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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

MEU NOME É VITÓRIO!



Meu nome é Vitório e recebi esse nome por uma razão muito especial que mais prá frente eu conto. Primeiro quero me apresentar: modéstia á parte, sou um lindo cão mestiço, de porte médio/grande, com pelagem amarela, curta e macia. Meus olhos brilhantes têm uma coloração amarelo/esverdeado e são iguais ao de um leão… não que eu já tenha visto algum leão em minha curta vida! Ouvi essa informação da boca de minha tutora Vera, que me resgatou de maus tratos.

Estou com 8 meses de vida e nasci em uma chácara em Jaguariúna onde meu pai, um pastor alemão, era o cão de guarda. Um dia ele se apaixonou por uma mestiça de labrador que apareceu por lá e dessa união eu nasci, juntamente com mais seis irmãozinhos(as). A dona da chácara não gostou de nos ver por lá e mandou um dos caseiros nos afogar em um lago próximo da propriedade. Um rapaz que trabalhava há pouco tempo na chácara conseguiu me retirar do lago antes que eu me afogasse. Infelizmente minha mamãe e meus irmãozinhos(as) não tiveram a mesma sorte que eu e não puderam ser salvos. O rapaz chamou um amigo de Campinas para ir me buscar e, por ter-me salvo, ele foi despedido do emprego.  Por isso recebi o nome de Vitório, porque eu venci a morte!

Chegando em Campinas fui doado para um casal adolescente que, infelizmente, não tinha muita paciência comigo. Sou esperto, brincalhão, com muita energia para gastar e meus novos donos não gostaram muito do que eu fazia. Como ninguém me dava atenção e nem brincava comigo de correr ou de jogar bolinhas, comecei a procurar o que fazer para me distrair, né? Cheirar as plantas da horta e arrancar algumas folhas, esburacar a terra, virar a lata de lixo para ver o que tem dentro, arrastar tapetinhos pelo quintal e mastigar a trama de barbante… não que o gosto fosse bom, mas era divertido fazer isso e ajudava na minha dentição!

Resultado, puseram uma cordinha de meio metro no meu pescoço e passei a ficar 24 horas amarrado na casinha de dormir, sem espaço prá brincar, geralmente sem água para beber, comida da mais barata e só uma vez por dia. Isso quando não me esqueciam um final de semana inteiro sozinho e desamparado sem água e sem comida.

Minha tutora me viu nessa terrível situação e conversou com meus donos avisando que isso não podia continuar e que eles tinham que cuidar melhor de mim. Mas não adiantou. Então ela registrou um BO no quarto distrito, ligou para vários números que dizem resgatar animais de maus tratos, mas… passaram-se dois meses e ninguém veio em meu socorro.  Felizmente Deus  mudou o meu destino pondo um fim nesse meu calvário: o casal mudou de casa e me deixou para trás!

Foi quando a minha tutora me resgatou. Mas ela não podia ficar comigo por ter outros cães na casa.  Então fiquei abrigado por três dias na casa de um amigo da minha tutora. Como ele tinha que viajar de férias com a família fui levado para um hotel para cães, onde estou morando há alguns dias. Aqui é legal, eles me deixam brincar e correr com outros cães para me sociabilizar, e também estou aprendendo boas maneiras. Minha tutora trouxe a tia Máira – a veterinária - para me aplicar as vacinas necessárias para a minha saúde e meu bem estar. Agora estou pronto para ser adotado por uma família que goste de cães alegres e cheios de energia para brincar, correr, guardar a casa e ser muito acarinhado, pois isso é muito, muito bom e eu gosto muito!

Agora que você já leu a minha história, será que você conhece alguém que me queira? Será? Liga prá minha tutora Vera: 35794739. Você não vai se arrepender. Vou te amar, você vai ver! E pelo resto de minha vida! Prometo, palavra de Vitório!


Foto Vera







Felizmente a história de Vitório teve um final feliz. Em meados de janeiro Vitório que agora se chama Baco foi adotado por um casal que mora em uma chácara em Valinhos. 
Lá ele tem bastante espaço para correr e brincar. 
E com seus novos donos Vitório-Baco está compartilhando muito amor e muita alegria. 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

REFLEXÃO PARA 2012




Prédica – Marcos 4.8-14

"Então o Espírito conduziu Jesus no deserto para o diabo lhe tentar."

