salvos. O rapaz chamou um amigo de Campinas para ir me buscar e, por ter-me salvo, ele foi despedido do emprego. Por isso recebi o nome de Vitório, porque eu venci a morte!
Chegando em Campinas fui doado para um casal adolescente
que, infelizmente, não tinha muita paciência comigo. Sou esperto, brincalhão, com muita energia para gastar e meus novos donos não gostaram muito do que eu
fazia. Como ninguém me dava atenção e nem brincava comigo de correr ou de jogar
bolinhas, comecei a procurar o que fazer para me distrair, né? Cheirar as
plantas da horta e arrancar algumas folhas, esburacar a terra, virar a lata de lixo para ver o que tem dentro, arrastar tapetinhos pelo quintal e mastigar a trama de barbante… não que
o gosto fosse bom, mas era divertido fazer isso e ajudava na minha dentição!
Resultado, puseram uma cordinha de meio metro no meu pescoço e passei a ficar 24 horas amarrado na casinha de dormir, sem espaço prá
brincar, geralmente sem água para beber, comida da mais barata e só uma vez por
dia. Isso quando não me esqueciam um final de semana inteiro sozinho e
desamparado sem água e sem comida.
Minha tutora me viu nessa terrível situação e conversou
com meus donos avisando que isso não podia continuar e que eles tinham que cuidar melhor de mim. Mas não adiantou. Então ela
registrou um BO no quarto distrito, ligou para vários números que dizem
resgatar animais de maus tratos, mas… passaram-se dois meses e ninguém veio em
meu socorro. Felizmente Deus mudou o meu destino pondo um fim nesse meu calvário: o casal mudou de casa e me deixou para trás!
Foi quando a minha tutora me resgatou. Mas ela não podia ficar comigo por ter outros cães na casa. Então fiquei abrigado por três dias na casa de um amigo da minha tutora. Como ele
tinha que viajar de férias com a família fui levado para um hotel para cães,
onde estou morando há alguns dias. Aqui é legal, eles me deixam brincar e
correr com outros cães para me sociabilizar, e também estou aprendendo boas maneiras. Minha tutora trouxe a tia Máira –
a veterinária - para me aplicar as vacinas necessárias para a minha saúde e meu
bem estar. Agora estou pronto para ser adotado por uma família que goste de
cães alegres e cheios de energia para brincar, correr, guardar a casa e ser
muito acarinhado, pois isso é muito, muito bom e eu gosto muito!
Foto Vera

Felizmente a história de Vitório teve um final feliz. Em meados de janeiro Vitório que agora se chama Baco foi adotado por um casal que mora em uma chácara em Valinhos.
Lá ele tem bastante espaço para correr e brincar.
E com seus novos donos Vitório-Baco está compartilhando muito amor e muita alegria.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
REFLEXÃO PARA 2012
Prédica – Marcos 4.8-14
"Então o Espírito conduziu Jesus no deserto para o diabo lhe tentar."
Os caminhos mais difíceis se andam a sós.
A decepção, a perda e o sacrifício são solitários.
Mesmo aquela pessoa morta, que atende aosseus apelos
e se abre a toda exigência agora não lhe socorre.
Ela fica observando se conseguiremos superar...
As mãos dos viventes se estendem sem nos alcançar.
Elas parecem ramos de árvores no inverno,
quando os passarinhos se calam.
Você só escuta o seu próprio passo
que não foi dado ainda pelo teu pé, mas o deve fazer,
porque nada lhe ajudará ficar parado e olhar para trás.
Temos que seguir nosso próprio caminho,
acendendo uma vela como nas cavernas antigas,
onde apenas a luz respira.
Porém se ficar andando por um bom tempo,
o milagre chegará.
Porque o milagre acontece sempre,
e como não podemos viver sem a bondade de Deus,
a vela se acenderá mais forte,
e na luz do dia entrará o sol;
na sua frente você a soprará com um sorriso;
o sol em sua frente se estenderá à cidade em meio a jardins floridos.
Na sua casa a mesa estará posta com uma toalha branca
e os viventes – que um dia perderá –
e os mortos que nunca te perderão
vão dividir o pão com você e lhes oferecerão vinho
e você escutará suas vozes novamente – bem perto do seu coração.
