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domingo, 16 de setembro de 2012

A FORÇA DA NATUREZA!


Vida nasce no concreto da metrópole

Fissura de monumento ao café, no Largo do Pará, cria condições para nascimento de figueira

12/09/2012 - 18h34 .
Patrícia Azevedo


Broto de árvore apareceu no lado da estrutura que tem o desenho do café em monumento no Largo do Pará
(Foto: André Montejano/Especial para a AAN)
Quem passa pelo Largo do Pará, Centro de Campinas, pode contemplar o malabarismo que uma pequena árvore fez para brotar. Entre dois áridos blocos de concreto, surge um pouco de vida. Uma figueira branca desafia as probabilidades e cresce onde deveria existir apenas poeira. Indiferente à estiagem de mais de 50 dias, a árvore oferece um olhar diferente à praça. E a natureza foi um pouco mais caprichosa. A pequena muda cresceu em um monumento que comemora o segundo centenário da chegada do café ao Brasil, em 1927. A estrutura tem quatro lados que simbolizam o café, o português, o escravo e a mulher italiana. A árvore nasceu justamente no lado que simboliza o café.
Crescer em um ambiente como esse não é tarefa fácil, explica o engenheiro florestal e mestre em arborização urbana José Hamilton de Aguirre Júnior. “A semente é levada para o local por meio de fezes de pássaros. E em meio às fezes, que serve também de adubo, a semente brota”, explicou.
Aguirre conta que partículas de poeira, folhas e pequenos animais mortos podem se sedimentar e compor um pouco de solo. “A árvore teria, então, espaço e nutrientes para se desenvolver”, completou. O especialista em arborização diz que a figueira branca é uma espécie muito resistente e agressiva e se adapta facilmente às adversidades.

Natureza forte 
O zelador do Largo do Pará, José Santos, trabalha fazendo manutenção de praças há 27 anos e contou que não é a primeira vez que a árvore brota no local. Segundo ele, a Prefeitura havia retirado a muda em outras ocasiões. “Eu não mexo lá porque tenho medo que o bloco de concreto caia”, afirmou.
A aposentada Irma de Oliveira passa sempre pela praça e conta que reparou na muda que nasceu ali. “A natureza é forte”, comenta. “Mas não sei como a planta consegue sobreviver com essa seca”, pondera.
O garçom Wilson José Matos conta que é preciso melhorar a manutenção dos monumentos. “Nesse, a placa está quase caindo, é preciso conservar melhor as nossas praças”, reclama.
A segurança Andreia Paes diz que a cidade está órfã de espaços de lazer. “As praças não estão bem cuidadas e isso inclui os monumentos. É preciso cuidar melhor de Campinas”, pede.
Apesar do simbolismo, o nascimento de uma árvore no local é uma prova da falta de manutenção do patrimônio público em Campinas. A escultura é formada por vários blocos de concreto e algumas das placas estão se descolando. A árvore nasceu justamente em uma dessas fissuras.
A Prefeitura informou, por meio da assessoria de imprensa, que está realizando trabalhos na praça e que irá fazer a manutenção do monumento.

Enviado por e-mail pelo Movimento Resgate Cambuí

sábado, 8 de setembro de 2012

AGUARDANDO A PRIMAVERA


Este sábado quente e seco me traz uma saudades indescritível de ver a chuva caindo vigorosamente sobre o solo ressecado. A falta de chuva - que perdura há mais de 40 dias - deixa o ar e as plantas empoeirados, trazendo viroses e problemas de respiração para os mais sensíveis.

Florbela Espanca - poetiza portuguesa,  diz que "Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim florida, pois se Deus nos deu voz foi para cantar! E se um dia hei de ser pó e cinza, e mesmo que seja a minha morte uma alvorada, que me saiba perder... para me encontrar..."