Os caminhos mais difíceis se andam a sós.
A decepção, a perda e o sacrifício são solitários.
Mesmo aquela pessoa morta, que atende aosseus apelos 
e se abre a toda exigência agora não lhe socorre.
Ela fica observando se conseguiremos superar...
As mãos dos viventes se estendem sem nos alcançar.
Elas parecem ramos de árvores no inverno, 
quando os passarinhos se calam.
Você só escuta o seu próprio passo 
que não foi dado ainda pelo teu pé, mas o deve fazer, 
porque nada lhe ajudará ficar parado e olhar para trás.
Temos que seguir nosso próprio caminho,
acendendo uma vela como nas cavernas antigas, 
onde apenas a luz respira.
Porém se ficar andando por um bom tempo,
o milagre chegará.
Porque o milagre acontece sempre, 
e como não podemos viver sem a bondade de Deus, 
a vela se acenderá mais forte, 
e na luz do dia entrará o sol; 
na sua frente você a soprará com um sorriso;
o sol em sua frente se estenderá à cidade em meio a jardins floridos.
Na sua casa a mesa estará posta com uma toalha branca 
e os viventes – que um dia perderá – 
e os mortos que nunca te perderão 
vão dividir o pão com você e lhes oferecerão vinho 
e você escutará suas vozes novamente – bem perto do seu coração.

Hilde Domien (1912 – 2006)


Este texto/poema foi traduzido por D. Renate para o grupo de mulheres. Lembrei-me dele ao preparar a nossa reflexão de hoje.  João Batista foi para o deserto e a partir do deserto chamou as pessoas a viver uma vida nova. Arrependimento não se faz no meio da multidão em festa, mas na solidão, no processo de rever a vida e as atitudes perante ela. São nos desertos da vida – momentos de reflexão por causa de uma doença, de uma perda significativa, de uma mudança necessária, que crescemos, mudamos a direção, transformamos nossas vidas e atitudes. 

São momentos pelos quais todos passamos e, as vezes, mais de uma vez na vida. Desertos são necessários, pois deles saímos renovados. Mas não dá para viver no deserto sempre, pois aí ele se transforma em doença. Quem está no deserto precisa recobrar a esperança, olhar para o horizonte e ver nele novas possibilidades.  No deserto João batizava e conduzia as pessoas à uma vida nova. Jesus também foi para o deserto e se deixou batizar por João. E depois de batizado adentrou o deserto por 40 dias.

(40 dias - indica um tempo necessário de preparação para algo novo que vai chegar: 40 dias e quarenta noites do dilúvio (Gn7,4.12); 40 dias e 40 noites passa Moisés no Monte (Ex 24,18; 34,26; Dt 9,9-11; 10,10); 40 anos foi o tempo da peregrinação pelo deserto (Nm 14,33; 32,13; Dt 8,2; 29,4,etc.); Jesus jejuou 40 dias antes de começar o seu ministério (Mt 4,2; Mc 1,12; Lc 4,2); Ascensão de Jesus acontece 40 dias depois da Ressurreição).

O tratamento médico, a saudade, o luto, levam tempo para passar e para a vida recomeçar. A Bíblia chama esse tempo de provação, tentação... Importante é respeitar esse tempo, mas sem perder a fé e a esperança.

O evangelho de Marcos diz que com Jesus no deserto havia animais selvagens ( sinal de perigo) e que os anjos cuidavam dele. Também em nossos desertos, em meio aos perigos e ameaças que sofremos, anjos cuidam de nós. São os médicos, os amigos, a comunidade em oração... Gente que às vezes nem conhecemos ou percebemos sua presença.

E o texto segue dizendo que “depois que Jesus saiu do deserto seguiu para a região da Galiléia e ali anunciava a boa noticia que vem de Deus.” Jesus se deixou batizar – e ao ser batizado veio do céu uma voz que disse: “Tu és o meu filho querido e me dás muita alegria” - e depois foi conduzido pelo Espirito Santo para o deserto, e de lá saiu fortalecido.