Hilde Domien (1912 – 2006)
Este
texto/poema foi traduzido por D. Renate para o grupo de
mulheres. Lembrei-me dele ao preparar a nossa reflexão de hoje. João
Batista foi para o deserto e a partir do deserto chamou as pessoas a viver uma
vida nova. Arrependimento não se faz no meio da multidão em festa, mas na
solidão, no processo de rever a vida e as atitudes perante ela. São nos
desertos da vida – momentos de reflexão por causa de uma doença, de uma perda
significativa, de uma mudança necessária, que crescemos, mudamos a direção, transformamos
nossas vidas e atitudes.
São momentos pelos quais todos passamos e, as vezes, mais
de uma vez na vida. Desertos são necessários, pois deles saímos renovados. Mas
não dá para viver no deserto sempre, pois aí ele se transforma em doença. Quem está
no deserto precisa recobrar a esperança, olhar para o horizonte e ver nele
novas possibilidades. No deserto João batizava e conduzia as pessoas à
uma vida nova. Jesus também foi para o deserto e se deixou batizar por João. E
depois de batizado adentrou o deserto por 40 dias.
(40 dias - indica um tempo necessário de
preparação para algo novo que vai chegar:
40 dias e quarenta noites do dilúvio (Gn7,4.12);
40 dias e 40 noites passa Moisés no
Monte (Ex 24,18; 34,26; Dt 9,9-11; 10,10);
40 anos foi o tempo da peregrinação pelo
deserto (Nm 14,33; 32,13; Dt 8,2; 29,4,etc.); Jesus jejuou 40 dias antes de começar
o seu ministério (Mt 4,2; Mc 1,12; Lc 4,2); Ascensão de Jesus acontece 40 dias depois
da Ressurreição).
O
tratamento médico, a saudade, o luto, levam tempo para passar e para a vida
recomeçar. A Bíblia chama esse tempo de provação, tentação... Importante é
respeitar esse tempo, mas sem perder a fé e a esperança.
O
evangelho de Marcos diz que com Jesus no deserto havia animais selvagens (
sinal de perigo) e que os anjos cuidavam dele. Também em nossos desertos, em
meio aos perigos e ameaças que sofremos, anjos cuidam de nós. São os médicos,
os amigos, a comunidade em oração... Gente que às vezes nem conhecemos ou
percebemos sua presença.
E
o texto segue dizendo que “depois que Jesus saiu do deserto seguiu para a
região da Galiléia e ali anunciava a boa noticia que vem de Deus.” Jesus se deixou batizar
– e ao ser batizado veio do céu uma voz que disse: “Tu és o meu filho querido e
me dás muita alegria” - e depois foi conduzido pelo Espirito Santo para o
deserto, e de lá saiu fortalecido.
Nós
somos batizados, e por isso, mesmo em nossos desertos podemos nos agarrar a ele
lembrando que não estamos sozinhos. No batismo Deus nos agracia com o seu amor
infinito. Também nós somos queridos e amados por Ele. Através do batismo nos
tornamos parte de uma comunidade de fé que se compromete a nos acompanhar e
apoiar em toda nossa vida. Somos pessoas batizadas para viver em comunidade.
Não importa onde quer que estejamos, em qualquer parte do mundo, a comunidade
cristã tem o compromisso de acolher os batizados.
Estamos iniciando um novo
ano. Temos
planos, sonhos e desejos… Não sabemos o que vai acontecer ou o que vamos
poder concretizar, mas a fé nos impulsiona a caminhar, seguir adiante levando a
boa notícia do reino que Jesus anunciou e que já está no meio de nós.
Assim como os reis
magos do oriente caminharam guiados por uma estrela no céu,
somos convidados e
desafiados a caminhar este novo ano. Haverá sempre uma Estrela no caminho de
quem busca. Uma luz que brilha!
“Porque o milagre acontece sempre, e como
não podemos viver sem a bondade de Deus, a vela se acenderá mais forte, e na
luz do dia entrará o sol…”
Que assim
seja a nossa fé. Amém!