Se perder, para se encontrar... é como se a vida se perdesse durante o inverno para se encontrar plena e abundante na primavera. Por isso, a espera para a chegada da primavera - com as águas que trarão a renovação da natureza com seu verdor e colorido das flores, onde enxames de abelhas, borboletas de asas multicoloridas, ágeis colibris e besouros de todos os tipos, colherão o mel, o pólem, a vida - se faz presente na ansiedade para cantá-la assim florida! A expectativa para celebrar a vida é grande!

Mas, enquanto a primavera não chega, ficam as bouganvilles - aqui conhecidas como primaveras - a colorir nossos dias com suas flores vermelhas, brancas, lilazes, rosas, alaranjadas... Bendita beleza! Bendita Natureza!


Foto: Vera Chvatal

domingo, 2 de setembro de 2012

MINHA PRIMAVERA FLORIU



Antecipando-se à Estação Primavera que se aproxima, com chegada prevista para o dia 21 de setembro, minha bela primavera floresceu enfeitando a calçada de casa com seus lindos cachos de flores vermelhas. Cor da paixão, do sangue, da vida, cada dia ela se embeleza mais e mais anunciando a tão esperada estação das flores.  

A primavera, também celebrada como a estação do renascimento, da vida que brota, em cor e esplendor, cantada em verso e prosa, inspirou inúmeros poetas que nos brindaram com frases maravilhosas como a da poetiza Cecília Meireles que, ao dizer “ Aprendi com as Primaveras a me deixar cortar para poder voltar sempre inteira" nos deixa uma verdadeira lição de vida! 

A Primavera inspirou o escritor Paulo Coelho a dizer no poema-oração: “Não se pode dizer para a Primavera? ‘Tomara que chegue logo e dure bastante’.  Pode-se apenas dizer: ‘venha, me abençoe com sua esperança, e fique o máximo de tempo que puder”.  E para a enigmática Clarice Lispector, a veia poética clama para que “ Sejamos como a primavera que renasce cada dia mais bela… Exatamente porque nunca são as mesmas flores.” 

A vida é como um espelho que devolve a cada um o reflexo de seus pensamentos, seus atos, suas omissões. Quer ter uma vida bela, saudável, cheia de vida? Mude, renove, repagine-se, curta a natureza e desenvolva a sensibilidade para uma vida plena! Quer enfeitar sua vida? Plante árvores, plante flores, faça um jardim! Aproveite! Enjoy!  

Afinal, como canta Zélia Duncan: “Bom é não saber o quanto a vida dura, ou se estarei aqui na Primavera futura. Posso brincar de eternidade agora, sem culpa nenhuma.”  

Deixe um legado de flores!




sábado, 1 de setembro de 2012

CHEGA DE OMISSÃO! A SOCIEDADE EXIGE UM PODER PÚBLICO OPERANTE!



Em setembro de 2011 a sociedade se mobilizou e iniciou um abaixo assinado para mudança de nome da Praça Nassim Abib Jorge para Praça Dr Hermes Moreira de Souza, no bairro Cambuí, em Campinas.

O resultado foi a aprovação pela Câmara e houve a mudança de nome.
MAS...a placa com o nome não foi trocado...
Os moradores , mais uma vez indignados, cobriram a placa com um tecido preto - link Band Cidade http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=8P0FR2Ox4EI#! .
Ontem a placa foi retirada e aguardamos a colocação de outra com o nome correto.
Atenção ao fato que o poder público só age quando cobrado pela sociedade......
Movimento Resgate o Cambuí
Tereza e grupo
"Semelhante a uma flor que parece linda, mas não tem nenhum perfume, assim são as palavras infrutíferas do homem que as fala e não coloca em prática"  Dhammapada

Enviado por e-mail pelo Movimento Resgate Cambuí


SINALIZAÇÃO VERDE!