Nós somos batizados, e por isso, mesmo em nossos desertos podemos nos agarrar a ele lembrando que não estamos sozinhos. No batismo Deus nos agracia com o seu amor infinito. Também nós somos queridos e amados por Ele. Através do batismo nos tornamos parte de uma comunidade de fé que se compromete a nos acompanhar e apoiar em toda nossa vida. Somos pessoas batizadas para viver em comunidade. Não importa onde quer que estejamos, em qualquer parte do mundo, a comunidade cristã tem o compromisso de acolher os batizados. 

Estamos iniciando um novo ano. Temos planos, sonhos e desejos…  Não sabemos o que vai acontecer ou o que vamos poder concretizar, mas a fé nos impulsiona a caminhar, seguir adiante levando a boa notícia do reino que Jesus anunciou e que já está no meio de nós.

Assim como os reis magos do oriente caminharam guiados por uma estrela no céu,  
somos convidados e desafiados a caminhar este novo ano. Haverá sempre uma Estrela no caminho de quem busca. Uma luz que brilha!


“Porque o milagre acontece sempre, e como não podemos viver sem a bondade de Deus, a vela se acenderá mais forte, e na luz do dia entrará o sol…”

Que assim seja a nossa fé. Amém!

Pa. Neusa Tetzner

Enviado pela Pastora Neusa por e-mail

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

ORAÇÃO DO LÓTUS PARA 2012

Senhor, ilumina a minh’alma.

Elimine as dúvidas que cerceiam a minha mente, os sentimentos de fracasso e de culpa que questionam o meu caminho, libertando o meu ser;
Orienta-me diante das dificuldades e obstáculos, que às vezes parecem intransponíveis.
Dai-me luz, força, esperança e a certeza de seguir a trilha do despertar.

Que os meus ideais correspondam aos ideais do amor.
Que os meus pensamentos sejam como as Flores de Lótus - que nascem e se desenvolvem puras, apesar de crescerem no lodo.
Que as minhas atitudes sejam norteadas pela retidão e meus relacionamentos tenham como essência a compreensão.
Que as minhas reflexões permitam-me o exercício da humildade.
Que a minha consciência, de tão límpida, possa refletir o esplendor da Luz sobre a Vida.
Senhor, quando cansado(a) eu sucumbir de joelhos, estenda-me as mãos do entendimento para que eu possa me reerguer, amenizando assim a minha dor através da compreensão;
Que eu consiga então continuar a seguir o caminho trilhado por vós, apesar dos vários desvios;
Que eu continue a andar, apesar das pedras machucarem-me os pés;
Que eu possa seguir semeando e cultivando, para que o amor brote nos corações das pessoas e a vida encontre o seu significado;
Que possamos aprender definitivamente que a tão almejada felicidade e realização não vem pelo poder, prazer ou pela ausência de dor, mas sim pelo exercício do amor, do verdadeiro amor.

Perdoa-me Senhor pelas minhas falhas.
Porém, tenho a certeza de que falharei e falharei novamente, pois as falhas fazem parte dos acertos e o aperfeiçoamento pessoal é laborioso e difícil, pois entendo que o Homem Consciente não nasce bom, ele se torna bom.
Tenho a convicção de que a verdade presente no meu coração é fruto do espírito puro que brotaste
em mim.
E que minhas ações, sejam elas enormes ou ínfimas, simples ou complexas, aparentes ou somente supostas, são o retrato daquilo que busco expressar da essência da minh’alma.

Perdoa-me Senhor, por não conseguir ainda completar a realização mais nobre dos meus propósitos e ideais.
Perdoa-me em certas ocasiões onde me perdi diante das minhas próprias ilusões.
A minha mente parecia desenhar o porvir e, por excesso de presunção, esqueci da minha própria insignificância.
Não cabe a mim querer planejar ou controlar o futuro, mas somente utilizar melhor o meu presente contribuindo para um futuro melhor.
Certamente a experiência me mostrará como obter melhor proveito do meu livre arbítrio.
Obrigado(a) finalmente Senhor, pois encerro aqui, mais uma fase de crescimento.
Às vezes dura, quando percebo as minhas limitações e daqueles que me cercam.
Às vezes sublime, quando sinto toda a energia que parece querer transpor o meu próprio ser e que representa a centelha divina de vida que habita o meu corpo e ilumina o meu viver.
AMÉM 

Desconheço o autor, enviado por e-mail pela Inês Bento