Enviado pela Pastora Neusa por e-mail
sábado, 7 de janeiro de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
ORAÇÃO DO LÓTUS PARA 2012
Elimine as dúvidas que cerceiam a minha mente, os sentimentos de fracasso e de culpa que questionam o meu caminho, libertando o meu ser;
Orienta-me diante das dificuldades e obstáculos, que às vezes parecem intransponíveis.
Dai-me luz, força, esperança e a certeza de seguir a trilha do despertar.
Que os meus ideais correspondam aos ideais do amor.
Que os meus pensamentos sejam como as Flores de Lótus - que nascem e se desenvolvem puras, apesar de crescerem no lodo.
Que as minhas atitudes sejam norteadas pela retidão e meus relacionamentos tenham como essência a compreensão.
Que as minhas reflexões permitam-me o exercício da humildade.
Que a minha consciência, de tão límpida, possa refletir o esplendor da Luz sobre a Vida.
Senhor, quando cansado(a) eu sucumbir de joelhos, estenda-me as mãos do entendimento para que eu possa me reerguer, amenizando assim a minha dor através da compreensão;
Que eu consiga então continuar a seguir o caminho trilhado por vós, apesar dos vários desvios;
Que eu continue a andar, apesar das pedras machucarem-me os pés;
Que eu possa seguir semeando e cultivando, para que o amor brote nos corações das pessoas e a vida encontre o seu significado;
Que possamos aprender definitivamente que a tão almejada felicidade e realização não vem pelo poder, prazer ou pela ausência de dor, mas sim pelo exercício do amor, do verdadeiro amor.
Perdoa-me Senhor pelas minhas falhas.
Porém, tenho a certeza de que falharei e falharei novamente, pois as falhas fazem parte dos acertos e o aperfeiçoamento pessoal é laborioso e difícil, pois entendo que o Homem Consciente não nasce bom, ele se torna bom.
Tenho a convicção de que a verdade presente no meu coração é fruto do espírito puro que brotaste em mim.
E que minhas ações, sejam elas enormes ou ínfimas, simples ou complexas, aparentes ou somente supostas, são o retrato daquilo que busco expressar da essência da minh’alma.
Porém, tenho a certeza de que falharei e falharei novamente, pois as falhas fazem parte dos acertos e o aperfeiçoamento pessoal é laborioso e difícil, pois entendo que o Homem Consciente não nasce bom, ele se torna bom.
Tenho a convicção de que a verdade presente no meu coração é fruto do espírito puro que brotaste em mim.
E que minhas ações, sejam elas enormes ou ínfimas, simples ou complexas, aparentes ou somente supostas, são o retrato daquilo que busco expressar da essência da minh’alma.
Perdoa-me Senhor, por não conseguir ainda completar a realização mais nobre dos meus propósitos e ideais.
Perdoa-me em certas ocasiões onde me perdi diante das minhas próprias ilusões.
A minha mente parecia desenhar o porvir e, por excesso de presunção, esqueci da minha própria insignificância.
Não cabe a mim querer planejar ou controlar o futuro, mas somente utilizar melhor o meu presente contribuindo para um futuro melhor.
Certamente a experiência me mostrará como obter melhor proveito do meu livre arbítrio.
Obrigado(a) finalmente Senhor, pois encerro aqui, mais uma fase de crescimento.
Às vezes dura, quando percebo as minhas limitações e daqueles que me cercam.
Às vezes sublime, quando sinto toda a energia que parece querer transpor o meu próprio ser e que representa a centelha divina de vida que habita o meu corpo e ilumina o meu viver.
AMÉM Perdoa-me em certas ocasiões onde me perdi diante das minhas próprias ilusões.
A minha mente parecia desenhar o porvir e, por excesso de presunção, esqueci da minha própria insignificância.
Não cabe a mim querer planejar ou controlar o futuro, mas somente utilizar melhor o meu presente contribuindo para um futuro melhor.
Certamente a experiência me mostrará como obter melhor proveito do meu livre arbítrio.
Obrigado(a) finalmente Senhor, pois encerro aqui, mais uma fase de crescimento.
Às vezes dura, quando percebo as minhas limitações e daqueles que me cercam.
Às vezes sublime, quando sinto toda a energia que parece querer transpor o meu próprio ser e que representa a centelha divina de vida que habita o meu corpo e ilumina o meu viver.
Desconheço o autor, enviado por e-mail pela Inês Bento
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