 Sul começa a testar sinalização verde

Comum em outros países, projeto usa árvores e arbustos para indicar ao motorista pontos da estrada que merecem mais atenção

28 de agosto de 2012 | 23h 00
Elder Ogliari / PORTO ALEGRE - O Estado de S.Paulo

Um novo conceito de sinalização rodoviária está chegando ao Brasil pelo trecho sul da BR-101, entre Palhoça (SC) e Osório (RS), em fase de duplicação. Árvores e arbustos nativos, sobretudo da região, vão mostrar onde há passarelas, pontes, curvas acentuadas, alças de viadutos e paradas de ônibus, entre outros locais que exigem maior atenção dos motoristas, somando-se à sinalização tradicional.

Arbusto evita que faróis ofusquem visão - Dnit
Dnit - Arbusto evita que faróis ofusquem visão

A chamada "sinalização verde" já é comum na Alemanha e no Canadá e poderá ser adotada em outras estradas do País se os resultados da experiência forem satisfatórios.

Por enquanto, os arbustos mais visíveis estão no canteiro central de alguns trechos da rodovia e servem para evitar que os motoristas sejam ofuscados pelos faróis dos veículos que trafegam em sentido contrário. São milhares de caliandras - espécie nativa da região que tem flores vermelhas durante quase todo o ano. Esse tipo de sinalização, com outros tipos de arbustos, já existe em estradas brasileiras, mas como conjunto isolado, sem o resto do paisagismo da BR-101 Sul.

Parte do restante da sinalização também está plantada, mas algumas árvores levarão anos para crescer e cumprir sua função. Em curvas horizontais e verticais acentuadas, por exemplo, haverá maciços arbóreos, com espécies nativas altas, para que o motorista saiba a longa distância que terá de reduzir a velocidade ou aumentar a atenção. Da mesma maneira, conjuntos de cinco a noves ipês enfileirados sempre indicarão a existência de paradas de ônibus ao lado da rodovia.

O terreno perto de cabeceiras de ponte será marcado com duas fileiras de árvores em diagonal, nos dois lados da estrada, para indicar ao motorista estreitamento da pista e necessidade de reduzir a velocidade. Retornos e acessos também terão sinalização visível a longa distância, composta por vegetação de baixo porte nas ilhas e arbórea na faixa de domínio. Entre as espécies a serem usadas estão paineira, manacá-da-serra, ingazeiro, buriti-palito e topete-de-cardeal.

"A sinalização é psicológica", destaca o sociólogo Sérgio Luiz dos Reis, da Empresa de Supervisão e Gerenciamento Ambiental (Esga), responsável pela supervisão do programa ambiental da BR-101 Sul. Motoristas não serão avisados por campanhas publicitárias, mas saberão da sinalização por informações divulgadas por imprensa, sindicatos e comunidades.

"A ideia é que a sinalização verde induza o motorista a ter cuidados e acabe fazendo parte do cotidiano de quem trafega na rodovia", prossegue Reis. "O usuário vai aprender a conviver com isso na prática", complementa o engenheiro florestal Rudney do Rio da Silva, supervisor de campo da Esga.

O primeiro trecho com o paisagismo completo, à espera apenas do crescimento das árvores, é o Lote 4, com 16 km, entre Osório e o Túnel do Morro Alto, no Rio Grande do Sul. Nos outros 72 km do lado gaúcho da rodovia, a barreira de arbustos do canteiro central está plantada, mas as demais intervenções ainda são parciais. "Imaginamos que em dois anos o paisagismo esteja pronto", prevê Silva, lembrando que o plantio vem sempre depois da obra.

Resultados. O investimento do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) na sinalização verde dos 348 km do trecho sul da BR-101 será de R$ 2,3 milhões. Ao todo, serão plantadas de 60 mil a 63 mil mudas de árvores e arbustos.

O superintendente do Dnit no Rio Grande do Sul, Vladimir Casa, considera "muito simplista" prever redução de acidentes, cujas causas têm muitas variáveis, como resultado do projeto, mas acha que a observação do comportamento dos motoristas diante da sinalização poderá indicar o resultado da experiência. "Sabemos que é bom, mas o quanto é bom ainda vamos ver."

Enviado por e-mail pelo Movimento Resgate Cambuí